Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!
Mostrando postagens com marcador MUNDO; FRANÇA; PREVIDÊNCIA SOCIAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MUNDO; FRANÇA; PREVIDÊNCIA SOCIAL. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, outubro 18, 2010

Greve contra reforma da Previdência cresce na França e enfrenta repressão do governo









As mobilizações contra a reforma da Previdência do governo francês se radicalizam a cada dia, e começam a enfrentar uma dura repressão. Após a greve geral de 12 de outubro, quando 3,5 milhões foram às ruas na maior jornada de luta e paralisação nesse governo, setores como o de educação, ferroviários e refinarias de petróleo continuaram parados e a greve ainda se estendeu a outras áreas.

A paralisação das refinarias afetou seriamente o abastecimento de combustível. Nesse dia 18 cerca de 1500 dos 12.500 postos de gasolina no país estavam secos. Além disso, a paralisação dos portos impediu a importação de combustível, assim como a dos caminhoneiros, que também entraram de cabeça na greve.

Novo maio
Além do crescimento das mobilizações e das greves, nas últimas semanas os estudantes franceses aderiram em massa às manifestações. Cerca de 850 liceus estão mobilizados, 500 deles em greve, segundo o sindicato estudantil UNL. Nas regiões de Nanterre, Melun, Lyon, Nantes e Lille, ocorreram violentos confrontos com a polícia.

Só nesse dia 18, a polícia francesa havia detido 196 jovens durante os protestos. A repressão coincide com o aumento e radicalização das manifestações. Os trabalhadores franceses, sindicatos e estudantes jogam suas últimas fichas contra o projeto de reforma de Sarkozy. Ela está marcada para ser votada no próximo dia 20 no Senado.

Já o presidente Nicolas Sarkozy se mantém intransigente e não abre mão do ataque às aposentadorias. Em entrevista nesse dia 18, ele afirmou que “a reforma é essencial e a França irá adiante com ela, tal como nossos companheiros alemães fizeram”, fazendo referência à reforma imposta pelo governo de Ângela Merkel na Alemanha.

Sarkozy implementou ainda um gabinete interministerial da crise, para impedir o desabastecimento causado pela greve. Os sindicatos, porém, não recuam diante da repressão e prometem um novo dia de greve geral e manifestações no decorrer desse dia 19. Alguns setores ameaçam ainda com greve por tempo indeterminado. A imprensa europeia já começa a falar em um “novo maio de 68”.

Entenda a reforma
A reforma da Previdência de Sarkozy atrasa o tempo mínimo para as aposentadorias dos atuais 60 para 62 anos. Para quem não tiver completado os 40 anos mínimos de contribuição (que o governo quer aumentar para 41), a aposentadoria só será possível a partir dos 67 anos (hoje essa idade é de 65). Com a crise econômica e o conseqüente aumento do desemprego e da informalidade, os sindicatos denunciam que, na prática, a idade mínima para a aposentadoria vai ser de 67 anos.
FONTE: OPINIÃO SOCIALISTA

quinta-feira, setembro 09, 2010

Mais de 2 milhões de franceses saem às ruas contra reforma da previdência



Foi o maior protesto já enfrentado pelo governo Sarkozy; sindicatos prometem continuar caso o governo não recue dos ataques


A França parou nesse dia 7 de setembro. Cerca de 2,5 milhões de franceses saíram às ruas na jornada de protestos e greve geral contra a reforma que o governo Nicolas Sarkozy quer impor às aposentadorias. A paralisação afetou principalmente os serviços públicos, como transportes e educação.

Foi a maior das quatro greves gerais já realizadas neste ano contra o governo francês, e o maior protesto já enfrentado por Sarkozy. A jornada de lutas supera a última greve geral que reuniu 2 milhões nas ruas, no dia 24 de maio.

Ataques
O governo francês quer elevar a idade mínima para as aposentadorias, dos atuais 60 para 62 anos, e o tempo de contribuição para 41 anos. Para quem não tiver atingido o tempo mínimo de contribuição, a idade mínima seria de 67 anos. Os sindicatos argumentam que a medida, na prática, já estabeleceria a idade mínima para 67 anos, sobretudo aos mais jovens, já que é muito difícil permanecer num emprego formal tempo suficiente para atingir tantos anos de contribuição.

Apesar de afirmar que a medida é necessária devido ao aumento da expectativa de vida dos franceses, o que estaria pressionando o orçamento, a reforma faz parte dos pacotes de corte de custos aplicados por praticamente todos os países europeus como forma de enfrentar a enorme crise fiscal que assola o continente. Após os inúmeros benefícios aos bancos e empresas, os governos estão falidos e jogam a fatura da crise nas costas dos trabalhadores.

A situação é ainda mais dramática para as trabalhadoras francesas, que geralmente ocupam os cargos mais precários e sofrem com salários mais baixos que os homens. situação das mulheres é desfavorável: os seus salários são 20% menores e elas ocupam a maior parte dos empregos de tempo parcial”nunciou à imprensa Jean-Marie Harribey, da ONG Attac.

O governo Sarkozy, por outro lado, tem se mantido irredutível e se nega a dialogar com os sindicatos. O ministro do Trabalho, Eric Woerth, afirmou que a reforma era “indiscutível”. Os sindicatos, por outro lado, afirmaram que o movimento prosseguirá caso o governo não recue dos ataques.


Governo em crise
A greve deve aprofundar ainda mais a crise que passa o governo Sarkozy, afundado numa série de denúncias de corrupção. O movimento também conta com amplo apoio popular. Segundo pesquisas de opinião, de 63% a 70% das pessoas apóiam a greve contra a reforma.
FONTE: OPINIÃO SOCIALISTA