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sexta-feira, julho 09, 2010

FLEC quer 'fim da guerra' com Angola









O líder do grupo separatista FLEC anunciou o fim da luta armada contra o governo de Angola para o controlo do enclave petrolífero de Cabinda, noticiou esta sexta-feira a agência de notícias Lusa.

Henrique N'zita Tiago, que se encontra exilado em Portugal, disse que a luta da FLEC já não era mais viável e ofereceu-se para iniciar negociações com o governo angolano na capital portuguesa, Lisboa.

A FLEC tem lutado pela independência de Cabinda em relação a Angola há mais de 30 anos.

O grupo fez manchetes em todo o mundo em Janeiro, ao revindicar o ataque mortal contra a equipa de futebol do Togo durante o Campeonato Africano das Nações em Angola.

Por seu lado, o líder do grupo dissidente da FLEC Renovada, Alexandre Builo Tati, fez eco dos comentários de N'zita Tiago reiterando que a melhor solução era iniciar conversações com as autoridades em Luanda.

O governo angolano considera a FLEC uma organização terrorista e emitiu mandados de captura contra os seus líderes, alguns dos quais exilados em Paris.

Activistas

Diversos figuras proeminentes da sociedade de Cabinda, incluindo um professor universitário, um activista de direitos humanos e um padre, foram presos alegadamente por estarem envolvidos em actividades contra a segurança do Estado.

Esta tarde a BBC falou com o Secretario de Estado para os Direitos Humanos de Angola e antigo membro da FLEC , Bento Bembe a quem pediu uma reação a este anúncio de Nzita Tiago.

"Não se trata do início do diálogo nem do fim da luta armada, Cabinda é pacífica e é encarada no contexto de Angola."

Para o deputado de Cabinda do grupo parlamentar da Unita, Raul Danda, este anúncio é positivo porque, na sua opinião, o diálogo é a única solução para os problemas do povo cabindês mas minimizou o impacto das declarações do líder da FLEC.

FONTE: BBC/ÀFRICA

quarta-feira, julho 07, 2010

Angola tem novo partido político













Em Angola, acaba de ser criado um novo partido político, formado por um grupo de académico e advogados, que se consideram uma alternativa ao Movimento Popular de Libertação de Angola, MPLA, no poder há 30 anos.

O Bloco Democrático tem como presidente o economista da Universidade Católica de Angola, e comentador na Rádio Ecclesia, Justino Pinto de Andrade e o economista Filomeno Vieira Lopes como Secretario Geral.

Outros membros da Comissão do partido incluem o conhecido docente universitário, Nelson Pestana e o conceituado advogado Luís do Nascimento, que está a defender os activistas de direitos humanos, no caso de Cabinda, que envolve acusações de crimes contra a segurança do estado.

O novo partido surge na sequência da Frente para Democracia, dissolvido após as eleições legislativas de 2008, por ter conseguido apenas 0.27 por cento dos votos.

Assinaturas

O Bloco Democrático, foi credenciado pelo Tribunal Constitucional em Agosto do ano passado, mas segundo a lei angolana, para poder iniciar as suas actividades partidárias, necessita de pelo menos 7,500 assinaturas, sendo pelo menos 150 provenientes de cada uma das 18 províncias angolanas.

O presidente do Bloco Democrático, Justino Pinto de Andrade, disse à BBC que o partido estava no processo de recolha de assinaturas, para apresentar ao Tribunal Constitucional, mas que este processo não estava a ser fácil.

Justino Pinto de Andrade disse ainda está confiante que o seu partido irá vencer as próximas eleições marcadas para 2012, pois segundo ele, os angolanos estão cansados do MPLA e querem mudanças

Ele salientou os objectivos do seu partido, que passam pelo estabelecimento do equilíbrio social e a partilha da riqueza gerada pelo petróleo, por toda a população e não apenas uma elite.

"É necessário criar uma nova força política que venha congregar a vontade política dos angolanos", disse JPA.

Na qualidade de presidente do novo partido, Pinto de Andrade está automaticamente habilitado a concorrer à presidência de Angola, uma vez que de acordo com a nova constituição, o chefe de estado é o líder do partido que vencer as eleições.

FONTE: BBC/ÁFRICA