Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!
Mostrando postagens com marcador MUNDO; EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MUNDO; EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, março 18, 2013

'Reservas' indianas abrangem mais de 3.000 castas e 49,5% das vagas










Em 1990, pelo menos dez universitários indianos atearam fogo em si próprios. Protestavam contra a Comissão Mandal, que ampliou para 49,5% as cotas para castas mais baixas da Índia em empregos no governo do país.
O ato, feito por estudantes "brâmanes" (casta mais alta) que temiam ser alijados dos melhores postos, simbolizam a controvérsia da política de "reservas" na Índia.

A ação afirmativa começou a ser implementada na Constituição de 1950, após a independência de 1947. Seu idealizador foi B. R. Ambedkar, herói nacional e pertencente à casta mais baixa da Índia, os "dalits". Indivíduos desse grupo eram restritos às piores formas de trabalho e não podiam tocar na comida de membros de outras castas.

A Constituição tornou a discriminação ilegal. Foi criado o sistema de cotas para os "dalits" ("scheduled castes", ou SC), e para os "adivasi" ("scheduled tribes", ou ST). Juntos, SC e ST têm direito a 22,5% dos empregos estatais e das vagas nas escolas e universidades públicas da Índia.

Nos anos 90, foram criadas cotas também para as chamadas "other backward classes", ou OBC, (outras classes atrasadas), que incluem mais de 3.000 castas em desvantagem social ou educacional. Seus membros passaram a ter direito a 27% das vagas no setor público e, a partir de 2008, em universidades e escolas.

Portanto, na Índia de hoje, 49,5% das vagas estão reservadas. E há cotas por Estados.

Acredita-se que o sistema tenha ajudado a reduzir a pobreza e aumentado o acesso à educação. Emprego público se tornou o principal passaporte para a classe média.

Mas o sistema de cotas causa também distorções. A principal crítica é que muitos beneficiados não são pobres. E há brâmanes pobres que têm notas altas e não conseguem entrar em boas faculdades. A qualidade das universidades também caiu -para cumprir a cota, foram admitidos alunos não qualificados.

Outra crítica é o uso eleitoral das cotas. Para ganhar apoio de partidos dominados pelas castas mais baixas, políticos propõem um número cada vez maior de cotas.

FONTE: FOLHA.COM

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Semana de luto dos professores


Nesta segunda-feira, os professores iniciam uma
 “Semana de Luto e de Luta” em defesa da
 profissão de professor e da Escola Pública. 
O protesto é contra os cortes orçamentais, 
os docentes em mobilidade especial, 
os mega-agrupamentos e outros temas que a 
Fenprof exige discutir com o ministro da Educação.

A semana de luta, que é promovida pela Fenprof e terá lugar entre 18 e 22 de fevereiro, envolve a colocação de cartazes e faixas negras, a utilização de um auto-colante, a distribuição de um texto aos pais sobre a situação na Educação, ações nas escolas e a aprovação de posição por escola a enviar ao ministério da Educação (MEC).
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse que a federação sindical continua a espera de uma reunião com o ministro da Educação, Nuno Crato, para debater os problemas dos professores e da Escola Pública.
Segundo a agência, Mário Nogueira refere várias preocupações que afetam os docentes neste momento, para as quais querem alertar toda a sociedade, dando destaque aos cortes orçamentais – não só aos que se concretizaram ao longo dos últimos anos no Orçamento do Estado, mas também aos já anunciados, no âmbito do corte de quatro mil milhões de euros nas funções sociais do Estado.
O secretário-geral da Fenprof critica: “Ouvimos agora dizer que o Governo estaria a pensar em pedir à 'troika' um adiamento de um ano para o corte de quatro mil milhões de euros, mas também todos percebemos, ao ouvir isso, que o Governo não pretende dizer à 'troika' que não quer fazer esse corte. O problema aqui é mais prolongar a agonia e não tanto evitar a morte de um sistema que já hoje está extremamente fragilizado”.
Mário Nogueira salienta que os problemas estão longe de se esgotar nos cortes orçamentais. Há também o “empobrecimento dos currículos escolares”, os “mega, cada vez maiores, agrupamentos”, as “linhas de privatização”, com a transferência das escolas para a alçada dos municípios, também eles em dificuldade financeira, e a inclusão de docentes no regime de mobilidade especial, “uma antecâmara do desemprego”.
O secretário-geral da Fenprof frisa: “É preciso parar, é preciso dizer que basta. Na sequência da última grande manifestação de professores, finalmente o ministro veio falar, num primeiro momento, para dizer que não ia haver despedimentos e, num segundo momento, para dizer que não ia aumentar o horário de trabalho para as 40 horas. Isso significa que a ação, a luta dos professores pressiona e leva a que o Governo tenha também de repensar algumas das medidas. É o momento oportuno e adequado para que os professores continuem a dar visibilidade ao seu protesto”.
FONTE: ESQUERDA NET

domingo, abril 15, 2012

Chomsky: O ataque ao Ensino Público

Os cortes de financiamento, os aumentos das propinas, a empresarialização das universidades, a instituição do ensino para o teste e outros mecanismos que pretendem destruir o interesse dos estudantes e moldá-los, são exemplos deste ataque.

O ensino público está sob ataque em todo o mundo e, em resposta, realizaram-se protestos estudantis recentemente na Grã-Bretanha, no Canadá, no Chile, em Taiwan e noutros países.
A Califórnia também é um campo de batalha. O The Los Angeles Times informa sobre outro capítulo da campanha para destruir o que foi o maior sistema de ensino superior público do mundo: “Funcionários da Universidade Estadual da Califórnia anunciaram planos para congelar as matrículas na próxima primavera, na maioria dos campus, e para pôr em lista de espera todos os candidatos no próximo outono, dependendo do que for decidido sobre uma iniciativa fiscal na eleição de novembro.”
Cortes de financiamento semelhantes estão a ocorrer em todo o país. “Na maioria dos estados”, diz o New York Times, “são os pagamentos de propinas, não o dinheiro do estado, que cobrem a maior parte do orçamento”, de forma que “a era dos quatro anos nas universidades públicas a preços acessíveis, pesadamente subsidiadas pelo Estado, pode ter acabado”.
As faculdades comunitárias enfrentam cada vez mais problemas semelhantes – e os cortes de financiamento chegam ao ensino secundário.
A ideia de que beneficiamos, como nação, de uma educação superior, foi substituída pela crença de que são aqueles que recebem a educação que se beneficiam dela em primeiro lugar e por isso devem pagar a conta”, conclui Ronald G. Ehrenberg, administrador do sistema da Universidade Estadual de Nova York e diretor do Cornell Higher Education Research Institute.
A descrição mais precisa, penso eu, é “Erro de projeto” [Failure by Design], o título de um estudo recente do Economic Policy Institute, que desde há muito é uma importante fonte de informação confiável e de análise do estado da economia.
O estudo do EPI reexamina as consequências da transformação da economia, há uma geração, da produção doméstica à financeirização e à transferência da produção para outros países. Por projeto; sempre houve alternativas.
Uma primeira justificação para o projeto é o que o prémio Nobel Jospeh Stiglitz chamou de “religião” que afirma que “o mercado leva a resultados eficientes”, e que recentemente enfrentou mais um revés esmagador com o colapso da bolha imobiliária, ignorada por princípios doutrinários, desencadeando a atual crise financeira.
Houve também denúncias de alegados benefícios da expansão radical das instituições financeiras desde os anos 70. Uma descrição mais convincente foi dada por Martin Wolf, correspondente económico sénior do Financial Times: “Um setor financeiro fora de controlo está a devorar a moderna economia de mercado desde dentro, tal como uma larva da marabunta come o hospedeiro onde foi depositada.”
O estudo da EPI observa que o “Erro de Projeto” tem uma base de classe. Para os projetistas, foi um clamoroso sucesso, tal como revela a espantosa concentração de riqueza no 1% de topo, de facto no 0,1%, enquanto a maioria foi reduzida à virtual estagnação ou ao declínio.
Em resumo, quando têm oportunidade, “os Senhores da Humanidade” aplicam a sua “máxima vil” – “tudo para nós e nada para os outros”, como há muito explicou Adam Smith.
O ensino público massificado é uma das grandes conquistas da sociedade americana. Teve muitas dimensões. Um objetivo foi preparar agricultores independentes para a vida de trabalhadores assalariados que tolerassem o que encaravam como virtual escravidão.
O elemento coercivo não passou despercebido. Ralph Waldo Emerson observou que os líderes políticos defendem a educação popular porque temem que “Este país está a encher-se de milhares e milhões de eleitores, e é preciso educá-los para os manter longe das nossas gargantas.” Mas educados de forma correta: limitando as suas perspetivas e compreensão, desencorajando o pensamento livre e independente e formando-os na obediência.
A “máxima vil” e a sua implementação provocaram regularmente uma forte resistência, que por seu lado despertou os mesmos temores entre a elite. Há 40 anos, houve grande temor de que a população se estivesse a libertar da apatia e da obediência.
No extremo internacionalista liberal, a Comissão Trilateral – um grupo político não governamental a partir do qual foi desenhada em grande parte a administração Carter – tornou públicas em 1975 sérias advertências de que havia demasiada democracia, em parte devido a erros das instituições responsáveis pela “doutrinação dos jovens”. Na direita, um importante memorando de 1971, assinado por Lewis Powell, dirigido à Câmara de Comércio dos EUA, o principal lóbi empresarial, lamentava que os radicais estavam a tomar tudo – universidades, média, governo, etc. – e apelava à comunidade empresarial para que usasse o seu poder económico para reverter o ataque ao nosso apreciado modo de vida – que ele bem conhecia. Como lobista da indústria do tabaco, conhecia bem o Estado paternalista para com os ricos ao qual chamava de “mercado livre”
Desde então, muitas medidas foram tomadas para restaurar a disciplina. Uma é a cruzada pela privatização – pondo o controlo em mãos confiáveis.
Outra foi o grande aumento das propinas, até perto de 600 por cento, desde 1980. Este aumento produziu um sistema de ensino superior com “muito mais estratificação económica do que em qualquer outro país”, segundo Jane Wellman, ex-diretor do Delta Cost Project, que monitoriza estas questões. Os aumentos de propinas empurram os estudantes para a armadilha das dívidas de longo prazo e, assim, a subordinação aos poderes privados.
Dão-se justificativas de base económica, mas muito pouco convincentes. Em países ricos e pobres, incluindo o vizinho México, as propinas mantêm-se gratuitas ou simbólicas. Isto era assim também nos Estados Unidos, quando eram um país muito mais pobre, depois da Segunda Guerra Mundial e muitos estudantes conseguiam entrar nas universidades sob a lei GI1 – um fator de crescimento económico singularmente alto, mesmo pondo de lado o significado em termos de melhoria de vida.
Outro dispositivo é a empresarialização das universidades. Esta levou a um dramático aumento das camadas da administração, muitas vezes recrutadas fora em vez de serem oriundos da faculdade, como antes; e a imposição de uma cultura empresarial da “eficiência” – uma noção ideológica, não apenas económica.
Um exemplo disto é a decisão das universidade estaduais de eliminar os programas de enfermagem, engenharia e ciências da computação, porque são caros – e acontece que são profissões onde há falta de mão de obra, como informa o The New York Times. A decisão prejudica a sociedade, mas está de acordo à ideologia empresarial dos ganhos de curto-prazo sem consideração pelas consequências humanas, de acordo com a máxima vil
Um dos efeitos mais insidiosos afetam os professores e monitores. O ideal das Luzes na educação era plasmado na imagem do ensino como uma corrente que os estudantes seguiam a seu modo, desenvolvendo a sua criatividade e independência de espírito.
A alternativa, a ser rejeitada, é a imagem de derramar água num vaso – muito furado, como todos sabemos da experiência. Esta última abordagem inclui o ensino para o teste e outros mecanismos para destruir o interesse dos estudantes e procurar moldá-los, de forma a melhor controlá-los. Hoje, isso é tudo muito familiar.
4 de Abril de 2012
Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net
1Lei que estabelecia uma gama de benefícios para os veteranos que regressavam da II Grande Guerra (os GI's), que incluíam empréstimos à habitação bonificados, empréstimos para arrancar um negócio ou uma fazenda, pagamento de propinas e despesas para frequentar a universidade, o ensino secundário ou a educação vocacional, assim como um ano de compensação de desemprego. (N.T.)
FONTE: ESQUERDA.NET / Por Noam Chomsky, Truthout

sábado, dezembro 17, 2011

O que os professores realmente querem dizer aos pais
















Neste verão, eu conheci um diretor que foi nomeado recentemente como o administrador do ano em seu estado. Ela era amada e adorada por todos, mas ela me disse que estava deixando a profissão.

Eu gritei: "Você não pode deixar-nos", e ela respondeu incisivamente: "Olha, se eu receber uma oferta para liderar um sistema escolar de órfãos, vou estar toda sobre ele, mas eu simplesmente não posso lidar com os pais mais, eles estão nos matando ".

Infelizmente, esse sentimento parece estar se tornando mais e mais prevalente. Hoje, novos professores permanecem em nossa profissão uma média de apenas 4,5 anos, e muitos deles lista de "problemas com os pais" como uma das suas razões para jogar a toalha. Palavra está se espalhando, e os professores mais negatividade receber dos pais, mais difícil se torna para recrutar o que há de melhor e mais brilhantes dos colégios.

Então, o que podemos fazer para deter a maré? O que os professores realmente precisam de pais para entender?

Para começar, somos educadores, não babás. Somos profissionais educados que trabalham com crianças todos os dias e muitas vezes ver o seu filho em uma luz diferente do que você. Se nós lhe der conselhos, não lute contra ele. Tomá-lo, e digeri-lo da mesma forma que você consideraria o conselho de um médico ou advogado.Habituaram-se a alguns pais que simplesmente não querem ouvir nada negativo sobre seu filho, mas às vezes se você está disposto a aceitar o conselho de alerta precoce para o coração, ele pode ajudá-lo a cabeça uma questão que poderia se tornar muito maior em o futuro.

Confie em nós. Às vezes quando eu digo aos pais que seu filho tem sido um problema de comportamento, quase posso ver os cabelos subir em suas costas. Eles estão prontos para lutar e defender seus filhos, e é cansativo. Um dos meus maiores pet peeves é quando eu conto uma coisa à mãe feita por seu filho e ela se vira, olha para ele e pergunta: "Isso é verdade?" Bem, é claro que é verdade. Eu só lhe disse. E por favor não se perguntam se um colega pode confirmar o que aconteceu ou se outro professor poderia estar presente. Ele só humilha professores e enfraquece a parceria entre professor e pai.

Por favor, saia com todas as desculpas
E se você realmente quer ajudar seus filhos a ser bem sucedido, pare de inventar desculpas para eles. Eu estava conversando com um pai e seu filho sobre suas tarefas de leitura de verão. Ele me disse que não tinha começado, e eu deixei-o saber que eu estava extremamente desapontado, porque a escola começa em duas semanas.

Sua mãe entrou na conversa e disse-me que tinha sido um verão horrível para eles por causa de questões familiares que haviam passado por, em julho. Eu disse que estava tão triste, mas eu não pude deixar de salientar que as atribuições foram dadas em maio. Ela rapidamente acrescentou que ela estava permitindo que seu filho algum "tempo de diversão" durante o verão antes de voltar a trabalhar em julho e que não era culpa dele a obra não estava completa.

Você pode sentir minha dor?

Alguns pais vão dar desculpas, independentemente da situação, e eles estão criando filhos que vai se transformar em adultos que se viram para desculpas e não criar uma forte ética de trabalho. Se você não quer que seu filho acabem aos 25 anos e desempregado, sentado em seu sofá comendo batatas fritas, então pare de inventar desculpas para isso que eles não estão tendo sucesso. Em vez disso, se concentrar em encontrar soluções.

Pais, seja um parceiro, em vez de um procurador
E os pais, você sabe, é OK para o seu filho ficar em apuros, às vezes. Ela forma o caráter e ensina lições de vida. Como professores, estamos atormentados por aqueles pais que estão no caminho dessas lições; chamamos os pais de helicóptero porque querem swoop e salvar seu filho toda vez que algo der errado. Se dermos a uma criança um 79 em um projeto, então é isso que a criança merece. Não configurar um tempo para se encontrar comigo para negociar crédito extra para um 80. É um 79, independentemente de se você acha que deveria ser um B +.

Este pode ser difícil de aceitar, mas você não deve presumir que porque o seu filho faz em linha reta A que ele / ela está recebendo uma boa educação. A verdade é que muitas vezes são os maus professores que dão as notas mais fácil, porque eles sabem, dando boas notas todos vão deixá-los sozinhos. Os pais vão dizer: "Meu filho tem um grande professor! Ele fez todas as A este ano!" Wow. Venha agora. Em toda a honestidade, são geralmente os melhores professores que estão dando notas mais baixas, porque eles estão levantando expectativas. No entanto, quando seus filhos recebem notas baixas você quer reclamar e vai até o gabinete do diretor.

Por favor, dê um passo para trás e de uma boa olhada na paisagem. Antes de desafiar essas notas baixas sinta que o professor tem "dado" ao seu filho, talvez seja necessário para realizar o seu filho "ganhou" as notas e que o professor que se queixa é na verdade o que está fornecendo a melhor educação.

E por favor, seja um parceiro em vez de um promotor. Eu tinha uma criança que nos enganou em um teste, e seus pais ameaçaram chamar um advogado, porque eu estava rotulando ele como um criminoso. Eu sei que parece loucura, mas diretores de todo o país estão me dizendo que os advogados cada vez mais são os pais que acompanham as reuniões da escola com seus filhos.

Professores pisando em ovos
Eu me sinto tão triste por administradores e professores nos dias de hoje, cujas mãos estão completamente amarradas. De muitas maneiras, nós vivemos com medo do que vai acontecer a seguir. Nós andamos em ovos em um sistema de educação aguada onde os professores não têm a coragem de ser honesto e falar o que pensam. Se eles fazem um pequeno erro, ele pode se tornar um grande desastre.

Minha mãe me disse uma criança em uma escola local escreveu em seu rosto com um marcador permanente. O professor tentou tirá-lo com uma toalha, e deixou uma marca vermelha no lado do seu rosto. O pai chamou a mídia e, o professor perdeu o emprego. Minha mãe, minha própria mãe, disse: "Você pode acreditar que a mulher fez isso?"

Eu me senti atingido no intestino. Sinceramente, teria, provavelmente, tentou fazer com que a marca fora também. A pensar que poderíamos perder nossos empregos com algo tão pequeno é assustador. Por que alguém iria querer entrar na nossa profissão? Se os nossos professores continuam a sentir-se ameaçados e com medo, você vai roubar nossas escolas dos nossos melhores e algema os nossos esforços para recrutar educadores excelente amanhã.

Finalmente, lidar com situações negativas de uma maneira profissional.
Se o seu filho disse que alguma coisa aconteceu na sala de aula que lhe diz respeito, peça para se encontrar com o professor e aborde a situação dizendo: "Eu queria que você sabe alguma coisa do meu filho disse que teve lugar na sua classe, porque eu sei que as crianças podem exagerar e que há sempre dois lados para cada história. Eu estava esperando que você poderia lançar alguma luz para mim. " Se você não está feliz com o resultado, em seguida, tomar as suas preocupações com o diretor, mas acima de tudo, nunca falar mal de um professor na frente de seu filho. Se ele sabe que você não respeitá-la, ele não quer, e que levará a uma série de novos problemas.

Nós sabemos que você ama seus filhos. Nós os amamos também. Nós só pedimos - e lhe peço - para confiar em nós, nos apoiar e trabalhar com o sistema, e não contra ela. Precisamos de você para ter nossas costas, e precisamos de vocês para nos dar o respeito que merecemos. Levantar-nos e fazer-nos sentir apreciado, e vamos trabalhar ainda mais para dar ao seu filho a melhor educação possível.

Esta é a promessa de um professor, de mim para você.

FONTE: edition.cnn / Nota do editor: Ron Clark, autor de "O Fim da Classes Melaço: Getting nossos miúdos Unstuck - 101 Soluções Extraordinária para pais e professores", foi nomeado "Mestre Americano do Ano" pela Disney e foi pegar Oprah Winfrey como a sua " Homem fenomenal. " Fundou The Ron Clark Academy , que os educadores de todo o mundo visitaram a aprender.

LEIA TAMBÉM: 
Professores são educadores, não babás

sexta-feira, novembro 04, 2011

“Nobel” da Educação vai para ONG de Bangladesh













Programa premiado beneficiou 140 milhões de pessoas na Ásia, África e América Central.

Alfred Nobel, o sueco criador do famoso prêmio que leva seu sobrenome, estabeleceu em testamento, em 1895, que sua herança deveria ser utilizada para compensar, todos os anos, pessoas que prestam grandes serviços para a humanidade nos campos da paz, literatura, química, medicina e física.

A educação, à época ainda privilégio de um pequeno grupo da população, ganhava maior intervenção do estado no sentido de se tornar elementar, universal e laica. Mas isso não foi suficiente para colocá-la no hall de grandes feitos da humanidade.

Este cenário começa a mudar com a iniciativa da Fundação Qatar, divulgada no ano passado durante a segunda edição do World Innovation Summit for Education (Wise). Um prêmio de meio milhão de dólares será concedido todos os anos ao responsável por um trabalho inovador que promova mudanças sociais por meio da educação.

E o primeiro ganhador daquele que pode ser considerado o nobel da educação foi Fazle Hasan Abed, fundador da Bangladesh Rural Advancement Committee (Brac). Trata-se de uma organização não governamental (ONG) criada por Abed em 1972 por conta da crise que afetou o país na guerra de independência contra o Paquistão.

O trabalho começou com uma motivação, o ideal de Abed de combater todas as formas de exploração e discriminação. "E educação é a resposta para estes problemas", afirma.

A Brac trabalha com o princípio da autoajuda por meio da educação e desenvolvimento de áreas específicas: cuidados de saúde essenciais, apoio à agricultura, direitos humanos, serviços jurídicos, microfinanças e desenvolvimento empresarial. E o trabalho que começou há 40 anos apenas com recursos próprios de Abed, que vendeu um apartamento na Inglaterra para bancar o projeto, hoje atinge proporções monumentais.

São 120 mil trabalhadores dedicados a capacitar as pessoas para gerir o bem estar de suas famílias e contribuir para a construção de uma sociedade saudável. As atividades de ensino já atenderam 140 milhões de pessoas de países da Ásia, África e América Central.

A estratégia de Abed é orientar pessoas para que possam ser empreendedoras, abrir seus próprios negócios ou atuar em áreas de grande importância social, como saúde e educação infantil.

"O governo não deve ser o único provedor da educação. Mas tem que oferecer ensino de qualidade, e para isso, precisa de concorrência do setor privado (ONGs e empresas). Sem concorrência, como saberá que está fazendo um bom trabalho?"

Atualmente, cerca de 750 mil crianças, 70% delas meninas, estão matriculadas nas 25 mil escolas primárias da Brac em Bangladesh, que apresentam taxa de aprovação superior à média das escolas do país. Só no Afeganistão, a Brac abriu mais de 4 mil escolas primárias. É exatamente este segmento da educação que mais tem trazido bom resultados, segundo Abed.

"O que mais me orgulha é a alta qualidade da educação que oferecemos às crianças. Muitos se tornaram engenheiros, médicos, advogados. E foi a educação que abriu estas oportunidades", afirma.

"A educação é a principal ferramenta para empodeirar os pobres e ser o catalisador de mudanças", enfatiza Abed, que hoje tem como foco ampliar seu projeto para outros países.

"E temos pressa, porque o custo da pobreza é muito alto em oportunidades perdidas."

FONTE: BRASIL ECONÔMICO

quarta-feira, agosto 25, 2010

A desuniversidade

O projeto de reforma da universidade européia corre o risco de virar uma contra-reforma. Caso isso ocorra, os critérios de mercantilização reduzirão o valor das áreas de conhecimento ao seu preço de mercado e o latim, a poesia ou a filosofia só serão mantidos se algum macdonald informático vir neles utilidade.

O processo de Bolonha — a unificação dos sistemas universitários europeus com vista a criar uma área europeia de educação superior — tem sido visto como a grande oportunidade para realizar a reforma da universidade europeia. Penso, no entanto, que os universitários europeus terão de enfrentar a seguinte questão: o processo de Bolonha é uma reforma ou uma contra-reforma?

A reforma é a transformação da universidade que a prepare para responder criativamente aos desafios do século XXI, em cuja definição ela ativamente participa. A contra-reforma é a imposição à universidade de desafios que legitimam a sua total descaracterização, sob o pretexto da reforma. A questão não tem, por agora, resposta, pois está tudo em aberto. Há, no entanto, sinais perturbadores de que as forças da contra-reforma podem vir a prevalecer. Se tal acontecer, o cenário distópico terá os seguintes contornos.

Agora que a crise financeira permitiu ver os perigos de criar uma moeda única sem unificar as políticas públicas, a política fiscal e os orçamentos do Estado, pode suceder que, a prazo, o processo de Bolonha se transforme no euro das universidades europeias. As consequências previsíveis serão estas: abandonam-se os princípios do internacionalismo universitário solidário e do respeito pela diversidade cultural e institucional em nome da eficiência do mercado universitário europeu e da competitividade; as universidades mais débeis (concentradas nos países mais débeis) são lançadas pelas agências de rating universitário no caixote do lixo do ranking, tão supostamente rigoroso quanto realmente arbitrário e subjetivo, e sofrerão as consequências do desinvestimento público acelerado; muitas universidades encerrarão e, tal como já está a acontecer a outros níveis de ensino, os estudantes e seus pais vaguearão pelos países em busca da melhor ratio qualidade/preço, tal como já fazem nos
centros comerciais em que as universidades entretanto se terão transformado.

O impacto interno será avassalador: a relação investigação/docência, tão proclamada por Bolonha, será o paraíso para as universidades no topo do ranking (uma pequeníssima minoria) e o inferno para a esmagadora maioria das universidades e universitários. Os critérios de mercantilização reduzirão o valor das diferentes áreas de conhecimento ao seu preço de mercado e o latim, a poesia ou a filosofia só serão mantidos se algum macdonald informático vir neles utilidade.

Os gestores universitários serão os primeiros a interiorizar a orgia classificatória, objetivomaníaca e indicemaníaca; tornar-se-ão exímios em criar receitas próprias por expropriação das famílias ou pilhagem do descanso e da vida pessoal dos docentes, exercendo toda a sua criatividade na destruição da criatividade e da diversidade universitárias, normalizando tudo o que é normalizável e destruindo tudo o que o não é.

Os professores serão proletarizados por aquilo de que supostamente são donos — o ensino, a avaliação e a investigação — zombies de formulários, objetivos, avaliações impecáveis no rigor formal e necessariamente fraudulentas na substância, workpackages, deliverables, milestones, negócios de citação recíproca para melhorar os índices, comparações entre o publicas-onde-não-me-interessa-o-quê, carreiras imaginadas como exaltantes e sempre paradas nos andares de baixo. Os estudantes serão donos da sua aprendizagem e do seu endividamento para o resto da vida, em permanente deslize da cultura estudantil para cultura do consumo estudantil, autônomos nas escolhas de que não conhecem a lógica nem os limites, personalizadamente orientados para as saídas do desemprego profissional.

O serviço da educação terciária estará finalmente liberalizado e conforme às regras da Organização Mundial do Comércio. Nada disto tem de acontecer, mas para que não aconteça é necessário que os universitários e as forças políticas para quem esta nova normalidade é uma monstruosidade definam o que tem de ser feito e se organizem eficazmente para que seja feito.


Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

segunda-feira, maio 17, 2010

Americanos discutem a real importância do curso superior na vida profissional











Qual é a chave do sucesso nos Estados Unidos? Fora participar de um reality show, a resposta é automática e, alguns pode argumentar, até mesmo condicionada: fazer um curso universitário. A ideia de que quatro anos de educação superior significam um emprego melhor, salários maiores e uma vida mais feliz – um refrão que certamente será repetido este mês nas cerimônias de graduação em todo o país – tem sido bombardeada na cabeça das crianças, pais e educadores. Mas há um aspecto ruim nessa crença convencional. Talvez menos da metade das pessoas que começaram um curso de graduação de quatro anos no outono de 2006 receberão o diploma dentro de seis anos, de acordo com as últimas projeções do Departamento de Educação. (Os números não incluem os alunos transferidos, que não são rastreados.)


Para os estudantes universitários que estavam entre os 25% dos alunos mais fracos de suas classes no colegial, os números são ainda mais duros: 80% deles provavelmente nunca conseguirão um diploma superior, nem mesmo de um curso de curta duração. Isso pode se traduzir em muitas mensalidades a pagar, sem um diploma para compensar.


Um grupo pequeno porém influente de economistas e educadores está pressionando em outra direção: para alguns alunos, nada de faculdade. Segundo eles, chegou a hora de desenvolver alternativas com credibilidade para os alunos que provavelmente não terão sucesso na faculdade, ou que talvez não estejam prontos para ela.


Se todas as pessoas que estão na faculdade deveriam estar lá não é uma dúvida recente; o assunto tem sido discutido em livros e dissertações há anos. Mas a crise econômica enfatizou o problema, à medida que os Estados com problemas financeiros passaram a cortar as verbas para a educação superior.


Entre os que defendem essas alternativas estão os economistas Richard Vedder da Universidade de Ohio e Robert Lerman da American University, o cientista político Charles Murray, e James Rosenbaum, professor de educação na Universidade Northwestern. Eles encaminhariam alguns alunos para um treinamento profissional intensivo e de curta duração, através de programas de segundo grau expandidos e treinamentos em empresas.


“É verdade que precisamos de mais microcirurgiões do que há 10 ou 15 anos”, diz Vedder, fundador do Center for College Affordability and Productivity, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos em Washington. “Mas os números ainda são relativamente pequenos comparados ao número de auxiliares de enfermagem de que vamos necessitar. Nós precisaremos de centenas de milhares deles na próxima década.” E a maior parte desse treinamento, diz ele, poderia ser oferecido fora do contexto da universidade.


Os diplomas universitários simplesmente não são necessários em muitas profissões. Das 30 carreiras com maior expectativa de crescimento durante a próxima década nos EUA, apenas sete costumam exigir diploma universitário, de acordo com a Agência de Estatísticas do Trabalho.


Entre as dez carreiras que mais crescem, duas delas exigem diplomas universitários: contabilidade (bacharelado) e professores de terceiro grau (doutorado). Mas esse crescimento deverá ser ultrapassado pela necessidade de enfermeiros registrados, assistentes de saúde domiciliar, representantes de serviços ao cliente e funcionários de lojas. Nenhum desses empregos exige um diploma de bacharelado.


Vedder gosta de perguntar por que 15% dos carteiros têm diplomas de bacharelado, de acordo com um estudo federal de 1999.


“Alguns deles poderiam ter comprado uma casa com o que gastaram em sua educação”, disse. Lerman, o economista da American University, diz que alguns formandos do segundo grau seriam melhor atendidos se fossem ensinados como se comportar e se comunicar no ambiente de trabalho.


Essas habilidades estão entre as mais desejadas – até mais do que a formação escolar – em muitas entrevistas de empregadores. Em uma pesquisa de 2008 com mais de 2 mil empresários do Estado de Washington, os empregadores disseram que os funcionários novatos pareciam ter mais deficiência em “resolver problemas e tomar decisões”, “resolver conflitos e negociar”, “cooperar com os outros” e “ouvir com atenção”.


Mas apesar da necessidade, os programas vocacionais, que podem ensinar esse tipo de habilidade, foram aniquilados pelos esforços do governo para melhorar os parâmetros nacionais de educação, que se concentraram em preparar os alunos para a universidade.


Enquanto alguns educadores propõem uma renovação radical do sistema de faculdades comunitárias para preparar os jovens para o trabalho, Lerman defende que o governo e empregadores façam um investimento significativo em programas de treinamento vocacional no local de trabalho. Ele falou com admiração, por exemplo, de um programa da rede de farmácias CVS no qual os assistentes de farmacêutico trabalham como aprendizes em centenas de lojas, e depois muitos deles continuam estudando para se tornarem farmacêuticos.


“O campo da saúde é um caso óbvio em que a situação da mão de obra deixa a desejar”, diz ele. “Eu tentaria trabalhar com alguns dos principais empregadores para desenvolver programas como esse para formar pessoas aptas a realizar trabalhos que demandam alta capacitação.”


Embora nenhum país tenha um modelo perfeito para esses programas, Lerman apontou um estudo modesto sobre um programa alemão feito no verão passado por uma estudante. Ela descobriu que, entre todos os estudantes alemães que foram aprovados no Abitur, o exame que permite frequentar a faculdade pagando quase nada, 40% preferiram fazer treinamentos em profissões técnicas, contabilidade, gerenciamento de vendas e computação.


“Algumas das pessoas que saíram desses treinamentos têm mais chances de conseguir emprego do que estudantes formados em universidades”, diz ele, “porque elas de fato tiveram experiência no ambiente de trabalho.”


Ainda assim, ao incentivar alguns alunos a deixarem de lado os cursos universitários de quatro anos, acadêmicos como Lernam tocam num ponto delicado do sistema educacional. No mínimo, eles poderiam ser acusados de reduzir as expectativas de alguns alunos. Alguns críticos vão além, sugerindo que a abordagem equivaleria a estabelecer uma discriminação na educação, uma vez que muitos dos estudantes que desistem da faculdade são negros ou hispânicos.


Peggy Williams, conselheira numa escola de segundo grau no subúrbio da cidade de Nova York cujos alunos são na maioria negros ou hispânicos, entende o argumento para errar por excesso e pressionar mais alunos a entrarem na faculdade.


“Se nós dissermos às crianças: 'Você não consegue chegar lá, não deveria ir para a faculdade ou universidade”, então estamos sendo injustos com elas e impedindo que conheçam um ambiente em que podem crescer”, diz ela.


Mas Williams diz que poderia aconselhar alguns alunos a desistirem do caminho pré-universitário se a sua escola, Mount Vernon High School, tivesse uma alternativa melhor de educação vocacional. Durante a última década, diz ela, os cursos de artes culinárias, enfermagem, auxiliar de odontologia e reparo de sistemas de ventilação e aquecimento foram eliminados. Talvez apenas 1% dos graduados deste ano terão se concentrado nos cursos vocacionais, diz ela, comparado a 40% há uma década.


Há ainda outra argumento em defesa do ensino superior: as pessoas com diplomas universitários e equivalentes normalmente ganham mais do que as que não os têm e enfrentam menos riscos de ficarem desempregadas, de acordo com números do Departamento de Estatísticas do Trabalho.


Mesmo aqueles que experienciam poucos anos de faculdade ganham mais dinheiro, em média, com menos riscos de desemprego, do que os que têm apenas um diploma de segundo grau, diz Morton Schapiro, economista que é presidente da Universidade Norhtwestern.


“Você recebe algum retorno, mesmo que não tenha recebido o diploma”, diz Shapiro.


Ele alertou que não se deve ignorar os benefícios intangíveis da experiência da faculdade – mesmo que seja uma experiência incompleta – para aqueles que talvez não apliquem diretamente o que aprenderam no trabalho que escolheram.


“[O ensino superior] não diz respeito somente ao retorno econômico”, diz ele. “Fazer faculdade, quer você termine ou não, contribui para a apreciação estética, uma melhor saúde e um melhor comportamento eleitoral.”


Entretanto, diz Rosenbaum, os conselheiros e professores de segundo grau não fazem o suficiente para alertar os alunos com poucas chances de conseguir um diploma universitário sobre o arriscado caminho que têm pela frente.


“Não estou dizendo para não buscarem o bacharelado”, diz ele. “Eu digo, vamos dar a eles algumas credenciais intermediárias, algumas conquistas intermediárias. Então, se eles quiserem ir adiante com sua educação, eles podem.”

FONTE:The New York Times