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terça-feira, fevereiro 28, 2012

Governadores pressionam pela aprovação de projeto que muda critério de reajuste do piso salarial dos professores


Dez governadores reuniram-se hoje (28) com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (PT-RS), para pressionar pela aprovação de um projeto de lei que propõe alterar o critério de reajuste do piso nacional do magistério. Atualmente, a legislação determina que o piso dos professores deve ser corrigido de acordo com o percentual de crescimento do valor mínimo anual por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Como entre 2011 e 2012 esse aumento foi 22%, o piso também foi corrigido pelo mesmo patamar, passando de R$ 1.187 para R$ 1.451. Os valores foram anunciados ontem (27) pelo Ministério da Educação (MEC).
Pelo projeto de lei defendido pelos governadores, que foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara e aguarda aprovação em plenário, o piso seria corrigido anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação. De acordo com o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, atualmente, apenas oito estados pagam aos professores de suas redes de ensino o valor que determina a lei.
“Sou a favor do piso e fui o primeiro governador a aplicá-lo. Mas você aguentaria pagar um reajuste de 22% ao ano para o seu empregado se o seu salário só é reajustado 6% ou 7% [referindo-se à inflação]? Essa matemática não vai fechar. Nós somos contra esse critério de reajuste”, disse Puccinelli ao sair da reunião.
O governador argumentou que os impostos e tributos são calculados a partir da inflação e, por isso, o salário dos professores deveria seguir o mesmo critério já que a fonte para o pagamento é a arrecadação dos estados. 
Segundo Puccinelli, já é previsto que, para 2013, o crescimento do valor por aluno do Fundeb fique entre 18% e 23%, o que significaria um aumento semelhante para o piso, caso seja mantido o atual parâmetro de reajuste.
De acordo com a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Piso, com o anúncio do novo valor do menor salário do professor, qualquer alteração nos critérios de reajuste valerá apenas para 2013. 
Ela sugere que seja montada uma mesa de negociação com parlamentares da bancada da educação, dos estados, municípios e do governo federal, para discutir possíveis mudanças. Para a deputada, entretanto, o INPC não é um bom critério, já que apenas a correção pela inflação não garantirá ganhos para a categoria.
Com o anúncio do piso para 2012 e a discussão da mudança dos critérios de correção, o deputado Izalci (PP-DF) disse que, agora, "acende um alerta" em relação aos movimentos de greve de professores nos estados e municípios, já que alguns entes federados não pagarão o valor fixado por lei. 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) planeja uma paralisação nacional nos dias 14, 15 e 16 de março, com o objetivo de cobrar a efetiva aplicação da lei.
FONTE:Amanda Cieglinski / Agência Brasil

Salário mínimo atual representa menos de 30% 
do necessário, aponta Dieese 

O salário mínimo atual, R$ 622, é menos de um terço do que uma família, com dois adultos e duas crianças, precisa para se manter, segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas (Dieese). 

O órgão divulgou nesta semana o valor de R$ 2.398,82, como sendo o rendimento base necessário para atender o preceito constitucional.

O artigo 7º, do capítulo II da Constituição Federal, prevê "salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo, vedada sua vinculação para qualquer fim".

De acordo com nota divulgada pelo Dieese, para chegar ao montante divulgado para o mês de janeiro de 2012, foi ponderado o gasto familiar, considerando uma família composta por dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto e o maior valor da ração essencial das localidades pesquisadas.

Carreira docente

O valor do mínimo calculado pelo Dieese serve como referência para várias categorias elaborarem suas pautas de reivindicações.

No caso dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), o montante representa o número de referência - gerador da tabela proposta na reestruturação da carreira dos professores federais - correspondente ao professor nível I, graduado, em contrato de 20 horas semanais.

Fonte: ANDES-SN

sábado, fevereiro 11, 2012

Nova classe média será mão de obra mais qualificada para indústria, apontam Senai e FGV


A chamada nova classe média (com renda familiar entre R$ 1,2 mil e R$ 5,3 mil) fornecerá força de trabalho mais qualificada para o desenvolvimento industrial nos próximos anos. A expectativa é alimentada por uma análise sobre a demanda por educação profissional divulgada hoje (8), em Brasília, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
De acordo com a avaliação, baseada nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - pesquisas mensais de emprego (PME), de 2002 a 2010, e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2007) -, são os jovens da classe média que alimentam a expansão de quase 77% no número de pessoas que declararam “frequentar” ou “ter frequentado” cursos de educação profissional (qualificação de 200 até 400 horas, ensino médio técnico ou curso superior de tecnólogo) entre 2004 e 2010.
Em seis anos, o percentual de quem declarou formação em educação profissional passou de 14,03% para 24,81%, segundo aponta a análise. O maior contingente é de jovens, especialmente os adolescentes de 15 anos, que representam 10% do total de pessoas que frequentam ou frequentaram educação profissional. Entre as pessoas de 15 a 29 anos que declararam frequentar a educação profissional, o maior percentual é na classe C (8%), que também aponta a maior demanda por cursos profissionalizantes na área industrial.
Para o economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV, a procura dos jovens da classe C pela educação profissional indica que a ascensão do estrato na última década terá sustentabilidade. “Não é sonho de uma noite verão”, afirma.
Para ele, não é possível dizer que a mobilidade é movida meramente por aumento do acesso ao crédito e maior consumo desse segmento da população. “Há claro paralelo entre a ascensão da nova classe média (ou classe C) e a profusão de carteiras de trabalho e cursos profissionalizantes”, defende.
Na opinião de Rafael Lucchesi, diretor de Educação e Tecnologia do Senai, o ingresso desses jovens deverá dar  “lastro” ao crescimento do setor industrial nos próximos anos. A expectativa do executivo é que os onze principais setores industriais brasileiros totalizem US$ 648 bilhões de investimento entre 2011 e 2015. O Senai promete até 2014 ampliar sua rede de escolas técnicas e cursos profissionalizantes de 2,4 milhões de matrículas para 4 milhões. Para isso, contará com empréstimo de R$ 1,5 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Apesar da boa perspectiva, a análise dos dados aponta que mais de três quartos da população nunca frequentou educação profissionalizante, quase 70% por falta de interesse. Além disso, a pesquisa verifica que 8% dos que iniciaram algum curso profissionalizante não concluíram. A maioria porque deixou de ter interesse pelo curso no qual estavam inscritos. Entre os que concluem, mais de 37% não conseguem trabalhar na área. Os cursos profissionalizantes no Brasil são oferecidos pela rede pública, pela rede privada, pelo Senai e por organizações não governamentais.
Na avaliação de Marcelo Neri, a baixa procura por cursos profissionalizantes tem a ver com a falta de informação e a má qualidade das escolas brasileiras. “A baixa qualidade da educação básica no Brasil influencia a demanda pela educação profissional”, diz o economista que assinala que a educação profissional resulta em um ganho médio de 15%.
Rafael Lucchesi lembra que cerca de 9 milhões de alunos estão matriculados no ensino médio no Brasil, mas apenas 1 milhão faz o ensino médico técnico (complementar) e apenas 6 milhões ingressam no nível superior. “Poucos países tem uma distribuição tão ruim para a matriz do trabalho”, ressalta.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL

quarta-feira, julho 06, 2011

05 de julho: DIA NACIONAL DE LUTA (O QUE OCORREU)








Ato público dos SPFs reúne mil pessoas em Porto Alegre

Por Fritz R. Nunes

Nem o vento frio que soprava do Guaíba em direção ao centro de Porto Alegre intimidou os cerca de mil servidores federais que fizeram uma caminhada pelas ruas centrais, saindo da frente do prédio da Reitoria da UFRGS, e que culminou em um ato público no Largo Glênio Peres. O objetivo da manifestação era protestar contra a falta de negociação do governo federal em relação à pauta de reivindicações do funcionalismo. A caminhada, que durou cerca de uma hora, foi alegrada por balões, faixas e apitos.


A coordenação da atividade, que iniciou por volta do meio-dia desta terça e encerrou às 15h, foi do Fórum Gaúcho dos Servidores Públicos Federais, que reúne entidades como a ASSUFRGS, SINDSERF, SINDISPREV, entre outras. Santa Maria esteve representada por um grupo de servidores da UFSM que viajou de ônibus no início da manhã para a capital, coordenado pelo sindicato dos técnicos da UFSM (ASSUFSM), que estão em greve desde o início de junho.


Durante as manifestações das entidades sobraram críticas para todas as três esferas de governo. Ao prefeito José Fortunatti (PDT), por não ter autorizado que o ato público acontecesse na Esquina Democrática. Ao governador Tarso Genro (PT), por ter, nas palavras da vice-presidente do CPERS Sindicato e dirigente da central sindical Intersindical, Neiva Lazarotto, “apunhalado” os servidores estaduais, aprovando na Assembleia Legislativa um pacote de medidas que afeta duramente a previdência desse setor. E também ao governo de Dilma Rousseff, que estaria preocupado em destinar recursos para a Copa do Mundo, ignorando as demandas dos trabalhadores.


Um boletim distribuído pela Intersindical chegou a fazer uma comparação entre os salários da presidente da República, dos parlamentares e do conjunto dos servidores federais. O material assinalava que enquanto Dilma teve um reajuste salarial de 162%, deputados e senadores tiveram um aumento de 62%, o funcionalismo público até agora não recebeu qualquer proposta de reajuste, sendo que o limite para aprovação de qualquer índice, que precisa constar da lei orçamentária de 2012, é o próximo dia 30 de agosto.


Os próximo passos da greve devem ser definidos em uma reunião do Fórum Gaúcho dos Servidores, que acontecerá na próxima sexta, 8, em Porto Alegre. Há uma expectativa de que seja apresentada uma resposta à pauta dos servidores na audiência que acontecerá nesta quarta, 6, em Brasília, entre a Coordenação Nacional dos Servidores e representantes do Ministério do Planejamento.


Além da Intersindical, estiveram presentes ao ato público e usaram a palavra os dirigentes da CPS Conlutas e da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). Pela representação de Santa Maria falou a coordenadora geral da ASSUFSM, Loiva Chansis. Dentre outras entidades presentes, o sindicato dos servidores do IBGE (ASSIBGE), o sindicato dos técnicos da Federal de Rio Grande (APTAFURG), os servidores da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) e a assessoria de imprensa da SEDUFSM.


A vereadora Fernanda Melchionna (PSol) também levou a solidariedade dos parlamentares ao ato do funcionalismo. Ela informou que a Câmara de Vereadores aprovou uma moção de apoio à greve dos servidores federais.

Debate sobre precarização do trabalho docente marca Dia Nacional de Luta na Aduff


Como parte das atividades desta terça-feira (5/7), data que marca a paralisação nacional dos servidores públicos e o Dia de Luta e mobilização em prol do plano de Carreira Docente defendido pelo ANDES-SN, a Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense (Aduff Seção Sindical) e a Escola de Serviço Social da UFF (ESS/UFF) promovem um debate sobre o tema “Intensificação e Precarização do trabalho docente: quais os impactos para a formação profissional?”.

O evento acontece a partir das 18h30, na ESS, no campus Gragoatá da UFF. A mesa será composta por Gelta Xavier, da Aduff, Charles Toniolo, do Conselho Regional de Serviço Social – Cress, Katia Lima, da ESS/Uff e membro do grupo de trabalho de políticas educacionais do ANDES-SN, e de um representante da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (Enesso).


A Campanha Unificada dos servidores públicos conta com diversos sindicatos nacionais, como o ANDES-SN, e centrais sindicais. Durante todo o dia 5/7, várias ações estão programadas em diversos estados brasileiros. Entre as atividades desta terça-feira no Rio de Janeiro, as entidades realizam, no período da tarde, manifestação na Cinelândia.

Com informações da Aduff Seção Sindical

Docentes da UFAC paralisam atividades, realizam panfletagem e mobilização

Os docentes da Universidade Federal do Acre (UFAC) promoveram panfletagem nos portões de entrada do campus da instituição, na manhã desta terça-feira (5/7), Dia Nacional de Luta e Mobilização em prol do Plano de Carreira Docente defendido pelo ANDES-SN.

Durante a tarde, eles continuam mobilizados e em vigília. De acordo com a professora Andréia Maria Lopes Dantas, membro do Conselho Deliberativo da Associação dos Docentes da UFAC (Adufac Seção Sindical), grupos de docentes também estarão passando nos departamentos para dialogar com colegas e estudantes que, por quaisquer motivos, não tenham aderido de imediato à paralisação. “Precisamos sensibilizar toda a comunidade acadêmica para esta paralisação nacional”, justifica.

Segundo ela, em assembléia realizada ontem, os docentes aprovaram a adesão à participação por maioria, com apenas um voto contra e uma abstenção. “Nós também deliberamos a constituição de um Grupo de Trabalho que irá analisar e acompanhar as propostas de Plano de Carreira”, acrescenta.

Paralisação dos docentes da UFJF terá debate e manifestação em frente a Câmara

Os professores da UFJF e do Ifet/JF decidiram, em assembléia geral no dia 29/06, aderir à paralisação dos servidores públicos federais nesta terça-feira, 05/07, em protesto contra o congelamento salarial para 2011, preconizado pelas ações do Governo Federal.


Como parte da mobilização, os docentes promoveram, pela manhã, uma mesa redonda com o tema "Análise de conjuntura e desafios para os educadores no segundo semestre de 2011". O evento foi realizado na sede da Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apesjf) e contou com a participação de representantes do ANDES-SN, Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituíções Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf).


Ainda durante esta terça-feira, as entidades realizam um protesto em frente a câmara dos vereadores de Juiz de Fora, procurando informar a população sobre a desvalorização sofrida pelos trabalhadores da educação.

Com informações da Apesjf - Seção Sindical

Adufmat/Rondonópolis participa da paralisação nacional

Em assembléia geral da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Mato Grosso, campus Rondonópolis (Adufmat/roo), os professores deliberaram em unanimidade por aderir à paralisação nacional dos servidores públicos desta terça-feira, 5/7. A data marca também o Dia Nacional de Luta e mobilização em prol do plano de carreira docente defendido pelo ANDES-SN.

Como ações de mobilização, os docentes realizam durante todo o dia panfletagem no campus, a fim de esclarecer aos alunos os motivos da paralisação. Além disso, fizeram também visita à imprensa local para explicar e chamar a atenção da sociedade para à manifestação dos servidores federais.

Com informações da Adufmat/roo

Professores prometem fechar acesso à Ufam durante toda a terça-feira

Segundo o presidente da Adua, Antonio Neto, um dos principais pontos de reivindicação dos docentes é o Plano de Carreira do Docente e a política salarial

A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas - Seção Sindical do ANDES-SN (Adua) deu detalhes sobre o “Dia Nacional de Paralisação dos Servidores Públicos Federais”, realizado em todo o Brasil, nesta terça-feira (5). Em Manaus, sete entidades federais vão aderir a paralisação que será concentrada, a partir as 8h, na entrada da Ufam.

“Vamos fechar o acesso à Universidade, nem os técnicos nem os professores vão realizar atividades neste dia”, explicou o presidente da Adua, Antônio Neto.

Entre as entidades confirmadas estão o Diretório Central dos Estudantes da Ufam (DCE/Ufam), Movimento Educar para Cidadania, Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindep/AM), Associação do IBGE (ASSIBEGE), Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect), além da Adua – Seção Sindical.

A data foi escolhida devido a reunião da Comissão dos Servidores Públicos, formado por 26 entidades de todo o Brasil, com representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, marcada para o mesmo dia, em Brasília (DF). A Comissão irá apresentar um documento com as propostas para as mudanças nas diretrizes da política federal voltada para os servidores públicos. “A paralisação é para fortalecer e chamar a atenção dos governantes para analisar as nossas propostas”, explicou Antônio Neto.

Segundo ele, um dos principais pontos de reivindicação dos professores é a o Plano de Carreira do Docente e a política salarial. “Estamos há cinco anos nesta luta pela valorização dos servidores”, ressaltou o líder dos docentes.

Docentes da UFT participam do Dia Nacional de Luta


Os professores da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em greve desde 21 de junho, aderiram à paralisação geral dos servidores públicos federais nesta terça-feira, 5/7, com atividades específicas para marcar também o Dia Nacional de Luta e mobilização em prol do plano de carreira docente defendido pelo ANDES-SN.


“Nesta terça, os professores da UFT seguirão um cronograma elaborado pelo Comando de Greve”, informou Vinícius Marques, presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFT (Sesduft).


Marques conta que dentre as ações está à concentração dos docentes juntamente com os técnicos administrativos da UFT. “Durante todo o dia haverá atividades, como por exemplo, manifestação dos servidores no centro de Palmas, visita a Assembleia Legislativa, Cine de Greve e outras”, destaca.


O presidente ressalta que todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão estarão suspensas. “Durante a paralisação nenhum trabalho dentro da universidade será realizado, como por exemplo, as aulas do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor).” Marques afirma que as aulas do Parfor voltam ao normal na quarta-feira (06/07).

Com informações da Sesduft

Fonte: ANDES-SN

Servidores federais do Paraná aderem à mobilização conjunta

O dia 05 de julho ficou definido como data para a mobilização dos servidores públicos federais. Para esta data - definida em plenária da Coordenação Nacional de Entidades de Servidores Federais (Cnesf) - estão marcadas atividades em todos os estados do país.


Em reunião no último dia 27, na sede da Regional Sul do ANDES-SN, em Curitiba, estiveram reunidos representantes de diversos sindicatos ligados às entidades nacionais que compõem a Cnesf, para organizar as mobilizações que ocorrerão em Curitiba.


O objetivo do ato é pressionar o governo a atender as reivindicações das categorias que, além de buscar melhorias salariais e de condições de trabalho, também lutam pela retirada de projetos que tramitam no Congresso e que são prejudiciais para os servidores federais como o Projeto de Lei (PL) 549/09, que congela os salários dos servidores públicos por dez anos, e o PL 1992/07, que privatiza a previdência social dessas categorias.


Para o presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná – Seção Sindical do ANDES-SN (Apufpr – Ssind), Luis Allan Künzle, a unidade das entidades que representam os servidores públicos federais é essencial. "É muito fundamental que haja essa mobilização unificada, porque assim conseguiremos demonstrar mais força junto ao governo federal, para barrar as medidas que visam nos prejudicar e buscarmos condições melhores para todos os servidores públicos federais. É importante que os docentes da UFPR também participem", afirma o Künzle.


A manifestação teve início na praça Santos Andrade, às 9h, e os presentes seguem em caminhada até a Boca Maldita.


Entidades

Participam da organização do dia de mobilização em Curitiba: ANDES-SN, Apufpr-SSind, Sinditest-PR, SindPRevs, Fenasps, Sindifisco/DS Curitiba, Assibge-SN/Núcleo Paraná e Assincra.


Serviço público federal

Os serviços públicos têm sido alvo de constantes críticas da população porque o governo não tem investido o suficiente para sua melhoria. As insuficientes contratações de servidores, que não chegam nem a repor o número dos que se aposentam, fará com que a qualidade dos serviços públicos piore ainda mais com o passar do tempo


Algumas categorias do serviço federal já possuem quase 30% de seu quadro em condições de se aposentar. Isso significa que, caso haja um grande volume de aposentadorias em um curto espaço de tempo, alguns serviços ficarão praticamente paralisados.


Para o secretário geral da Apufpr – Ssind, Rogério Miranda Gomes, que também esteve presente na reunião do dia 27, situações como essa abrem brecha para que o governo implemente medidas que flexibilizam os regimes de contratação no serviço público. "Esse sucateamento leva o governo a propor medidas, como a MP 525, que precariza a contratação de docentes para as universidades federais, ou outras ações futuras que podem levar à privatização de alguns serviços", aponta.

Com informações da Apufpr-SSind

Fonte: ANDES-SN

sexta-feira, março 25, 2011

corrente pelo professor.









Nesta noite (ou manhã, ou tarde),

em algum lar,

um(a) professor(a) está preparando a

aula para seu filho na escola,

enquanto você trabalha ou assiste TV.

Neste mesmo minuto, professores do

mundo todo estão usando seu “tempo

livre”,

muitas vezes gastando do seu próprio bolso,

para a educação, prosperidade e futuro do seu filho.


Comente,copie e cole esta mensagem se você é professor ou se valoriza os professores.

FONTE: mondonaty

quarta-feira, março 16, 2011

Inep apresenta prova a secretários de educação







A partir da próxima sexta, dia 18, a Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente será debatida por técnicos do Inep nos fóruns promovidos pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O objetivo do Inep é apresentar aos gestores educacionais a prova e sua proposta de matriz de referência. Os encontros estão previstos para ocorrer em todos os estados, mais Distrito Federal, até o mês de abril.

A prova será realizada anualmente a partir de 2012 e, no início, selecionará profissionais para lecionar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Para ressaltar a importância de obtenção de dados fidedignos para compor um quadro detalhado da educação básica nacional, a coleta de dados do Censo da Educação Básica também será abordada pela equipe do Inep.

A Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente foi instituída após uma série de reuniões com órgãos governamentais e entidades representativas da área educacional. Caberá a cada rede de ensino decidir pela adesão e pela forma de utilização dos resultados da prova. O desempenho dos participantes poderá ser aproveitado de duas maneiras: integral, seguida da análise de títulos, ou parcial, no caso de a rede julgar ser necessária a aplicação de avaliações complementares. A forma da adesão será indicada nos próprios editais de concursos das redes. Os candidatos poderão se inscrever em todos os concursos que desejarem.

A rede que adotar a avaliação terá maior agilidade no preenchimento de cargos vagos de docentes e menos gastos com a realização de concursos. A implementação da prova também aumentará a qualidade das avaliações, pois a elaboração dos testes será baseada em uma matriz de referência atualizada periodicamente e construída a partir de um amplo processo de discussão entre especialistas de diversas áreas do conhecimento, que tem como ponto de partida a pesquisa e a reflexão sobre o perfil desejado para um ingressante na carreira docente no Brasil.

FONTE: Assessoria de Imprensa Inep/MEC

VIOLÊNCIA ESCOLAR: EM TRÊS CASOS

Em dia de fúria, aluno atira carteira contra professora em escola estadual de SP

Mais um episódio de violência foi registrado numa escola estadual de São Paulo. Num dia de fúria, um aluno arremessou uma carteira escolar contra uma professora em Guaimbé, município da região de Marília, a 435 quilômetros de São Paulo, nesta terça-feira.

A professora, Sandra Inês Bontempo, contou que tudo começou quando ela pediu para um aluno parar de conversar durante a aula de matemática. Foi aí que outro estudante começou a ofendê-la com palavrões. E as agressões não pararam.

- Ele veio para acertar minha cabeça - disse a professora.Sandra diz que estava abrindo a porta da sala para chamar a diretora quando o jovem, de 16 anos, a atacou com uma carteira. A professora prestou queixa na polícia, fez exame de corpo de delito e foi atendida no hospital para fazer um curativo.

Depois da confusão, o aluno ainda teria ameaçado as conselheiras tutelares, que também registraram um boletim de ocorrência.

Segundo a Polícia Militar, o adolescente já causou problemas em casa e na escola. A cidade tem apenas três escolas públicas.

- Praticamente todos os dias recebemos chamados de agressão a professores - diz o policial militar Clóvis Noronha.

A Polícia Civil vai ouvir os envolvidos e avaliar se instaura inquérito. A escola vai reunir o Conselho de Pais e professores e decidir qual punição o aluno vai sofrer.

A última pesquisa feita pela Apeoesp na região de Marília ouviu quase 300 professores da rede estadual e 38% deles disseram que já viram aluno ameaçando aluno dentro de escola. E quase a metade, 44%, já presenciou estudantes ofendendo professores.


Em Santa Catarina, aluno agride diretora de escola com pedrada porque ela o repreendeu


A diretora Miriam dos Santos, da Escola de Educação Básica Celso Ramos, no bairro Prainha, em Florianópolis, foi agredida com uma pedrada por um aluno de 15 anos. Segundo a Secretaria de Educação de Santa Catarina, Miriam teria chamado a atenção do aluno que estava fora da sala de aula. Após levar uma pedrada na cabeça, a diretora ainda teria sido ameaçada pelo adolescente, que prometeu vingança caso ela denunciasse a agressão. Abalada, a vítima pediu afastamento por 10 dias do cargo.


De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC), esse é o 15º caso de agressão a professores da mesma escola somente este ano.Os professores, após a agressão, realizada na última sexta-feira, paralisaram as atividades em protesto contra falta de segurança na escola. Uma reunião na próxima quinta-feira entre professores, pais e comunidade, deve decidir quando as aulas serão retomadas e quais medidas serão adotadas para garantir a segurança de todos.

- Esse caso não é isolado. Somente este ano foram 15 casos de agressão a professores na mesma escola. Desses, cinco registraram boletim de ocorrência - diz Anna Julia Rodrigues, secretária geral do Sinte/SC.

De acordo com o sindicato, a escola está sucateada e precisa de políticas públicas voltadas para o convívio social entre alunos e professores.

- O aumento da segurança no local é apenas uma medida paliativa. Defendemos uma escola cidadã, o maior convívio social entre alunos, professores e comunidade. Não só essa como outras escolas do estado carecem de medidas sociais, como atendimento psicopedagógico, infraestrutura para oferecer melhores condições tanto aos professores quanto aos alunos - diz Anna Julia.

O gerente regional de Educação da Grande Florianópolis, Ari Cesar da Silva, classificou a agressão como 'pontual' e disse ser contrário à paralisação dos professores. Ele disse ainda que serão adotadas novas medidas de segurança para evitar outros casos de agressão no local.

- Nós já estivemos conversando com os professores. Pretendemos reforçar a ronda escolar e conversar com os seguranças da escola, para revermos algumas ações. Além disso, pretendemos levar o Núcleo de Educação e Prevenção às Drogas, Sexualidade e Violência por algumas vezes à escola, entre o fim deste ano e o ano que vem - acrescenta Silva.

Segundo o gerente de Educação, a escola tem 400 alunos no Ensino Fundamental e dois vigias fazendo a ronda interna.


Professora é empurrada por pai de aluna e sofre afundamento na nuca em Pernambuco


A professora da Escola Modelo Infantil Santa Joana, no bairro da Boa Vista II, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, está internada no Hospital da Restauração (HR), no Recife, devido a uma agressão que teria sofrido do pai de uma aluna. Maria Ladjane Araújo, 50 anos, foi internada com afundamento da nuca. Ela está em observação e o estado de saúde é tido como estável pelos médicos.

A professora teria chamado o pai para conversar sobre o comportamento da filha. Ele teria se irritado com o assunto da conversa e empurrado Maria Ladjane Araújo, que caiu no chão e bateu com a parte de trás da cabeça no calçamento. A vítima desmaiou na hora e, por causa do afundamento na nuca, foi transferida para o HR.

De acordo com os médicos, Maria Ladjane Araújo também teria sofrido um derrame no globo ocular e sua situação, apesar de estável, é delicada. Ela deve ficar em observação por, no mínimo, sete dias.

O caso, que aconteceu na sexta-feira está sendo investigado na 2º Delegacia de Caruaru. O suspeito de agredir a professora não foi preso, mas já foi identificado pela polícia. Ele deve prestar depoimento nesta terça-feira.

FONTE: O GLOBO

LEIA TAMBÉM:

Saúde do professor é abalada pelas condições de trabalho http://guebala.blogspot.com/2010/10/saude-do-professor-e-abalada-pelas.html

sábado, outubro 16, 2010

Considerações sobre o Dia do Mestre











Hoje, dia 15 de outubro, se celebra o Dia do Mestre. Parece brincadeira, mas cada vez mais existem menos mestres. A vida foi retirando das ambições das atuais gerações, a vontade de lecionar. Há disciplinas como Física e Química , em que conseguir um professor é cada vez mais difícil.

Nosso país não respeita seus educadores, remunerando-os de forma inadequada e sem priorizá-los nas políticas públicas

É uma triste realidade para a educação nacional, mas compreensível para um país que não respeita seus educadores, remunerando-os de forma inadequada e sem priorizá-los nas políticas públicas. Para alguns gestores, as instalações e os equipamentos são de vital importância e o professor fica em segundo plano, inclusive sendo substituído por tutores não presenciais, em sistemas de educação à distancia, cuja qualidade é, na maior parte dos casos, questionável.

Precisamos entender que o professor é a figura que revoluciona as mentes de seus alunos, trazendo para sala de aula a discussão sobre a formação da cidadania, não só da empregabilidade. Ele é a mola de mudança de percepção do indivíduo numa sociedade globalizada, que quer comportamentos padrões, sem respeitar a individualidade e a pluralidade, que devem ser as características do meio acadêmico.

O mestre , apesar de todas as dificuldades, continua lutando por uma sociedade em que oportunidades de aprendizagem devem ser compartilhadas, não impostas. O mundo é dos que desejam fazer da educação um instrumento de novas visões e de sementes de vida mutante.

O professor é a mola de mudança de percepção do indivíduo na sociedade globalizada

O Brasil, que deverá atravessar mudanças nos próximos meses, merece que a educação seja administrada de forma real, num país que almeja sair do subdesenvolvimento, mas que continua se beneficiando do assistencialismo. Quando dizemos real, referimo-nos a uma administração que possibilite não metas preestabelecidas, mas reciclagem e revisão constante, através da participação de alunos, familiares e funcionários nas mudanças estratégicas dos conteúdos disciplinares e dos projetos pedagógicos.

Ser professor não pode ser um bico, nem uma forma de ganhar projeção no mercado, mas uma vontade muito grande de criar um cidadão pensante, politizado, capaz de brigar por seus direitos e ser reconhecido.

Vamos também de uma vez por todas entender que a universidade não é o único caminho na sobrevivência e que o ensino técnico é, às vezes, de maior empregabilidade para um país que forma doutores estagnados em suas teses de pouca aplicabilidade ou que não sabem o que fazer.

Mestre, você merece carinho, afeto, respeito, agradecimento diário, pois você ainda acredita na educação. Vamos comemorar o Dia do Mestre, sim, com grande pompa, mesmo que internamente, dentro de nossos corações, ávidos por um Brasil melhor e com mais educação.

FONTE: O GLOBO / Bayard Boiteux e Mauricio Werner professores universitários