Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!
Mostrando postagens com marcador BRASIL: MOVIMENTO SINDICAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BRASIL: MOVIMENTO SINDICAL. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, julho 15, 2013

Centrais Sindicais convocam Dia Nacional de Paralisação para 30 de agosto








As oito Centrais Sindicais, reunidas nesta sexta-feira (12) , fizeram um balanço positivo das ações que realizaram no dia ontem (11 de julho), “Dia Nacional de Greves, Paralisações e manifestações”. Diante disso, convocaram um novo “Dia Nacional de Paralisação” marcado para o dia 30 de agosto. 

O objetivo é pressionar a presidente Dilma para que atenda as reivindicações dos trabalhadores.   

Para José Maria de Almeida, que juntamente com Atnágoras Lopes, esteve representando a CSP-Conlutas, “a definição desse chamado é muito importante porque, conforme ficou demostrado na força das mobilizações ocorridas (em praticamente todos os Estados país) no último dia 11, a classe trabalhadora está disposta e vai manter a pressão sobre o governo”.   

De acordo com o dirigente, “ou a Dilma atende a pauta dos trabalhadores, até esta data, ou a paralisação nacional pode ser um caminho para uma greve geral no Brasil”.   Muito além do que as mais de 50 estradas bloqueadas nas diversas regiões do Brasil, durante os protestos do dia 11, o balanço de todas as Centrais deu ênfase aos milhões de trabalhadores e trabalhadoras que cruzaram os braços, fizeram greves e promoveram a paralisação da produção de diversos setores da indústria, do comércio e de serviços, a exemplo dos metalúrgicos das montadoras de São José dos Campos, Minas Gerais, São Paulo, capital e ABC, Santos e Rio Grande do Sul; operários da Construção Civil de Fortaleza, Belém e São Paulo, capital, além de comerciários e setores do transporte em algumas capitais, servidores do Paraná, entre outros. Para os diversos representantes das Centrais Sindicais a classe entrou com força na defesa de suas reivindicações e isso foi um elemento chave. As organizações presentes também destacaram as ações dos movimentos sociais, em especial do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).   

A CSP-Conlutas chegou a propor que se definisse já pelo chamado a Greve Geral para o dia 30 de agosto. Essa forma, porém, não foi aceita pelas demais centrais. Ao final, todos concordaram com o chamado ao Dia Nacional de Paralisação, marcado para 30 de agosto. Até lá, as centrais vão exigir uma reunião com a presidente Dilma para, mais uma vez, exigir o atendimento da pauta unitária: redução do preço e melhor a qualidade dos transportes coletivos; mais investimentos na saúde e educação pública; fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias; redução da jornada de trabalho; fim dos leilões das reservas de petróleo; contra o PL 4330, da terceirização; Reforma Agrária.   

Zé Maria reiterou ainda que é importante as Centrais Sindicais seguirem em unidade para arrancar essas conquistas para os trabalhadores brasileiros. Contudo, o dirigente fez uma ponderação: “Para conquistarmos nossas reivindicações temos enfrentar os governos, a começar pela presidente Dilma que, não só não atende a nossa pauta, mas segue aplicando uma política a serviço dos interesses do capital. Basta ver a manutenção do superávit primário, o envio de centenas de bilhões de nosso dinheiro público todos os anos pra pagar juros da dívida pública, a desoneração da folha aos empresários, aumento da taxa de juros, as privatizações, etc.”, salientou.   

O dirigente da Central disse ainda que nessa batalha os sindicatos têm de ter um lado, ou seja,  da classe trabalhadora, contra os patrões e o governo. “Devemos seguir com as mobilizações, realizar os protestos estaduais, preparar o dia nacional de paralisação e irmos criando as condições para realizarmos uma Greve Geral nesse país”, finalizou Zé Maria.   

As centrais sindicais definiram ainda que vão pedir uma reunião com presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho) pra discutir sobre os ataques ao movimento sindical com o  chamado “interdito proibitório”, com condenações e multas ao movimento.  No dia 11 de julho, dezenas de liminares, com aplicação de multas de centenas de milhares de reais, foram concedidas, a pedido de instituições do governo, contra várias centrais sindicais. Os representantes das Centrais estavam indignados com isso. Também ficou definido o dia 6 de agosto como um dia de realização de protesto nos Estados e distrito federal contra o PL 4330.   

Estiveram presentes na CSP-Conlutas, CUT, FS, UGT, CGTB, NCST, CGTB, CTB e CSB. 

quarta-feira, julho 10, 2013

Confira lista dos estados que realizam mobilizações nesta quinta-feira (11)






Cidades de todo o país, principalmente das regiões metropolitanas e capitais, terão atos, paralisações, atrasos na abertura de agências bancárias e na entrada das fábricas

O Dia Nacional de Lutas, marcado para esta quinta-feira (11), irá reunir sete centrais sindicais e movimentos sociais que sairão pelas ruas de todos os estados brasileiros. Nas cidades, principalmente das regiões metropolitanas e capitais, terão atos, paralisações, atrasos na abertura de agências bancárias e na entrada das fábricas. O objetivo é pressionar o governo a atender demandas que beneficiem os trabalhadores.
Os pontos que unificam as entidades do movimento de representação dos trabalhadores são: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais; o fim do fator previdenciário e a valorização das aposentadorias; destinação de 10% do PIB para a educação; e de 10% das receitas da União para a saúde. Além disso, as centrais e os movimentos reivindicam reforma agrária, fim dos leilões do petróleo e mais recursos para melhoria do transporte público.
Essa pauta de reivindicações foi entregue à presidenta Dilma Rousseff depois da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada por todas as centrais em março deste ano. Até o momento, porém, não houve qualquer avanço nas questões.
Acompanhe abaixo os locais e os horários das mobilizações em todo o Brasil:
ACRE
A partir das 8h30, concentração em frente ao Palácio do Governo e, na sequência, passeata até a Prefeitura de Rio Branco.
ALAGOAS
Ato público com concentração a partir das 14h, na Praça do Centenário, bairro do Farol, em Maceió.
AMAPÁ
Ato na Praça da Bandeira, a partir das 15h, seguido de passeata pela orla até o Centro de Macapá.
AMAZONAS
6h – Mobilização e panfletagem: Bola da Suframa, Bola do Armando Mendes e Entrada da SEDUC, na Av. Buriti
9h – Concentração e panfletagem: em frente ao INSS Centro e na Bola do Eldorado, com caminhada até a Assembleia Legislativa
15h – Grande concentração no centro de Manaus: Av. Eduardo Ribeiro com Av. Sete de Setembro.
BAHIA
4h - paralisação dos ônibus (urbanos, intermunicipais, cargas, fretamento e locadoras).
5h - paralisação dos trabalhadores da indústria na BR 324, via parafuso, trevo da resistência, Candeias, Camaçari, Alagoinhas (trabalhadores de diversos ramos).
5h - paralisação de diversas BRs, saída e entrada de Feira de Santana, BRs 324, 101, 242 (MST, Trabalhadores Rurais, Via Campesina, Movimentos sociais).
6h - protesto em frente à rede Bahia, no bairro da Federação. Pela "democratização da informação"
7h - atrasos na entrada do expediente em hospitais públicos e privados. Assembleia com trabalhadores.
7h - debates e atividades com professores da UFBA na faculdade de Arquitetura.
7h - paralisações e mobilizações em diversas cidades: Camaçari, Alagoinhas, Juazeiro, Feira de Santana, Candeias, Ilhéus, Itabuna, Vitória da Conquista, Barreiras e Teixeira de Freitas.
10h - Ato contra a Globo (Na porta da Rede Bahia): Assembléia Popular Pela Democratização da Comunicação.
12h - concentração com as outras centrais no Campo Grande, em Salvador
14h - reunião SOBRE MOBILIDADE URBANA E TARIFA ZERO, CUT, juventude, movimentos sociais, MPL, com vereadores no Centro Cultural da Prefeitura de Salvador
15h - Marcha Unificada das centrais - do Campo Grande à Praça Municipal, em Salvador

CEARÁ
Ato a partir das 9h na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza.
DISTRITO FEDERAL
Concentração a partir das 15h, no Museu da República. Na sequência, passeata ssegue até o Congresso Nacional.
ESPÍRITO SANTO
Trinta e oito sindicatos vão parar a região central de Vitória e outras cidades do estado desde as primeiras horas da manhã, com atos, marchas, manifestações. Ônibus municipais param entre a zero hora do dia 11 até a zero hora do dia 12.
GOIÁS
8 horas – trabalhadores/ municipais e estaduais da Saúde iniciam concentração na Praça do Bandeirante; 10 horas – demais categorias chegam à concentração;
11 horas - caminhada pelas avenidas Goiás, Praça Cívica (Palácio do Governo) av. Araguaia, Anhanguera e encerramento na Av. Tocantins em frente teatro Goiânia.
Atividades dos trabalhadores rurais, agricultores familiares, camponeses em 10 regiões do estado, onde fecharão rodovias, inclusive a BR 153.
MARANHÃO
Manhã: paralisações nas categorias
Tarde: 15 horas: concentração em frente à Biblioteca Pública (Praça Deodoro) e passeata ao Palácio dos Leões, sede do Governo do Estado.
MATO GROSSO
A partir das 16h, concentração na Praça 8 de Abril, no Centro de Cuiabá. A partir das 17h, passeata seguir[a até a sede da prefeitura.
MATO GROSSO DO SUL
A partir das 9h, manifestação na Praça do Rádio, em Campo Grande.
MINAS GERAIS
Educação, saúde e eletricitários paralisam atividades
Às 10 horas, ato conjunto na Praça Sete, região central de Belo Horizonte. Após o ato, manifestantes vão sair em passeata pelas principais ruas da capital mineira
PARÁ
Concentração às 7h30 em frente da prefeitura de Belém, seguindo em caminhada pela avenida Portugal, avenida Castilhos França, avenida. Presidente Vargas, avenida Nazaré. Encerramento com ato em frente ao Centro Integrado de Governo (CIG).
Altamira - Concentração às 17h no ginásio da Brasília. Contato: (93) 9223-4531
PARAÍBA
Greves setorizadas: urbanitários, construção civil, servidores da UFPB (Hospital Federal - HU)
João Pessoa: A partir das14h: mobilização Unificada com as Centrais, no parque Solón de Lucena
Campina Grande:  A partir das 14h: mobilização na Praça da Bandeira.
Trabalhadores em Telecomunicações farão manifestação a partir das 7h em Campina Grande - na antiga Câmara dos Vereadores, na Floriano Peixoto, esquina com a Maciel Pinheiro - e em João Pessoa - atos públicos simultâneos nas empresas ARM no Bairro Jose Américo e na AeC no Bairro de Mangabeira. A partir das 12h, atos na AeC no Bairro José Américo.
PARANÁ
A partir das 16h, um grande ato será realizado na Praça Rui Barbosa, em Curitiba.
PERNAMBUCO
Passeata sairá da Praça do Derby em direção ao Pátio do Carmo, no Centro de Recife, onde, às 14h, tem início concentração para o ato público.
PIAUÍ
Concentração na Praça Liberdade a partir das 14h, seguida de passeata.
RIO DE JANEIRO
Concentração a partir das 15h na Candelária.
RIO GRANDE DO NORTE
9h - Concentração em Frente ao Shopping Minday, saindo em caminhada pela Av.  Salgado Filho, seguido de ato político em frente à governadoria, encerrando a caminhada às 14h no Ponto Sete na Av. Eng. Roberto Freire.
RIO GRANDE DO SUL
Mobilização nos locais de trabalho das 5 às 16h.
Em Porto alegre, a partir das 14h, duas caminhadas saem em direção ao Largo Glênio Peres: uma da Rótula do Papa e outra do Laçador.
Às 16h, começa o ato público no Largo Glênio Peres.
RONDÔNIA
Mobilizações em  Porto Velho, Vilhena e, em Jaru, fecham a BR 364.
RORAIMA
Ato em Boa Vista das 8h às 12h. Saída da Praça Zélia Coutinho até a Praça do Centro Cívico, em frente ao Palácio do Governador,Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa. 
SANTA CATARINA
Florianópolis - Concentração na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catariana, e às 15h, ato unificado com passeata pelo centro da cidade
Concentração no Trevo entre Itajaí e Blumenau BR-101 e, às 15h, ato unificado com passeata em Itajaí e Blumenau
Chapecó - Concentração nas quatro principais entradas da cidade de Chapecó com passeata até o centro e, às 17h , ato unificado no centro de Chapecó
Laguna - Concentração na cabeceira da ponte de Laguna.
SÃO PAULO
Manhã: Manifestação no ABC e manifestações e greves descentralizadas no interior;
Em São Bernardo do Campo, trabalhadores do turno da manhã das montadoras (Ford, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagem, Toyota) e de fábricas de autopeças iniciam passeatas a partir das 7h30, saindo das portarias das empresas;
12h - na Praça Mal. Cordeiro de Farias (conhecida como Praça dos Arcos, que fica no final da Avenida Angélica, entre a Paulista e a Dr Arnaldo).
13h - os militantes vão partir para o MASP, onde se somarão de forma organizada na marcha das centrais.
15h - a marcha parte em direção à Praça Ramos, seguindo pela Paulista e descendo a Consolação.
16h - os militantes vão pegar ônibus que se dirigirão até a sede da Rede Globo, onde acontecerá um ato pela democratização dos meios de comunicação às 18h.
Em outras cidades -  um ato em local central de cada Subsede da CUT: ABC, Araçatuba, Bauru, Baixada Santista, Campinas, Guarulhos, Itapeva, Jundiaí, Mogi das Cruzes, Osasco, Ourinhos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba, São Carlos, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira.
São José dos Campos - manifestação dos servidores municipais: às 7 horas, concentração no Paço Municipal
SERGIPE
Concentração a partir das 14h na Praça Fausto Cardoso , em Aracaju, seguida de ato público.
TOCANTINS
Manhã: Trancamento da BR 153, paralisação na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e no Instituto Federal do Tocantins. Bancários farão paralisações nos Bancos.
Tarde: Mobilização a partir das 15h, concentração em frente ao Centro Educacional São Francisco de Assis, em Palmas. Segue em passeata até a Prefeitura, onde será realizado Ato Público e, depois, em frente ao Palácio do Governo e demais órgãos públicos.
FONTE:BRASIL DE FATO / *com informações da Central única dos Trabalhadores (CUT)

Defesa do governo Dilma divide centrais sindicais

As principais centrais sindicais chegam divididas ao "Dia Nacional de Lutas" em relação ao apoio ao governo Dilma Rousseff. O movimento, que coloca os trabalhadores na rota de protestos, promete paralisar São Paulo e algumas das principais cidades do país amanhã.

Os trabalhadores fizeram uma série de reuniões para definir uma pauta comum de reivindicações, mas temas sensíveis ao governo Dilma como o plebiscito e o combate à inflação dividem os líderes sindicais.

A falta de consenso resultou na inclusão somente de assuntos de interesse direto dos trabalhadores, como a redução da jornada, o fim do fator previdenciário e ainda o combate à terceirização dos postos de trabalho.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) queria o apoio das demais centrais à consulta popular para uma reforma política, encampada pelo PT e pelo governo. Mas sindicalistas ligados à Força Sindical e à CSP-Conlutas vetaram a ideia. A CUT levará a proposta isoladamente.

Por outro lado, as duas centrais de oposição querem debater o combate à inflação e defendem mudanças na equipe econômica. "Vamos pedir a cabeça do ministro Guido Mantega. Queremos mudança na política econômica e redução na inflação, que corrói o salário do trabalhador", disse Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical.

"O problema não é o ministro. É o governo que privilegia o interesse dos bancos, das empresas, do agronegócio, e não o dos trabalhadores", disse José Maria de Almeida, coordenador da CSP-Conlutas e presidente do PSTU.

A CUT nega que defenda a proposta do governo, mas confirma que é a favor da consulta popular sobre temas de interesse da sociedade.

Os sindicalistas não falam em número de pessoas nas manifestações, mas sim no total de em trabalhadores que vão aderir à paralisação.

Na avaliação da Conlutas, se o Metrô de São Paulo parar 5 milhões de passageiros serão afetados, o que amplificaria o alcance do ato.

Os metroviários devem decidir hoje sobre sua adesão ao dia de protesto. Ontem, a tendência dos líderes da categoria era pela paralisação.

Os ônibus devem operar normalmente em São Paulo, segundo o sindicato.

Pelo menos 600 mil servidores públicos do Executivo e do Judiciário também vão aderir. Petroleiros, professores, comerciários, químicos e metalúrgicos de diferentes centrais também vão parar.

Os estivadores do porto de Santos iniciam hoje a paralisação. Os bancários decidem hoje se participam.

Em São Paulo, haverá uma manifestação conjunta das centrais sindicais na avenida Paulista, a partir das 12h.

Militantes do PT prometem ir às ruas para pedir a reforma política, o que tem irritado as centrais, exceto a CUT.

Dirigentes do partido, pedindo reserva do nome, disseram à Folha que militantes petistas vão participar tendo "a pauta das centrais" como foco principal e que o debate sobre a reforma política nunca foi colocado como prioridade no ato, mas que não podem impedir a militância de tratar sobre o tema, se desejarem. A resistência é atribuída ao que classificam como "veneno" por parte de Paulinho.

FONTE: FOLHA.COM / TONI SCIARRETTA - DANIELA LIMA DE SÃO PAULO / 
Editoria de Arte/Folhapress

terça-feira, julho 09, 2013

O que está em disputa? O destino do governo Dilma ou o das mobilizações, depois da greve geral de 11 de julho?













Ahora, ya de viejo, vuelvo a los primeros amores: me encanta Lenin por su empirismo. Porque en el fondo ese empirismo es, en rela­ción al proceso histórico, lo más dialéctico que hay(...) Me adelanto a decir, entonces, una comprobación metodo­lógica: un sano empirismo, un sano hálito empírico es lo más dialéctico que hay. Porque, de hecho, este sano empirismo de Lenin es: "Dejemos que los hechos se produzcan, [que] las revoluciones [se produzcan], y después hacemos las teorías". Y no como creo que es más o menos el enfoque de Trotsky: "Hacemos teorías de cómo va a ser una revolución para todo el siglo". (...)¿Qué quiere decir "sano empirismo"? ¿Qué hubiera dicho Lenin? Lenin hubiera dicho: "Soy medio empírico. ¿Por qué no vemos [qué pasa]?; después vemos, ajustamos [la teoría] a la realidad; Y la reali­dad inmediata para [elaborar] política inmediata; la reali­dad más general para [elaborar] teoría más general. Por eso en el problema teórico siempre es un poco tardío. Lenin es uno de los últimos en escribir sobre el imperialismo, pero después redondea [el tema]
Nahuel Moreno Critica a las tesis 
de la revolución permanente de Trotsky
Ao contrário do que pensam aqueles que ainda oferecem o seu apoio crítico ao PT e seu governo, o que está em disputa no Brasil, depois das Jornadas de Junho, não é o destino do governo Dilma, mas o destino das mobilizações que nasceram do mal estar social. O governo Dilma, dez anos depois da eleição de Lula em 2002, não oferece razão alguma para qualquer dúvida. Não tem preocupação maior, senão recuperar o mais rápido possível a estabilidade das instituições. O que mais teme o governo é a amplitude da greve geral de 11 de julho. O que está em disputa é qual será a dimensão da entrada da classe trabalhadora em cena. E quais serão as repercussões da greve geral na consciência de milhões de jovens que foram às ruas.      
Alguns intelectuais de esquerda, chocados pela presença de algo próximo a dois milhões nas ruas, em revolta popular de massa radicalizada, ou seja, muito mais do que protestos, se interrogam, perplexos, por quê? O que foi, talvez, mais pertubador nas Jornadas de Junho, para aqueles que apóiam o governo de coalizão liderado pelo PT, foi o repúdio indiferenciado a todos os governos, não distinguindo Haddad ou Dilma, de Alckmin do PSDB, ou Sérgio Cabral do PMDB, entre outros. Pela primeira vez, governos dirigidos pelo PT foram ridicularizados, denunciados, escrachados nas ruas em manifestações de massas, numa esscala diferente de todas as que desfilaram nos últimos dez anos. A insolência, a irreverência, e a fúria da juventude deixou a intelectualidade próxima ao governo assombrada.
O sentimento antipartidário que irrompeu nas ruas nas Jornadas de Junho é um fenômeno complexo, portanto, como tudo que existe, contraditório. Atingiu, impiedosamente, o PT. E, ainda que com menos intensidade, até os partidos que se posicionam como oposição de esquerda aos governos do PT. Muitos na esquerda se perguntaram se as massas juvenis não estariam sendo manipuladas pela direita para desestabilizar o governo Dilma, e preparar a volta do PSDB e seus aliados ao poder. A propaganda petista do “nunca antes na história deste país”, depois de dez anos de repetição, fez estragos na consciência crítica da militância de esquerda, especialmente, entre os ativistas do movimento da classe trabalhadora organizada.
Admitir que é contraditório, porém, não é suficiente. Qualquer análise tem o desafio de compreender uma dinâmica. De onde vem? Para onde vai? Uma análise sólida não tem compromisso senão com a compreensão da realidade. Análises não podem ser instrumentais. Precisam ser o mais rigorosas possíveis. Que aqueles que saíram às ruas não são reacionários é evidente. 
Acontece que o mais complexo modelo teórico sempre será imperfeito e insuficiente para abarcar as muitas e imprevisíveis combinações históricas concretas. A teoria da revolução está sempre em processo de atualização. O marxismo tinha previsto, por exemplo, que o proletariado seria o sujeito social da revolução anticapitalista. Em consequência tinha prognosticado que os países industrializados de forma pioneira seriam o cenário das primeiras revoluções socialistas vitoriosas. Entretanto, um dos paradoxos históricos mais pertubadores, foi que os trabalhadores só tenham conquistado o poder num país central até hoje, e ainda assim de forma efêmera, na França, durante os dias da Comuna de Paris em 1871, no que poderíamos dizer que foi uma “contramão” da época histórica, porque o capitalismo ainda estava longe de ter esgotado suas possibilidades de desenvolvimento na escala internacional. E a maioria das revoluções anticapitalistas vitoriosas tiveram como sujeitos sociais outras classes. Somente na Rússia Czarista a classe trabalhadora foi o sujeito da derrota do capital. Foi nestas circunstâncias que a teoria da revolução foi reelaborada por Lenin e Trotsky.
É da natureza da discussão teórica a produção de conceitos e idéias como instrumentos de interpretação da realidade, o que supõe a necessidade das comparações e as generalizações. Não se pode realizar trabalho teórico sem o esforço de caracterizações e conceituações.
Na análise da realidade, no entanto, é preciso muito cuidado para não deixarmos nossas preferências teóricas nos cegarem. A teoria deve estar sempre em processo de verificação. O auto-engano é uma armadilha poderosa. Assim como o narcisimo é uma doença infantil intelectual, o auto-engano é uma doença infantil do narcisismo. Que bom quando pensamos ver confirmadas nossas hipóteses!
A construção de conhecimento sério, todavia, exige profunda humildade. Em outras palavras, combater a superficialidade, as generalizações rápidas, portanto, enxergar a situação concreta. Isso significa uma atitude crítica em relação às nossas hipóteses, a disposição de corrigi-las, a percepção de que a realidade é sempre mais surpreendente que os prognósticos que foram feitos, que o conhecimento é uma construção coletiva, que a polêmica ajuda o esclarecimento, que a luta de idéias deve ser feita com respeito pelas hipóteses e argumentos contrários, e muito mais. Exige, portanto, teoria e método.
Ainda que tenha se manifestado de forma explosiva nas ruas nas Jornadas de Junho, há que recordar que irrupções de antipartidarismo já tinham vindo à tona várias vezes nos últimos anos, e não pode ser considerado uma surpresa. O repúdio aos partidos, que são desprezados como os instrumentos dos profissionais da política não é novo. Tem uma dimensão positiva? Como tudo é relativo, é bom lembrar que a ausência de direção é muito melhor que a presença de uma direção burocrática. E superior, incomparavelmente mais avançado, que a liderança de uma direção burguesa.
O domínio dos monopólios sobre o regime democrático está na raiz da corrupção. E a corrupção pessoal dos políticos profissionais está na raiz do ódio da juventude. Esse processo de experiência, ainda que incompleto, porque identifica mais o corrompido do que o corruptor, é progressivo. A luta contra a corrupção, uma forma degenerada de controle político inerente ao capitalismo, é uma luta progresssiva.
Mas o antipartidarismo tem, também, uma dimensão regresssiva: a desconfiança de qualquer instrumento de luta política pelo poder. A conclusão de que “os partidos são todos iguais” é ligeira e ingênua. Para compreendermos o apartidarismo, e o relativo apoliticismo, primeiro há que perceber que têm uma dimensão internacional. São uma expressão da repulsa ao regime eleitoral corrupto.
 Mas a ideia de que o “meu partido é o Brasil” e, portanto, que os partidos seriam, não somente desnecessários, mas um obstáculo, é uma ideia de apelo simples, porém, muito perigosa. O meu partido é o Brasil é uma forma de nacionalismo apolítico, mas não é a antesala do fascismo, embora fascistas tenham se aproveitado, conjunturalmente, do atraso na consciência que este grito de guerra traduz.
Por trás deste atraso, desta confusão, encontramos três ilusões. Primeiro, a ilusão de que uma liderança individual incorruptível seria superior a lideranças coletivas. Não surpreende, mas é muito grave, que a saída política mais popular entre aqueles que foram às ruas em São Paulo, no dia 17 de junho, tenham sido Joaquim Barbosa e Marina Silva. Ninguém, nem uma só pessoa, pode salvar o Brasil. A busca de lideranças individuais salvadoras é uma fantasia apolítica. O que nos remete ao pensamento mágico e à ilusão da liderança individual incorruptível, indivíduos com capacidades, supostamente, fantásticas, a la Janio Quadros, ou Fernando Collor. A luta de partidos, ou seja, instrumentos coletivos de representação de interesses de classe, é incontornável nas sociedades urbanas contemporâneas. Não deve existir mais lugar para caudilhos. Vargas é o passsado do Brasil capitalista ainda em transição para a industrialização. À sua maneira, o lulismo, o caudilhismo carismático, foi uma das consequências da degeneração do PT. Trocar um caudilho por outro seria dramático, caminhar para trás.
Segundo a ilusão de que existe uma solução técnica ideal para administrar a sociedade, ou seja, a fantasia positivista da “ordem e progresso”. Como se não existissem soluções técnicas as mais variadas, que respondem a diferentes interesses de classe.
Terceiro, e pior ainda, invertendo as relações entre causas e efeitos, a perigosa ilusão de que o problema seria a corrupção dos partidos sobre o Estado, e não a corrupção do capitalismo sobre os partidos.
O que está em disputa, portanto, é a consciência de milhões que irão lutar no dia 11 de Julho. A CUT e o PT farão o que puderem para conter, desviar e bloquear o caminho das mobilizações no dia seguinte. A tarefa da hora é abrir o caminho.
FONTE: OPINIÃO SOCIALISTA

segunda-feira, julho 08, 2013

Quadro parcial das categorias ligadas à CSP-Conlutas que vão participar do 11 de julho











A CSP-Conlutas reafirma sua participação no 11 de julho a partir de suas entidades e movimentos filiados em diversos estados e categorias de trabalhadores.   

A Coordenação Nacional da Central, reunida neste final de semana (de 5 a 7), em São Paulo, fez um levantamento das categorias, base da Central, que já aprovaram participação no dia 11 de julho. É um levantamento ainda parcial, uma vez que há categorias que ainda estão aprovando em assembleias como atuarão neste dia de luta.   

Segundo o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes, realizar um forte protesto nacional, com greves e paralisações em todos os setores, será um primeiro passo importante para fortalecer a luta que até agora se expressava apenas nas de manifestações de rua. “São os trabalhadores organizados que agora entram na luta para cobrar do governo Dilma o atendimento das nossas reivindicações. Mas trata-se de um primeiro passo. A luta continuará, e mais forte ainda, depois do dia 11”, diz o dirigente.    

Categorias nacionais - Os servidores públicos federais, organizados no Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, que envolve a base de diversos setores como Saúde, Educação, Previdência, IPEN, MTE, Ibama, DNIT (já em greve nacional), Incra, Marinha Mercante, IBGE, Fiocruz e outros órgãos federais, estão orientados a realizar uma  paralisação de até 24 horas.   

A Fasubra (técnicos administrativos das universidades federais, cujas diversas representações estaduais são ligadas à CSP-Conlutas), que representa quase 200 mil servidores federais em todo o país, deliberou em sua Plenária Nacional, realizada nos dias 5 e 6 de julho, greve geral em todas as universidades neste dia 11.   

O Sinasefe (Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) está orientando suas entidades a participarem do dia de luta.   

O Andes-SN (docentes das universidades federais) orientou a participação, com paralisações, a todas as suas representações nos estados.   

Essas categorias nacionais já estão com atividades marcadas na ampla maioria dos estados.   

Os estudantes ligados a ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre) vão convocar as manifestações de ruas.   

As categorias ligadas à CSP-Conlutas estão convocadas a participarem das manifestações de rua que ocorrerem no dia nas várias cidades brasileiras.   Setor operário - Categorias importantes se somarão à luta de outras categorias organizadas no conjunto das bases das centrais. 

A CSP-Conlutas está impulsionando, entre outras, a paralisação dos metroviários de São Paulo; os metalúrgicos de São José dos Campos e região vão paralisar fábricas e, provavelmente, bloquear rodovias, se somando às atividades dos metalúrgicos de São Paulo e do ABC. Também estão em preparação para o dia 11 os metalúrgicos e trabalhadores da mineração de Minas Gerais – com iniciativas em diversas cidades. Os operários da construção – civil e pesada – estão aprovando paralisações em sete cidades do Pará – inclusive Altamira, cuja base é parte dos trabalhadores de Belo Monte, em Fortaleza (CE) e Suape (PE). Os petroleiros de Sergipe e Alagoas também vão realizar atividades e os petroleiros da Baixada Santista (SP) devem fazer greve. Os trabalhadores dos Correios de Pernambuco farão paralisação. 

Além desses, param suas atividades os trabalhadores em processamento de dados de Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC). Participam ainda do dia 11 de julho, os comerciários do interior do Rio Grande do Sul e de Nova Iguaçu (RJ).   

Categorias dos serviços públicos regionais – Assim como os servidores públicos federais estão encaminhando paralisações e atividades nos estados – entre eles os judiciários federais – diversas categorias de servidores públicos estaduais e municipais também vão realizar atividades. 

Entre elas, impulsionadas ou com a participação pela CSP-Conlutas, os trabalhadores da educação e saúde municipais em diversas cidades em Minas Gerais, entre elas Belo Horizonte; professores estaduais, judiciário estadual, área da saúde estadual e trabalhadores de escolas no Rio de Janeiro; trabalhadores da educação estadual e várias redes municipais do Rio Grande do Sul; funcionalismo municipal em diversas cidades e professores estaduais de Santa Catarina; trabalhadores da saúde do Rio Grande do Norte; trabalhadores estaduais e municipais de Pernambuco e servidores municipais do Piauí e Maranhão.

FONTE: CSP-CONLUTAS

quarta-feira, julho 03, 2013

Sinasefe convoca suas bases a integrar a paralisação de 11 de julho












Dia de Luta

Dada à revolta geral que o brasileiro assimilou indo às ruas desde o inicio do mês de junho, os movimentos sindicais se organizam para contribuir com sua vasta experiência em manifestações e no combate aos ataques governistas, portanto o Sinasefe Nacional (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) convoca as bases a integrarem o Dia de Paralisação Nacional, no dia 11 de julho em todos os estados do país.   

Seguindo a orientação do  Fórum dos Servidores Públicos Federais  o Sinasafe, Ofício Circular 22/2013 às Seções Sindicais  que “ (…)realizem assembleias para discutir a atual conjuntura política do país, a integração as manifestações em cada cidade e adesão a paralisação histórica do dia 11 de julho”.   

A mobilização já obteve êxitos por todo o país no Dia Nacional de Luta, convocado pela CSP-Conlutas e pelo Espaço Unidade de Ação nos dias 26 e 27 de junho. Foram feitas paralisações, atos e manifestações em diversas regiões do país. Agora é o momento dos servidores públicos federais protestarem Em defesa dos serviços públicos de qualidade, gratuito e que atenda as necessidades do povo trabalhador em nosso país!   

É a hora de se unir a massa para avigorar a luta diária para reverter à situação precária que os trabalhadores dos Institutos Federais encaram enquanto o governo só se empenha na construção acelerada de mais Campus e sem o mínimo fornecimento de condições aos trabalhadores e alunos.   

Junte-se aos debates, acrescente sua força e sua indignação para fazermos a diferença. A seguinte plataforma base pode sofrer adições de acordo com as demandas locais ou mesmo ser utilizada de forma parcial. 

Confira:   

ü  Mais recursos para a educação e saúde PÚBLICAS/ plano de obras para construir hospitais e escolas suficientes; 

ü  Aumento dos salários de acordo com a inflação; 

ü  Menos dinheiro para os bancos e mais recursos para políticas sociais como os 10% do PIB para a educação pública e para o pagamento do piso nacional dos educadores / suspensão do superávit primário e o pagamento da dívida externa e interna para bancos e especuladores; 

ü  Fim do fator previdenciário / recomposição do valor das aposentadorias / anulação da Reforma da Previdência de 2003; 

ü  Contra as privatizações/ pela revogação da EBSERH; 

ü  Contra o PL 092 que privatiza o serviço público; 

ü  Contra a precarização do trabalho e o PL 4330, das terceirizações; 

ü  Contra a corrupção;   

FONTE: CSP-CONLUTAS / Com informações do Boletim n° 253 no Sinasefe  

Assustado com o 11 de julho, governo federal quer tentar esvaziar movimento











Greves e mobilizações

O Correio Braziliense noticiou nesta terça-feira (2) que o governo federal está preocupado com o Dia Nacional de Greves, Paralisações e Mobilizações marcado pelas centrais sindicais para o próximo 11 de julho.   Segundo a matéria, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, está tentando convencer a CUT a esvaziar o movimento. A notícia afirma que “O Palácio do Planalto tem trabalhado intensamente para evitar que novas manifestações, desta vez na área trabalhista, desgastem ainda mais a imagem do governo”.  

A possibilidade de um dia de luta forte e a ideia de uma greve geral são o que mais assustam o governo, por isso vem realizando conversas com a direção da CUT, aliada do PT, “para tentar segurar o ímpeto do movimento”.  

A CSP-Conlutas reitera que tanto a Central quanto suas entidades filiadas estão totalmente empenhadas na realização deste Dia Nacional de Greves, para que os trabalhadores entrem organizados no cenário das mobilizações que tomaram conta do país. Só assim, poderão dar um salto em direção à conquista de reivindicações que o governo teima em não atender e, para isso, conta com o suporte da patronal.   

Diversas categorias já realizaram ou estão realizando assembleias para aprovar de que forma vão participar do 11 de julho.   A CSP-Conlutas faz um chamado para que todas as centrais joguem peso na preparação deste dia de luta mobilizando suas bases sindicais.   

 Agora é hora! Vamos preparar um forte de greves, paralisações e manifestações de rua com as revindicações dos trabalhadores.   

Às bandeiras aprovadas pelas centrais sindicais poderão ser agregadas as reivindicações específicas dos trabalhadores. Essas são as bandeiras gerais: 

  - Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;

 - Mais investimentos na saúde e educação pública;

 - Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;

 - Redução da jornada de trabalho;

 - Fim dos leilões das reservas de petróleo;

 - Contra o PL 4330, da terceirização; 

- Reforma Agrária   

FONTE: CSP-CONLUTAS

quarta-feira, maio 15, 2013

O vergonhoso apoio das centrais sindicais governistas à privatização dos portos

















O governo Dilma Rousseff coloca em curso o maior projeto de privatização já ocorrido no país. Aeroportos, portos, petróleo, saúde, educação. Assim, passa para as mãos de empresas privadas setores sociais estratégicos e da economia brasileira.

A julgar por sua política de sustentação do empresariado, banqueiros e empreiteiros, desde que assumiu, a política de privatização não causa tanta estranheza, apesar do repúdio a tal política. Mas causa absoluta indignação, mais uma vez, assistir ao papel nefasto que cumprem as centrais sindicais governistas ao manifestarem apoio às privatizações. É uma vergonha!

A Agência Brasil publicou matéria nesta terça-feira (14) informando que quatro centrais sindicais assinaram, no Palácio do Planalto, documento que formalizou apoio ao texto final do relator da Medida Provisória 595/2012, a MP dos Portos, senador Eduardo Braga (PMDB-AM). São elas: Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

Sob os argumentos mais estapafúrdios, como o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, que afirmou que os sindicatos consideram que a redação de Braga contempla os interesses dos trabalhadores, garantindo o direito dos portuários de trabalhar tanto nos portos públicos quanto nos privados que serão concedidos pelo governo para a iniciativa privada. Como se essa iniciativa não fosse implicar na evidente precarização dos direitos trabalhistas da categoria e em demissões.

O governo pretende manter o texto do senador Eduardo Braga para não inviabilizar a votação da media provisória que perde a validade nesta quinta-feira (16). As centrais sindicais assinam embaixo. Estão na contramão.

Na contramão – Enquanto as centrais governistas estão em Brasília, os trabalhadores se manifestam contrários à privatização. No Porto de Santos iniciaram uma greve às 13 horas desta terça-feira (14). A paralisação é por tempo indeterminado e também estão parados os trabalhadores do Porto de Paranaguá (PR) e do Rio de Janeiro (RJ). Segundo matéria da Agência Brasil, o objetivo de pressionar o Congresso e o governo federal por mudanças favoráveis aos trabalhadores na MP dos Portos.

O presidente da Federação Nacional dos Estivadores, Wilton Ferreira Barreto disse que “os portos estão com suas atividades 100% paradas porque o governo não atendeu às nossas emendas”. O protesto, de acordo com ele, pretende fazer com que o governo entenda “a necessidade de contemplar nossas emendas”.

A CSP-Conlutas repudia veementemente o posicionamento das centrais sindicais favorável à privatização dos portos e apóia a luta dos trabalhadores.

FONTE: CSP-CONLUTAS

Dia do/a Assistente Social: em defesa da classe trabalhadora!








CFESS MANIFESTA
15 de maio: Dia do/a Assistente Social

Durante o mês de maio, assistentes sociais do Brasil reafirmam o posicionamento político de uma categoria que há mais de 30 anos vem defendendo: “chega de exploração”. Entendemos que discutir o Serviço Social na luta contra a exploração do trabalho exige que analisemos as investidas do capital para intensificar os processos de exploração da classe trabalhadora, o papel do Estado nas respostas às expressões da questão social e as lutas dos/as trabalhadores/as na defesa de direitos.

No capitalismo, a exploração toma a forma da extração de mais-valia da classe trabalhadora pela classe dos capitalistas, que detêm os meios de produção e a possibilidade de comprar força de trabalho. Marx, em O capital, já nos indicava que todo o tempo de trabalho se reduz a tempo de trabalho necessário, quando o/a trabalhador/a simplesmente reproduz um equivalente ao capital adiantado na compra de sua força de trabalho, e trabalho excedente, com o qual fornece ao capitalista um valor pelo qual este não paga equivalente algum, sendo, portanto, mais-valia.

Todo esse processo não acontece sem contradições, visto que é a exploração que dá origem à luta de classes e indica a possibilidade concreta de a classe trabalhadora apresentar sua potencialidade contestadora, rebelde e capaz de transformar a ordem capitalista.

Com isso, reafirmamos, mais do que nunca, nosso reconhecimento e compromisso com as lutas históricas da classe trabalhadora e contra as ações que procuram inibir, obstaculizar e coibir suas formas de resistência e de organização coletiva. No tempo presente, vivenciamos um aprofundamento da crise do capital, que tem seus  rebatimentos na ideologia e na política.

O cenário internacional, desde a década de 1970 e mais explicitamente nos anos  de 1980/90, é marcado por uma crise estrutural caracterizada pelo reordenamento do capital para reverter a queda da taxa de lucro.A fase atual do capitalismo é marcada por uma característica fundamental  criada pelo seu próprio desenvolvimento: a internacionalização e financeirização do sistema produtivo.

Essa conjuntura de mundialização do capital, que revela as orientações ideopolíticas do neoliberalismo, traz como desdobramentos, dentre outras questões: o enaltecimento do papel do mercado em detrimento da ação pública; a deterioração das condições de trabalho e de vida da classe trabalhadora; a difusão de um novo tipo de individualismo.

Neste contexto, no Brasil, observa-se uma política econômica em consonância com os ditames do projeto do capital, que se expressa:  no aprofundamento das expressões da questão social, na banalização da violência; na destinação do fundo público direcionado a serviço da dívida e financiamento da crise do capital. Nosso país vem se integrando a essa nova lógica do capital em múltiplas dimensões. Tal integração ao processo de internacionalização do sistema produtivo assume contornos perversos e é visualizada em fenômenos como: a privatização do Estado, a superexploração da força de trabalho, a dívida pública e o desemprego.

Diante deste cenário o tema do Dia do/a Assistente Social 2013, “Serviço Social na luta contra a exploração do trabalho”, reafirma os valores e princípios do projeto ético-político profissional do Serviço Social brasileiro, pautado na construção de uma sociedade livre de toda forma de exploração e mercantilização da vida. A realização desse projeto requer mediações e desafios permanentes e cotidianos com a luta pela universalização das políticas sociais; expansão e efetivação dos direitos: ampliação do acesso ao ensino público, gratuito, presencial, laico e de qualidade em todos os níveis; desconcentração da terra e da propriedade; redistribuição da renda e riqueza; garantia de alocação do orçamento público nas políticas sociais e fim de sua utilização para pagamento de juros e amortizações da dívida pública.

A conjuntura nos desafia, portanto, a enfrentar o avanço do conservadorismo; a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais; o desrespeito aos direitos humanos; as ameaças  frequentes à liberdade de expressão do pensamento; o retrocesso nas políticas públicas, cada vez mais voltadas para os interesses do mercado e do grande capital; a responsabilização dos indivíduos pela sua própria proteção; a precarização do trabalho e das condições éticas e técnicas para o exercício profissional; a precarização da graduação em Serviço Social e o seu rebatimento no trabalho de assistentes sociais, na qualidade dos serviços prestados e na realização dos compromissos que o projeto ético-político requer.

Neste contexto, urge lutarmos contra a exploração do trabalho e por melhores condições e relações de trabalho para todos/as os/as trabalhadores/as e para a categoria de assistentes sociais,que vivenciam entraves e limites institucionais que expressam o modo de agir do Estado nas respostas às expressões da “questão social”, por meio de políticas sociais focalizadas, e o modo como os indivíduos são tratados pelo sistema do capital, diante das respostas às suas necessidades e projetos de vida.

Entre as várias estratégias implementadas na luta política do Conjunto CFESS--CRESS em relação às condições de trabalho, merece destaque, além da luta pela implementação da Lei das 30 horas e da luta pela aprovação de uma lei que garanta o piso salarial: a resolução sobre as condições éticas e técnicas do exercício profissional (Resolução CFESS nº 493/2006), o acompanhamento permanente de projetos de lei de interesse do Serviço Social; a campanha pela realização de concursos públicos para assistentes sociais em diferentes espaços sócio-ocupacionais; a promoção de seminários nacionais para analisar questões e desafios referentes ao trabalho profissional; a elaboração de parâmetros/subsídios para atuação de assistentes sociais nas áreas de saúde, assistência social e educação. E, sobretudo, todas as articulações do CFESS com os movimentos sociais que se colocam numa perspectiva emancipatória.

Os investimentos do CFESS no debate e intervenção, no âmbito da defesa das condições de trabalho das/os assistentes sociais, atestam a importância da sua ação política para o processo de materialização do projeto profissional do Serviço Social brasileiro.Todavia, ainda que tenhamos concordância com o fato de que toda classe em luta precisa formular suas reivindicações em direitos e leis, sabemos que somente as alterações legais ou a conquista de direitos não poderão transformar a realidade. Para eliminar a exploração, é indispensável superar o modo de produção capitalista, não deslocando do nosso horizonte a perspectiva da revolução social. 

Somente a força coletiva, manifestada pelos/as trabalhadores/as na luta de classes, nos permitirá moldar com nossas próprias mãos uma nova ordem societária sem dominação-exploração de classe, etnia e gênero.

“As leis não bastam.
Os lírios não nascem das leis. 
Meu nome é tumulto, 
e escreve-se na pedra” 
(Carlos Drummond de Andrade).

Brasília, 15 de maio de 2013

FONTE: CFESS Manifesta Dia do/a Assistente Social



Quando se fala em exploração do trabalho, é comum associar o termo à ausência de direitos trabalhistas e até mesmo ao trabalho escravo. Mas na lógica do capital, a exploração da classe trabalhadora se dá não só da forma escancarada como nos exemplos acima, mas também de forma perniciosa, por meio de discursos que alienam e desmobilizam trabalhadores e trabalhadoras em todo o Brasil. Você sabe que ideia estão querendo te vender? 


Veja o vídeo produzido pelo Conjunto CFESS-CRESS para as comemorações do 15 de maio de 2013, dia do/a Assistente Social.