Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!

quarta-feira, abril 07, 2010

Caravana dos povos prepara o I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale




Representantes de várias regiões do país e do mundo estão a caminho da regiao Norte do Brasil para se encontrar e gritar a injustiça do atual modelo de desenvolvimento, denunciar os impactos sócio-ambientais gerados pela Vale sobre comunidades, trabalhadores e territórios e debater alternativas ao perverso sistema de mineração em vigor.


De hoje a 11 de abril acontecerá a mobilização da Caravana dos Povos em Pará e Maranhão. Paralelamente, também em Minas Gerais uma caravana irmã articulará as comunidades afetadas pelas operações do sistema sul da Vale. Em seguida, no Rio de Janeiro, haverá a concentração desses grupos e de muitas outras testemunhas e convidados para o I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, de 12 a 15 de abril.


Há anos vários movimentos populares, sindicatos e entidades ambientalistas vêm denunciando e esclarecendo à sociedade a forma truculenta de proceder da Vale, propondo alternativas à lógica do lucro a qualquer preço, e à falta de responsabilidade social da empresa. Cresce a cada dia a articulação de quem está diretamente prejudicado por ela, lutando e acreditando que outro modelo econômico e social é possível, e que é possível conjugar a produção de bens com respeito aos direitos e com justiça social e ambiental.


A Caravana Norte reunirá participantes oriundos do Pará, Maranhão, Minas Gerais, Ceará, Rio de Janeiro e também do Chile, Peru, Moçambique e Canadá, todos trazendo histórias de conflitos com a Vale. As comunidades locais serão enriquecidas pela experiência dos visitantes. Da mesma forma, estes poderão tocar com as próprias mãos a violência do conflito sócio-ambiental em que o povo vive e também apreciar a sua resistência e criatividade.


PROGRAMAÇÃO:

06 de Abril (Terça-feira) – Barcarena (PA)

A poluição industrial e as doenças no trabalho

Lançamento da Caravana Norte e encontro com as comunidades, associações e trabalhadores da região.

Horário: 9 hs

Local: Bosquinho, Vila do Conde

À tarde: visita à comunidade do Acuí (zona rural) e comunidade do Luz Divina (área urbana)


08 de Abril (Quinta-feira) – Marabá

Os conflitos pela terra, o impacto dos projetos de mineração e os conflitos trabalhistas

Encontro com as comunidades, associações e trabalhadores da região de Marabá, Parauapebas, Canaã, Ourilândia

PROGRAMAMÇÃO DO ENCONTRO EM MARABÁ

07.04.10 – chegada dos participantes de outros locais.

08.04.10

MANHÃ – 08:00 Horas.

Boas vindas da coordenação de Marabá.

Apresentação dos participantes.

Introdução sobre objetivos da Caravana.

Memória da primeira etapa, em Barcarena.

Apresentação da realidade local, dos conflitos e das estratégias de resistências nas regiões atingidas.

Debates

Encaminhamentos.

TARDE

15 horas: Visita à uma ocupação urbana e uma rural.

Data: 08 de abril de 2010.

Hora: 08 às 13 horas.

Local: Centro de .Formação Cabanagem. Folha 21, quadra 10, lote 37. Próximo ao Areial Piauí.

10 de Abril (Sábado) – Açailândia

A cadeia minero-siderúrgica e seu impacto na região; a monocultura de eucalipto; o contraste lucro/pobreza

Encontro com as comunidades, associações e trabalhadores da região de Açailândia, Buriticupu, Bom Jesus, Imperatriz

Horário: 9.00 h.

Local: Câmara dos Vereadores

Visita à comunidade de Piquiá de Baixo, em conflito com as siderúrgicas

Visita à comunidade de Califórnia, em conflito com as carvoarias da Vale

Apresentação da peça teatral “Ao pó voltaremos”

11 de Abril (Domingo) - Açailândia

Encontro com as comunidades urbanas de Açailândia

Saída para o Rio de Janeiro

FONTE: ANDES-SN

Depois do Enem, DCE da UFPel vira casa de estudantes

Invasão de alunos de outras localidades, a partir de exame nacional, gera corrida imobiliária em Pelotas



As pilhas de colchões espalhadas pelas salas denunciam a nova função da sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O casarão histórico, no entorno da Praça Coronel Pedro Osório, virou acampamento de bixos vindos das cinco regiões do país.

Os atuais inquilinos do DCE chegaram de Estados como Maranhão, Ceará, Mato Grosso, Paraná e São Paulo. São calouros enviados ao sul do Estado pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu).

Em 2010, a UFPel adotou pela primeira vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma única de seleção. O resultado foi a chegada de forasteiros entre fevereiro e março, em uma cidade com pouca oferta e muita procura por imóveis.

A universidade estima que 70% dos 3.125 novatos são de fora de Pelotas e, destes, 30% do Rio Grande do Sul, quase o dobro de anos anteriores. O cenário inflacionou os aluguéis.

– Achei um apê de dois quartos, no Centro, por R$ 900. Levei um susto – diz Júlio Henrique Pereira, 21 anos.

Radicado em Manaus, ele trocou o Amazonas há duas semanas em função da vaga no curso de Letras da UFPel. Como muitos, recorreu ao DCE.

Desde fevereiro, o diretório auxilia na acolhida a quem chega de outras cidades para estudar em Pelotas. Sem custo, cerca de 150 acadêmicos já se hospedaram no local. Atualmente, são 20 moradores fixos e outras dezenas que dormem por alguns dias.

Contraponto

O que diz Antonio Cesar Borges, reitor da UFPel

A reitoria da Ufpel procura auxiliar seus novos alunos. Para 2012, é aguardada a nova Casa do Estudante. O terreno, nas proximidades do porto, onde a universidade mantém um campus, já foi adquirido. O prédio terá vaga para mil acadêmicos e um restaurante-escola, com investimento de R$ 10 milhões, verba do Ministério da Educação. Esta nova realidade transformou Pelotas em um polo nacional de educação e este movimento é irreversível.

Os números

Perfil dos alunos

- 70% dos 3.125 calouros da Ufpel não são de Pelotas

- Deste percentual, 30% é do Rio Grande do Sul

- Somente Acre, Amapá e Sergipe não têm acadêmicos em Pelotas

- Minas Gerais e São Paulo são os Estados com maior número de alunos

Aluguéis em pelotas

Quitinetes (30m²): R$ 500

Apto. 1 dormitório (40m²): R$ 600

Apto. 2 dormitórios (60m²): R$ 750

Cidade não suporta demanda

Pelotas não estava preparada para receber tantos acadêmicos de fora. O setor imobiliário estima que sobram poucas vagas nos cerca de 12 mil imóveis disponíveis para locação.

– Seria preciso um aumento de 30% no número de unidades de aluguel para equilibrar o mercado e evitar que os preços decolassem desta maneira – avalia Fabrício Borges Sorondo, 35 anos, diretor-executivo da Fuhro Souto, uma das maiores da cidade.

Os imóveis pequenos são os mais procurados pelos estudantes.

FONTE: ZERO HORA

Cidades decidem proibir o uso das "pulseiras do sexo" em escolas








Pelo menos três cidades já proibiram o uso das "pulseiras do sexo" entre alunos das escolas da rede municipal. Na maior delas, em Manaus, a Secretaria Municipal de Educação decidiu ontem (6) o veto dos adereços de plástico nas 450 instituições de ensino após a morte de duas jovens que usavam o produto.


A polêmica em torno do uso das pulseiras se intensificou na semana passada, quando foi divulgado o caso de uma menina de 13 anos que teria sido estuprada em Londrina (379 km de Curitiba) por causa do produto.


Em Manaus, a polícia também investiga a relação de três casos com o uso das pulseiras. Em dois deles, jovens que usavam os adereços foram mortas.Na cidade paranaense, a polícia apura se ela foi violentada por incentivo do "jogo das pulseiras". Nele, quem arrebenta o acessório recebe uma retribuição sexual da dona do adereço que varia de acordo com a cor do produto --se for roxa, vale beijo de língua; preta, sexo, entre outras possibilidades.


Ao proibir as pulseiras nas escolas municipais de Manaus, onde estudam 240 mil alunos, o secretário de Educação, Vicente Nogueira, disse que a decisão foi uma precaução. Segundo ele, nenhum caso de agressão contra meninas foi registrado dentro das escolas da rede. "Não queremos [porém] que os diretores das escolas transformem isso (a proibição) num cavalo de batalha, mas que faça disso um momento de orientação", afirmou.


Em Maringá (426 km de Curitiba), a decisão foi inspirada após a suspeita de estupro da vizinha Londrina. Lá, a medida atinge 43 escolas da rede municipal de ensino.


De acordo com a assessoria da pasta, circulares foram enviadas aos pais dos alunos. Os comunicados pedem que os pais ajudem na fiscalização da medida. Se o aluno insistir em usar os adereços dentro da escola, os pais serão chamados para convencer os filhos a retirar a pulseira.


Já na cidade de Navegantes (95 km de Florianópolis), o uso da pulseira influenciou na criação de uma lei específica sobre o assunto. O prefeito Roberto Carlos de Souza (PSDB) sancionou a lei no início do mês passado. Ela proíbe o uso da pulseira nas 47 escolas da rede.


A nova legislação determina que os educadores se reúnam com os pais para ajudar na fiscalização e orientação sobre o comportamento sexual de crianças e adolescentes. Além das mortes registradas em Manaus, há outros casos de violência sexual que teriam relação com as pulseiras. Nos últimos 23 dias, conselhos tutelares da cidade registraram 14 casos de agressão e tentativa de violência contra meninas que usavam os adereços.

FONTE:Agência Folha

terça-feira, abril 06, 2010

Lula: botando a mãe no meio







O presidente Lula deve inaugurar em breve uma creche no Complexo do Alemão (Rio) que leva o nome de sua mãe, Dona Lindu, já morta e mãe de seus sete irmãos.


A obra foi realizada com recursos do PAC, vitrine eleitoral de Dilma Rousseff e está sendo aberta dias depois de o presidente criticar publicamente políticos que fazem coisas desse tipo para exibir nomes de parentes.


Durante seu mandato, Lula já inaugurara em São Bernardo do Campo o parque Cidade dos Direitos da Criança e do Adolescente. Nome: "Eurídice Ferreira de Melo - Dona Lindu". O presidente foi homenageado na ocasião por Luis Marinho, prefeito petista da cidade e ex-ministro da Previdência de Lula.


No final de 2008, Lula também "inaugurou" outra grande obra com o nome de sua mãe. O Parque Dona Lindu, na praia de Boa Viagem, no Recife. Detalhe: o parque, de 27,1 mil metros quadrados, está inacabado até hoje e foi alvo de quase uma dezena de ações judiciais (inclusive por falta de dotação orçamentária em 2007).


A área do parque pernambucano, com grandes estruturas de concreto e poucas áreas verdes típicas do arquiteto Oscar Niemeyer, foi cedida pela União (sob Lula) à prefeitura petista do Recife.


O ex-prefeito João Paulo e o atual, João da Costa (também do PT), estão comprometidos agora com seu término. A um custo estimado de R$ 29 milhões. Pode ser mais, já que houve interrupções por cálculos aparentemente subestimados no projeto, como no de um teatro, objeto de um aditivo no contrato.


O valor inclui ainda uma escultura representando Dona Lindu e seus oito filhos. Será batizada de Memorial aos Retirantes.


De qualquer modo, agora a previsão de término da obra é julho.


Na "inauguração" do parque inacabado, no final de 2008, Lula afirmou, ao lado de alguns de seus irmãos: "Se em vez de um busto de uma mulher retirante e seus filhos houvesse aqui um busto de um aristocrata da elite pernambucana, não haveria preconceito nem processos".


Ações e protestos contra o parque de concreto de Niemeyer não se referiam a isso, mas ao fato de uma área verde ter sido transformada em algo inóspito sob o sol pernambucano. Muitos queriam ali, numa área da União, um parque aberto e com sombras.


Na época da presidência de Fernando Collor de Mello (1990-92), caiu em domínio público que a reforma dos jardins da Casa da Dinda teria custado cerca de R$ 4,5 milhões, pagos pelo esquema PC Farias.


A mansão "collorida" em Brasília havia sido comprada por Arnon Afonso de Farias Melo, em 1964. Recebeu o novo nome, Casa da Dinda, em homenagem à avó de Dona Leda Collor, mãe do ex-presidente e mulher de Arnon, então senador. Ou seja, era um bem privado reformado com recursos escusos.


O caso de Lula (e da homenagem à mãe) é totalmente diferente. Afinal, o dinheiro é público.

FONTE: FOLHA ONLINE/Fernando Canzian

Três meses após tragédia de Angra, Rio recicla explicações para deslizamentos








Históricas ocupações irregulares em encostas. Chuvas acima do esperado. Falta de infraestrutura para suportar grandes tempestades. Herança maldita de gestões anteriores. A culpa, em última análise, é dos moradores que se instalaram ali, porque o poder público não pode contê-los. Essas são algumas das justificativas dadas pelo governador do Rio de Janeiro e pelo prefeito de Angra dos Reis para a tragédia que abateu a cidade do litoral sul fluminense no início deste ano. Nesta terça-feira (6), novas tormentas fatais fizeram a cantilena de três meses atrás ressurgir.


Mais de 80 mortes foram confirmadas até a tarde desta terça no Estado do Rio de Janeiro por conta de deslizamentos de terra após a chuva que começou na noite de segunda-feira. A maioria das vítimas, de acordo com informações oficiais, vivia em áreas de risco. Na capital, houve desabamentos no Andaraí, no morro do Borel (Tijuca), no morro da Mangueira, em Santa Tereza, no morro dos Macacos (Vila Isabel) e no morro do Turano (zona norte). Também há relatos de deslizamentos em Petrópolis, na região serrana, e em Niterói.


Assim como no caso da cidade do sul fluminense, o governador Sérgio Cabral (PMDB), repetiu o discurso que fez na primeira tragédia do ano no Estado: ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o prefeito Eduardo Paes fazem esforço conjunto para resolver problemas acumulados há décadas e investir em políticas de ocupação urbana. Mas os moradores não colaboram ao se instalarem em áreas de risco de deslizamento. Foi esse o caso de parte das 53 pessoas que morreram em Angra no início do ano.


Há quase 100 dias, ao falar em Angra, o governador afirmou: "Não podemos ocupar os nossos morros dessa maneira irresponsável que estamos fazendo. Solo urbano é um problema de todos. Não se pode brincar com o solo”. Em seguida, lembrou que R$ 100 milhões foram investidos em equipamentos para o Corpo de Bombeiros. Depois, ressaltou que 20% do valor de um fundo foi utilizado em contenção de encostas.


Nesta terça-feira, o tom foi o mesmo: “Temos que fazer uma conscientização de que a demagogia da construção irregular levou a essa situação”, afirmou Cabral à “Globonews”. “Quando dissemos que construiríamos um muro na favela da Rocinha, íamos garantir a vida das pessoas. Não é possível a construção irregular continuar. Se você pegar essas pessoas que morreram, quase todas estavam em áreas de risco.”


A união de todos os níveis de governo também foi lembrada por Cabral nesta terça-feira, como foi em Angra dos Reis. Um levantamento do site “Contas Abertas”, no entanto, apontou em janeiro que apenas 1% dos recursos federais dedicados a prevenção de desastres tinha ido para o Estado do Rio de Janeiro. Após a tragédia em Angra, o Palácio do Planalto bancou uma Medida Provisória para enviar em caráter emergencial cerca de R$ 130 milhões a cidades fluminenses afetadas pelas chuvas.


Maior da história

Na época do incidente em Angra, Cabral e o prefeito Tuca Jordão, ambos do PMDB, afirmaram que as chuvas tinham sido as maiores da história na região e que a nenhuma cidade teria estrutura para aguentar o tanto de água que caiu. Desta vez, mudou apenas o prefeito. “Foi o maior volume de chuvas relacionadas a enchentes já registrado em nossa cidade”, afirmou Paes.


Entre as soluções para as moradias perdidas com o desastre, conforme indicou o secretário estadual da Habitação, Jorge Bittar, no início do ano, deve ser a mesma anunciada para Angra: a concessão de aluguéis sociais a habitantes de áreas de risco e a inclusão de novos projetos no programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, cujas verbas são liberadas apenas depois de apresentação de projetos claros.


No caso de Angra, a área de maior risco era o Morro da Carioca, ocupado irregularmente desde os anos 60 e que terá moradores realocados com a ajuda do aluguel social ou a previsão de inclusão no “Minha Casa, Minha Vida”, em regiões mais afastadas da cidade. Na ocasião, o governo do Rio de Janeiro considerou as medidas exemplares e defendeu que elas fossem aplicadas no caso de novas tragédias.


Desta vez, ao contrário da situação de Angra, o presidente falou sobre o assunto logo no primeiro dia da tragédia. Ele estava no Rio de Janeiro para participar de um ato que acabou cancelado e falou a jornalistas antes de uma reunião com membros do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).


“O mais importante nessa história toda é que precisamos conscientizar a população para que deixe as áreas de risco, principalmente os que moram em encosta de morro e em áreas sujeitas a deslizamento. Que vá para a casa de parentes ou de amigos e espere a chuva passar, o que não é fácil. Só pode melhorar de vida quem estiver vivo”, afirmou Lula.


Além das declarações públicas das autoridades nos dois casos, o descaso histórico também é o mesmo no caso dos morros cariocas e dos angrenses. Nem a Marinha, antiga gestora de Angra, nem governadores e prefeitos lidaram com o problema até os deslizamentos do início deste ano. Na capital, um dos focos da tragédia desta semana, o morro da Mangueira, na zona norte, é ocupado desde meados do século 19.


Fica a cerca de 9 km do palácio onde Sergio Cabral trabalha e a menos de 5 km do prédio do prédio onde Eduardo Paes despacha.

FONTE: UOL/NOTÍCIAS

Latifundiários continuam desmatando no Mato Grosso


Na semana passada, agentes do Ibama aplicaram multas a fazendeiros e empresas de oito municípios do Mato Grosso em mais de R$ 12 milhões por desmatamento ilegal.


Apenas um fazendeiro de Nova Ubiratã, a cerca de 500 quilômetros de Cuiabá, foi autuado em mais de R$ 11 milhões, acusado de cortar, sem autorização, cerca de 2,2 mil hectares de mata nativa da Amazônia. A área corresponde a 14 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.


A ação faz parte da Operação Arco de Fogo, feita durante o mês de março por agentes do Ibama de Minas Gerais. Orientados pelas imagens de satélites obtidas pelo Sistema de Detecção de Desflorestamento em Tempo Real (DETER), eles fiscalizaram, por terra e por ar, 18 áreas da Amazônia Legal, no norte de MT. Nesses locais ocorreu, durante os anos de 2008 e 2009, corte de vegetação ou desmatamento a corte raso, num total de mais de 15 mil hectares, ou cerca de 150 quilômetros quadrados.


A fiscalização também realizou auditoria em 11 empresas suspeitas de comércio ilegal de produtos florestais. Cinco foram multadas. No total, cerca de 545 mil metros cúbicos de madeira foram apreendidos.

FONTE: Agência Amazônia

Ruralistas fazem mais uma vítima no Pará





O coordenador de Políticas Agrárias da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Pará (Fetraf), Pedro Alcântara, foi covardemente assassinado na última quarta-feira (31/3), alvejado com cinco tiros no município de Redenção, no sul do estado, quando caminhava com a esposa pela cidade.


Segundo testemunhas, Pedro foi executado numa emboscada por dois pistoleiros de moto, que fugiram após os disparos.


A vítima chegou a relatar ao fórum de direitos humanos que há um mês vinha sofrendo ameaças de fazendeiros. Atualmente, Pedro Alcântara não estava na coordenação de nenhum grupo de ocupação.


A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre a morte de Alcântara em conjunto com as equipes a Superintendência Regional do Araguaia Paraense e da DECA (Delegacia de Conflitos Agrários).


Em nota, a Central única dos Trabalhadores afirmou que Pedro é mais uma vítima da impunidade à violência que ainda domina o campo brasileiro.


"Não podemos mais aceitar que nossos trabalhadores e trabalhadoras que lutam pela reforma agrária e pelo fortalecimento da agricultura familiar, continuem a ser criminalizados e covardemente executados por pessoas que querem impedir o desenvolvimento de nosso país. Não é possível que o Judiciário brasileiro ainda permita que esses crimes continuem impunes".


Estadão: cúmulo do colonialismo da mídia burguesa brasileira


A notícia repercutiu parcialmente nas televisões e nos jornais da região. Já o jornal O Estado de São Paulo calou-se, afinal seus amigos ruralistas haviam cometido mais um crime. Neste domingo (4/4),
o jornal teve que noticiar. E noticiou como? Que o jornal New York times havia noticiado... leia abaixo a nota divulgada pelo jornal.


Líder sem-terra é assassinado no Pará


A policia Civil do Pará informou que Pedro Alcântara de Souza, coordenador de políticas agrárias da Federação de Trabalhadores na Agricultura Familiar, foi morto a tiros na noite da última quarta-feira. O assassinato repercutiu no jornal The New York Times, que em reportagem da Associated Press relembrou o caso da missionária Dorothy Stang.

FONTE: MST


segunda-feira, abril 05, 2010

CONVOCATÓRIA PARA A ASSEMBLÉIA ESTADUAL MINEIRA DA ANEL - 24 de abril







Os estudantes mineiros sofrem há anos o descaso com a educação por parte dos governos. A situação do ensino básico é desastrosa, com falta de infra-estrutura e professores na maior parte da rede estadual e municipal de ensino. A recente greve do professorado municipal de Belo Horizonte por aumento de salários e melhoria das condições de trabalho foi uma resposta à precariedade da escola pública sob a gestão de Márcio Lacerda. Enquanto o governo de Aécio Neves gasta 1,7 bilhões de reais na construção de sua cidade administrativa, que mais parece um palácio, a realidade da maior parte das escolas estaduais é de abandono, ausência de corpo docente e salas lotadas.


No âmbito federal, sob o governo de Lula, a expansão de vagas com precarização da qualidade de ensino e a política equivocada de acesso à universidade, materializadas no Decreto do REUNI e no projeto do Novo ENEM, já estão demonstrando seus efeitos reais. Os novos cursos criados com o Decreto do REUNI já surgem com problemas de infra-estrutura que inviabilizam o seu funcionamento. Só para dar um exemplo, na Faculdade de Belas Artes da UFMG nenhum dos cursos novos conta com o básico para a sua estruturação adequada. O curso de Design de Moda não possui um ateliê para aulas práticas, o curso de Cinema de Animação e o de Conservação e Restauração não possuem salas de aula para abrigar as próximas turmas no meio do ano, e este último curso citado teve 11 disciplinas canceladas no segundo semestre de 2009 por falta de professores. Além disso a luta por democracia nas universidades mineiras crescem. Na UFMG a luta contra o novo regimento autoritário que a Reitoria pretende impor. Em Uberlândia nesse inicio os estudantes já deram o exemplo e ocuparam a reitoria para garantir a realização de festas dentro da universidade.


Nas universidades federais que aderiram ao exame, o Novo ENEM está se transformando numa verdadeira catástrofe. O não preenchimento de milhares de vagas nas universidades federais desmascara uma avaliação mal feita e mal organizada pelo governo, que não significa o fim do vestibular, pois também avalia todo o desempenho do estudante em apenas uma prova, desconsiderando as desigualdades regionais entre os estados.


Além disso, o aumento das mensalidades, a falta de bolsas de estudo e a intolerância com os inadimplentes permanece como uma realidade nas universidades particulares mineiras. A readequação dessas instituições às diretrizes curriculares do MEC também vem causando estragos como o projeto de Departamentalização na PUC Minas, que só esse ano já demitiu 50 docentes.


Essas questões exigem uma resposta à altura do movimento estudantil do Estado de Minas Gerais. Essa resposta urge ainda mais numa conjuntura de fortalecimento e confiança no governo neoliberal de Lula por parte da maioria dos estudantes e trabalhadores, que ainda não associam as mazelas da educação e do país a esse governo. Por estarmos em um ano eleitoral, onde os dois blocos políticos mais fortes buscarão fazer um balanço positivo de suas gestões tentando enganar mais uma vez o povo, precisamos encarar com força esses debates.


Apesar da conjuntura difícil no cenário político do país, passamos por um momento muito positivo no movimento sindical e social brasileiro. Em junho ocorrerá o Congresso da CONLUTAS e o Congresso de Unificação. Ambos servirão de instrumentos para fortalecer a unidade dos setores à esquerda do governo Lula fundando uma nova central sindical, popular e estudantil.


Seguindo o exemplo do movimento sindical, é preciso constituir a mais ampla unidade na luta daqueles que não se entregaram a esses projetos precarizantes dentro do movimento estudantil e que tem disposição de construir um pólo democrático de resistência, que abarque diversas entidades, coletivos, movimentos, chapas unitárias para as eleições das entidade.


Para enfrentar esses desafios é preciso organizar e unificar o movimento estudantil em Minas e construir os dois Congressos (CONLUTAS e de Unificação). Nós, que construímos a Assembléia Nacional dos Estudantes-Livre, fazemos um chamado aos estudantes e às entidades estudantis mineiras para a realização da primeira Assembléia Estadual Mineira da ANEL, a ser realizada no dia 24 de Abril (sábado) de 2010, em Belo Horizonte.

Grêmio - CEFET –MG / Grêmio CTU – Juiz de Fora

ALMIRANTE NEGRO: ANISTIA; O DITO E O FEITO ...

O DITO:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira a anistia póstuma ao marinheiro João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, que eclodiu em 1910. A anistia foi proposta em 2002, pela senadora Marina Silva (PT-AC).

O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, vai se reunir com o prefeito César Maia em agosto para discutir a instalação de uma estátua em homenagem a João Cândido na Praça XV, Centro do Rio, palco da Revolta. O ministro vai sugerir que a inauguração do monumento ocorra em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra e Feriado Municipal de Zumbi dos Palmares.

“É uma medida emblemática na luta contra o racismo e pela Igualdade Racial, quando comemoramos 120 anos da Abolição da Escravatura. João Cândido é um herói negro do Brasil”, destacou o ministro Edson Santos.

FONTE: SEPPIR


O FEITO:



Herói injustiçado

Matéria da revista Isto É de 31 de março, edição 2107, traz a história da anistia do líder da Revolta da Chibata, João Cândido. A família do herói negro, quer os mesmos direitos que os perseguidos pela ditadura militar.

"Em 2008 uma lei finalmente concedeu anistia póstuma a ele e a outros marinheiros. A reparação, porém, foi incompleta. No ano do centenário da Revolta da Chibata, João Cândido e outros revoltosos continuam sem as devidas promoções e seus familiares sem receber indenização - como aconteceu com os que resistiram à ditadura militar - por exemplo", diz o texto da revista.

FONTE: FUNDAÇÃO PALMARES

Diretor é agredida por alunos em escola municipal do Rio de Janeiro

A diretora da escola municipal General Humberto de Souza Mello foi alvo de socos e pontapés em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Segundo o Sindicato de Profissionais de Educação (Sepe), a funcionária está assustada e pediu afastamento da unidade de ensino.


De acordo com alunos e professores que testemunharam o fato, a confusão começou quando a diretora tentou separar uma briga entre alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. 'Ela tentou apartar uma briga e, sem querer, empurrou um aluno.


A situação piorou quando ele ligou para a mãe, que veio aqui na escola e bateu na diretora.


Depois disso, outros alunos também se rebelaram e quebraram toda a escola”, contou uma aluna que preferiu não se identificar.


“Ela tentou separar uma briga de duas crianças e um terceiro aluno problemático se meteu. Ele chamou a mãe, que trouxe com ela umas dez pessoas da comunidade onde mora. Eles insuflaram os alunos.

Tivemos que nos esconder da cozinha.

Quando a diretora foi tentar ligar para a polícia, essa mãe arrancou o fio do telefone e a ameaçou de morte”, detalhou uma professora, que também preferiu manter o anonimato.

Desde o episódio, no último dia 30, o colégio só retomou as aulas nesta segunda (5). O Sindicato exige que a Secretaria Municipal de Educação diminua o número de alunos por sala de aula e que seja instituída a figura di agente-educador, antigo inspetor.


Segundo informações da reportagem do G1, a Secretaria Municipal de Educação não se pronunciou sobre o caso.

FONTE: CORREIO DA BAHIA

Líderes sul-aficanos advertem para perigo de vingança





Líderes sul-africanos advertiram para as consequências de qualquer tentativa de defensores da supremacia branca de vingar a morte do seu líder, Eugene Terreblanche.




O ministro do Interior, Nathi Mthethwa, disse que tal atitute não ajuda a presente situação no país, enquanto que o Presidente Jacob Zuma apelou para a unidade nacional.


No domingo, os seguidores de Terreblanche do partido AWB de ultra-ditreita prometeram vingança. Eles acusam Julius Malema, o líder da Liga da Juventude do ANC, de acções inflamatórias.


Malema que no mês passado, entou uma canção cujo refrão é 'matem farmeiros brancos', num encontro de estudantes, deverá regressar do Zimbabwe, esta segunda-feira. A sua resposta está a ser ansiosamente esperada.


O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse que ninguém deve usar esta situação para incitar ódio racial.


"Aqueles mais próximos de Terreblanche estão num momento de dor. Mas, esta é a altura em que devemos testar a nossa liderança responsável, de forma a manter este país unido para estancar a violência…o crime violento deve ser vencido por todos nós."


"Condeno este acto, cobarde de assassinato de Terreblanche. É inaceitável na nossa sociedade democrática." - disse o presidente Jacob Zuma.


De acordo com correspondentes, o assassinato de Terreblanche no sábado, foi resultado de uma disputa de dinheiro e salários não pagos com dois dos seus empregados.


O seu corpo foi encontrado em cima da cama, na sua fazenda nos arredores de Johanesburgo. Perto do corpo estavam a catana e os paus usados para o matar. Dois jovens que trabalhavam na fazenda foram detidos para investigação.

FONTE: BBC ÁFRICA

ONDE VOCÊ ESCONDE SUA HOMOFOBIA ?


O preconceito contra gays no Brasil é muito forte, atesta o professor de sociologia da USP Gustavo Venturi, que coordenou uma pesquisa nacional sobre o tema, com 2.014 pessoas, entre 2008 e 2009. Um em cada quatro brasileiros é homofóbico, revela o estudo. Isto sem falar naqueles — como é o caso do campeão do último "Big Brother", Marcelo Dourado — que negam o óbvio.


A pesquisa revela uma taxa sete vezes maior de pessoas que assumem ter tem preconceito contra a comunidade LGBT do que a dos que reconhecem ter preconceito de natureza racial — negros, principalmente — ou contra idosos. "Ao contrário da questão racial, as pessoas ainda não têm constrangimento de dizer que odeiam o LGBT. Só 4% dizem ter preconceito contra idosos e de raça, enquanto 28% assumem ter preconceito contra LGBT", explica o sociólogo.


Para Venturi, a diferença vem do fato de ainda não haver crítica forte na sociedade a respeito da homofobia — o que faz com que as pessoas se sintam à vontade para manifestar seu preconceito.


— São incontáveis as manifestações. Isto reflete a intolerância com a diversidade sexual e a tolerância com a homofobia. As próprias piadas na TV. É muito comum se caricaturar os homossexuais, e o fato é que isso é tomado com naturalidade — comenta Venturi.
FONTE:O GLOBO