Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!

quarta-feira, julho 06, 2011

Movimento Quilombo Raça e Classe: o Brasil é ou não é um país racista?




Em um país majoritariamente negro, e onde “dizem não haver racismo, referendado inclusive pela própria Presidenta Dilma em seu ato de posse, onde reforçou o discurso da ‘democracia racial´”, é no mínimo uma contradição, frente ao que vemos todos os dias nas ruas, nas comunidades e favelas, nas escolas e nos hospitais públicos, na maioria dos cursos e Universidades do Brasil.


O que temos presenciado é o reflexo de políticas cada vez mais excludentes para a população negra, como cotas sociais, Enem, Proune, Ideb e um longo etcétera. Não bastando os ataques do racismo institucional, temos nos deparados nos últimos tempos com uma série de casos de “racismo”, “homofobia” e “machismo” por parte de pessoas que a priori, estariam representando de alguma forma o povo, ou teriam que estar dando segurança à população, ou formando estudantes universitários.


Nos referimos mais especificamente, a três casos mais recentes:


Primeiro o crime de racismo cometido pelo “Deputado Federal Jair Bolsonaro – PP/RJ” e a atitude homofóbica que o mesmo também expressou em rede nacional.


Segundo o caso de racismo praticado por policiais militares em Jaguarão/RS contra um estudante universitário bahiano, que residia na cidade e que devido as ameaça teve que abandonar a cidade, caso que ainda está repercutindo tendo em vista, que o advogado (Onir Araujo) que o defendeu está sofrendo também uma série de ameaças de morte;


Terceiro é o caso do professor da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), que há algum tempo vinha tratando um aluno seu de origem africana com expressões e referências de cunho profundamente racista; que o mesmo ódio daqueles que perseguem os quilombolas da região.


“Verifica-se que o estado, representado por uma instituição do saber, contribui para a perpetuação do racismo e da intolerância nos setores que ditam para o futuro, o reflexo das suas relações inter-raciais, colocando cidadãos negros (as) em situações de inferioridades. De que valem todas as teses de mestrado e doutorado sobre o cosmo visão e cultura de matriz africana nestas instituições, sendo estas as fieis contribuintes das reformulações racista? Como sempre, alguém irá dizer que são casos isolados e que a maioria não compactuam com essas atitudes, mas a dor do discriminado é refletida por todos e em toda geração de mulheres, homens e jovens negras e negros que sonham e lutam por um mundo melhor, sem explorados nem exploradores, e uma sociedade justa e igualitária”.


O Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe exige:


A Cassação do Dep. Fed. Jair Bolsonaro, por entendermos que os seus atos configuram crimes, e extrapolam a liberdade de expressão para ofender a dignidade, a auto estima e a imagem não só da pessoa que fez a pergunta naquele momento, mas de toda a sociedade, uma vez que os direitos e princípios constitucionais ofendidos pertencem a toda a sociedade;


Que o governo do Estado do Rio Grande do Sul e o Comandante Militar, averigúe e puna, os policiais militares que estiverem envolvidos no processo de racismo e ameaça de morte contra o universitário Helder e o advogado Onir Araujo;


Que a delegacia de polícia Federal instaure competente Inquérito Policial para apurar os exatos termos do cometimento do crime de racismo (art. 20 da Lei nº 7.716/89) a fim de que o Representado seja exemplarmente punido.


“Devem ser realizadas ações contra racismo na justiça, uma vez que muitos, no calor da denuncia, deixam o caso terminar como uma simples condenação por perjúrio, sendo a cesta básica, a única pena recebida pelo racista”.


Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe

Preparação da Jornada de Lutas de agosto já começou






Os trabalhadores brasileiros entraram 2011 lutando e não está sendo diferente no decorrer do ano.


Trabalhadores da construção civil, da mineração, bombeiros, metalúrgicos, servidores municipais e estaduais, professores da rede pública e tantos outros.


Os servidores públicos federais estão realizando uma dura campanha desde março. A greve dos trabalhadores técnicos e administrativos das universidades federais já dura um mês. Assim como os professores municipais e estaduais que paralisaram suas atividades em quase todo o país, alguns obtiveram conquistas, outros ainda lutam, como é o caso do Sepe no Rio de Janeiro e de Santa Catarina que conquistou recente vitória com a decretação da legalidade da greve pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Está nas ruas a campanha nacional contra o PNE (Plano Nacional de Ensino) e por 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação já.

Preparar a Semana


- As lutas vão continuar no segundo semestre e precisamos apoiar cada uma delas, incentivar cada uma delas. Diversas entidades e movimentos aprovaram a Jornada Nacional de Lutas de 17 a 26 de agosto. Uma semana em que as categorias que estejam em campanha salarial como bancários, petroleiros e outras devem aproveitar para fortalecer sua mobilização, mas todas as categorias mesmo que já tenham realizado lutas no primeiro semestre devem se organizar em seu estado e preparar dias de protestos, manifestações, paralisações onde for possível nos dias 17 e 18 de agosto. E, desde já, é necessário organizar a caravana para o Dia Nacional de Lutas em 24 de agosto, em Brasília.


Essa jornada não será somente nas cidades e categorias organizadas de trabalhadores. Os movimentos populares e contra a opressão também estão preparando a sua participação na jornada, assim como trabalhadores do campo pela reforma agrária e contra o agronegócio. A população pobre continuará sua luta ocupando terrenos e lutando por moradia e condições dignas de vida, sendo que neste momento também precisam enfrentar as remoções e desocupações devido as grandes obras da Copa e Olimpíadas.


Jornada necessária


- As empresas aumentam o ritmo de trabalho, impõem jornadas estafantes, aumentando os acidentes e doenças do trabalho. Enquanto isso, o governo Dilma alardeia que é preciso segurar os aumentos dos salários por causa da inflação. O empresários adoram. Os governos federal, dos estados e municípios, dizem que não há recurso para aumentar o investimento na saúde, na educação, na moradia e no transporte. Por isso a população, particularmente nas grandes cidades, sofre com a situação caótica em que se encontra a saúde e a educação públicas, o transporte é caro e de baixa qualidade, o preço da água, da luz, do telefone, tudo sobe mais que os salários.


Dilma Rousseff reafirma sua política a serviço do capital e impõe o corte de 50 bilhões nos gastos com políticas públicas no orçamento deste ano. Ao mesmo tempo em que assegura uma ajuda a grandes empresas que, em benefícios e isenções fiscais, transferiram a elas, só no ano passado, 144 bilhões de reais, conforme informações do TCU (Tribunal de Contas da União). Mais de 40 bilhões é a previsão inicial de gastos com as grandes empreiteiras, para as obras da Copa e das Olimpíadas. Entre 1 de janeiro e 17 de junho deste ano, o governo federal já gastou 364 bilhões de reais com juros e amortizações da dívida externa e interna (51% de todos os gastos do governo neste mesmo período!). É dinheiro que sai da educação, da saúde, da moradia, da reforma agrária, para aumentar os lucros dos bancos e grandes especuladores. Ou seja, não há falta de recursos para o que lhes interessa.


Mas não há recursos para a reforma agrária e para uma política agrícola de apoio ao assentado. Não há recursos para a titularização da terra e apoio às comunidades quilombolas. E voltamos a ouvir autoridades falar em cortes na previdência social, em manter o fator previdenciário ou trocar pelo fator 85/95, o que daria no mesmo.


Por isso as entidades e movimentos que participam da Jornada Nacional de Lutas em agosto conclamam toda a classe trabalhadora, os movimentos populares e a juventude do nosso país para que unamos as nossas lutas e os nossos esforços, para aumentar a pressão sobre os empresários e sobre os governos (federal, estaduais e municipais). Essa desigualdade e essa injustiça não podem continuar. E a forma de mudar esta situação, para priorizar os interesses do povo trabalhador, é a nossa luta.


Vamos todos (as) preparar a Jornada Nacional de Lutas de 17 a 26 de agosto juntamente com as diversas entidades que participam desse movimento: ANDES/SN, ANEL, ASSIBGE/SN, CNESF, COBAP, CONDSEF, CSP-CONLUTAS, FENASPS, INTERSINDICAL, MTST, MTL, SINASEFE e UST.


Nossas bandeiras:


- DEFESA DA APOSENTADORIA E DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA – FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO


- AUMENTO GERAL DOS SALÁRIOS


- REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO SALARIAL


- CONTRA OS CORTES DO ORÇAMENTO – DEFESA DO SERVIÇO PUBLICO E DOS DIREITOS SOCIAIS DO POVO BRASILEIRO – COMBATE À CORRUPÇÃO


- SUSPENSÃO DO PAGAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA E INTERNA AOS GRANDES ESPECULADORES


- EM DEFESA DA EDUCAÇÃO E DA SAUDE PÚBLICA


- EM DEFESA DOS(AS) SERVIDORES(AS) PÚBLICOS(AS)


- EM DEFESA DO DIREITO À MORADIA DIGNA / TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA – REFORMA AGRÁRIA JÁ


- NENHUM DIREITO A MENOS – CONTRA A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO


- CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES – DEFESA DO PATRIMONIO E DOS RECURSOS NATURAIS DO BRASIL


- CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS


- CONTRA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL / EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE


- CONTRA TODA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E OPRESSÃO

FONTE:CSP-CONLUTAS

Amanda Gurgel recusa prêmio “Educador de Valor” oferecido por empresários




A professora do Rio Grande do Norte, Amanda Gurgel, que ficou publicamente conhecida após denunciar no Youtube a precariedade da Educação Publica no país, recusou o prêmio oferecido pelo PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais). Em seu Blog Amanda informa porque não aceitou o prêmio:

“Porque não aceitei o prêmio do PNBE”


“…Nesta segunda,o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE) vai entregar o prêmio “Brasileiros de Valor 2011″. O júri me escolheu, mas, depois de analisar um pouco, decidi recusar o prêmio.


Mandei essa carta aí embaixo para a organização, agradecendo e expondo os motivos pelos quais não iria receber a premiação. Minha luta é outra.


Espero que a carta sirva para debatermos a privatização do ensino e o papel de organizações e campanhas que se dizem “amigas da escola”.

Amanda


Carta da Amanda Gurgel com os motivos


“Natal, 02 de julho de 2011


Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,


Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”.


A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.


Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação.


Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.


A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado.


Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.


Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público.


Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.


Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas.


Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.

Saudações,

Professora Amanda Gurgel”.

http://blogdaamanda.com.br/

FONTE: CSP-CONLUTAS

sexta-feira, julho 01, 2011

Docentes aprovam paralisação em 5/7 e construção da greve para agosto



Pela Campanha Unificada dos Servidores Públicos e em defesa da Carreira Docente, o ANDES-SN e a Cnesf convocam todos os professores das Instituições Federais de Ensino Superior a aderirem à paralisação nacional no dia 5/7.


No encontro do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do ANDES-SN realizado em junho, os docentes decidiram por aderir à paralisação conjunta dos servidores públicos federais e fazer também desta data um Dia Nacional de Luta e mobilização em prol do plano de carreira docente defendido pelo Sindicato Nacional.

Diante do descaso e de falta de contraproposta por parte do governo, os servidores públicos federais (SPF) vão mais uma vez às ruas para exigir uma resposta às reivindicações conjuntas da Campanha 2011. A campanha unificada reúne em um mesmo fórum representantes de 32 entidades, sendo três centrais sindicais (CSP-Conlutas, CTB e CUT). Entidades como a Fasubra e a Fenajufe já decretaram greve.

Depois de reuniões infrutíferas com o Ministério do Planejamento (MP) e três Marchas Nacionais, os SPF decidiram por realizar uma grande paralisação em todo o país, no dia 5 de julho, para mobilizar a opinião pública e pressionar o governo a iniciar negociação efetiva com os servidores públicos.

No último encontro com o governo, que aconteceu durante a marcha do dia 16/6, o secretário de Relações Sindicais do MP, Duvanier Paiva, deixou claro, mais uma vez, que não há compromisso desse governo em apresentar uma proposta, ainda que ele diga que, até o dia 5/7, quando acontece uma nova reunião, fará todos os esforços nesse sentido.

Para que o governo faça valer sua palavra e trate com respeito e seriedade as reivindicações apresentadas, os servidores federais irão ocupar as praças de todas as regiões do país. Representantes de várias entidades foram enfáticos ao ressaltar, durante o último ato, que só através da unificação do movimento será possível garantir a negociação em torno de eixos comuns.

Construção da greve

“O ANDES-SN é parte dessa luta. Já estamos discutindo a radicalização do movimento nacional das Ifes, em conjunto com os servidores públicos federais. A partir do dia 5/7, as assembléias de base irão discutir a possibilidade de construção de uma greve geral dos docentes para agosto”, destacou a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa.

Além da reestruturação da carreira, o ANDES-SN apresentou diversas reivindicações que visam garantir a qualidade e autonomia das Universidades Públicas, a qualidade e condições dignas para o exercício profissional, isonomia e garantia no emprego como regra nas Ifes, a democratização das instituições e das relações de trabalho e uma política salarial justa.

FONTE: ANDES SN