
De um ex-participante do "Big Brother" a cantores e uma legião de jogadores de futebol, os partidos políticos foram à caça de filiações de famosos para alavancar o desempenho nas eleições do próximo ano.
Agência Folha
O blog mostra abaixo a opinião do educador publicada no jornal Zero Hora:
A professora Maria Denise, que nada tem do que se envergonhar, declarou ter agido com raiva no episódio da pichação da escola em que trabalha, em Viamão.
Essa mesma raiva tem de tomar conta de todos nós. Chega de passar a mão por cima de tudo. Chega de morar em uma cidade imunda, suja, em que todos os prédios estão pichados, e ninguém faz absolutamente nada. Está na hora de dar um basta, mas não o basta da professora tão somente, um basta de toda a sociedade.
Espero que essa pichação signifique a retomada de um novo debate. Que tipo de sociedade nós queremos para os nossos filhos? Que tipo de sociedade nós estamos deixando para os nossos netos? O nosso papel como educadores é dizer: "olha, chegou. Vai haver repercussão, algumas pessoas são contra.
" Houve quem dissesse que a atitude da professora não educa. Essas pessoas deveriam conviver com jovens, como nós fazemos diariamente, e ver como alguns adolescentes que agem corretamente se queixam. Alguém tem de dar limites, alguém tem de dizer chega.
Estes jovens estão pedindo: "olhem pra mim"
Nós vivemos em um mundo em que há um animal em extinção, e não poderia. O adulto. Há pais que agem como colegas de seus filhos.
Estou cansado de ir a festas em que os pais compram vodca com energético para os filhos de 12, 13 anos. Cansado de ver pais reclamarem do professor do filho porque ele aplicou uma prova um pouquinho mais difícil. Hoje, os bons alunos, mesmo os com uma estrutura familiar razoável, têm vergonha de dizer que estudam.
Quantas e quantas vezes eu presenciei o diálogo entre dois meninos:
– E aí, Fulano. Estudou para a prova?
– Não, não estudei.
– Pô, mas eu liguei para a tua casa, a tua mãe disse que tu estava estudando.
– Não, não, estava vendo o jogo. Estava enganando a velha.
Vergonha de dizer que tinha estudado, porque é feio estudar. Que valores são esses? Está na hora da sociedade toda se dar conta de que nós estamos indo para a tragédia. E há tragédia em todos os setores.
Vivemos em um país em que os senadores mentem, os deputados mentem, os vereadores mentem, e nada acontece. Que mensagem nós passamos para essa gurizada? A mentira é uma boa.
Aos pais do garoto que escreveu o apelido na parede da escola, quero dizer que a punição faz parte do aprendizado, e que eles não precisam ficar chateados. Se não houver punição, sai da escola, vai para o telefone público, vai para os prédios históricos, vai para os monumentos. E a cidade, que poderia ser bonita, paga a conta em razão de pichadores.
Esses jovens estão pedindo desesperadamente: "olhem para mim! Por favor, me estabeleçam limites." É por aí que nós podemos começar. Faz parte de ser jovem cometer deslizes, cometer erros. Mas cabe aos mais velhos corrigir para que eles não se repitam.
A gurizada quer ser do bem, falta oportunidade
Para não dizer que só falei mal da gurizada, é importante ressaltar que os responsáveis por esse tipo de incidente correspondem a uma parcela muito pequena da juventude.
Faltam nas comunidades mais atividades que levem o jovem para o bem. A Fundação Thiago Gonzaga tem mais de 10 mil inscritos em Porto Alegre. O que isso quer dizer? Que a gurizada quer ser do bem, está faltando oportunidade. Para o mal, em cada esquina, há seis chances.O que as escolas podem fazer é criar atividades voltadas ao voluntariado, à ecologia, a tentar construir um mundo melhor. A grande maioria, tenho certeza, está disposta a participar.
ZERO HORA
Foram convidados para o debate os juristas Dalmo Dallari, Fábio Konder Comparato e João Baptista Herkenhoff, além dos cientistas políticos Paulo Kramer e Murilo Aragão.
O direito de revogação também é conhecido na gíria política como recall, palavra de origem inglesa que quer dizer revogação. O mecanismo seria um direito do eleitor que considerasse ruim a atuação do político que elegeu.
Agência Brasil
Escrito e dirigido por John Musker e Ron Clements - A Pequena Sereia, Aladdin, Hércules -; com trilha sonora de Randy Newman vencedor do Oscar com o trabalho em Monstros S.A.; o novo filme irá retomar o processo de animação feito a mão, característico dos grandes clássicos do estúdio.
Especializada em público juvenil, a agência de marketing Namosca realizou levantamento para tentar descobrir o que pensa, sente, deseja o universitário --e aqui estamos falando de USP, PUC, Mackenzie, FGV, Anhembi Morumbi, Unifesp e Ibmec, entre outras.
Uma das possibilidades para a sinceridade da resposta é que o levantamento envolve entrevistadores que são universitários. A íntegra da pesquisa abrange do uso da internet até a moda.
A maconha é apenas um detalhe de uma tendência que merece atenção: o imediatismo. Os responsáveis pela pesquisa mostraram que existe um culto exacerbado do prazer imediato, em meio à pressa do tempo real.
Isso significa uma dificuldade não só de criar mas até mesmo de pensar em projetos de futuro, o que torna mais difícil postergar o prazer.
Daí que, para a maioria dos entrevistados, o que motiva mesmo no ambiente universitário não são as aulas, mas as baladas.
Será que se está criando uma geração de adultos com dificuldades de lidar com a frustração e terão dificuldade de executar um projeto profissional consistente? Esse é hoje um dos grandes temores dos educadores. Ou será que apenas mudou a definição de adolescência, que, agora, passou a ir além dos 30 anos de idade?
Basta ver o número de jovens dessa idade que ainda moram com os pais para suspeitar de que essa é mais uma mudança na paisagem humana.
Folha Online