Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Nota dos sindicatos e movimentos sobre desocupação

Ação da PM é ilegal e revela truculência e covardia dos governos Alckmin e Cury, do PSDB

A ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, iniciada neste domingo, dia 22, na Ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, é o retrato da irresponsabilidade, truculência e covardia dos governos Geraldo Alckmin (PSDB) e Eduardo Cury (PSDB). Um efetivo de dois mil homens invadiu de surpresa a ocupação às 6 horas da manhã e mantém a área sitiada.

A ordem para a desocupação por parte dos governos estadual e municipal do PSDB e da Justiça Estadual vai contra todos os fatos e negociações dos últimos dias que avançavam para a suspensão da ordem de despejo e regularização da área. Também vai contra um acordo assinado pela própria Selecta, dona do terreno, que propôs a suspensão da reintegração por 15 dias.

Por fim, a ação a mando da juíza Márcia Loureiro é flagrantemente ilegal. A medida está desacatando e descumprindo uma decisão federal. Uma liminar expedida pela Justiça Federal, por volta das 8 horas da manhã deste domingo, reafirmou a decisão obtida pelos moradores na sexta-feira, dia 20, contra o despejo.

Por ordem do Tribunal Regional Federal (TRF), o juiz plantonista Samuel de Castro Barbosa Melo determinou que a Polícia Militar e a Guarda Civil de São José dos Campos suspendam a ação imediatamente. Contudo, a PM se nega a cumprir a ordem, num claro desacato a uma determinação federal.

Um novo recurso foi ajuizado no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, pelos advogados dos moradores, para barrar o despejo.

Repressão e resistência

Um operativo de guerra está sendo utilizado contra cerca de duas mil famílias pobres, que vivem há oito anos no terreno. Com armas de fogo, bombas de gás lacrimogêneo, gás pimenta, helicópteros e carros blindados, a Tropa de Choque avançou sobre a população não só da ocupação, como dos bairros vizinhos.

Há vários feridos e pessoas detidas. Informações dos moradores da ocupação falam em mortos e pessoas desaparecidas. A Guarda Municipal usou balas letais contra a população. O advogado do movimento, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, e o presidente do Sindicato dos Condutores, José Carlos de Souza, foram feridos com tiros de bala de borracha e bombas de gás lacrimogênio. Até crianças feridas foram atendidas em Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Os fornecimentos de água, energia elétrica e telefone foram cortados na região.

A população de bairros vizinhos está revoltada com a ação da polícia realizada durante todo o dia. Nos bairros Residencial União e Campo dos Alemães, a população se rebelou atirando pedras contra os soldados. Tentaram derrubar as tendas armadas para colocar os moradores do Pinheirinho. Chegaram a derrubar as grades do Centro Poliesportivo do Campo dos Alemães, local para onde estão sendo levados os moradores para fazer a triagem. Revoltada, a população também incendiou veículos.

Sindicatos, movimentos sociais e estudantis em solidariedade aos moradores do Pinheirinho ocuparam a Via Dutra, na altura do Km 154, por cerca de 1 hora e meia. Um protesto também foi organizado em frente à casa do prefeito Eduardo Cury (PSDB).

Houve ainda uma rebelião por parte das assistentes sociais convocadas pela Prefeitura. De 40 profissionais convocadas, apenas 18 se apresentaram, atrasando e inviabilizando a triagem e cadastramento de todas as famílias do Pinheirinho, que estão sem assistência social.

Solidariedade

A notícia dessa medida ilegal e violenta patrocinada pelos governos do PSDB, estadual e municipal, já se espalhou nacional e internacionalmente.
Nesse momento é preciso o apoio de toda a população. Agradecemos a solidariedade já demonstrada, principalmente pelos moradores vizinhos, sindicatos, movimentos sociais e estudantis. É preciso intensificar ainda mais as ações de solidariedade, com atos e manifestações em todo o país.

Uma grande manifestação está convocada para esta segunda-feira, dia 23, em São José dos Campos. Outros atos também já estão marcados em outras cidades e estados.

Exigimos do governador Geraldo Alckmin, chefe maior da Polícia Militar, e o prefeito Eduardo Cury que suspendam essa ação ilegal. Fazemos um apelo ainda à presidente Dilma que intervenha diretamente no conflito e impeça que mais vidas sejam alvo de violência e morte.

Entidades que assinam:

- Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região
- Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região
- Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação de S.J.Campos e Região
- Sindicato dos Petroleiros de S.J. Campos e Região
- Sindicato dos Condutores de S.J. Campos e Região
- Sindicato dos Vidreiros de S.J. Campos e Região
- Sindicato dos Servidores Municipais de S.J.Campos e Região
- Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil SJC e Região
- Sindicato dos Servidores Municipais de Jacareí
- Sindicato dos Correios do Vale do Paraíba e Litoral Norte - SINTECT-VP
- Associação Democrática dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas - ADMAP
- Oposição Alternativa-APEOESP
- Movimentos dos Médicos
- CSP-CONLUTAS
- CUT
- Unidos para Lutar
- Assembleia Nacional dos Estudantes Livre – ANEL
- Organização de Jovens e Estudantes - OJE

domingo, janeiro 22, 2012

Chega ao fim mais um congresso do Andes-SN


Terminou pouco depois da meia-noite deste sábado, dia 21, o 31º Congresso do Andes-SN. Os mais de 400 delegados, reunidos por seis dias em Manaus (AM), rediscutiram e reafirmaram a política estabelecida pelo Sindicato Nacional sobre as ações que serão trabalhadas durante todo o ano de 2012.

Na Plenária de Encerramento foram aprovadas 17 moções, dentre elas uma em repúdio ao assassinato de um professor universitário. Outra moção que ganhou especial destaque foi a de apoio à ocupação do Pinheirinho, em São Paulo.

Os rumos da política de segurança pública do Rio de Janeiro foram enfatizados, por meio de uma moção de rejeição às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A delegação da Adua-SSind apresentou uma moção, fora do prazo, mas que foi acatada pela plenária, de solidariedade ao professor Gilson Vieira Monteiro, vítima de agressão física e moral quando ministrava aula na Universidade Federal do Amazonas. A moção também foi aprovada.

José Michiles, em nome da diretoria da Adua-SSind, agradeceu a presença dos participantes e enfatizou o trabalho coletivo: “Graças ao esforço de todos nós conseguimos chegar até esse momento. Que venha o Rio de Janeiro. E que o 32º Congresso possa ser realizado num ambiente de tamanho significado como o Canecão”, despediu-se.

Jacob Paiva, em nome da Regional I do Andes-SN, sugeriu que os participantes se deixem inspirar pela beleza e pela força natural de Manaus: “Manaus é chamada a cidade morena, a cidade sorriso. Quem veio pela primeira vez e quem já retornou que levem com vocês os novos cheiros, os novos sabores. E que levem os sorrisos, para que queiram voltar. Que a força de nossa floresta e de nossos rios seja a inspiração para a continuidade de nossas lutas”.

Carta de Manaus

Márcio Antônio de Oliveira leu a Carta de Manaus. O documento, síntese deste Congresso, trouxe os principais avanços conseguidos à base de muita discussão em busca de consenso.  Estão presentes na carta, entre outras coisas, a luta pela ampliação de recursos para a Ciência e Tecnologia, a luta pelo direito à utilização do espaço urbano e contra os mecanismos de limpeza étnicos. Com especial destaque, o documento enfatiza a luta contra a previdência complementar dos servidores públicos, entre tantas outras bandeiras de luta reafirmadas e ampliadas.

Marina Barbosa, presidente do Sindicato Nacional, finalizou o 31º Congresso afirmando que o Andes-SN continuará a trabalhar em defesa do direito da juventude, dos aposentados “e de todos aqueles que merecem o bem-viver”.
A dirigente reafirmou, ainda, a luta pelos recursos públicos para a Educação Pública e a defesa intransigente da aplicação dos 10% do PIB para a Educação Pública Já!

A docente citou, ainda, a proposta de mudança de nome da CSP-Conlutas para Central Sindical e Popular: “Preparamos também nossa intervenção para apresentarmos no 1º congresso da nossa central porque entendemos que a luta dos docentes deve estar articulada com as lutas dos trabalhadores. A nossa central é instrumento fundamental para consolidar esta articulação”.

Sobre as polêmicas que permearam algumas discussões, dentre elas justamente a questão da mudança de nome da central, Marina afirmou que elas demonstram a “vitalidade e a democracia em nossas instâncias”. De acordo com Marina, o Andes-SN é o lugar de propor, discordar, apresentar propostas alternativas. “Por meio do debate e no voto, coletivamente, definiremos os melhores passos para o Sindicato Nacional”, finalizou.

FONTE: adufrj.org

Duas chapas concorrem à diretoria do ANDES-SN nas próximas eleições



Duas chapas registraram candidatura para concorrer àspróximas eleições do ANDES-SN, que  acontecem no próximo mês de maio. As inscrições dos três sindicalizados, candidatos aos cargos de presidente, secretário geral e 1º tesoureiro, foram feitas nesta quinta-feira (19), durante a plenária do tema 4, no 31º Congresso do ANDES-SN.

As chapas têm até o dia 20 de fevereiro para registrar o restante da composição, totalizando 83 diretores - entre diretoria da nacional e representantes das vice-regionais. As eleições acontecem entre os dias 8 e 9 de maio e a posse da nova diretoria será no 57º CONAD, que acontece em Parnaíba (PI).

Chapa 1 - ANDES - Trabalho Docente e Compromisso Social



Presidente: Marinalva Silva Oliveira
Secretário Geral: Márcio Antônio de Oliveira
1º Tesoureiro: Fausto de Camargo Jr.




Chapa 2 - ANDES-SN para os professores



Presidente: Ebnezer Maurílio Nogueira da Silva
Secretário Geral: Juvenal Theodozio Lopez Fonsêca
1º Tesoureiro: Adriel Rodrigues de Oliveira.





Apresentação das duas chapas

Chapa 1 -
ANDES – Trabalho Docente e Compromisso Social

Nossa chapa tem por compromisso a defesa da universidade pública, autônoma, democrática e socialmente referenciada. Defendemos melhores condições de trabalho, valorização da carreira docente e a solidariedade entre os trabalhadores. Na atual conjuntura, de ataque às nossas conquistas, é fundamental intensificar a mobilização docente e a construção da unidade dos trabalhadores.  



Chapa 2 - 
ANDES-SN para os professores

Somos uma chapa que propõe a construção de uma direção que respeite as bases e privilegie o debate político, exercitando a democracia sindical.
Nossa proposta é colocar o professor como protagonista e não como coadjuvante. Priorizamos as demandas dos professores e não as propostas e direcionamentos de partidos e de facções políticas partidárias.


Fonte: ANDES-SN

Gênero e Etnias em debate na reta final do 31º Congresso do Andes-SN



O 31º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) realizou na tarde desta sexta-feira, 20, a plenária relativa ao Tema 5, intitulada “Plano de Lutas – Geral, Educação, Direitos e Organização dos Trabalhadores. A amplitude de assuntos abrange tanto questões mais internas ao sindicato docente, tais como as representações do Andes-SN na Central Sindical e Popular (CSP – Conlutas) e registro sindical, até tópicos transversais como questões de gênero e etnia.

Transversalidade de gênero e etnia

Pelo fato de o sindicato nacional compreender que a complexidade da luta docente atravessa outras demandas sociais, o Congresso do ANDES-SN trouxe à tona na plenária do Tema 5 questões de gênero e etnia. O assunto foi trabalhado a partir da TR-23, intitulada “A luta política e a transversalidade das questões de gênero e etnia”. Nesse sentido, o professor Waldir Bertúlio, da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Mato Grosso (Adufmat), defendeu a continuidade do debate sobre o tema. “Uma leitura conservadora do tema não entende as desigualdades contra mulheres e etnias. O texto sobre esse assunto é necessário, já vem sendo conduzido pelo sindicato nacional desde o 29º Congresso do ANDES-SN em Belém (PA) e deve continuar”, frisou o docente durante a plenária.

A professora Cláudia Durans, da Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma) também defendeu a importância de o sindicato nacional tratar do tema. “Alguns vêem essa como uma discussão muito específica, mas quando pensamos no contexto atual do capitalismo, este procura se recuperar de uma crise que culmina inevitavelmente com a destruição de culturas e minorias. Só aprofundando esse debate poderemos enxergar a pluralidade do Brasil”, explicou. A professora também destacou que as questões de gênero específicas contra a homofobia não podem ser ignoradas no seio do sindicato docente. “Precisamos aprofundar teoricamente a discussão nas seções sindicais para combater a homofobia dentro do sindicato, pois mesmo entre nós permanece ainda a ignorância em relação ao tema”, afirmou.

Abrindo o leque de como o sindicato deve encarar a questão da etnia no contexto de luta docente, o professor Tharcísio Santiago Cruz, da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), relembrou aos congressistas peculiaridades da região. “Não se pode perder de vista a dimensão da questão étnica no país. Só composição da universidade e de seus discentes demonstra a relevância do tema, em especial na Amazônia”, afirmou.

Foi com esse tom que se aprovaram durante a plenária o aprofundamento das discussões em torno das campanhas específicas para a saúde da mulher negra, quilombola e indígena. Além disso, votou-se a favor do enfrentamento da violência gerada por preconceito racial e sexual. Uma das medidas que dará o pontapé inicial em tal posicionamento é a realização do 1º Seminário do ANDES-SN sobre Diversidade Sexual, aprovado na plenária para acontecer ainda esse ano.


Fonte: ADUA

Seis em cada dez brasileiros pertencem à classe média, diz Datafolha


Brasil é um país de classe média. Seis em cada dez brasileiros com 16 anos ou mais já pertencem a esse grupo, segundo o Datafolha.

Com 90 milhões de pessoas --número superior ao da população alemã--, a classe média brasileira, no entanto, está longe de ser homogênea.

A variedade de indicadores de renda, educação e posse de bens de consumo permite a divisão dessa parcela da população em três grupos distintos que separam os ricos dos excluídos.

O acesso crescente a bens de conforto --como eletroeletrônicos, computadores e automóveis-- é o que mais aproxima as três esferas da classe média brasileira.
A partir da medição da posse desses itens, a população é divida em classes nomeadas por letras.

O Brasil de classes médias é aquele que está conseguindo escapar dos estratos D e E, deixando para trás os excluídos, mas ainda quase não tem presença na classe A.

Ganhos de renda --consequência de crescimento econômico mais forte e políticas de distribuição de renda-- e maior acesso a crédito contribuíram para essa tendência.

"Aumentos de renda que parecem pequenos para a elite têm representado uma revolução para as classes mais pobres", afirma o economista Marcelo Neri, da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Se a posse de bens de consumo aproxima as três classes médias brasileiras, indicadores de renda e educação ainda os distanciam.

Rendimento e escolaridade mais elevados são, por exemplo, características que afastam os brasileiros da classe média alta dos outros dois estratos. Já as linhas que separam os integrantes das classes médias intermediária e baixa são mais tênues.

A renda da classe média baixa ainda é, por exemplo, mais elevada do que a da classe média intermediária.

No entanto, os integrantes bem mais jovens da classe média intermediária têm melhores perspectivas econômicas por conta de avanços educacionais mais significativos nos últimos anos.

Esse grupo é o que mais se expandiu no país na última década. Com 37 milhões de pessoas (de 16 anos ou mais), só perde para os excluídos, que ainda formam a classe mais numerosa no Brasil, embora tenham encolhido.

Apesar da expansão significativa da classe média, há quem ainda não sinta fazer parte do grupo. É o caso de Rosiley Marcelino Silva, 46. Casada e mãe de dois filhos adultos, ela vive da venda de salgados e do salário do marido, ajudante de caminhão.

"Não acho que tenho vida de classe média. Mas agora dá para sobreviver", diz Rosiley, que foi classificada pelo Datafolha como classe média intermediária.

A vulnerabilidade da nova classe média é uma questão que preocupa as autoridades.

"Nós estamos tentando pensar em políticas que ajudem essas pessoas a não retornarem para a pobreza, porque esse é um risco", afirma Diana Grosner, economista da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Segundo ela, o governo trabalha agora em uma definição oficial de classe média e, depois, poderá dividi-la em até três grupos distintos para elaborar políticas específicas de acordo com as necessidades de cada um deles.

FONTE: FOLHA.COM

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Max Porto: Caso Daniel x Monique


O BBB9 foi o que teve mais Casais, quatro no total.
Vivi e pude testemunhar, bem de perto, toda preocupação que existe no “relacionar-se intimamente” ali dentro.
A mulher que está no BBB, confinada, dificilmente não terá a preocupação de ser taxada como “vagabunda” e outras definições piores pela sociedade Brasileira pelo simples fato de realizar suas vontades e desejos.
Nossa sociedade é Machista!? Sim! É! Mas, é muito Feminista também! São as próprias mulheres que assistem o BBB que taxam, pré-conceituam e rotulam. Se a mulher que está lá dentro tem uma postura mais liberal e é bonita, automaticamente vira biscate!
Mais uma vez o fator confinamento no hotel é determinante no ocorrido polêmico. No mínimo todos ali estavam sem sexo há mais de uma semana ou até mais…
No BBB a sua vaidade aflora, você se sente especialmente bonito e atraente. Com você estão mulheres e homens também atraentes, logo o clima de “pegação” se estabelece.
Daniel nos primeiros minutos dentro da casa já demonstrava uma certa preocupação com isso. Querendo definir “Quem iria em quem”. Não perdeu tempo e foi direto na Renata, disparada a mais bonita e provocante da casa. Perdeu para o Jonas!
Em um determinado momento da festa, Monique que conversa com Dom João, demonstrou estar interessada em Daniel. Ele ouviu e, como não é bobo, se aproximou e retribuiu a investida. Mais tarde, Daniel abraçou Monique e a mesma disse “Não faz assim porque eu gosto!”. Na boa!? Monique estava mega afim!

Temores e preocupações


Voltando a preocupação natural das mulheres dentro do BBB. Monique obviamente se deixou tomar por esta limitação. Não ser taxada de “qualquer uma”  logo na primeira semana, na primeira festa com um cara com o qual ela nem tinha um histórico.
Admita, você mulher que me lê agora, teria o mesmo cuidado: ”Uma Mulher para ganhar o BBB tem que ter valores e se valorizar!” certamente é o pensamento.
Monique não quis abrir mão de seus desejos e combinou de dormir junto com Daniel, achando, no mínimo, que ninguém iria notar a “troca de carinhos”.
Agora vem a grande questão: houve ou não houve abuso por parte do Daniel!? Só os dois podem afirmar isso!
Criminalmente, quando existe uma grande suspeita, geralmente a Polícia faz uma acareação, ou seja, colocar Daniel e Monique de frente um ao outro e diante das autoridades e confrontar as opiniões sobre o ocorrido. Não sei se isso de fato aconteceu ali dentro antes da expulsão.
Daniel e Monique no dia seguinte concordaram, juntos, que não havia ocorrido nada além do que ambos disseram que tinha acontecido. Auto-proteção certamente.
Daí, você feminista e defensora das vítimas, que não sabe exatamente o que aconteceu lá dentro e fundamenta toda uma postura agressiva por ter visto um vídeo onde aparentemente Monique está desacordada, irá me criticar. Já já, ali abaixo, terão alguns comentários bem agressivos sobre esta minha opinião, mas seguirei no meu raciocínio.

O que acontece sob o edredom


Antes de se entregar a ira, saiba que eu já estive sob o edredom e sei exatamente quais os temores e cuidados envolvidos nessa situação tão delicada. Eu vivi o ambiente BBB lá de dentro e você não!
Ambos, Daniel e Monique, tomados pela embriaguez, tinham sim, total consciência do que estava acontecendo. Você mulher sabe que uma situação como esta deixa vestígios, e mesmo que bêbada, você tem o mínimo de lucidez para repelir uma situação que não quer que aconteça. Monique ao detectar que já estavam indo além do que parecia, pediu a Daniel que deitasse em outra cama.
Digo que não é nada fácil o cara tirar um short debaixo de um edredom, sem que a mulher o faça (ou ajude), e sem fazer movimentos que denunciem o ato, imagino a Mulher estando inconsciente, como dizem, impossível! Ela tirou e sabia para que! Ela chegou na cama e se colocou debaixo de um Edredom com um cara por que quis! Ponto.
Até então, para ambos, estava tudo bem, a própria Monique afirmou isso. Mas, ao ser questionada pela Produção sobre o que tinha acontecido de fato, ela sentiu a gravidade da coisa, e teve a certeza que não tinha passado despercebido. O pavor original de pagar de “fácil” para todo o Brasil a tomou. Tal como um filho sabendo que fez besteira questionado pelo pai com um chinelo na mão, você negaria na hora e podendo se fazer de vítima, por que não!?
O resultado disso você que me lê agora já sabe! Daniel expulso e sendo investigado, e Monique segue adiante no jogo.

A expulsão


Na minha opinião a decisão de expulsão foi precoce. Daniel somente seria expulso dentro do regulamento se a Monique tivesse feito a acusação de agressão e a Produção tivesse certeza disso. Se é que fez.
Houve uma pressão popular midiática e viral, e como todos ali dentro são “substituíveis”, assim foi feito.
Monique não faz ideia do que está acontecendo aqui fora, mas certamente carrega em silêncio uma mega preocupação: “O que será que minha família, amigos e o Brasil estão pensando de mim!?”.
Pior! Temo que quando ela sair, ao se dar conta de toda a gravidade do caso, venha a tomar para si esta situação de vítima e tire proveito disso. Porque gente a influenciando não faltará. Torço para que não!

Novelas mexicanas


Algumas fãs de BBB adoram uma “coitadinha” uma “vítima” tal como a Mocinha Fictícia da Novela Mexicana. Estas vão querer transformar Monique na estandarte da luta contra o Abuso Sexual. Isso trás foco e mídia! Preocupante.
Cresci entre mulheres e tive uma criação Feminista, de valorização as mulheres e sou totalmente contra a qualquer tipo de violência contra mulher ainda mais se for um abuso sexual.
Uma campanha de combate a este tipo de crime ou até mesmo o debate sobre é mais que necessário ,mas usar este caso no BBB como pivô, não sabendo o que de fato aconteceu é muito delicada. A investigação ainda não foi concluída.
Pior é usar um suposto culpado “monstro” como muitos  já dizem por aí para dar razão a uma campanha de combate.
Sobre a expulsão, creio que ambos deveriam ser punidos. Ninguém ali é ingênuo ao ponto de querer encher a cara de álcool, provocar uma situação e ao se dar conta de que foi descoberto se fazer de bobo ou boba.
Mais uma vez agradeço a atenção daqueles que se interessaram em vir aqui ler a minha opinião sobre os ocorridos no BBB12. 
FONTE: contigo.abril


LEIA TAMBÉM: BBB12: ''Não estou saindo em defesa do Daniel, só não o estou condenando'', disse Maurício Ricardo
http://guebala.blogspot.com/2012/01/bbb12-nao-estou-saindo-em-defesa-do.html

Elis Regina, Dom Helder e uma carta para um preso político



Em 1978, quando levou seu show "Transversal do Tempo" para Recife, Elis participou de um ato público promovido por Dom Helder Câmara e "driblou" a polícia para homenagear o líder estudantil Edival Nunes, o Cajá


“Elis era temperamental. Não levava desaforo para casa”. Essas duas frases viraram clichês para definir a personalidade de Elis Regina (1945-1982). Alguns viam nisso a força que ela sempre impôs para a sua carreira. Outros enxergam suas atitudes com reservas. O certo é que Elis, cuja morte completa 30 anos nesta quinta-feira (19), comprava não só suas brigas, como as dos outros também.
Um dos casos mais famosos em que Elis mostrou seu temperamento ocorreu em 1976, quando a cantora Rita Lee foi presa acusada de porte de maconha. Quando soube do fato, Elis decidiu ir ao Presídio do Hipódromo, na região central de São Paulo, para visitar a companheira de profissão. Em plena ditadura militar, fez um escândalo, pediu para ver a cantora e exigiu que um médico examinasse Rita, que estava grávida.
Mas nem só famosos contavam com o apoio de Elis. Um outro episódio, esquecido e revelado recentemente pela revista Continente, ocorreu no Recife, em 1978 , durante o governo de Ernesto Geisel. Elis estava na cidade para apresentações do show "Transversal do Tempo", que tinha um roteiro com viés político e de forte crítica social. Lá, quis se encontrar com Dom Helder Câmara (1909 –1999), à época arcebispo de Olinda e Recife, conhecido por sua atuação contra as violações de direitos humanos no Brasil, em especial durante a ditadura.
Quem aproximou Elis e Dom Helder foi a atriz e especialista em cultura popular Leda Alves. Elis a procurou por indicação de Frei Betto. Por coincidência, neste mesmo dia, à noite, haveria uma missa em favor da libertação do líder estudantil Edval Nunes da Silva, o Cajá, que havia sido preso em maio de 1978, na capital pernambucana, acusado de tentar reorganizar o Partido Comunista Revolucionário. Elis decidiu que participaria do ato religioso. E assim o fez. Subiu ao altar da Matriz de São José e entoou os cânticos da celebração. “Estávamos em plena ditadura e, mesmo assim, ela não se intimidou”, diz Leda, que se tornou amiga de Elis. Depois da missa, a Elis foi à sacristia conhecer Dom Helder. “Ela estava muito interessada no trabalho que ele fazia em defesa dos direitos humanos”, afirma Leda.
No dia do primeiro show da temporada que faria em Recife, Elis decidiu dedicar o show ao estudante Edival Nunes da Silva, o Cajá. A homenagem rendeu a Elis uma repreensão da polícia local, que ameaçou impedir suas apresentações seguintes. No segundo show, Elis arrumou um jeito de falar o apelido do líder estudantil. Segundo o próprio Cajá, o que foi lhe contado depois é que Elis entrou no palco com a banda desfalcada do baterista. Alegando que não poderia começar o show sem um de seus músicos, perguntou por ele. Alguém apontou o músico sentando em uma das poltronas do Teatro Santa Isabel. Elis, marota, teria dito. ‘Vem cá, já. Não posso começar o espetáculo sem você’. “O público logo entendeu o recado e aplaudiu o ato de Elis”, diz Cajá, que hoje é sociólogo e tem 61 anos.
Antes de deixar o Recife, Elis ainda tentou visitar o estudante na prisão. Não conseguiu. Optou por escrever uma carta. Na correspondência, escrita em um papel timbrado do hotel onde Elis se hospedou, o Othon Palace, Elis dizia para Cajá não esmorecer e continuar a lutar pela liberdade. Para Cajá, o ato de Elis foi ‘iluminado’. “Depois de Elis, outros artistas tentaram me visitar, como os atores Bruna Lombardi e Cláudio Cavalcanti”, afirma. “Ela tinha um compromisso com o que há de mais bonito no ser humano: a liberdade”, diz Cajá.
Cerca de três meses após sua saída da prisão, em junho de 1979, Elis voltou ao Recife para uma apresentação e tentou marcar um almoço com Cajá. Ele, que havia acabado de se tornar pai, não pode comparecer, mas disse que, posteriormente, iria a São Paulo se encontrar com a cantora. O encontro dos dois nunca aconteceu . Em 19 de janeiro de 1982, o sociólogo, em meio a uma reunião da União Nacional dos Estudantes, foi surpreendido pela notícia da morte de Elis. No próximo mês de março, quando Elis completaria mais um aniversário, ele pretende realizar um show com artistas locais em homenagem à amiga.
FONTE: revista epoca

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Governo assentou apenas 1.651 famílias do MST e desapropriou só em dezembro


Diante da divulgação de balanço das atividades do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na segunda-feira (16), o MST pontua que, em 2011:

- Foram assentadas somente 1.651 famílias organizadas pelo MST. Ao todo, foram assentadas 5.735 famílias em áreas desapropriadas, com os R$ 530 milhões previstos no orçamemento do Incra para a obtenção de novas áreas. 

- A suplementação do orçamento do Incra, que saiu em dezembro com o valor de R$ 400 milhões, a partir de pressão da Jornada Nacional da Via Campesina no mês de agosto, será suficiente para o assentamento de apenas 4.435 famílias.

- Mais de 186 mil famílias estão acampadas no Brasil, de acordo com o próprio Incra, das quais 60 mil famílias são organizas no MST.

- O informe do órgão federal diz ter incorporado 2,56 milhões de hectares à Reforma Agrária no último ano. No entanto, desse total, apenas 328,2 mil hectares foram obtidos de forma onerosa. Ou seja, a quantidade de terras obtidas para políticas de Reforma Agrária – por meio da desapropriação de propriedades sob aspectos constitucionais, relacionados à função social da terra – está na casa dos 12,8%.

- As demais áreas que configuram o total de 2,56 milhões de hectares fazem parte de programas de regularização fundiária e o uso de terras públicas para a criação de assentamentos – especialmente na região Amazônica –, que são importantes mas não se constituem como Reforma Agrária.

- Áreas com valores acima de R$ 100 mil não tiveram autorização para serem desapropriadas, o que impossibilitou o assentamento das famílias nos maiores latifúndios.

- A assinatura de 60 decretos presidenciais para a desapropriação das novas áreas só foi realizada na última semana de 2011. Ou seja, foram necessários quase 12 meses para que fossem assinados os primeiros decretos de desapropriação do governo Dilma Rousseff.

Diante do quadro de lentidão da criação de assentamentos e insuficiência de políticas para o desenvolvimento dos assentamentos, o MST continuará fazendo lutas para cobrar que o governo cumpra com os compromissos assumidos na jornada de agosto, como:

- Apresentação de um programa nacional com metas para a criação de assentamentos em áreas desapropriadas até 2014,
- Investimentos em um amplo programa de criação de agroindústrias nos assentamentos,
- Efetivação de um programa para a superação do analfabetismo nas áreas de Reforma Agrária,
- Implementação de 20 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs).
 
FONTE: Secretaria Nacional do MST

Enquanto servidores brigam por reajustes, ministros embolsam megassalários


Época de mesas fartas, o Natal foi indigesto para uma parcela dos servidores públicos do Executivo e do Judiciário, incluindo juízes e ministros de tribunais superiores. Eles viram ir para o ralo a esperança de receber do governo um bom aumento salarial em 2012, após a aprovação do Orçamento Geral da União em dezembro. Entretanto, a guilhotina nas emendas de parlamentares prevendo recursos para os reajustes e a economia de gastos públicos nem passaram perto das remunerações e benesses recebidas pelas cabeças coroadas da equipe econômica, que viraram o ano liderando o bloco de uma turma seleta do funcionalismo que embolsa supersalários acima do limite constitucional de R$ 26,7 mil pagos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Donas das chaves dos cofres públicos, essas autoridades estão recebendo entre R$ 32 mil e R$ 41,1 mil por mês.

Ocupantes do primeiro e do segundo escalão na Esplanada estão engordando os altos salários com participações, também conhecidas como jetons, em conselhos administrativos e fiscais de empresas estatais e até privadas. Os extras para comparecer, em geral, a cada dois meses às reuniões dessas companhias vão de R$ 2,1 mil a R$ 23 mil por mês. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, participam dos conselhos da Petrobras e da BR Distribuidora, que rendem, cada um, R$ 7 mil mensais, em média. Com tudo somado, o chefe da equipe econômica e sua colega vêm embolsando, atualmente, R$ 40,9 mil brutos todo mês.

Miriam ainda tem assento no conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas não recebe o jeton de R$ 5,5 mil da instituição.  O decreto presidencial proíbe que membros do governo sejam remunerados por mais de dois conselhos. 

O secretário executivo de Mantega, Nelson Barbosa, não tem o salário de R$ 26,7 mil pago a ministros de Estado. Ele recebe em torno de R$ 14 mil, correspondentes ao vencimento de professor cedido da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mais a gratificação pelo cargo, de R$ 6,8 mil. É um valor próximo da remuneração de qualquer servidor da elite do Executivo em início de carreira. Mas Barbosa também abocanhou um assento nos dois dos melhores conselhos existentes: o da mineradora privada Vale e o do Banco do Brasil, que lhe pagam mais R$ 27,1 mil mensais, elevando seus ganhos para R$ 41,1 mil.

Felizardo
Na mineradora, o número dois do Ministério da Fazenda entrou em nome do governo de uma forma enviesada, como representante dos fundos de pensão de estatais — sócios de fato da companhia. Mas é o conselho que melhor remunera. Barbosa recebe R$ 23 mil por mês da empresa. Depois do cargo da Vale, o destaque é para o da Hidrelétrica Itaipu, que paga, em média, R$ 19 mil mensais. O ministro felizardo é o da Defesa, Celso Amorim, com renda total de R$ 45,7 mil.

Nem a Fazenda nem o Planejamento comentaram o fato de os jetons não integrarem as remunerações sujeitas ao limite constitucional e não sofrerem o chamado abate-teto, como ocorre com os rendimentos de diversos outros servidores do Executivo e de parte do Judiciário. Já o Planejamento informou apenas que o recebimento de verbas por participação nesses conselhos está previsto na Lei nº 8.112, de 1990, e que foi considerado constitucional pelo STF. 

Conflito
Com tantas autoridades recebendo acima do limite constitucional e com os principais assentos nos conselhos já ocupados por quem está em ministérios vinculados às estatais, o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, foi agraciado com dois jetons de empresas privadas para engordar ainda mais seus rendimentos. Ele integra o conselho administrativo da Brasilprev Seguros e Previdência e o da Brasilcap. A primeira é controlada pelo grupo norte-americano Principal Financial Group, com 50,1% do capital. A segunda tem como sócias majoritárias as companhias Icatu Hartford, Sul América e Aliança do Brasil. O Banco do Brasil detém 49,9% do capital das duas, por isso, tem direito a indicar metade dos membros dos respectivos conselhos. 

Com os dois extras, os rendimentos de Adams estão na casa dos R$ 38,7 mil brutos. Na AGU, ele, que é procurador da Fazenda Nacional de carreira, é responsável por todas as ações judiciais da União contra empresas privadas, principalmente aquelas que cobram impostos de devedores. Ao contrário das estatais e das demais autoridades, o advogado-geral da União e as duas companhias se recusaram a informar o valor mensal pago para que o titular da AGU dê palpites na administração dos dois grupos privados. Pelas informações obtidas pelo Correio, essa quantia é de pelo menos R$ 6 mil, em média, por conselho. 

Em nota, a assessoria de imprensa da AGU afirmou que o valor “só pode ser obtido com o ministro, que se encontra em período de férias”. O órgão negou a existência de incompatibilidade, alegando que Adams “já declarou à Comissão de Ética da Presidência da República seu impedimento de atuar quando presente eventual conflito de interesses”, cabendo, aí, ao seu substituto agir no caso. A direção da AGU sustentou ainda que a rotina de Adams não chega a ficar comprometida pela atividade nos conselhos, que inclui viagens a São Paulo e ao Rio de Janeiro para a participação em reuniões que duram um dia inteiro.

Economista da Tendências Consultoria e especialista em finanças públicas, Felipe Salto avalia que os supersalários recebidos pelos ministros e secretários representam um entrave para o corte de gastos anunciado pelo governo. “Esses valores servem como um mau exemplo e são prejudiciais para a constituição de uma estratégia fiscal de maior austeridade. Os funcionários que estão na base das carreiras sempre vão usar os que estão no topo como referência para pedir reajustes”, afirma. 

Para o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, além dos altos salários dos ministros de Estado, a atuação de Adams em empresas privadas é grave. “A AGU, em tese, defende os interesses da União. Na medida em que o advogado-geral está em um conselho de capital majoritariamente privado e tem acesso a informações privilegiadas, há uma confusão entre o público e o privado”, sustenta.

FONTE: Correio Braziliense

terça-feira, janeiro 17, 2012

BBB12: ''Não estou saindo em defesa do Daniel, só não o estou condenando'', disse Maurício Ricardo

Em seu site, humorista opinou sobre o mobilização dos internautas no caso do participante Daniel no reality show

Veja a manifestação de Maurício Ricardo sobre a polêmica no BBB12:

“Como faço charges pro BBB, sei que minha opinião será tema de um monte de teorias conspiratórias. Mas vi o vídeo do polêmico amasso do Daniel na Monique, li as tuitadas e comentários no Facebook a respeito e não resisti: precisei me manifestar.

É que ando bastante irritado com as condenações sumárias e sem direito de defesa feitas nas redes sociais. E muita gente se apressou em afirmar que o rapaz estuprou a moça, que estaria inconsciente, sem considerar outras hipóteses.

Vejam bem: não tô saindo em defesa do Daniel, só NÃO O ESTOU CONDENANDO, o que é muito diferente. E por que não estou condenando, além do fato óbvio de que não houve julgamento? Vamos lá:

1 – É possível curtir carícias quietinha, em posição passiva e de olhos fechados. Eu disse É POSSÍVEL, veja bem: não disse que aconteceu.

2 – É possível que o fato de ela não se lembrar do que rolou (se for verdade) seja fruto de uma eventual amnésia alcoólica, não de inconsciência.

3 – É possível um rala e rola daqueles sem tirar a roupa e sem penetração, o que afastaria a tese do estupro (mas não a do abuso, igualmente condenável). Por que levanto a questão? Porque carícias ousadas acontecem com mais naturalidade entre um casal do que o sexo. Talvez ela estivesse consciente e tenha se deixado levada pelo momento. Talvez! Eu disse “tal--vez”!

4 – Eles se pegaram naquela noite, beberam pacas e existem suspiros excitados no vídeo que não necessariamente são dele.

5 – Aqui vou pegar pesado, mas é hipótese: se você é uma pessoa caucasiana que não se sente atraída por afro-descendentes, vale analisar profundamente sua eventual indignação. Talvez esteja confundindo repulsa pessoal com agressão.

6 – Pegando mais pesado ainda, mas pra levantar mais teorias: talvez você seja pura e simplesmente racista e parta do pressuposto de que negro é bandido, um mal que assola desde os tempos de Colônia este país que hipocritamente se diz “Sem preconceito”.

Vou repetir (eu sei que a maioria entendeu, perdão, mas hoje é assim: precisa-se repetir várias vezes): não posso afirmar que houve estupro. Nem que não houve. Mas nessa situação ninguém pode: a vítima sequer acusou o potencial agressor, e ainda que acusasse – até porque todos ali estão num jogo – ele deveria ter direito de defesa.
É isso.

Por favor: se você não concordar com as hipóteses que levantei, lembre-se de que são hipóteses. Não diga: “Maurício está defendendo o estuprador filho da p(*)!”, porque não é verdade. Apenas reflita sobre todos os ângulos da questão pra não virar vítima do efeito manada.” (MB)

FONTE: Contigo! Online