
terça-feira, maio 04, 2010
O STF inicia a análise da ação do DEM contra a UnB

Ranking de doação a partidos é liderado por construtoras

As empreiteiras foram as principais financiadoras dos grandes partidos políticos em 2009, sendo responsáveis por 68% das doações recebidas por PT, PSDB, DEM e PMDB, informa reportagem da Folha desta terça-feira (04).
Segundo as prestações de contas dos partidos entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Carioca Christiani Nielsen e JM Terraplanagem transferiram para as principais siglas R$ 6,2 milhões. Isso representa 39% de tudo o que essas siglas receberam de doações no ano passado.
Todas as construtoras têm ou tiveram contratos milionários com o governo federal e governos estaduais.
Os maiores financiadores do PT foram a Andrade Gutierrez (R$ 2,5 milhões), a Suzano Papel e Celulose (R$ 2,5 milhões) e a Carioca Christiani Nielsen Engenharia (R$ 1,2 milhão). Do PSDB, foi a Queiroz Galvão (R$ 2,2 milhões). A campeã de doações ao DEM foi a JM Terraplanagem, com R$ 287 mil. O PMDB (receita de R$ 28,4 milhões) recebeu uma doação: R$ 300 mil da TNL Contax.
FONTE: FOLHA ONLINE
Fifa anuncia artistas sul-africanos para show na Copa
Masekela, Freshlyground e o Soweto Gospel Choir (foto) vão se juntar a nomes como Black Eyed Peas
segunda-feira, maio 03, 2010
PARABÉNS AO INSTITUTO GELEDÉS

Entre os iorubás, o poder feminino é sintetizado por um termo coletivo, Awon Iyá wa, “nossas mães”, que são particularmente homenageadas na ocasião do festival Gęlędę realizado entre março e maio, antes do começo das chuvas. O objetivo do Gęlędę é precisamente aplacar as terríveis mães ancestrais para que a fecundidade dos campos se possa processar. As cantigas evocam de maneira não equívoca as características que fazem das Grandes Mães, designadas ainda mais diretamente pela forma singular Iya mi, “minha mãe”, as donas de tão poderoso axé:
Na simbologia iorubá, o pássaro representa o poder procriador da mãe. As penas do pássaro, como as escamas do peixe, aludem ao número infinito de descendentes, que estão, por assim dizer, implicitamente presentes no corpo materno. Nada pode aquecer o velho pássaro porque ele mesmo é fonte de calor, de vida. Esse poder é essencialmente misterioso, secreto, escondido no âmago do corpo da mãe, casa e morada. O medo de ficar preso para sempre dentro do corpo materno é claramente assumido, pois que cilada é essa, senão a própria vagina aterradora?
FONTE: AUGRAS, Monique. “De Yiá Mi a Pomba Gira: transformações e símbolos da libido”. In: MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de (org.). Meu sinal está no teu corpo. Escritos sobre a religião dos orixás. São Paulo, Edicon, Editora da Universidade de São Paulo, 1989
FONTE:GELEDÉS
Jornalista quer mudar Lei Áurea para indenizar proprietários

Fonte:AFROPRESS
DIA INTERNACIONAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

Vladimir Herzog-
1937 - Osijsk (Iugoslávia) - 25/10/1975 - São Paulo (Brasil)
Governo quer pressa do Congresso para criar Universidade Luso-Afro-Brasileira

MST encerra jornada de lutas na Bahia com conquistas

Os mais de cinco mil trabalhadores rurais Sem Terra que vieram marchando de Feira de Santana a Salvador, desde o dia 19 de Abril, encerraram na última sexta-feira (30/4) a jornada de lutas no estado e desmontaram o acampamento realizado em frente à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) desde o dia 27. A Marcha Estadual fez parte das atividades da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, realizada em todo o Brasil em homenagem às 19 vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás, assassinados pela Polícia Militar do Pará em 17 de Abril de 1996. Na Bahia, o MST realizou 17 ocupações durante o mês, em diversas regiões do estado.
Enxadas contra fuzis
A sexta-feira começou cedo para os Sem Terra, com uma grande mobilização em frente à Governadoria. Após uma reunião entre o governador e integrantes da direção do MST, Jaques Wagner vestiu mais uma vez o boné do movimento e discursou para a multidão, afirmando que “lutar não é crime, quem não luta por seus direitos acaba encontrando no crime o refúgio”. O governador afirmou ainda que “eu prefiro ouvir o barulho das enxadas e os gritos de protesto dos trabalhadores do que os tiros de fuzil que matam tantos jovens a cada dia em nosso país”. O militante Sem Terra e deputado estadual Valmir Assunção destacou a importância da Reforma Agrária e da luta do MST, conclamando a militância a “voltar para casa com as energias renovadas e seguir ocupando o latifúndio, porque lutar não é crime”.
Reivindicações atendidas
As várias negociações realizadas pelo movimento durante a semana (com os superintendentes nacional e regional do Incra, Luiz Gugé e Rolf Hackbart, o Secretário de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia, Eduardo Salles, além do próprio Governador Jaques Wagner) foram frutíferas, e garantiram o atendimento às suas reivindicações. Dentre os itens da pauta, destacam-se:
· construção de cinco casas de farinha;
· kits de mecanização e de irrigação elétrica, laticínio e despolpadeiras de frutas;
· construção da Adutora do Chapadão, em Vitória da Conquista;
· construção da sede da Cooperativa Central dos Assentamentos da Bahia;
· implantação do Centro de Cultura e Assistência Social e da Central das Associações Comunitárias de Ocupantes e Assentados do Semiárido Baiano;
· elaboração e envio para o Incra de projetos produtivos para o cacau, café, mamona e leite nos assentamentos;
· centralização das ações de reintegração de posse na Casa Militar.
De acordo com Márcio Matos, da Direção Nacional do MST, “a Marcha cumpriu um papel importante, de pressionar os governos e ampliar o diálogo com a sociedade brasileira. Ela garantiu conquistas importantes, tanto do ponto de vista político, da nossa mobilização que é uma referência nacional, quanto do ponto de vista econômico, garantindo melhoria nas condições de vida dos nossos assentados”.
Após a realização de uma assembléia no final da tarde de sexta, os trabalhadores decidiram pelo fim da jornada e iniciaram as diversas viagens de volta, para todas as regiões do estado.
Uma das reivindicações, contudo, permanece em aberto: a libertação dos cinco presos políticos da Chapada Diamantina, presos no dia 25 de março na desocupação das fazendas Novo Horizonte/Conjunto, no município de Wagner. Perseguidos pela justiça e polícia locais, os trabalhadores são um exemplo representativo do processo de criminalização dos movimentos sociais que vem avançando por todo o país. O MST promete seguir em frente com suas ações e ocupações, exigindo o direito constitucional de acesso à terra e bradando que lutar não é crime!
FONTE: MST
ONG inclui Putin, Ahmadinejad e Jintao em lista de 40 "predadores" da imprensa

A organização não-governamental internacional Repórteres Sem Fronteiras divulgou nesta segunda-feira (3), dia internacional da liberdade de imprensa, seu relatório anual com os “predadores” da prática jornalística. No levantamento, a ONG lista 40 indivíduos ou organizações “poderosos, perigosos, violentos e acima da lei” que tratam a imprensa como um inimigo e promovem ataques diretos a jornalistas.
O relatório não lista nem indivíduos, nem organizações brasileiras como predadores da imprensa. Também não está listado o presidente venezuelano Hugo Chávez, sobre quem pairam acusações de impedir o trabalho da imprensa ao não renovar concessões a redes de televisões e ordenar o fechamento de veículos.
A lista de "predadores" traz alguns dos mais importantes líderes globais, como Mahmud Ahmadinejad, presidente do Irã; Kim Jong-il, líder norte-coreano; Vladimir Putin, primeiro-ministro russo; Hu Jintao, presidente da China; e o príncipe Abdallah, monarca da Arábia Saudita. Entre as entidades, estão as Forças de Defesa de Israel e o grupo separatista basco ETA.
Além da lista, a Repórteres Sem Fronteiras divulgou um ranking mundial da liberdade de imprensa com 175 países. O Brasil melhorou 11 posições do ano passado para este ano e ocupa agora o 71º lugar da lista. Dividem a primeira colocação Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Noruega e Suécia. Segundo a ONG, não há ameaças à liberdade de imprensa nesses países.
A última posição do ranking ficou com a Eritreia, seguida da Coreia do Norte, Turcomenistão, Irã, Birmânia, Cuba, Laos e China (veja a lista ao final do texto). Entre os países latino-americanos, o México e Colômbia obtiveram as piores posições (137º e 126º, respectivamente) e o Uruguai a melhor (29º). Os principais critérios adotados na lista foram a violência contra jornalistas e a adoção de medidas, por parte do poder público e/ou entidades particulares, que limitem a liberdade de imprensa.
Israel está entre os países que mais caíram no ranking, saltando da 46ª posição para a 93ª. A ONG credita a queda ao impacto que a ofensiva contra a faixa de Gaza trouxe à imprensa. Durante a ofensiva, as tropas israelenses mataram três jornalistas e feriram cerca de 20. Além disso, aumentou a censura aos meios de comunicação e os casos de detenções ilegais de repórteres, de acordo com a entidade.
Em contrapartida ao caso israelense, o relatório anual destaca a subida no ranking dos Estados Unidos --que pularam do 36º lugar ao 20º-- causada pelo "efeito Obama", que possui uma "abordagem menos agressiva do que seu antecessor [George W. Bush]", destaca a ONG.
Contudo, a entidade acusa os EUA de não conferirem o mesmo tratamento dado internamente à imprensa nos países em que mantêm tropas militares (Iraque e Afeganistão). Segundo a Repórteres sem Fronteiras, vários jornalistas foram presos e feridos por militares norte-americanos.
Na América Latina, não há mudanças sensíveis, e as quatro principais fontes promotoras de ameaças e de atos de violência contra jornalistas permanecem as mesmas: os traficantes de drogas mexicanos, a ditadura cubana, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e grupos paramilitares também colombianos, segundo os critérios do Repórteres sem Fronteiras.
Em comparação com o relatório do ano passado, a África sofreu algumas alterações, mas as mudanças mais substanciais ocorreram em os países da Ásia.
Na Somália, saiu da lista o antigo chefe da inteligência do país Mohamed Warsame Darwish --demitido em dezembro de 2008--, autor de ataques pesados à imprensa e mandante de detenções arbitrárias de jornalistas e execuções a profissionais da imprensa, segundo a ONG.
Na Nigéria, o relatório divulgado hoje incluiu o chefe do Serviço de Segurança Ogbonna Onovo, que, de acordo com a Repórteres Sem Fronteiras, incentiva a polícia a usar a violência contra os jornalistas e impede o acompanhamento de operações.
Já no Iraque, a ONG avalia que a situação do jornalistas está melhorando lentamente e que a violência afeta mais a população em geral, do que os profissionais de imprensa em particular. Por esta razão, a organização retirou grupos islâmicos iraquianos do relatório deste ano.
No entanto, entrou na lista deste ano o presidente iemenita Ali Abdulah Saleh, acusado pela entidade de aumentar a repressão por meio da criação de um tribunal especial para crimes de imprensa e incentivar a perseguição a uma dezena de jornalistas, numa “tentativa de impedir a cobertura da guerra suja travada no norte e no sul do país”.
As Filipinas foram incluídas na lista deste ano como país perigoso aos jornalistas após o massacre de 30 jornalistas na província de Maguindanao, em 23 de novembro de 2009, por milícias particulares.
Para a ONG, houve falta de vontade política do governo local para julgar e punir os responsáveis pelas chacinas.
Também foi incluído à lista o líder taleban Mullah Omar, cuja influência se estende pelo Paquistão e Afeganistão.
O líder, afirma a Repórteres sem Fronteiras, dirigiu sua guerra santa também à imprensa, ao ordenar 40 atentados contra jornalistas e empresas midiáticas.
Ramzan Kadyrov, o presidente da República russa da Chechênia, foi incluído por impor um “regime de terror” na região.
Segundo a ONG, ele estaria envolvido na morte de Anna Politkovskaya, em 2006, e Natalia Estemirova, em 2009, duas jornalistas críticas ao seu governo.
FONTE: UOL Notícias
sábado, maio 01, 2010
Primeiro de maio: dia de luta em defesa da dignidade do trabalhador

A luta dos trabalhadores, que foi consagrada com a escolha do dia 1º de maio como data internacional do trabalho, é incansável. Passados 124 anos desde que 250 mil trabalhadores de Chicago estiveram envolvidos em protestos contra as péssimas condições de trabalho como jornada de 16 horas, ausência de descanso semanal, de férias e sem direito a aposentadoria e teve como resultado a repressão da polícia com prisões, feridos e mortos, a defesa por condições dignas de trabalho permanecem no mundo inteiro.
Os anos que se seguiram ao episódio só tornaram a data mais marcante. A bandeira levantada pela Segunda Internacional Socialista ,em 1889, foi proclamar o dia 1º de Maio como o Dia Internacional do Trabalhador. Além de fazer uma homenagem aos manifestantes de Chicago, defendia a luta pela jornada de oito horas. Protestos surgiam em diversas nações. Em
Mais uma vez, sindicatos preparam atos públicos em defesa do trabalho digno e de uma sociedade mais justa. Diversos setores do movimento popular, estudantil, sindical que organizam o Congresso Nacional da Classe Trabalhadora se mobilizam neste dia emblemático para propor a redução da jornada de trabalho para 36 horas sem redução dos salários e dos direitos e a luta contra projetos que tentam acabar com os serviços e servidores públicos federais como a tentativa de congelar o salário desta categoria por 10 anos.
Vamos às ruas em cada município, região ou estado para fazer valer nossas vozes e destacar às medidas e ações realizadas por cada entidade envolvida na defesa dos trabalhadores. Acompanhe a programação da sua localidade e participe!
