Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!

quarta-feira, julho 29, 2009

DO QUE PODEMOS E DO QUE PENSAMOS QUE PODEMOS...


O humorista Danilo Gentili, do programa CQC, da Band, será investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela possibilidade de ter cometido crime de racismo.

Segundo informações publicadas na coluna Zapping, do jornal Agora São Paulo, Gentili teria postado no mini-blog que mantém no site Twitter, na madrugada do sábado, uma mensagem que diz: "Agora, no Telecine, o filme 'King Kong', um macaco que, depois de ir para a cidade e ficar famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é 'Jogador de futebol?'.

Apesar de ter pedido perdão para as pessoas que poderiam ter se ofendido com o texto, ele retificou para a coluna que não pretende suprimir a mensagem do mini-blog, já que "realmente disse aquilo".

Procurada , a Band não se pronunciou oficialmente sobre o fato por entender que se trata de uma questão pessoal do humorista, feita em um veículo sem ligação com o programa CQC. Gentili ainda não foi encontrado para comentar o assunto.

Histórico

Apenas 11 minutos depois do post onde compara um jogador de futebol com o King Kong, Gentili fez uma nova publicação, onde tenta se justificar: "Alguém pode me dar uma explicação razoável porque posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?"

Mais tarde, escreveu uma nova nota tentando se eximir da responsabilidade do que publicou: "Reparem: na piada do King Kong não disse a cor do jogador. Disse que loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês que tem preconceito".

Não é a primeira vez que o repórter da Band usa o espaço virtual do site de mini-blogs para fazer comentários polêmicos. Em 11 de julho, ele postou um comentário sobre a canção Detalhes:

"Quando toca a música 'detalhes tão pequenos de nos dois', sempre imagino um casal gay nipônico". E ainda sobre Roberto Carlos escreveu: "Para quem não sabe nosso Rei Roberto Carlos tem problemas com TOC. Quando ele anda a perna bate no chão e faz TOC, TOC, TOC."
TERRA

Piada de Danilo Gentili não teve graça

O integrante do "Casseta & Planeta" (Globo) Hélio de La Peña decidiu entrar na polêmica da semana no Twitter.


Em um texto intitulado "A coisa ficou afrodescendente para o humor negro", o humorista carioca afirmou que a piada de Danilo Gentili relacionando jogadores de futebol com King Kong não teve graça.


"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?" A frase foi postada por Danilo Gentili, do "CQC" (Band), entre a madrugada de sábado (25) para domingo no serviço de microblogs.


"Não tenho problemas com piadas de qualquer natureza, desde que elas sejam engraçadas. Não foi o caso", escreveu La Peña. "Associar o homem preto a um macaco não é novidade no anedotário e causa desconforto aos homens pretos."


Embora tenha avaliado negativamente a piada do colega, o "casseta" discordou que o melhor caminho nestes casos seja o judicial.


"Acho exagero imolar o humorista em praça pública. Processo é bobagem. Danilo não apontou o dedo na cara de nenhum preto e disse 'olha aqui, seu macaco.' Ele fez uma piada, quem não gostou expôs sua opinião. Eu não gostei."


Segundo a assessoria de imprensa do MPF-SP (Ministério Público Federal de São Paulo), a mensagem de Gentili foi encaminhada a um procurador, que vai apurar se houve ou não racismo. A ONG Afrobras também se posicionou contra o "repórter inexperiente". "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda [entrar com] uma representação criminal", disse José Vicente, presidente da ONG.


De acordo com Hélio de La Peña, "se alguma vez você sofreu discriminação racial, sabe o quanto isso é desagradável. Esta é a razão deste tipo de piada bater na trave".
Fonte: Folha Online

RASPAS DA II CONAPIR...


ESTATUTO I
Ativistas e militantes, inconformados com a aprovação de um texto do Estatuto que, segundo eles, não faz justiça à reivindicações históricas do Movimento Negro, no encerramento da Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília, o "Manifesto em Defesa dos Direitos e da Autonomia Política da População Negra".
ESTATUTO II
No Manifesto denunciam que "interesses eleitorais estimulados pela proximidade de 2010, têm provocado articulações e composições espúrias que utilizam nossas conquistas como moeda de troca". "Daí o esvaziamento dos conteúdos de justiça racial do Estatuto, o que impõe retrocessos, injustiças e a perpetuação de violações de direitos fundamentais da população negra", afirmam
ESTATUTO III
O Manifesto é assinado pelas seguintes entidades: AKANNI (Instituto em Pesquisa em Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia); ANMNB (Articulação nacional de Mulheres negras Brasileiras); ASFAP-BA (Associação de Familiares de Presas e Presos do Estado da Bahia);CANDACES (Coletivo Nacional de Lésbicas Negras e Feministas Autônomas); Centro Cultural Orunmila (SP); Centro de Referência Negra Lélia Gonzales; CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas);CRIOLA;Fórum Nacional de Juventude Negra;GELEDÉS – Instituto da Mulher Negra; GT de Combate ao Racismo Ambiental; Movimento Negro Unificado (MNU).
ESTATUTO IV
Enquanto a Comissão Especial da Câmara adia, a votação do Projeto do Estatuto, cresce a mobilização das entidades e personalidades que passaram a rejeitar o texto que tramita na Comissão e o relatório negociado pelo Governo e Oposição que prevê a remoção de alguns pontos considerados por essas entidades inegociáveis na proposta do Estatuto;
ESTATUTO V
Preocupada com a repercussão, a Seppir voltou a tratar do tema e a rebater a denúncia de que os delegados teriam votado um texto que não conheciam, constante do Manifesto. "É importante ressaltar que a forma como as negociações para a aprovação do Estatuto são conduzidas pelo Governo foi aprovada por ampla maioria de votos dos delegados à Conferência. O contraditório é natural e saudável no jogo democrático. Mas a vontade da maioria deverá ser sempre respeitada. As possibilidades de diálogo em torno do Projeto de Lei, contudo, continuam abertas", afirma a Nota de Esclarecimento, que havia sido divulgada e que acabou sendo revisada pela Assessoria de Comunicação da Seppir por determinação do ministro Edson Santos.
ESTATUTO VI
Tentando evitar a polêmica, a Nota acrescenta que "o Movimento Negro recebe por parte do Governo brasileiro, através da SEPPIR, ampla acolhida para apresentar suas concepções acerca do Projeto de Lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial". "Para citar apenas o período que envolveu o processo de mobilização da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, estas oportunidades foram apresentadas nas conferências municipais, regionais, em 27 conferências estaduais, na Plenária Nacional de Comunidades Tradicionais e, durante a etapa nacional, em painéis, grupos de trabalho e na plenária final do evento", conclui.
ESTATUTO VII
Segundo Edson França coordenador geral da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO) – a corrente política composta por ativistas ligados ou próximos ao PC do B, majoritária na II Conapir - Está saturada a discussão do Estatuto, as posições estão explicitadas e cristalizadas. Estamos no momento de negociação para aprová-lo, pois não interessa ao Movimento Negro e a população negra mais 10 anos de debates sem objetividade. O voto da esmagadora maioria dos delegados e delegadas na conferência aprovou essa tese. Digo mais, tem gente que precisa entender o sentido da democracia. Compreendo que aceitar decisões de maioria após um longo processo de discussão é um dever democrata. Podem manter a discordância, mas tem o dever de acatar a legitimidade da escolha e parar com essa mania feia de desqualificar as posições divergentes, sob pena de perdemos qualquer referência ou capacidade de construção coletiva. Não há quem no Movimento Negro não tenha opinião sobre o Estatuto acumulada muito antes da CONAPIR.
ESTATUTO VII
O senador Paulo Paim (PT-RS), autor do Projeto do Estatuto da Igualdade Racial – o PL 6264/2005 –, rebateu as críticas de setores do Movimento Negro à proposta que tramita no Congresso e garantiu que a "espinha dorsal do Estatuto foi mantida".
ESTATUTO VIII
Para Elói Ferreira (Secretário-Adjunto da Seppir) A crítica tem sido feita sem um conhecimento do Projeto de Lei que tramita na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Além disso, não leva em consideração a correlação de forças que existe no Congresso Nacional para a aprovação desta matéria tão importante. É preciso que tenhamos ainda a compreensão de que o Estatuto não pode ser visto como a solução, como o ponto final das lutas contra o racismo. Pois, na verdade, é o ponto de partida para a fruição de todos os direitos e oportunidades que em nossa época são oferecidos ao conjunto da população brasileira.
DIRETRIZES
O Secretário-Adjunto da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Elói Ferreira , disse, ao fazer um primeiro balanço da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, realizada em Brasília no final do mês passado, que a Conferência apontou como principais diretrizes a defesa da política de cotas raciais, do Estatuto da Igualdade e dos Direitos das comunidades remanescentes de quilombos. "Isso certamente vai se refletir na atuação dos parlamentares que no Congresso Nacional tem a responsabilidade de aprovar o Projeto de Lei", acrescentou.
RACHOU A MAIORIA
Com críticas ao grupo hegemônico que dirige a Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), a União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), divulgou Comunicado no qual afirma que a articulação - composta majoritariamente por ativistas ligados ou próximos ao PT - "está distante dos objetivos de sua fundação, e por isso produziu resultado inverso".
A UNEGRO reúne, no Movimento Negro, ativistas filiados ou próximos ao PC do B - partido também da base do Governo Federal.A decisão já havia sido comunicada pelo coordenador geral da Unegro, Edson França no encerramento da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, realizada no final do mês passado, em Brasília.
Hegemonismo exclusivista
França disse que a Conferência marcou o fim da era do que ele chama de "hegemonismo exclusivista", uma crítica direta aos setores do Movimento Negro do PT, que segundo ele, costumam assumir a postura de os únicos interlocutores para o diálogo do Governo.
No comunicado o coordenador geral da UNEGRO diz que "hoje a CONEN é composta e dirigida por uma cúpula de quadros pontualmente espalhados em alguns estados brasileiros" e que "o caminho trilhado pelo grupo hegemônico está levando-o a se distanciar ainda mais dos seus objetivos e tem contribuído para a quebra da "frágil pluralidade".
Cita como exemplo o fato de a Coordenação eleita no Encontro Nacional da CONEN, em maio de 2006, em Salvador, jamais ter se reunido, e ter sido ignorada pelo grupo hegemônico que a dirige sem respeitar decisões coletivas.
Grupo de S. Paulo
França não cita nomes, porém, sabe-se que se refere, especialmente, ao grupo de S. Paulo, liderado por Flávio Jorge, que durante o período da gestão da ex-ministra Matilde Ribeiro foi a sua principal base de sustentação e caiu no ostracismo após a posse do deputado Edson Santos na Seppir.
"Para um organismo garantir manutenção da unidade no movimento negro exige-se contínua busca de parcerias representativas, de convencimento no debate, amplitude política, democracia interna e institucionalidade, algo extinto na CONEN", acrescenta.
O Comunicado termina por convidar a militância, entidades e forças avançadas do movimento negro para a construção de um novo diálogo e pacto nacional, em que possamos secundarizar parte das nossas divergências em prol da luta em torno de grandes consensos.
Cita como exemplo, a defesa da titulação das terras de quilombos, ampliação e consolidação das ações afirmativas nas universidades, a luta contra a intolerância religiosa, a defesa do trabalho e moradia digna nas cidades e no campo, na saúde e de educação básica de qualidade, da lei 10.639, e a construção de uma sociedade justa e igualitária.
G'BALA

O LUTO CHEGOU AO FIM! A LUTA CONTINUA...


Acabou!
Pareceu ter sido um tempo bem mais longo do que sua contagem no calendário,
mas enfim, chegou ao fim;
Acabou!
A forma como víamos e sobretudo sentíamos a tragédia que se abateu sobre nós,
no tombo daquele ônibus que na noite fechada não conseguiu vencer a curva;
Acabou!
A idéia de que nossos guerreiros se foram, que nos fragilizou até aqui, lembram?
Nosso goleiro ficou curto ou a trave se alongou;
Nossa defesa saiu quando devia ficar ou ficou quando devia sair;
E naquele contra-ataque pecamos na finalização.
Nos faltou pouco, ao não vencer a curva caímos!
Acabou!
Na queda acabou!
Resgatamos nas paredes de nossa memória quadros de outras quedas já vividas,
talvez não tão doídas quanto a de agora,
mas para todas servira o mesmo remédio,
MUITAS DOSES DA FORÇA XAVANTE!
Acabou!
Acreditamos na receita, e agora vemos o seu resultado,
estamos de volta, estamos completos,
somos todos 100% Guerreiros Xavantes!
Acabou!
E estamos mais fortes,
descobrimos entre nós, ao nosso lado, aqui mesmo na geral,
guerreiros capazes de num piscar de olhos estarem lá dentro, no campo,
espichando a mão de nosso goleiro até faze-lo alcançar aquela bola quase gol;
colocando ordem na cozinha, e até ajudando o balanço lá na frente;
alcançando aquele passe longo e desferindo uma flexada certeira.
Acabou!
E este domingo de sol se abre para nos mostrar isso,
para nos levar ao estádio, para que lá possamos nos reconhecer
TODOS XAVANTES,
para que possamos gritarmos juntos
O LUTO CHEGOU AO FIM! A LUTA CONTINUA...
G'BALA

segunda-feira, julho 27, 2009

FLA1000

O Primeiro a Atingir a Marca em Campeonatos Nacionais


Clube brasileiro que sempre disputou a divisão de elite do Campeonato Brasileiro, sem rebaixamento, o FLAMENGO chegou a um número histórico neste domingo. Com a partida contra o Santos, na Vila Belmiro, o Rubro-Negro carioca tornou-se o primeiro clube com 1.000 partidas disputadas em Brasileiros da Série A.

A trajetória do clube da Gávea em Nacionais começou em 8 de agosto de 1971. Em seu primeiro jogo pela competição, o Fla perdeu para o Sport na Ilha do Retiro (1 a 0). Mas apesar do tropeço no primeiro passo, o clube da Gávea tem um dos mais vitoriosos retrospectos na principal competição do futebol brasileiro.
Em 1000 partidas, a equipe tem 417 vitórias , 276 empates e 307 derrotas. O clube marcou 1.383 gols e sofreu 1.132.
Em Campeonatos Nacionais, o Flamengo chegou cinco vezes a decisões, incluindo a final da Copa União de 87. E levantou a taça em todas as oportunidades.

A primeira vez em que o clube chegou a uma decisão de Brasileiro foi em 1980, já com a base do time que seria campeão mundial interclubes no ano seguinte. Após perder o primeiro jogo da final para o Atlético MG. por 1 a 0 no Mineirão, o Rubro-Negro fez a festa no Maracanã diante de 154 mil pagantes, vencendo a finalíssima por 3 a 2, com dois gols de Nunes e um de Zico.

Foi o primeiro de três títulos nacionais em quatro anos. Em 82 e 83, a equipe voltou a conquistar o Brasileirão, derrotando Grêmio e Santos nas finais, respectivamente.

Em 1987, ainda com Zico e contando com outros jogadores de seleção brasileira, como Bebeto, Renato Gaúcho, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo e Zinho, o Flamengo chegou à decisão da Copa União e superou o Inter de Taffarel (1 a 1 em Porto Alegre e 1 a 0 no Rio).

A decisão do Clube dos 13 de que os finalistas do chamado Módulo Verde não deveriam enfrentar os dois primeiros colocados do Módulo Amarelo em um quadrangular final fez com que a CBF não reconhecesse oficialmente o Flamengo como campeão nacional, e sim o Sport, vencedor do grupo amarelo.

Além das decisões, o Flamengo tem outros jogos marcantes em seu currículo em Brasileiros. A maior goleada ocorreu em 1981: 8 a 0 diante do Fortaleza, em 4 de fevereiro. Com cinco gols de Nunes.
No Nacional de 85, o Rubro-Negro goleou o Botafogo por 6 a 1. O destaque da partida foi o lateral-esquerdo Adalberto, autor de dois gols.

Outro clássico local que ficou marcado para os rubro-negros ocorreu em 2 de dezembro de 89. O penúltimo jogo do clube no Brasileirão daquele ano foi a despedida oficial do principal ídolo da história do clube. Com uma goleada sobre o Fluminense (5 a 0) em Juiz de Fora (MG). E com direito a um gol de Zico, em cobrança de falta, abrindo o placar.

Maior artilheiro da história do Flamengo, Zico também fez o seu primeiro de seus 509 gols pelo time principal do Fla em uma partida de Campeonato Nacional: no empate por 1 a 1 com o Bahia, no segundo jogo do Rubro-Negro em Nacionais, em 11 de agosto de 1971. Em Brasileiro, o camisa 10 balançou a rede 139 vezes.

Em um outro clássico carioca em Brasileiros, os rubros-negros sofreram uma derrota que afetou os torcedores do clube por quase uma década. Na segunda edição da competição, em 1972, o Flamengo perdeu para o Botafogo por 6 a 0. A goleada ocorreu no dia do aniversário do clube da Gávea: 15 de novembro. Nove anos depois, o Fla devolveria o placar, em jogo do Carioca.

A milésima partida - 26deJulho09 - foi disputada fora de casa, na baixada santista, na Vila mais famosa. E Flamengo como ja fez muitas vezes no contar destes mil jogos venceu a partida de virada, placar de 2x1, que é muito mais gostoso. De quebra, próprio do Flamengo quebrou uma escrita de 33 anos sem vitória contra o Santos em jogos oficiais na casa do peixe.
QUE VENHAM MAIS MIL, VENCER, VENCER, VENCER...
G'BALA

Último exilado da ditadura militar chega ao Rio

"Neguinho-tigre", como Antonio Geraldo era conhecido, recebeu anistia em 2008, mas ainda temia voltar ao País

Antonio Geraldo da Costa , de 75 anos, último exilado da ditadura militar, chegou nesta terça-feira, 21, ao Aeroporto Internacional do Rio. 'Neguinho-tigre', como era conhecido, é ex-integrante da Associação de Marinheiros em 1964, realizou ações da Aliança Libertadora Nacional (ALN), grupo armado de Carlos Marighella, e fugiu para a Suécia na década de 70. Só pediu anistia em 2005, mas temia voltar ao Brasil, porque não acreditava na democracia brasileira. Ele recebeu anistia em 2008.

Neguinho foi saudado pelo grupo "Amigos de 68" e festejado no aeroporto Tom Jobim como "o último exilado brasileiro", que preferiu ficar no exterior após a anistia política de agosto de 1979. Ele vivia desde 1972 na Suécia, sob a identidade de Carlos Juarez de Melo, com a qual obteve nova cidadania, casou-se, teve dois filhos e trabalhou como cozinheiro para frades e auxiliar num asilo de velhos.

Por mais de três décadas, viveu sob a falsa identidade que o inibiu de retornar ao Brasil. O velho marinheiro imaginava que, mesmo depois da anistia poderia ser preso pelos assaltos a bancos e, ao mesmo, tempo temia que as autoridades suecas o extraditassem, caso revelasse o nome verdadeiro.

O amigo Guilem Rodrigues Silva, também ex-marinheiro, ex-militante e exilado na Suécia desde o começo da década de 1970, foi quem mais o encorajou a regularizar sua situação e retornar legalmente ao Brasil. No aeroporto, em meio à ansiedade da espera, Guilem lembrou lances da vida em comum com Neguinho.

"Eu já vivia em Lund, cidade universitária sueca, em 1972, quando a polícia dinamarquesa me procurou porque três ciganos me haviam citado como contato. Realmente, eu havia recebido 2.500 dólares e comprei as passagens de dois deles, que fugiam do Chile, onde a situação política se deteriorava rapidamente", disse Guilhem.

Hoje juiz desembargador na mesma cidade, Guilem foi ao encontro dos fugitivos, desmentiu a condição de ciganos e assumiu plena responsabilidade por eles. Os dois outros resolveram seus casos, e apenas Antônio Geraldo da Costa manteve uma condição complicada de um lado e do outro do mundo.

"Aos poucos fomos todos convencendo Neguinho a resolver sua situação. O fato de ele ter conseguido a cidadania sueca com nome falso realmente preocupava, mas sua história era verdadeira. A perseguição política e as torturas no Brasil não eram invenção", afirmou.
"Nos anos 1970, havia muitos brasileiros na Suécia, eu conheci o (Fernando) Gabeira dirigindo metrô por lá. Com a anistia e o tempo, todos foram retornando e só ficamos eu e o Neguinho. Eu porque tenho oito filhos e quatro netos suecos, ele porque tinha o problema do nome falso, um detalhe que só os amigos mais próximos e sua própria família conheciam."

Foi, a propósito, uma amiga do exílio, Eliete Ferrer, também ex-militante da esquerda, quem ao voltar para o Brasil foi à luta e conseguiu uma segunda via da certidão de nascimento de Neguinho. Foi também o pontapé inicial da sua viagem de volta. Com base na certidão, o advogado Modesto da Silveira, defensor de inúmeras causas durante a ditadura militar, obteve a anistia e a aposentadoria como suboficial da Marinha, há cerca de dois anos.

Ao mesmo tempo, Guilem acertou com o advogado Sten de Geer, membro da nobreza sueca, o processo de indulto pelo crime de falsidade ideológica, e Neguinho pôde se livrar das amarras que o impediam de voltar ao Brasil sem sustos. Por isto, em meio às manifestações na sua chegada, ergueu o passaporte brasileiro como troféu.

"Quero agradecer ao ministro da Justiça, Tarso Genro, por ter mandado uma pessoa daqui para regularizar a minha situação e eu conseguir meu passaporte", disse.

Entre os antigos companheiros presentes à chegada estavam os presidentes da Unidade de Mobilização Nacional pela Justiça (UNMA), ex-marinheiro José Alípio Ribeiro, e do Movimento Democrático pela Anistia e Cidadania (MODAC), ex-marinheiro Raimundo Porfírio Costa, além do advogado Modesto da Silveira e a amiga Eliete Ferrer, em cuja casa Neguinho ficará hospedado "até arrumar um apartamento", como disse Guilem.
O Estado de São Paulo

Maconha, a nova fonte de renda dos EUA

Reportagem publicada na edição deste domingo do Globo pela correspondente Marília Martins mostra que a maconha virou fonte renda municipal nos Estados Unidos. Confira abaixo a matéria e deixe o seu comentário!

Os eleitores de Oakland, cidadezinha perto de São Francisco, encontraram uma solução para melhorar as receitas da prefeitura: taxar o comércio da maconha. Isto mesmo! Desde que se tornou o primeiro estado a legalizar a maconha para fins medicinais em 1996, a Califórnia viu crescer uma indústria que hoje tem seu valor — nos negócios legalizados e nos ilegais — estimado em US$ 17 bilhões por ano. Por isto, os eleitores de Oakland decidiram que já é hora de a maconha legal passar a contribuir para melhorar as finanças municipais, deterioradas com a crise.

— Esta foi uma decisão histórica, que vai ajudar a cidade a se recuperar em tempos difíceis — diz Steve DeAngelo, líder dos produtores de cannabis em Oakland e promotor de uma campanha para convencer agricultores a colaborarem com as finanças municipais.

A cidade teve queda de arrecadação da ordem de US$ 83 milhões por causa da recessão americana e espera levantar pelo menos US$ 300 mil nos negócios de maconha legal do município. Para incrementar o comércio, a Apple acabar de lançar um aplicativo para iPhone, chamado Cannabis, que localiza em segundos pontos de venda e profissionais que ajudam consumidores a obter maconha legal. A base de dados é fornecida pela ONG Ajnag, que defende a legalização da erva.

Opositores da medida, reunidos na ONG Coalition for a Drug Free California, protestaram contra a decisão dos eleitores:
— É incrível que num momento de recessão econômica o município se volte para recolher impostos de uma droga que o país ainda considera illegal. A comunidade não deveria aceitar tornar-se dependente de uma produção agrícola tão discutível — avalia Paul Chabot, líder da ONG.

Para comprar maconha legalmente na Califórnia é preciso ter receita médica e adquirir o produto num dos postos de distribuição autorizados. Aceita-se pagamento com cartão de crédito, e cerca de 3,5 gramas da erva saem por US$ 102, incluindo entrega a domicílio. A maconha é receitada pelos médicos californianos em várias circunstâncias, como, por exemplo, no caso de pacientes com elevado índice de insônia ou para tratar determinados casos de alergia, em que o chá feito com a erva é indicado. O cultivo pelos produtores é fiscalizado pelas diversas prefeituras, e exige-se que a produção seja orgânica, o que eleva a qualidade da erva.

— Para aqueles que têm receita médica, o produto que recebem é de boa qualidade. As lojas são fiscalizadas e as quantidades vendidas da erva também. Ainda existe maconha vendida no mercado clandestino, mas a legalização do produto para uso médico fez com que a diferença de qualidade fosse sensível entre aquilo que é comercializado legalmente e o que se compra de forma ilegal — avalia o promotor Meredith Lintott, do condado de Mendocino, uma das regiões produtoras de maconha legal na Califórnia.

A Apple já vendeu mais de mil aplicativos Cannabis para iPhone e já existem mais de 30 serviços de twitter para informar consumidores sobre as notícias mais recentes da droga. A Califórnia é o estado pioneiro na taxação da maconha legal, mas desde que aprovou o comercio da maconha para uso medicinal, há 13 anos, outros 12 estados americanos já adotaram legislação semelhante. De início, muitos pacientes foram autorizados a ter uma pequena plantação em vasos domésticos, para consumo individual, mas com o tempo a industrialização foi se impondo. Numa pesquisa feita com 2.500 pacientes de tratamentos à base de maconha na região de Berkeley, em São Francisco, o advogado Tod Mikuriya constatou que mais de dois terços dos pacientes apresentavam melhoria de seu quadro clínico, ligado a doenças de pele relacionadas a condições nervosas alteradas. Há também os chamados clubes fechados, os pot-clubs, que são resenhados por especialistas para atestar a qualidade dos serviços. Um deles, WeedesMaps.com, faturou cerca de US$ 250 mil em um ano de funcionamento.

Vereadores de São Francisco querem agora seguir o exemplo de Oakland. O democrata Tom Ammino, por exemplo, acha que se a mesma lei for aprovada em sua cidade, a prefeitura poderá arrecadar cerca de US$ 349 milhões por ano.

— Esta é uma indústria que está crescendo e chegou a hora de ver os produtores contribuírem para as finanças da prefeitura, especialmente num momento de crise. E o dinheiro poderá inclusive ser usado para ajudar a polícia a combater o tráfico ilegal da erva — avalia Ammino.

ANDES - S.N.: 54º CONAD

UNIR OS TRABALHADORES PARA ENFRENTAR A CRISE. DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA E OS DIREITOS SOCIAIS

CARTA DE CURITIBA

O 54º CONAD, realizado no período de 16 a 19 de julho de 2009, na cidade de Curitiba/PR, com a participação de 55 seções sindicais, 50 delegados, 100 observadores e 01 convidado, ocorreu num momento em que o Sindicato comemora uma grande conquista, não só para a categoria, mas para toda a classe trabalhadora brasileira: o restabelecimento de seu Registro Sindical.

Mereceu destaque o seminário “Construindo uma nova organização classista para a luta dos trabalhadores”, em que se discutiu a construção de uma nova entidade, que seja autônoma e independente em relação ao Estado, aos patrões, às instituições e aos partidos políticos; contrária à cobrança de qualquer taxa compulsória, capaz de unificar e fortalecer as lutas do campo sindical e popular.

Visando trabalhar pela construção desta entidade, o 54º CONAD deliberou pela participação do ANDES-SN no seminário nacional a ser organizado pela CONLUTAS, Intersindical e demais movimentos sociais que participam do processo de reorganização da classe trabalhadora, previsto para outubro de 2009. A participação do Sindicato Nacional deverá ser balizada pela reafirmação do combate ao imposto sindical e aos demais elementos da estrutura sindical vigente, além do combate intransigente a todas às formas de submissão das organizações da classe trabalhadora aos patrões, aos governos e aos partidos. Além disso, o ANDES-SN, deve também defender a mais ampla democracia de classe e o combate intransigente à burocratização, ao cupulismo, ao corporativismo e ao economicismo nessas organizações.

Nos debates sobre a conjuntura, mereceram destaque: o restabelecimento do Registro Sindical do ANDES-SN; o aprofundamento da crise do capital e o avanço das propostas que descaracterizam o projeto de universidade defendido pelo Movimento Docente, corroborando as análises que o Sindicato vem fazendo. Foi reafirmada a estratégia de luta pela construção do socialismo como horizonte estratégico, que deve orientar as lutas das organizações da classe trabalhadora e da nova central sindical e popular que se está construindo, que precisa ser feito na perspectiva da unidade na luta e do internacionalismo, fortalecendo a independência da classe trabalhadora.

Naquilo que lhe é específico, o ANDES-SN envidará todos os esforços para barrar a reforma universitária que tramita no Congresso Nacional, convocando todos os docentes para o combate ao modelo privatizante e mercantil embutido nessa proposta de reforma. Para tanto, é tarefa urgente articular as entidades sindicais, acadêmicas, estudantis e os movimentos sociais para definir eixos comuns em defesa da educação pública (com base no PNE – proposta da sociedade brasileira), que possam subsidiar a construção de jornadas nacionais de luta em 2009. É necessário, portanto, buscar a rearticulação da Frente de Luta contra a Reforma Universitária e discutir, especialmente com o movimento estudantil combativo, as formas de enfrentamento para impedir a aprovação da reforma universitária, que ameaça seriamente a educação superior pública em nosso país.

Com a mesma disposição, o ANDES-SN deverá continuar denunciando e combatendo o uso do ensino a distância na formação inicial, pelo cunho reducionista e de aligeiramento dos processos formativos. O 54º CONAD apontou o uso dessa modalidade de ensino como estratégia dos governos para promover a expansão do acesso ao ensino superior com redução de investimentos, seguindo determinações dos organismos multilaterais de financiamento, com o objetivo de atender aos interesses dos empresários da educação. A crítica ao uso indevido dessa ferramenta não pode, todavia, ser confundida com a negação do seu uso enquanto instrumento de interação à distância para a difusão da informação.

Como parte do processo de desmonte da Universidade Pública, e visando facilitar a atuação das instituições mercantis de ensino superior, o governo federal busca acentuar o rebaixamento da formação também na pós-graduação, através do Mestrado Profissional, de iniciativa do MEC/CAPES, evidenciando assim um esforço para desconstituir as estruturas de pesquisa e de produção de conhecimentos já alicerçados nas universidades brasileiras.

O 54º CONAD reafirmou a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão como princípio básico para a garantia de um padrão unitário de qualidade, ao mesmo tempo em que se posicionou contrário a quaisquer iniciativas governamentais que descaracterizem o Regime de Trabalho de Dedicação Exclusiva e que inviabilizem a implantação do modelo de universidade defendido pelo Movimento Docente, que se fundamenta na geração de um conhecimento socialmente referenciado. Foram rejeitados também os termos da Minuta de Portaria do MEC que flexibiliza a Dedicação Exclusiva para os docentes das universidades federais. O 54º CONAD deliberou ainda por denunciar publicamente as manobras contidas nas medidas do governo para a legalização das irregularidades praticadas pelas fundações privadas ditas de apoio, denunciadas há pelo menos duas décadas pelo ANDES-SN e recentemente apontadas pelo Tribunal de Contas da União.

Em meio a este conjunto de ataques frontais à educação pública, o governo Lula tenta iludir a sociedade brasileira com um simulacro de democracia e convoca as entidades do campo da educação a participarem da Conferência Nacional de Educação. O 54º CONAD, após intenso debate, deliberou pela não participação do ANDES-SN na organização desse processo.

O 54º CONAD também se ocupou de definir ações efetivas no combate às medidas adotadas ou propostas que visam à privatização e a desobrigação do Estado para com a educação pública, que se expressam na retomada da tramitação e discussão no Congresso Nacional dos vários projetos que tratam da Reforma Universitária, do REUNI e do novo ENEM entre outros.

Os docentes das instituições públicas e privadas, organizados no ANDES-SN, tiveram seu plano de lutas atualizado com definições importantes para a luta pela valorização do trabalho docente e contra toda forma de precarização das condições de trabalho, apontando a necessidade de ampliar a discussão a respeito da carreira docente.

Os intensos trabalhos e discussões ocorridas neste 54º CONAD trazem como resultado, portanto, a confirmação da necessidade de ampliação da luta, buscando a UNIÃO DOS TRABALHADORES PARA ENFRENTAR A CRISE, DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA E OS DIREITOS SOCIAIS!

Curitiba, 19 julho de 2009

Ensino Público e Gratuito: Direito de Todos: Dever do Estado.

ESTAMOS SENDO VISTOS...

Gente! Ja fomos descobertos. Outro dia andando pelo famoso buscador da internet somos agradavelmente surpreendidos com esta citação feita ao blog GUEBALA por um veiculo de informação do norte de Minas Gerais (abaixo colocamos parte da matéria). Ficamos satisfeitos na medida em que é isso que queremos, informar, estabelecer a reflexão e a discussão sobre os vários temas que importam na vida de todos. Continuaremos...



Escolas preparam estudantes para novo modelo do vestibular08/05/2009 - 10h35m
Paula Machado Repórter


NOVO ENEM COMO MODELO DE VESTIBULAR

Segundo o site guebala.blogspot.com, os candidatos que fizerem o novo Exame Nacional do Ensino Médio poderão inscrever-se em até cinco cursos oferecidos pelas instituições que aderirem ao sistema, em qualquer região do país.
O novo Enem é a proposta do ministério da Educação para substituir o vestibular nas universidades federais. Outra novidade é que o candidato só escolherá o curso em que pretende se matricular após a divulgação dos resultados do novo Enem.
As regras do exame foram detalhadas nesta segunda-feira pelo ministro Fernando Haddad a reitores das 55 universidades federais. Elas seguem o modelo do programa Universidade para Todos (ProUni), que dá bolsas gratuitas em faculdades privadas.
Haddad disse que o governo está pronto para aplicar o novo Enem este ano, mas aguarda uma resposta das universidades. Se pelo menos dez instituições aderirem, segundo ele, o teste já será realizado no segundo semestre, em outubro. As instituições que decidirem não participar continuarão promovendo seus vestibulares. Haddad espera uma resposta até o fim do mês.
Segundo ele, as instituições que decidirem substituir o vestibular pelo Enem já poderá fazer isso neste ano, à exceção daquelas que não abrirem mão da segunda fase. Nesse caso, o ministro teme que o MEC não consiga divulgar os resultados antes de janeiro. Reitores discutem a possibilidade de utilizar só as notas das provas objetivas, sem redação, o que anteciparia o anúncio dos resultados para novembro.
O ministro informou ainda que possa dobrar para R$ 400 milhões os recursos destinados para assistência estudantil nas federais que aderirem ao novo Enem.
G'BALA - www.onorte.net

terça-feira, julho 07, 2009

MICHAEL JACKSON 1958-PARA SEMPRE




"AS FOTOGRAFIAS NÃO SÃO SUFICIENTES;
PORQUE VOCE VAI TÃO FUNDO,
PARA TER A HISTÓRIA QUE PRECISA E ENTÃO ME ENTERRAR?
VOCE CONFUNDE AS PESSOAS, CONTA AS HISTÓRIAS QUE DESEJA
VOCE TENTA FAZER COM QUE EU PERCA O HOMEM QUE REALMENTE SOU."
(SÃO OS PRIMEIROS VERSOS DE "PRIVACY" RESPOSTA À IMPRENSA SENSACIONALISTA)
"VOCÊ VIU A INFÂNCIA QUE EU TIVE?
ANTES DE ME JULGAR, FAÇA O POSSÍVEL PARA ME AMAR"
("CHILDHOOD"- ALBUM HISTORY)
"DÊ UMA OLHADA EM VOCÊ,
E ENTÃO FAÇA UMA MUDANÇA"
("MAN IN THE MIRROR- BAD)

segunda-feira, junho 29, 2009

Com certeza todos nós andamos com dificuldades para administrar o tempo.
Tempo, tempo, tempo quanto mais corremos atras dele, mais ele se adianta.
E corremos mas ele não para. E falta por mais que façamos ele sempre nos falta.
Enfim, voltamos, vamos ficar de olho no tempo, vamos tentar fazer com que todas as tarefas que temos possam ser realizadas no tempo a tempo.

quinta-feira, abril 30, 2009

ORIGEM DA RIQUEZA


1º DE MAIO - DIA DO TRABALHO





A origem do Dia do Trabalho

Na maioria dos países industrializados, o 1º de maio é o Dia do Trabalho. Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes.

Chicago, maio de 1886

Baixos salários e jornadas de trabalho que se estendiam até 17 horas diárias eram comuns nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam.
Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho.
Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais pólos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e sociais-democratas.
Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. Dia 1º de maio, os trabalhadores realizam uma grande manifestação – foi a última do período em que não houve violenta repressão policial. Nos dias seguintes, toda ação dos operários foi duramente reprimida pela polícia, com mortos, feridos e muitos presos. As conseqüências chocaram o mundo: depois de um julgamento sumário, várias lideranças foram condenadas a prisão perpétua e oito deles, à morte na forca. Aos poucos, porém, vários Estados norte-americanos começaram a estabelecer jornadas de trabalho menores, de dez e até de oito horas.

A data vira uma instituição

Dois anos depois, em 1888, a AFL marcava para o dia 1º de maio manifestações de protestos e reivindicações por uma jornada de trabalho de oito horas. Em 1890, o 1º de maio foi comemorado com manifestações em várias cidades européias e norte-americanas, organizadas por sindicatos, partidos e associações de trabalhadores. Nesse mesmo ano, a Segunda Internacional, associação mundial de trabalhadores socialistas, aprovou em seu congresso a fixação do 1º de maio como Dia do Trabalhador: "Festa dos trabalhadores em todos os países, durante a qual o proletariado deve manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como a sua solidariedade", declarava o documento daquele congresso.

As comemorações no Brasil

No Brasil, as comemorações do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho. A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar. A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas passeatas, festas comemorativas, pic-nics, shows, desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o país.

Getúlio Vargas e o trabalho

Com Getúlio Vargas – que governou o Brasil como chefe revolucionário e ditador por 15 anos e como presidente eleito por mais quatro – o 1º de maio ganhou status de "dia oficial" do trabalho. Era nessa data que o governante anunciava as principais leis e iniciativas que atendiam as reivindicações dos trabalhadores, como a instituição e, depois, o reajuste anual do salário mínimo ou a redução de jornada de trabalho para oito horas. Vargas criou o Ministério do Trabalho, promoveu uma política de atrelamento dos sindicatos ao Estado, regulamentou o trabalho da mulher e do menor, promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria.

A revitalização do protesto no ABC

Com a ditadura militar em 1964 e o AI-5 em 1968, os sindicatos e organizações de trabalhadores foram esvaziados com a prisão e perda dos direitos políticos de lideranças trabalhistas em todo o país. O movimento sindical começa a renascer na segunda metade dos anos 70, reivindicando aumento salarial e o fim das horas-extras. No 1º de maio de 1978, os metalúrgicos de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, fizeram uma manifestação com mais de 3.000 pessoas. De 1978 a 1980, cerca de 2 milhões de trabalhadores pararam temporariamente suas atividades para exigir o aumento dos salários. No dia 1° de maio de 1980, por volta de 100 mil pessoas reuniram-se no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, manifestando apoio ao líder sindical Luís Inácio Lula da Silva e aos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, presos durante uma greve.

segunda-feira, abril 13, 2009

Mais de 76 mil aposentados permanecem nos postos de trabalho

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, informou que até dezembro de 2008, 76.225 trabalhadores mesmo aposentados permaneciam trabalhando nas 300 maiores empresas do Brasil.

De acordo com Pimentel, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2007, reconhecendo que a aposentadoria não é motivo para rescisão do contrato de trabalho, gerou esse tipo de situação.

"Isso nos preocupa. O assunto não tem impacto direto na Previdência, mas tem no mundo do trabalho, pois as pessoas se aposentam, [continuam trabalhando] e não surgem vagas para admitir novos trabalhadores", disse.

Entre as empresas que mantém o maior número de aposentados trabalhando estão: a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, com 7.236 funcionários aposentados em atividade, a Caixa Econômica Federal (CEF), com 3.514, o Banco do Brasil, com 2.458, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), com 1.887, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo com 1.538, o Banco Itaú, com 1.366 e a Petrobras, com 1.334.

Na opinião do ministro Pimentel, esse tipo de situação precisa ser discutida com a sociedade. "No momento em que todos entendem que é necessário aumentar a oferta de postos de trabalho, esta situação merece ser debatida com a sociedade brasileira", afirma.
Agência Brasil

Municípios e estados já podem aderir ao programa Minha Casa, Minha Vida

A Caixa Econômica Federal disponibiliza aos estados e municípios, a partir de hoje (13), o termo de adesão ao programa Minha Casa, Minha Vida, que tem como meta a construção de 1 milhão de casas.
O banco também fornece o modelo de instrução de doação de terreno.
As construtoras e os movimentos sociais interessados em participar podem apresentar as propostas nas 78 superintendências regionais da Caixa.
Segundo o banco, para as famílias com renda de zero a três salários mínimos, serão priorizados projetos de regiões que recebam impacto de grandes empreendimentos de infra-estrutura, como usinas, hidrelétricas, porto e de áreas atingidas por catástrofes definidas pela defesa civil.
Também terão preferência empreendimentos de estados e municípios que ofereçam maior contrapartida e desoneração fiscal de ICMS, ITCD, ITBI e ISS, entre outros critérios.
De acordo com a Caixa, as propostas deverão apresentar casas térreas ou prédios, de acordo com as especificações publicadas na cartilha.
Os empreendimentos destinados às famílias com renda de três a dez salários mínimos não obedecerão às especificações pré-estabelecidas e serão aqueles oferecidos normalmente pela indústria da construção civil.

Estudante se diz parda, mas universidade do Rio Grande do Sul discorda e cancela vaga

A permanência de Tatiana Oliveira, 22 anos, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), cidade a 292 quilômetros de Porto Alegre, depois da aprovação no vestibular 2009 para o curso de Pedagogia, não durou um mês.
Ela começou o ano letivo no dia 9 de março e, na terça-feira passada, foi comunicada que sua matrícula foi cancelada. No centro da discussão para a perda da vaga, está o sistema pelo qual ela foi aprovada: ela se inscreveu como cotista afro-brasileira.
Logo depois da aprovação, Tatiana entregou os documentos que a UFSM exige dos futuros alunos. No caso dos cotistas afro-brasileiros, é necessária uma autodeclaração do aprovado dizendo que é negro ou pardo.
Tatiana fez o que foi pedido e começou as aulas normalmente. A surpresa veio no dia 18 de março, quando ela foi convocada para comparecer a uma entrevista na reitoria.
Segundo Tatiana, na reunião estavam sete pessoas, três negras. Por alguns minutos, eles a teriam questionado sobre sua raça, se já havia sofrido preconceito e o porquê da opção pelo sistema de cotas. Tatiana, filha de branca e pardo e neta de negro, respondeu:
- Eu falei que me considero parda. Menos parda do que meu pai, porque minha mãe é branca. Respondi que nunca sofri preconceito e que escolhi me inscrever no sistema de cotas porque ele dá chance para que nós, de cor parda, possamos ingressar na universidade. Falei a verdade - diz Tatiana.
Depois da entrevista, ela foi comunicada pela coordenadora do seu curso que a sua matrícula foi cancelada. A decisão revoltou Tatiana e sua mãe, a técnica em Enfermagem Adriana Oliveira.
- O que a UFSM quer? Que só entre quem já sofreu preconceito? Ninguém aqui usou de má fé para conseguir uma vaga. A Tatiana só se inscreveu por cotas porque entendemos que era um direito dela. Mas, pelo jeito, agora teremos de definir a cor da minha filha na Justiça - indigna-se Adriana.
Para pró-reitor, Tatiana nunca se considerou parda
Conforme o pró-reitor de Graduação, Jorge Luiz da Cunha - que assina os documentos de cancelamento de vaga -, nos casos em que há dúvida sobre o que o aprovado declarou - em qualquer uma das modalidades de cotas: afro-brasileiro, estudante de escola pública, portador de deficiência ou indígena -, ele pode ser chamado depois de já estar cursando a faculdade.
Esses alunos são submetidos a uma entrevista com representantes da Comissão de Implementação e Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas de Inclusão Racial e Social da UFSM.
No caso de Tatiana, a avaliação da comissão é que a estudante nunca se considerou afro-brasileira.
- Ela respondeu que nunca sofreu discriminação, que nunca se considerou parda, que se considera mais clara que outros integrantes da sua família, e que, no vestibular, foi a primeira vez que se disse "parda".
Partindo do espírito das políticas de ações afirmativas, a comissão, que inclusive tem representantes do Movimento Negro, entendeu que ela não se sente participante desse grupo - destaca Cunha.
Segundo ele, outros alunos, neste ano e no ano passado, quando o sistema de cotas da UFSM foi implantado, já tiveram suas vagas canceladas em função de não conseguirem comprovar sua condição. Outros processos estariam em andamento.
O pró-reitor não soube precisar quantos casos de cancelamento já ocorreram. No mesmo dia em que Tatiana foi avaliada, outros oito foram chamados para entrevista.
Na segunda-feira, a família de Tatiana pretende ir ao Ministério Público Federal para tentar reaver a vaga.
- Tudo o que eu quero é que isso seja resolvido e que eu consiga minha vaga de novo - desabafa Tatiana.
ClicRBS

Promotora quer cota para negros em desfiles de moda


As semanas de moda de Paris, Milão e Nova York não perdem por esperar a tendência que a São Paulo Fashion Week está para lançar. De acordo com uma proposta do Ministério Público, as grifes do evento poderão ser obrigadas a cumprir cotas raciais em seus desfiles --no estilo do que já fazem as universidades públicas.


Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo na SPFW. A ideia das cotas é da promotora Déborah Kelly Affonso, do grupo de atuação especial de inclusão do Ministério Público.

"O percentual de modelos negros no evento [em torno de 3%] é bem menor que o de brancos. O objetivo da Promotoria é fazer um acordo de inclusão social. Estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar", afirma ela.

O inquérito tem como ponto de partida reportagens publicadas pela Folha em janeiro de 2008.
Naquela temporada, apenas oito dos 344 modelos que desfilaram na SPFW eram negros --2,3% do total.
No Brasil, 49,7 % da população é composta por negros e pardos, segundo o último censo do IBGE (de 2007).
Folha Online

Lei vai permitir punição a índios que cometem crimes

Pela proposta, laudo antropológico terá que avaliar se o acusado tem capacidade de compreender a ilegalidade do ato



Uma mudança na legislação bancada pelo governo permitirá que a Justiça puna os índios que cometem crimes com o mesmo rigor com que são julgados os demais brasileiros.
O texto do novo estatuto dos povos indígenas, que substituirá a legislação de 1973, será fechado no fim deste mês e define que os índios não são inimputáveis e têm plena capacidade para compreender o significado de seus atos.
Para condená-los, a Justiça precisará avaliar se o ato praticado está de acordo com os usos e costumes da comunidade indígena a que pertence e se o índio tinha consciência de que cometia uma ilegalidade.
O novo texto corrige uma incongruência da legislação brasileira. O estatuto dos povos indígenas, que vigora desde 1973, diz que o índio é inimputável, ou seja, que não pode ser punido por seus atos, porque não teria condições de saber o que é certo ou errado.
A Constituição de 1988, por outro lado, diz que os indígenas podem ir à Justiça defender seus interesses. Poderiam, portanto, ser punidos também por seus atos.
A divergência entre as normas criou situações antagônicas no Judiciário. Em alguns casos, os índios ficavam impunes e em outros, mesmo sem a perfeita noção de que haviam cometido um crime, eram julgados com o mesmo rigor que o não-índio.
Para evitar decisões que se choquem, o novo texto exigirá a produção de um laudo antropológico que determinará até que ponto aquele índio sabe que a conduta praticada é criminosa e para investigar se o ato está ou não de acordo com os valores culturais de seu povo.
Essas informações serão consideradas pelo juiz na hora de dar o veredicto. Se o ato praticado for ao encontro de seus valores culturais e costumes da comunidade a que pertence, o índio não será punido. Caso contrário, será julgado como qualquer brasileiro.
Além disso, a Justiça poderá livrar o índio que já tiver sido punido por sua comunidade. De acordo com o texto, que precisa ser aprovado pelo Congresso, cabe somente aos juizes federais decidir sobre as disputas que envolverem direitos indígenas.
A proposta pode tirar da Funai a incumbência de defender os índios perante o Judiciário.
O Estado de São Paulo

Liberação do consumo ganha adeptos ilustres

Uma adesão ilustre reacende a discussão pela liberação do consumo da maconha no país. Aos militantes históricos da causa, como o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), juntou-se o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos coordenadores da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia – ONG formada por intelectuais e líderes de peso no cenário latino-americano, como os também ex-presidentes do México Ernesto Zedillo e da Colômbia César Gaviria.
A ONG apresentou a proposta na Comissão de Entorpecentes da ONU, em Viena, na Áustria, que decidiu manter a política de "guerra às drogas" articulada com ações de saúde pública e redução de danos.O tema retoma um debate antigo (e explosivo): o Brasil deve continuar apostando na repressão, política que tem nos EUA, na Rússia e no Japão seus principais expoentes, ou seguir o caminho de países europeus, como Holanda, com legislação liberal em relação ao consumo de entorpecentes?
Desde 2006, usuários de drogas ilícitas não são encarcerados quando flagrados consumindo entorpecentes – embora submetam-se ao constrangimento de ir para delegacia, responder na Justiça e, quando condenados, deixam de ser primários.
A medida, portanto, seria incapaz de esvaziar prisões. Mas, sustentam os adeptos, ocorreria um avanço no trato do tema.– Não estamos propondo a legalização, isto é, não achamos que a sociedade deva dar uma sanção positiva ao uso da maconha.
Estamos dizendo que a maconha faz mal, mas os usuários, em vez de irem para a cadeia, devem ser tratados pelos sistemas de saúde – diz Fernando Henrique.
Defensor há duas décadas da descriminalização da maconha, Gabeira destaca a necessidade de "reformar a polícia" para que uma visão liberal tenha êxito:–
Onde houve liberação, ao contrário do que se pensa, não existiu afrouxamento, mas sim, controle mais sofisticado. Daí a importância da polícia.
Ex-colega de Gabeira na Câmara dos Deputados, o consultor em segurança pública Marcos Rolim defende uma proposta intermediária – um passo adiante à liberação do usuário e um atrás da produção e da venda regulamentados pelo Estado.– Defendo a descriminalização da droga. Ninguém seria preso ao ser flagrado transportando maconha porque não seria crime, o que não significa a sua legalização. Algo como ocorre com o santo-daime, um chá alucinógeno, fortíssimo, consumido entre os indígenas e que espalhou-se pelo país.
Ninguém é preso pelo consumo ou transporte do santo-daime, mas tampouco o chá é encontrado em farmácias – explica Rolim.
Psiquiatra adverte para um maior consumo de drogas
Pesquisador do pós-graduação em Ciências Criminais e em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, o sociólogo Rodrigo de Azevedo tem uma certeza:– É um erro achar que a forma de conter o consumo seja criminalizando a droga. As experiências de redução de danos são mais efetivas do que a criminalização, como mostram algumas experiências na Europa.
Em meio à discussão, autoridades afirmam que a liberação do uso da maconha acarretaria numa legião de novos dependentes químicos. Coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus, o psiquiatra Sérgio de Paula Ramos diz:– Se você descriminalizar, vai aumentar o consumo da maconha e de outras drogas como cocaína e crack.
Adepto da erradicação do álcool entre adolescentes, o psiquiatra lembra que o Brasil é signatário de um documento na Organização Mundial da Saúde (OMS) para redução do consumo global das drogas.– Como um país signatário vai propor que se libere o consumo? – questiona Ramos, antes de criticar o ex-presidente:–
Acho que o Fernando Henrique estava com pouca luz sobre ele no verão e resolveu soltar um factoide para voltar à mídia.
ZERO HORA

Federais gaúchas inclinadas para o novo Enem


O que diz o comando de cada universidade

CARLOS ALEXANDRE NETTO, REITOR UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)
"Não há motivo para pânico entre os vestibulandos. A ideia da UFRGS é tranquilizar os estudantes, porque a universidade pretende valorizar sua tradição, e o conhecimento dos alunos será reconhecido." O reitor limitou a sua manifestação sobre o assunto, deixando para detalhar a sua posição nesta segunda-feira às 15h. Na oportunidade, será conhecido o processo seletivo de 2010. A assessoria de imprensa da UFRGS reforça que nesta semana o reitor esteve em Brasília, analisando a proposta do MEC, e o assunto foi "amplamente discutido na quinta-feira, com membros da equipe".
JOÃO CARLOS BRAHM COUSIN, REITOR UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE (FURG)
"A posição da universidade está em discussão. A posição pessoal do reitor é positiva, porque o ingresso nas universidades tem balizado o sistema de educação. É uma proposta de mudança, já que a prova deve garantir mais o raciocínio e o conhecimento integrado do estudante. E vai aumentar as chances para aqueles que têm menos condições financeiras. O fator mais importante é que há muito tempo estamos questionando a forma de ingresso. É uma oportunidade de mudança, e o Enem será reformulado. O cenário é positivo. Recebemos, na quinta-feira, o modelo operacional, e a expectativa é de que até o final do mês tenhamos uma decisão. Minha inclinação pessoal é favorável."
MIRIAM DA COSTA OLIVEIRA, REITORA UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE (UFCSPA)
"O tema será levado aos conselhos de Ensino e Pesquisa e Universitário no final do mês. A partir daí será tomada a decisão. Para a reunião com reitores em Brasília, a UFCSPA já terá sua decisão tomada. Nós estamos, de início, favoráveis a esta medida, e existe uma tendência a adotar este novo procedimento já neste ano, como um processo de fase única, sem qualquer outra prova especial da universidade. Há inúmeros pontos favoráveis, mas não tive acesso aos dados operacionais, pois ainda não chegaram às minhas mãos, e faltam detalhes para decidir com segurança."
JORGE LUIZ DA CUNHA, PRÓ-REITOR DE GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
"O reitor participou da reunião em Brasília, em que foi discutida a proposta do MEC, e a posição da UFSM é de cautela. Primeiro, porque nós temos um vestibular diferenciado, por ser interdisciplinar e ter inclusive a disciplina de filosofia. Outro aspecto é que a universidade foi pioneira com o Programa de Ingresso no Ensino Superior (Peies). Achamos que o ministério deve respeitar essas experiências acumuladas e bem sucedidas. É quase certo, pela dinâmica, que a proposta não possa ser implementada nos prazos que o ministério deu. Temos um vestibular em maio, e o Peies em dezembro. Já estamos nos preparando para o próximo vestibular tradicional. Além disso, a avaliação dos nossos processos atuais de ingresso é bastante positiva. Mas, evidente, estamos dispostos a discutir as ideias."
ANTONIO CESAR GONÇALVES BORGES, REITOR UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS (UFPEL)
"Em princípio, a universidade deverá adotar a proposta do governo para o vestibular de verão, agora em outubro. O nosso vestibular de inverno, que será realizado em seguida, se mantém. A decisão vai ser tomada na próxima quinta-feira, quando há uma reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. A tendência é de que a proposta do MEC seja aprovada. Na minha opinião, é uma mudança importante e vai exigir que a universidade se adapte. Sou favorável, porque vai facilitar o acesso àquelas camadas da população que ficam excluídas. Por outro lado, vai exigir que o governo auxilie em organização, com moradia adequada aos estudantes, bolsas para mobilidade estudantil, toda a assistência. Vamos precisar do apoio imediato do governo. Acredito que o MEC ajudará nesta questão."
MARIA BEATRIZ LUCE, REITORA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA (UNIPAMPA)
"A Unipampa já tinha a proposta de adotar o Enem como o principal elemento do processo seletivo para o ingresso de 2010. No ano de 2009, não foi possível adotar unicamente o resultado do exame para o ingresso em diferentes cursos porque muitas das pessoas interessadas não tinham se submetido à prova. Nós fizemos até 20% de aproveitamento dos resultados de quem tivesse o Enem e aplicamos uma prova de vestibular muito parecida com o Enem, feita inclusive pela mesma empresa, a Cespe/UNB. Esta proposta do Ministério da Educação vem atender à orientação geral que a Unipampa tem. Nós já fizemos esta prova em 10 cidades do Pampa, e os alunos em qualquer das cidades podiam escolher faculdades de outros municípios. A Unipampa já experimentou estas características e obteve sucesso."
zero hora

quinta-feira, abril 09, 2009

Consumo de crack vira epidemia no Rio Grande do Sul, diz governo

Em Porto Alegre, não há leitos para tratar viciados na droga



O consumo de crack começa a assustar o Rio Grande do Sul e, principalmente, as pessoas que procuram ajuda para tratamento.
Veiculada no Jornal Nacional, uma reportagem do jornalista Giovani Grizotti, da RBS TV, expôs o problema na Capital:
crianças e adultos consomem crack numa das avenidas mais movimentadas da cidade — sem a contenção da polícia, que não consegue parar a ação de traficantes e consumidores.
O governo fala em epidemia: mais de 50 mil pessoas seriam dependentes.
Além da doença, as famílias atingidas sofrem com a deficiência no atendimento.No principal hospital psiquiátrico público da capital gaúcha, a espera é longa.
Muitos estão ali por decisão judicial, e mesmo assim precisam aguardar. Famílias improvisam camas no saguão do hospital.
O secretário de Saúde do RS, Osmar Terra, diz que há 80 hospitais que de seis meses para cá estão atendendo quem tem problemas com o crack.
O Ministério Público diz que a espera nessas condições é crime.
E que o Estado e o Município poderão ser responsabilizados. — Podemos enquadrar por crime de desobediência porque não está sendo prestado o atendimento ou até mesmo multa ao gestor do município ou do estado por descumprimento de decisão judicial e de comando legal — diz Miguel Velasquez, promotor de Justiça.

No Brasil, 30% dos trabalhadores sofrem de estafa profissional

Se o trabalho se tornou motivo para sofrimento, é sinal de que chegou a hora de prestar atenção à saúde.
Nas últimas duas décadas, pesquisadores do Brasil, da América do Norte e da Europa têm alertado para o crescimento de vítimas da síndrome do "burnout" (termo que significa "queimar-se de dentro para fora").

De acordo com uma estimativa divulgada em 2008 pelo Isma Brasil (instituto internacional voltado para o controle do estresse), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros são afetados pelo mal.

Conhecido por aqui também como estafa ou esgotamento profissional, é resultado de um processo iniciado com excessivos e prolongados níveis de estresse no trabalho, explica a psicóloga Malu Rossi, do Centro Psicológico de Controle do Stress.

"O 'burnout' tem uma ação tríplice, que se processa da seguinte maneira: exaustão emocional [o indivíduo se sente sem energia e se torna pessimista], despersonalização [perde a capacidade de empatia, passando a apresentar características como cinismo e impaciência] e falta de realização pessoal [baixa autoestima e frustração]."

As consequências também são diversas. "As vítimas da síndrome podem desenvolver dores musculares, enxaqueca, gastrite, síndrome do intestino irritável, insônia e, até mesmo, doenças graves, como hipertensão, diabetes, alcoolismo, dependências de outras drogas e depressão. Muitos acabam precisando se afastar do emprego. Desses, apenas um terço consegue retornar", alerta a psiquiatra Alexandrina Meleiro, da USP.

Tratar as consequências da estafa profissional é fundamental, mas, para quem não quiser sofrer recaídas, o ideal é mudar de vida. "Inicialmente, deve-se identificar a causa do estresse para tentar aprender a se adaptar. Para tanto, a psicoterapia é um dos métodos mais eficientes. Desenvolver uma atividade social ou voluntária, por exemplo, também ajuda o paciente a dar uma nova dimensão para sua vida. Recomenda-se ainda adotar uma alimentação saudável, evitar o cigarro e as bebidas alcoólicas, dormir bem e praticar uma atividade física prazerosa."

Fontes: Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo; e Maria Lúcia Rossi, psicóloga do Centro Psicológico de Controle do Estresse
Revista da Hora

Grife Daspu lança "putique" na internet


Abrem-se as cortinas, começa uma batida de funk. Numa imagem que remete a um cabaré há um palco e, nele, revezam-se imagens de um desfile com roupas que fogem à convencional alta costura, com peças justas, curtas e sensuais. As modelos também não lembram em nada as magérrimas de costume: são encorpadas, fazem poses sensuais.

Essa é a abertura do
site da Daspu, a grife da ONG carioca Davida, que luta pelos direitos das prostitutas. Desde o início da semana passada, ao clicar nas fotos dos desfiles, o internauta é direcionado à recém-inaugurada Putique Daspu, a loja virtual da grife que cria roupas inspiradas no universo da prostituição.

Engana-se quem pensa que o objetivo do site é vender para as prostitutas que navegam pela internet.

"É um público que nos interessa, sim. Mas hoje em dia vestir Daspu virou 'cult', vendemos para mulheres de classe média, profissionais liberais, que têm entre 26 e 45 anos", explica Flávio Lenz, diretor de marketing da Daspu.

"Afinal, hoje em dia, as patricinhas mesmo se vestem como as prostitutas."

Entre as peças comercializadas no site estão shorts --bem curtos--, camisetas, saias e lingeries. Segundo Lenz, neste setor a Daspu oferece um produto que ainda não existia no mercado, o "sutiliga", um sutiã que tem as alças de uma cinta-liga.

Lenz diz que a grife espera que os "best-sellers" da loja virtual sejam as camisetas da linha "Ativismo" --lançadas em 2003-- que têm os inscritos "pu da vida" e "somos más, podemos ser piores".

Por enquanto, há poucas peças da Daspu à venda no site. Mas a ideia é que os 20 modelos que a marca lança a cada coleção --uma por ano-- sejam disponibilizadas. A meta é que sejam comercializadas de 600 a 800 peças por meio do site, a mesma quantidade que a marca vende por mês em suas duas lojas.

A relação da grife com a internet começou em 2005, quando a direção da ONG foi ao site de relacionamentos Orkut criar para si uma comunidade.
"Para nossa surpresa, já havia duas", conta Lenz. E hoje são cerca de 30, sendo que a oficial tem mais de 900 membros.

"Usamos a página para fazer enquetes e saber do gosto do público", diz o diretor de marketing.

Os próximos passos da Daspu na web devem ser um concurso virtual para escolher uma frase para uma camiseta e um blog, que deve trazer depoimentos de prostitutas.

Daspu
A Daspu foi formada por prostitutas da ONG Davida, do Rio de Janeiro, no final de 2005. A grife se tornou conhecida ao entrar numa polêmica com a Daslu, um dos maiores centros de comércio de luxo do país.

No embate, a butique de luxo queria que a Daspu mudasse de nome. Segundo a Daslu, havia "deboche, visando denegrir a imagem da loja". Após a polêmica, os advogados da Daslu decidiram não ir à Justiça, e a grife manteve a marca.

Os desfiles da Daspu também foram comentados pela mídia por suas modelos serem, na maioria das vezes, as próprias prostitutas que compõem a ONG Davida.

Coordenadora da Davida, a escritora e prostituta aposentada Gabriela Leite responde atualmente pela Daspu. Gabriela fundou a ONG em 1992 como forma de organizar as prostitutas 'contra o preconceito' e na luta por bandeiras da categoria, como a prevenção à Aids e a doenças sexualmente transmissíveis, além do reconhecimento da prostituição como profissão legal.
Folha Online

Após 2 tentativas, casal gay consegue união civil em cidade no Mato Grosso do Sul


Após duas tentativas fracassadas, um casal gay de Jardim, no Mato Grosso do Sul, conseguiu a união civil, na última segunda-feira, por meio do 2º Cartório de Notas e Registro Civil de Jardim, com autorização da Justiça. Juntos há dois anos, o casal tentou realizar o casamento nas cidades de Naviraí e Aquidauana, mas tiveram o pedido negado.

Lauzimar, natural de Aquidauana, é agente penitenciário da cadeia pública de Jardim. O estudante José Ricardo é de Naviraí e mudou-se junto com o funcionário público para Jardim há alguns meses.

Segundo Lauzimar Acosta, eles buscaram informações na internet sobre a união de pessoas do mesmo sexo e, baseados nos materiais encontrados, procuraram o cartório da cidade, há cerca de três meses. Acosta disse que através da cartorária Zoila dos Santos Vasques Arashiro, que procurou orientação na Justiça, a juíza da cidade, Eucélia Moreira Cassal, autorizou a união homoafetiva (união de pessoas do mesmo sexo). A escritura pública declaratória de união homoafetiva é um documento de comprometimento para oficialização e reconhecimento da relação familiar.

Para José Ricardo, a união é uma conquista e uma forma de combate ao preconceito. Segundo ele, o casamento serve de exemplo para outras pessoas do mesmo sexo que gostariam de fazer a união, mas não sabem como devem agir perante a lei. Questionado sobre preconceito, Ricardo completou:
- Acho que não vamos ter problema com isso.