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terça-feira, dezembro 08, 2009

Proposta de redação do Enem foca a ética no Brasil

O tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), realizado neste domingo em todo o Brasil, tratou de corrupção e ética. Com a proposta "o indivíduo frente à ética nacional", a coletânea utilizou uma charge de Millôr Fernandes e adaptações de dois textos publicados na imprensa.

Na charge de Millôr, um personagem diz: "só lidar com gente honesta, meu Deus, que solidão!". Um dos textos usados foi uma coluna de Lya Luft na revista "Veja", publicada em 2006, na qual a autora trata da acomodação do brasileiro em relação à corrupção, ao "cinismo bem-vestido" e ao "banditismo arrojado".

O outro texto foi adaptado da crônica "A armadilha da corrupção", do psicanalista Contardo Calligaris, publicada na Folha em 2005. No texto original, Calligaris afirma que o lugar-comum de considerar que todos os políticos são corruptos "é uma armadilha para nossa capacidade de agir como cidadãos".

Para Guilherme Peloso Cursi, 17, que fez a prova na Unip Vergueiro, em São Paulo, o tema da redação foi voltado para "quem lê bastante". Já Ariane Karen Tibúrcio da Silva, 18, diz que não gostou da proposta. "Não tinha muito o que argumentar. Mas lembrei um pouco do que a professora tinha falado sobre o assunto e usei os textos da prova."

A estudante Ana Carolina Saviori, 16, criticou os textos usados na proposta de redaçaõ. Segundo ela, o material não ajudava muito. "Ficou difícil de fazer o argumento", disse ela.

Anizete Lima de Souza, 30, disse que achou que o tema ia ser melhor. "Este tema é muito polêmico porque honestidade e ética são coisas muito pessoais. Como aquela foi sobre o instituto do idoso, achei que ia ser sobre a crise mundial, gripe ou Obama. Acabou colocando um assunto que não tinha nada a ver. No meu curso a professora não tinha falado sobre este tema não", disse.

Já a estudante Daniele Viana Requena, 17, afirmou que não era um assunto difícil não. "E eu já tinha feito muita redação na escola sobre ética", disse. Anderson Luiz Paulo, 23, também gostou da escolha do tema: "a gente tem visto bastante sobre política, corrupção. Essas coisas estão na mídia todo dia".

FONTE: Folha Online



Abstenção no Enem é recorde e pode ser maior que 40%


Menos de 2,6 milhões de estudantes fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A abstenção é recorde, de pelo menos 37,7% do total de inscritos --cerca de 4,1 milhões de pessoas. Em 2008, menos de 28% dos estudantes não compareceram. Só no Estado de São Paulo, 46,9% dos inscritos deixaram de fazer a prova este ano.

O percentual de abstenção ainda pode subir, já que o dado é relativo à aplicação da prova de ontem (5). Informações preliminares do Ministério da Educação indicam que neste domingo (6) não compareceram pelo menos 2,9% dos inscritos que tinham feito a prova de sábado.

Apesar da alta abstenção, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Reynaldo Fernandes, fez um balanço positivo do Enem. Segundo ele, o número dos alunos que fizeram as provas é maior que o total de estudantes que estão concluindo o ensino médio e que o número de inscritos nos vestibulares das universidades federais.

Reynaldo Fernandes atribui a grande abstenção às chuvas que ocorrem em várias partes do país, à distância entre a data da inscrição e a realização do exame, que estava previsto inicialmente para outubro, e também à impossibilidade, com o adiamento, dos resultados serem utilizados por algumas universidades, como foi o caso da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O resultado das provas deverá ser publicado em 5 de fevereiro do próximo ano. As provas objetivas e as redações serão corrigidas separadamente e essas últimas serão lidas em telas de computadores após passarem por um scanner (para digitalizar a imagem).

Reynaldo Fernandes explicou que a prova do Enem teve como aspecto fundamental a contextualização, o que exigiu a elaboração de questões com enunciados maiores e, portanto, forçou mais a leitura para os alunos.

Em janeiro, o Inep deverá aplicar o exame para as pessoas que estão presas. Reclamações sobre a aplicação da prova podem ser feitas no serviço Fala, Brasil pelo telefone 0800 616161 ou no Fale Conosco, disponível no site www.inep.gov.br.

FONTE: Agência Brasil

Um comentário:

Rachid disse...

Ninguém está defendendo uma prova fácil! A indignação é com o número de questões com textos longos e o tempo! Estamos reclamando por uma prova mais democrática, ou seja, uma prova mais inteligente que dê ao candidato a oportunidade de raciocinar de acordo com os conhecimentos que adquiriu no ensino médio. O chute numa prova dessas não é válido para ninguém. Não estamos chorando, e sim exigindo do Inep mais responsabilidades na elaboração de uma prova de nível nacional! Aqueles que preferem o ‘puxa saquismo’, então puxe bem puxado o saco do governo. Ano que vém é ano de eleições!
A questão não é ser de classe social! Quem é pobre, quem é rico! É importante essas indignações pela maioria, porque é evidente que o Inep errou e está errando ao afirmar que tudo ocorreu nas suas normalidades! Diz o Ministro da Educação que 37,7% de abstenção é normal! Ora, no Brasil tudo é normal! MENSALÃO é normal! Corrupção no nosso país é normal! Roubalheira é normal! CAIXA DOIS é normal! Roubo das provas do Enem é normal! Tudo é normal! E ficam os falsos moralistas, os que disseram que saíram bem na prova porque chutaram e acertaram, dizendo que estamos chorando de barriga cheia.
A reclamação não é de méritos! Se alguém passou, meus parabéns! A questão é sobre irresponsabilidades na elaboração de uma prova! Ninguém está fazendo críticas à toa! Quem se acha melhor do que os outros, meus parabéns, mas a reclamação não é sobre inteligência, e sim negligência do Inep com relação a milhões de candidatos no país.