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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Banrisul tem lucro de R$ 541,1 milhões em 2009

O balanço financeiro de 2009 do Banrisul foi apresentado pelo presidente do Banco, Fernando Lemos, à imprensa, em coletiva em Porto Alegre. Ao lado da governadora Yeda Crusius, do presidente do Conselho de Administração do Banrisul e secretário da Fazenda do Estado, Ricardo Englert, do secretário estadual do Planejamento e Gestão, membro do Conselho, Mateus Bandeira, e diretores do Banco, o executivo anunciou o lucro líquido de R$ 541,1 milhões, 7,2% acima do resultado recorrente registrado no ano anterior.

Lemos salientou que o Banco alcançou um desempenho muito positivo. “Foi o melhor resultado da história da instituição, mesmo num ano de crise. Graças à confiança dos nossos correntistas, à capacidade de gestão, à governança corporativa e ao gerenciamento competente e qualificado dos funcionários do Banrisul”, avaliou.

Ao discorrer sobre os números, o presidente destacou que, nos últimos três anos, os ativos cresceram 85%, chegando em dezembro de 2009 a mais de R$ 29 bilhões. Já as operações de crédito somaram R$ 13,4 bilhões, impulso de 111% acumulados frente aos R$ 6,4 bilhões de 2007. Somente no triênio, o Banrisul injetou R$ 55 bilhões na economia gaúcha através de concessões de operações de crédito. “Aqui está o trabalho da sua gestão. Os resultados alcançados são consequência do apoio irrestrito ao fortalecimento da instituição”, disse Lemos à governadora.

Fernando Lemos observou também que o Banrisul, neste ano, será o oitavo maior banco brasileiro. “É com responsabilidade que trabalhamos com uma gestão cada vez mais técnica, eficiente e voltada para prestação de serviços, desenvolvimento da comunidade e da economia do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde já temos uma posição bastante expressiva.” Para 2010, adianta o executivo, haverá forte investimento na reestruturação da área de cartões de crédito, débito e na Rede Banricompras.

Governadora

O Banrisul gerou, nos últimos três anos, resultados acumulados de R$ 2,048 bilhões. “É quase um IPO (oferta pública de ações, em inglês), de R$ 2,086 bilhões”, observou a governadora, em referência ao êxito da operação realizada em 2007. Destacou a grande confiança no Banrisul, nos seus 81 anos, “reforçada por decisão política”. Segundo a governadora, 'o Banrisul é tratado pelo governo como uma instituição'. Explicou, ainda, que, por isso, foi tomada a decisão de colocá-lo em IPO, com governança corporativa na Bolsa de Valores para que não houvesse, em nenhum momento, a ideia de que manter um banco estatal seria para usá-lo politicamente.

Yeda ressaltou, ainda, que o seu governo, através da gestão, conseguiu enfrentar a crise em pé, pagando mais contas, investindo mais e ainda realizando o déficit zero. “Fico feliz quando o Banco anuncia a criação da Universidade Corporativa da instituição, um curso de pós-graduação, focado em gestão bancária, para a capacitação contínua do quadro funcional”, concluiu.

PRINCIPAIS NÚMEROS

O lucro líquido do Banrisul, em 2009, foi de R$541,1 milhões, 7,2% ou R$36,4 milhões acima do resultado recorrente registrado no ano anterior.
A margem financeira somou R$2,5 bilhões no exercício de 2009, 28,5% ou R$563,5 milhões acima do montante gerado no ano anterior. O resultado operacional no período foi de R$853,3 milhões, um acréscimo de 21,2% em relação a 2008.
O patrimônio líquido (PL) do Banrisul atingiu R$3,4 bilhões em dezembro de 2009, apresentando crescimento de 10,7% em relação a 2008. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio alcançou 16,7% em 2009.
Os ativos totais apresentaram, em 2009, saldo de R$29,1 bilhões, 15,4% acima do registrado em 2008.
A carteira de crédito atingiu a marca de R$13,4 bilhões em dezembro de 2009, montante que ultrapassa em 17,1% a posição alcançada em dezembro de 2008. As operações direcionadas à pessoa física totalizaram R$5,4 bilhões, com incremento de 38,1% em 12 meses. No segmento pessoa jurídica, o saldo das operações alcançou R$4,7 bilhões, com aumento de 3,7%.

FONTE: PORTAL INTERNET BANRISUL
À PROPÓSITO:

Itaú Unibanco lucra R$ 3,21 bilhões no quarto trimestre e R$ 10,5 bilhões no ano
Santander Brasil lucra R$ 5,508 bilhões em 2009, em alta de 40,8%
Lucro do Bradesco cresce 5,01% e fecha 2009 em R$ 8 bi
BMG lucra R$ 522 mi com foco no crédito consignado

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Brasil acelera investimentos na África, diz "Financial Times"

A mineradora Vale está disposta a começar as operações na África, mais um sinal do crescente interesse do Brasil nesse continente, informou nesta terça-feira o diário britânico "Financial Times" ("FT").

Impulsionada pela demanda brasileira de matéria-prima, o comércio com a África cresce a um ritmo acelerado: as exportações do Brasil passaram de US$ 3 bilhões em 2000 para US$ 18,5 bilhões em 2008.

Nigéria e Argélia, além de Angola, fornecem o petróleo necessário e os produtores agrícolas brasileiros entraram em mercados como o Egito, o que permitiu aumentar as exportações brasileiras à África de US$ 1 bilhão em 2000 para US$ 8 bilhões em 2008.

Em Moçambique, a Vale colabora com a construtora Odebrecht no desenvolvimento das reservas carboníferas de Moatize, na construção de uma central energética e de infraestruturas ferroviárias e portuárias para a exportação do mineral.

A Vale estima investimentos iniciais serão de US$ 1,3 bilhão, embora os analistas acreditem que os valores possam ser maiores.

As companhias Vale e Odebrecht não são as únicas operando em Moçambique, detalhou o jornal britânico. Há dois meses a siderúrgica CSN comprou 16,3% da mineradora australiana Riversdale, na qual a indiana Tata Steel tem uma importante participação.

Riversdale projeta um grande aporte na região de Tete, no centro de Moçambique.

A Odebrecht é atualmente a maior empresa privada de Angola, atuando na produção de alimentos, etanol, industrial e varejo.

A estatal brasileira de petróleo, a Petrobras, também opera em Angola. Utiliza no país a sua experiência de prospecção de petróleo em águas profundas.

Segundo o "FT", os laços de idioma e cultura facilitaram as operações das empresas brasileiras nos países que língua portuguesa no continente africano.

Cerca de 1,4 milhão dos 3 milhões de escravos africanos enviados ao Brasil entre os anos de 1700 e 1850 partiram de Angola e na segunda década do século 19 inúmeros colonos da Angola, Moçambique e outras colônias portuguesas decidiram estabelecer-se no Brasil após a independência.

As últimas conquistas do Brasil na luta contra a pobreza atraíram o interesse dos governos moçambicano e angolano, que veem no Brasil "um modelo".

O "Financial Times" assinala a expansão das embaixadas do Brasil no continente africano e lembra que dezenas de dirigentes empresariais acompanharam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas viagens à África.

FONTE: AGÊNCIA EFE