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segunda-feira, outubro 15, 2012

Em dez anos, população que se autodeclara negra aumenta, e número de brancos cai

Embora a população que se autodeclara branca ainda seja maioria no Brasil, o número de pessoas que se classificam como pardas ou pretas cresceu, enquanto o número de brancos caiu. É o que mostra um novo volume do Censo Demográfico de 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta sexta-feira (29).


O percentual de pardos cresceu de 38,5%, no Censo de 2000, para 43,1% (82 milhões de pessoas) em 2010. A proporção de pretos também subiu de 6,2% para 7,6% (15 milhões) no mesmo período. Por outro lado, enquanto mais da metade da população (53,7%) se autodeclarava branca na pesquisa feita dez anos antes, em 2010 esse percentual caiu para 47,7% (91 milhões de brasileiros).
De acordo com Jefferson Mariano, analista socioeconômico do IBGE, essa inversão faz parte de uma mudança cultural que vem sendo observada desde o Censo de 1991. “Muitos que se autodeclaravam brancos agora se dizem pardos, e muitos que se classificavam como pardos agora se dizem pretos. Isso se deve a um processo de valorização da raça negra e ao aumento da autoestima dessa população”, diz.


POPULAÇÃO BRASILEIRA

  • 91 milhões de brancos



    82 milhões de pardos

    15 milhões de pretos

    2 milhões de amarelos

    817 mil  indígenas
O analista, no entanto, afirma que “o Brasil ainda é racista e discriminatório”. “Não é que da noite para o dia o país tenha deixado de ser racista, mas existem políticas. As demandas [da população negra], a questão da exclusão, tudo isso começou a fazer parte da agenda política. A cota racial em universidades, por exemplo, é um desdobramento disso”, afirma Mariano.
A distribuição por raça entre os Estados refletiu padrões históricos de ocupação e movimentos relacionados à dinâmica econômica, segundo o IBGE. A maior proporção de brancos, por exemplo, é observada na região Sul do país: Santa Catarina (84%), Rio Grande do Sul (83,2%) e Paraná (70,3%). Já a população de pardos é mais comum no Nordeste e no Norte (com destaque para o Pará, com 69,5% de pardos), enquanto os pretos estão mais presentes nos Estados da região Nordeste, principalmente na Bahia, onde 17,1% se autodeclararam pretos (2,4 milhões de pessoas).
O segundo Estado com o maior número de pessoas que se dizem pretas, no entanto, está na região Sudeste: o Rio de Janeiro tem 12,4% de pretos, o que corresponde a 2 milhões de pessoas. No Estado de São Paulo, a maioria se classificou como branca (63,9%), seguida pela população parda (29,1%) e preta (5,5%).
O Censo 2010 mostra ainda que também cresceu a proporção de brasileiros que se autodeclaram amarelos, de 0,5% para 1,1% (cerca de 2 milhões). De acordo com o IBGE, são da raça amarela as pessoas de origem oriental (japonesa, chinesa ou coreana, entre outras). O percentual de indígenas se manteve em 0,4% (817 mil pessoas, sendo que 60,8% estavam concentradas em áreas rurais) --segundo o instituto, essa classificação é aplicável tanto aos indígenas que vivem em terras indígenas quanto àqueles que vivem fora delas

FONTE: Débora Melo / Do UOL, em São Paulo / 29/06/2012

terça-feira, janeiro 05, 2010

Funasa confirma primeiros casos de gripe suína entre ianomâmis

A Funasa (Fundação Nacional de Saúde) confirmou nesta terça-feira os dois primeiros casos de gripe A (H1N1) --conhecida como gripe suína-- entre os ianomâmis no país. De acordo com o órgão, há ainda uma criança indígena de dez anos com suspeita de ter contraído a doença.

Os casos aconteceram em uma comunidade localizada a 100 km de Santa Isabel do Rio Negro (632 km de Manaus). O resultado dos exames saiu na semana passada, mas só foi informado nesta terça pela Funasa.

De acordo com o órgão, os dois homens infectados, Oscar e Alfredo Yanomami, 28, já se recuperaram e passam bem.

Já o menino de dez anos foi removido da comunidade no domingo, por um helicóptero fretado. Ele está internado em um hospital em Santa Isabel e não corre risco de morrer. Não há previsão para alta.

Os exames que podem confirmar a doença ficarão prontos na sexta-feira. A Funasa não informou se há outros casos suspeitos na comunidade.

A vigilância sobre possíveis casos da doença no Amazonas e em Roraima --Estados onde fica a reserva ianomâmi-- aumentou em novembro, após o governo venezuelano confirmar um surto da doença entre índios da mesma etnia. No Brasil, porém, não foi confirmado nenhum caso na época.

Relatório divulgado pela Funasa em dezembro informa que a gripe A já matou dez índios no país, no RS, em SP e em MT. Foram confirmados ainda 338 casos da doença entre indígenas.

FONTE: FOLHA ONLINE

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Lula assina decreto que reforça estrutura da Funai

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto de reestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai) que aumenta o número de servidores e de unidades da instituição para ampliar o atendimento à população indígena.

“O decreto dá maior capacidade de presença da instituição onde vive a população indígena. Dá a ela mais força e estrutura para cumprir sua missão”, disse o presidente da Funai, Márcio Meira.

A expectativa é de que, a partir do decreto, seja ampliado o número de Frentes de Proteção Etnoambiental de populações indígenas isoladas na Amazônia, passando de seis para 12. “Isso significa mais proteção para os povos indígenas que vivem em situação de isolamento”, explicou o presidente da Funai.

Também haverá reforço e instalação de novas unidades da Funai em regiões onde a presença da da instituição ainda é precária. Dois exemplos são as regiões de Lábrea e Humaitá, no sul da Amazônia, onde serão abertos escritórios. A coordenação regional de Boa Vista, em Roraima, onde está a reserva indígena Raposa Serra do Sol, também receberá reforço de pessoal.

O decreto prevê a criação de 85 cargos em comissão que podem ser preenchidos livremente, sem a necessidade de concurso público. Entre 2010 e 2012 serão contratados 3,1 mil novos servidores por concurso público. De acordo com Meira, 90% dos novos contratados vão trabalhar na ponta, longe do serviço burocrático. Atualmente, a estrutura da Funai tem 2,4 mil pessoas.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

terça-feira, dezembro 08, 2009

Carta aberta a População Paraense - Conselho Indigena Tapajos Arapiuns CITA









O Conselho indígena representante político das

etnias Borari,Munduruku,Tupinamba,Tapuia,Arapium,Cumaruara,Tapajo,Maytapu,arara vermelha,Apiaka,Cara preta,Tupayu,Jarak, dos municípios de Santarém Belterra e Aveiro,vem a público manifestar sua opinião sobre o movimento de defesa da vida e cultura do rio Arapiuns.

Diante das irregularidades e exploração ilegal de madeiras da gleba nova Olinda e as ameaças de morte que as lideranças vêm sofrendo ao longo dos anos, foram feitas varias denúncias no Ministério Público Federal, no entanto nada foi resolvido então surgiu o movimento em defesa da vida e da cultura do Arapiuns, com objetivo de chamar a atenção dos órgãos do governo para a problemática, o governo não deu uma solução e então os moradores filhos do Arapiuns, decidiram atear fogo na madeira.

Apesar de não ser uma luta somente dos indígenas varias lideranças indígenas foram e estão sendo ridicularizados no meio de comunicação, como jornais de Rádios, televisão e internet sendo chamados de falsos índios e de vândalos e estão sendo criminalizados.Vale esclarecer que a luta dos povos indígenas e legitima pela defesa de seu território e sua cultura o qual seguimos e defendemos os nossos direitos constitucionais e que estão garantidos em:

Constituição do estado do Pará no seu artigo 300:

Art. 300; O estado e os municípios promoverão e incentivarão a proteção aos índios e sua cultura, organização social, costumes, línguas, crenças, tradições, assim como reconhecerão seus direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam.

§ 5® O ministério público do estado manterá promotor de justiça ou promotores de justiças especializados para a defesa dos direitos e interesses dos índios, suas comunidades e organizações existentes no território paraense.

Declaração Universal dos direitos Humanos

Declaração das Nações Unidas Sobre o direito dos povos indígenas

Convenção 169 da OIT sobre povos indígenas e tribais (a qual o Brasil é signatário assinado pelo presidente Lula)

Constituição Federal Brasileira, em particular os artigos 231 e232

Vale ressaltar que secularmente as populações indígenas do Pará foram Marginalizadas e inclusive invisibilizadas nas ações governamentais, um desrespeito aos seus direitos como povos originários desta terra. Povos que contribuem com sua rica diversidade socioculturais, dos quais integram 55(cinqüenta e cinco) etnias, aproximadamente 50.000 (cinqüenta mil) indígenas, falantes de 03, (três) dezenas de idiomas,habitando 25% (vinte e cinco por cento) do territórios paraense distribuídos em 77(setenta e sete) terras indígenas de 52(cinqüenta e dois) municípios.

O meio de comunicação tem usado as falas de um que se diz formado em mudanças climáticas pela universidade Gama Filho e que apóia a exploração e ao afirmar que o Pará tem população indígena Falsa, ele Chama a todos os paraenses de falsos, talvez ele não conheça o significado da palavra INDIGENA. (ver dicionário) ele também não aprendeu na universidade que discriminação e Racismo, também é crime e inafiançável.

Os povos indígenas não foram induzidos por ONGs como ele afirma para criar grandes reservas pois aterra indígena borari arapium é menor que as terras dos madeireiros e é exagero dizer que é maior que municípios do estado.

Quanto ao Greenpeace se fossem nossos aliados não chamariam o povo do Arapiuns de vândalos e se eles quisessem terras não pediriam a nós, mas sim ao governo pois são eles que liberam as terras sem perguntar se tem dono,que são os moradores

E são os madeireiros e pessoas ligadas a eles que ameaçam os lideres e os indígenas, mas os jornais colocam os madeireiros como vitimas.

O Basílio “que diz que desempenhou a função de pai do cacique borari” ele nunca se quer ajudou a criar o menino como ele diz,se não fosse o seu tio que mora na aldeia ele não seria o grande líder, muito pelo contrario o Basílio também ameaça de morte seu sobrinho esse tio esperou vários dias o sobrinho no caminho para matá-lo

Ao afirmar que de índio ninguém tem nada esses jornais e pessoas que dizem isso vão contra nossos direitos constitucionais afinal quem pode afirmar o que nós somos é nós mesmos,e que nossa cultura é viva ninguém discute se vamos a luta é porque quem precisa da mata pra sobreviver somos Nós indígenas,ribeirinhos,quilombolas e comunidades tradicionais é do rio que tiramos a água pra beber e peixe pra comer e das matas a nossa alimentação como Caças e frutas alem de matéria prima para construção de nossas casas.

“Temos direito a diversidade e a diferença - somos povos de existência milenar, vivemos nestas terras a milhares de verões e invernos. Nossos antepassados aprenderam a conhecer a natureza e zelar pela sua beleza, riqueza integridade, assim seguimos sendo os guardiões e herdeiros desta ancestral ciência de proteger e utilizar de forma respeitosa todos os seres deste universo onde vivemos e perpetuamos nossas descendências...

A terra é nosso patrimônio, ser indígena é nossa identidade. Nossa missão para que os filhos dos nossos netos usufruam dos bens e da beleza da natureza nos séculos vindouros,afinal como afirma a sabedoria dos nossos ancestrais:apesar dos galhos terem sidos cortados,seus frutos roubados e até seu tronco queimado,as raízes estão vivas e ninguém pode arrancá-las ,como diz nossos sábios:eu sirvo até de adubo para minha terra mais dela não saio.”

Conselho Indígena Tapajós Arapiuns-CITA

Os direitos indígenas são

Consuetudinários, inalienáveis

Imprescritíveis e não embargáveis

Sobre os quais não se negocia.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Índios protestam contra construção da usina Belo Monte no Senado

A audiência pública sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do aproveitamento hidrelétrico do Rio Xingu - a usina de Belo Monte (PA), promovida nesta quarta-feira (2) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), foi marcada por manifestações dos povos indígenas e das populações ribeirinhas contrárias à construção da hidrelétrica e por críticas à Fundação Nacional do Índio (Funai).

O acirramento das posições em torno da construção da usina ficou evidente quando o índio Luiz Xipaia leu um manifesto em que diversos povos indígenas informam que não se sentarão mais à mesa com representantes do governo para falar sobre Belo Monte e advertem que "o Rio Xingu pode virar um rio de sangue". No manifesto, dirigido a várias autoridades, os povos referem-se a perdas territoriais que sofreram e ao desrespeito aos seus direitos ao longo dos anos e registram que, apesar de há 20 anos os índios terem dito que o projeto era inviável, o governo não apresentou propostas alternativas para as populações indígenas da região.

Dizendo-se cansados de, sendo defensores da natureza, verem os não-índios destruírem as florestas, com a conivência das autoridades, os povos declaram que, se o governo quiser construir Belo Monte "da forma arbitrária como está sendo proposto", que seja de total responsabilidade do governo e da Justiça o que vier a acontecer com os executores da obra, com os trabalhadores e com os povos indígenas.

Em outro momento da audiência, a índia Tuíra Caiapó, que há 20 anos teve sua imagem divulgada em todo o mundo, ao aproximar-se de dirigente da Eletronorte com um facão, para protestar contra a obra Complexo Hidrelétrico do Cararaô, criticou, diante do presidente substituto da Funai, Aloyzio Guapindaia, o projeto de Belo Monte. Tuíra disse que tinha o Xingu "na mão e no coração" e que não podia permitir a construção da usina. Queixou-se do abandono dos índios pela Funai e disse que uma briga entre índios e brancos estava começando.

Os índios presentes queixaram-se especialmente de não terem sido consultados sobre a construção de Belo Monte, lembrando que convenção da Organização Internacional do Trabalho exige a audiência a populações afetadas por grandes empreendimentos. Depois de dizer que os índios não foram ouvidos, Juma Xipaia declarou que a usina era um empreendimento "absurdo e inaceitável para nós, indígenas".

Em nome do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antônia Melo defendeu que os espaços públicos estejam abertos para que se ouça o povo, "e não só as empreiteiras e os órgãos do governo, mas principalmente o povo". Ela condenou a destinação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o que qualificou de "projetos de destruição do meio ambiente" e defendeu que o projeto de Belo Monte seja abandonado definitivamente.

Estiveram presentes ao debate, além de integrantes dos povos Caiapó, Juruna e Xavante, representantes dos ribeirinhos, dos trabalhadores rurais, dos estudantes, dos educadores, das mulheres e da juventude, todos militantes do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que lotaram a sala da comissão. Durante a audiência, eles gritaram palavras de ordem e entoaram cantos com letra como "Embarca na luta, embarca, molha o pé, mas não molha a meia, não venham lá de Brasília fazer barragem na terra alheia".
FONTE: Agência Senado

quarta-feira, novembro 25, 2009

Agricultores prometem reação a ocupações de índios Tupinambá no sul da Bahia


O secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos de Bahia, Nelson Pellegrino (PT-BA), deve se reunir amanhã (26) com o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, para tratar da demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, localizada entre os municípios de Buerarema, Ilhéus e Una, no sul da Bahia, a 450 quilômetros de Salvador.

A região tem sido palco de ocupações, conflitos e há denúncias de tortura contra 15 agentes da Polícia Federal (PF) por causa da retirada de 60 índios da fazenda de cacau Santa Rosa, no município de Una. Segundo a denúncia, no dia 2 de junho deste ano, a PF teria prendido quatro homens e uma mulher Tupinambá, três deles teriam recebido choques elétricos nas costas e dois deles nos órgãos genitais.

A situação na região foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na penúltima reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), realizada em 20 de outubro de 2009. Segundo a denúncia, o incidente foi alvo de inquérito presidido pelo próprio delegado responsável pela operação, Cristiano Barbosa Sampaio, titular da delegacia da PF em Ilhéus.

O inquérito, que chegou na última segunda-feira (23) às mãos da procuradora da República Flávia Galvão Arruti do Ministério Público Federal em Ilhéus, não aponta culpados por tortura nem indicia índios por falso testemunho. Há laudos de perícia médica, no entanto, que indicam marcas de queimadura nos índios que foram presos. Durante a operação, os agentes da PF estavam equipados com fuzis, granadas, revólveres com bala de borracha e uma pistola de choque da marca Taser.

Durante esse ano, segundo a PF, os índios fizeram 12 ocupações às fazendas da região. Para o presidente da comissão de pequenos agricultores de Buerarema, Ilhéus e Una, Luiz Henrique Uaquin da Silva, a situação na região é de “terror” e “parece que a coisa vai engrossar”. Segundo ele, os agricultores da região vão reagir contra quem entre nas terras onde residem e trabalham. “Essas famílias não têm para onde ir.”

Uaquin da Silva afirma que a etnia Tupinambá de Olivença “não existe” e que as pessoas estão se “blindando com o movimento indígena”, e prejudicando 2,8 mil famílias de pequenos proprietários que vivem na área reivindicada.

O assessor jurídico do Cimi, Paulo Machado Guimarães, critica a tentativa de criminalizar o movimento indígena e o questionamento à existência da etnia. Ele afirma que o CDDPH montou um grupo de trabalho para acompanhar o litígio. O grupo é formado pelo Programa de Combate à Tortura, pelo Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, pela Ouvidoria da Secretaria Especial de Direitos Humanos, e pela Ouvidoria Agrária Nacional.

O administrador da Fundação Nacional do Índio (Funai) na região, Rômulo Siqueira de Sá, acredita que a situação não vai piorar. Para ele, a presença dos índios tornou-se “irreversível” e a região já conta com postos de saúde, rodovias recuperadas e três escolas indígenas (mais 18 nucleadas). Ele acredita que “os ânimos irão se acalmar” quando for feito o levantamento fundiário das benfeitorias dos proprietários.

A área em disputa tem 47.376 hectares (47 mil campos de futebol) e há na região, segundo registro da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), 4.329 índios que aguardam o desfecho do processo de demarcação da reserva, em análise na Funai.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Guarani Kaiowá ocupam terra tradicional à espera de demarcação em Mato Grosso do Sul


Cerca de 280 indígenas da etnia Guarani Kaiowá - entre eles, 30 crianças - ocuparam nesta madrugada uma área próxima ao município de Coronel Sapucaia no sul de Mato Grosso do Sul. Desde 2005, os indígenas vivem na beira da Rodovia MS-289 (que liga Amambai a Coronel Sapucaia).

De acordo com o líder Guarani Kaiowá Avakuarici, “o governo sabe da situação dos índios” e a comunidade espera que a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público tomem uma posição sobre a demarcação da área. “Estamos reivindicando a presença dos antropólogos”, disse Avakuarici afirmando que “os índios não sairão mais da área”.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), trata-se da “retomada” da terra tradicional Kurussu Ambá, onde em 2007 a rezadeira Julite Lopes, 70 anos, teria sido assassinada por seguranças particulares da Fazenda Madama. O conflito pela terra também teria resultado nas mortes dos indígenas Osvaldo Lopes (maio de 2009) e Ortiz Lopes (janeiro 2007).

Os Guarani Kaiowá são os índios brasileiros que mais sofrem com mortes violentas. No ano passado, ocorreram 42 assassinatos e 34 casos de suicídio entre os indígenas. O Cimi afirma que boa parte dessas mortes foram consequência da diminuição de terras e da concentração de índios em áreas limitadas, o que força o convívio entre famílias inimigas e potencializa as tensões

O Cimi espera que a Funai conclua o trabalho de identificação da área para futura demarcação. “O prazo para conclusão do laudo de identificação já passou”, cobrou o coordenador regional do Cimi, Egon Heck. Segundo ele, fazer a ocupação “foi a única alternativa para trazer resultados para o reconhecimento”.

Egon Heck afirma que a ocupação é uma espécie de pressão pela demarcação e que os indígenas “esperam e acreditam que o governo federal e o Ministério Público garantam o direito à terra tradicional”.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL

quarta-feira, agosto 19, 2009

Relator da ONU diz que índios brasileiros precisam de melhor assistência


Em relatório apresentado hoje (19) sobre sua visita aos estados do Amazonas, Roraima e Mato Grosso do Sul, realizada há um ano, em agosto de 2008, o relator especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais dos Povos Indígenas, James Anaya, ressaltou que os índios brasileiros precisam de melhor assistência nas áreas da saúde, educação e justiça.

O documento pede que o governo brasileiro garanta às comunidades tradicionais acesso às decisões sobre projetos de desenvolvimento em áreas demarcadas. Segundo Anaya, os direitos dos povos indígenas sobre os recursos naturais muitas vezes não são respeitados. Ele lembrou que terras indígenas, demarcadas e registradas, ainda sofrem ameaças constantes de invasões.

Anaya vai detalhar as conclusões e sugestões de políticas para os povos indígenas do Brasil durante a 12ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que será realizado entre 14 de setembro e 2 de outubro deste ano. Quando esteve no Brasil a convite do governo, Anaya também manteve encontros, em Brasília, com representantes dos ministérios da Justiça e da Educação e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

FONTE: Agência Brasil


LEIA TAMBÉM: Entre 1991 e 2010, população indígena se expandiu de 34,5% para 80,5% dos municípios do país http://guebala.blogspot.com.br/2012/04/entre-1991-e-2010-populacao-indigena-se.html

Entre 1991 e 2010, população indígena se expandiu de 34,5% para 80,5% dos municípios do país http://guebala.blogspot.com.br/2012/04/entre-1991-e-2010-populacao-indigena-se.html




População de índios no Estado diminui 15% em uma década
http://aiyelujara.blogspot.com.br/2012/04/populacao-de-indios-no-estado-diminui.html

Rio Grande do Sul: Documento das comunidades Guarani Mbya

http://guebala.blogspot.com.br/2012/04/rio-grande-do-sul-documento-das.html