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sábado, maio 10, 2014

15 de Maio é dia de juventude em luta, com unidade e aliada aos trabalhadores!





A Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (Anel) está preparando para o próximo dia 15 de maio um dia de luta. Nesta data a juventude irá para as ruas protestar contra as injustiças da Copa do Mundo, e defender a soberania nacional, contra a criminalização dos movimentos sociais.

A manifestação está sendo organizada nacionalmente. “Chamamos a juventude a construir o 15M assim como construímos as Jornadas de Junho: com independência política, combatividade, democracia, ação direta e internacionalismo. É de baixo pra cima que vêm nossas decisões. Assim, vamos deixando para trás toda a poeira da velha burocracia, assim como fizeram os Garis”, destaca o movimento.   

Confira o manifesto elaborado para o evento:   

15 de maio: dia nacional de lutas, protestos e de indignação   

Nós, lutadores do movimento social e da juventude, de diferentes tradições, regiões e organizações, assinamos esta iniciativa como forma de ampliar as mobilizações de rua, às vésperas da Copa do Mundo.   

O Brasil está se preparando para receber a Copa do Mundo. Os gastos exorbitantes denunciam a contradição entre o Brasil da Copa do Mundo e o Brasil dos brasileiros. A contradição de ter um país Padrão FIFA para atender os interesses dos banqueiros e construtoras se choca com a condição precária da saúde, educação, transporte e moradia. Sabemos que o dinheiro investido poderia ser muito bem investido em saúde e educação. Já são nove trabalhadores mortos devido às péssimas condições de trabalho na construção dos estádios que vão servir aos megaeventos.   

O governo para garantir a Copa dos poderosos e evitar as manifestações segue reforçando sua política de “segurança” que vai da Lei AntiTerrorismo a parcerias com CIA e FBI: uma violação à nossa soberania. Lutar não é crime e quem luta não é terrorista.   

As greves que eclodem de norte a sul do país mostram que apenas com mobilização podemos vencer. A vitória dos rodoviários de Porto Alegre, dos Garis do Rio de Janeiro e do ABC Paulista e dos operários das grandes obras são parte deste novo momento. O movimento por moradia popular protagoniza enfrentamentos contra o autoritarismo do poder público e a ganância das máfias da especulação imobiliária. É preciso que essas lutas encontrem um espaço unitário para que se fortaleçam.   

É preciso lutar, é possível vencer   

Na juventude, a direção majoritária da UNE – União da Juventude Socialista (UJS) – se propõe a defender a qualquer custo a realização do megaevento e servir de contenção à crise do governo, a nova geração de jovens lutadores está nas manifestações de rua, nas greves com os trabalhadores e lutando contra a burocracia sindical. Foi vergonhosa a reunião de setores do movimento estudantil, encabeçados por Virginia Barros e Barbara Mello, presidentas da UNE e UBES, respectivamente, com a Dilma para “abafar” as manifestações. Tal como é vergonhosa a adesão da UNE a campanha de trabalho voluntariado da FIFA.   

Neste momento, a juventude, em várias universidades, escolas e bairros organiza lutas vitoriosas, apóia às várias greves de educadores e de técnicos administrativos em educação. A vitória destas lutas pode influenciar num novo patamar do movimento social e da defesa das reivindicações.   

Depois das Jornadas de Junho, 15M   

O novo pede passagem. A juventude que em junho esteve nas ruas derrotando o aumento das tarifas, que está nas ruas questionando os gastos da Copa conectada com as mobilizações sociais em curso, faz um chamado a toda a juventude a participar da construção do 15M.   

Vários setores combativos estão impulsionando esta data. Originalmente marcado como dia mundial contra as remoções da Copa, o 15M está sendo impulsionado por várias articulações nacionais: os Comitês populares da Copa, o Encontro Sindical de Unidade e Ação- “Na Copa vai ter luta”, coletivos nacionais, regionais e movimentos sociais.  

É um dia de unificar nossa luta com os trabalhadores e os movimentos sociais, de lutar por nossos direitos e de mandar a FIFA para casa.   

construir um forte dia de lutas, com métodos democráticos e participativos   

Uma das mais fortes heranças das jornadas de junho foi o rechaço às velhas estruturas e a visão vertical de movimento. Compartilhamos desta opinião e achamos que o 15M deve ser construído em cada local de estudo, trabalho, moradia, a partir de assembleias, com os passos sendo discutidos de forma democrática e horizontal. É fundamental também sintetizar as demandas locais com as lutas gerais. 

Nosso chamado é para a construção de um ato nacional, com ampla visibilidade e capaz de impulsionar novas lutas pela frente.   

Prepara! É hora da juventude!   

Vamos colorir as ruas com nossa combatividade e ousadia. Queremos lutar por nossos direitos. Por tanto, defendemos bandeiras diretas e concretas, que possam fazer nossa unidade, dentro de tanta diversidade.   

# Apoio às lutas. Apoio às lutas estudantis. Apoio às greves dos trabalhadores. Apoio às ocupações de terra e por moradia.   

# Não à repressão. Fim das leis anti protesto. Auditoria nos contratos com empresas e nos gastos com segurança na Copa. Fim do convênio com os EUA e o FBI. Fim dos inquéritos contra os lutadores. Fim do monitoramento de movimentos sociais por parte da ABIN e dos aparelhos de inteligência, entulhos da ditadura militar. Contra a militarização das cidades-sede.   

# FIFA GO HOME. Contra a ingerência da FIFA. Revisão dos contratos com as grandes empreiteiras como a Odebretch e Camargo Correia. Reversão dos gastos da Copa para educação, saúde, transporte e moradia.   

Vem para rua! Isso Muda o jogo!

FONTE: CSP-CONLUTAS

sábado, janeiro 26, 2013

Sob Lula e Dilma, governo deu R$ 57 mi à UNE


Nos últimos nove anos –oito de Lula e um de Dilma Rousseff—, a União Nacional dos Estudantes, comandada por filiados do governista PCdoB, recebeu do Tesouro Nacional R$ 57,4 milhões.
Coube a Dilma Rousseff autorizar a última liberação, de R$ 14,6 milhões. Deu-se um dia depois do Natal, em 26 de dezembro de 2011. Foi um complemento de verba.
A primeira parcela, de R$ 30 milhões, havia descido às arcas da UNE no apagar das luzes do governo Lula, em dezembro de 2010. Juntos, os dois repasses somam R$ 44,6 milhões.
O dinheiro destina-se à construção da nova sede da UNE, na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Um prédio de 13 andares. Projeto do arquiteto Oscar Niemeyer.
A pedra fundamental foi lançada em cerimônia com a presença de Lula, em 20 de dezembro de 2010. Borrifada com a primeira parcela de R$ 30 milhões, depositada três dias antes, a obra deveria ter começado no primeiro semestre de 2011. Seria concluída em 2013. Por ora, nada.
Embora nenhum tijolo tenha sido assentado no terreno, Dilma  autorizou o pagamento da segunda parcela. A exemplo do primeiro montante, os novos R$ 14,6 milhões sairão do orçamento do Ministério da Justiça (Comissão de Anistia).
Os recursos para o prédio decorrem de uma indenização. Proposta por Lula em 2008, foi convertida em lei (12.260) pelo Congresso em 2010. Autorizou-se o Estado a reparar a UNE pela destruição de sua sede. Um grupo de trabalho estipulou os valores.
O imóvel fora metralhado, invadido e incendiado por soldados em 1º de abril de 1964, nas pegadas do golpe militar. Em 1981, ainda sob o regime dos generais, demoliu-se o que restara da edificação.
Afora as verbas da indenização, a UNE recebeu do governo, nos dois reinados de Lula, R$ 12,8 milhões. Dinheiro proveniente de convênios firmados com ministérios. Sob FHC, a entidade recebera apenas R$ 1,1 milhão.
Dilma teve de fazer uma ginástica financeira para honrar o compromisso que Lula assumira com a UNE. O presente natalino de 2011 veio na forma de um “crédito especial”.
O Planalto enviou ao Legislativo pedido para reprogramar o Orçamento da União em R$ 199,8 milhões. Saíram dessa cifra os R$ 14,6 bilhões destinados à UNE. O resto foi para a pasta da Defesa.
Aprovado pelos congressistas, o “crédito especial” subiu ao Planalto. Sancionado por Dilma virou lei (12.567). Foi impressa no ‘Diário Oficial’ em 27 de dezembro de 2011, um dia depois de assinada pela presidente e pela ministra Miriam Belchior (Planejamento).
Em entrevista pendurada no portal da UNE, o presidente da entidade, Daniel Iliescu, incluiu a construção da nova sede entre as prioridades de 2012: “Começaremos as obras da nova sede e do novo centro cultural na Praia do Flamengo”, prometeu. Dinheiro não falta.
Instado a avaliar o primeiro ano de Dilma, Daniel Iliescu assoprou: “Achamos válida a sua postura de manter o diálogo com os movimentos sociais, escutar as suas reivindicações…” Depois, mordeu. De leve:
“Não estamos satisfeitos ainda com atual disposição de prioridades do governo. O Orçamento da União destina todo ano cerca de 3% para a educação e cerca de 50% para pagar a dívida pública e remunerar o capital financeiro.”
Em seguida, novo assopro: “O governo se apresenta com uma tônica importante, que é eliminar a miséria, reduzir essa desigualdade social que ainda vigora no país…” Na sequência, nova mordiscada:
“Mas, na nossa opinião, esse processo não será possível sem maiores investimentos na escola pública, no salário dos professores, em todos os níveis da educação. Também não acabaremos com a miséria com a permanência da atual política econômica, que impede o pleno desenvolvimento do Brasil.”
Disse que “medidas mais ousadas precisam ser tomadas para o Brasil avançar e se desenvolver.” Algo que só virá “na base da pressão dos movimentos por mudanças profundas na política econômica, fiscal, cambial e monetária do Brasil.”
Acrescentou: “Ainda aguardamos esses avanços e vamos protestar muito por eles.” Nenhuma palavra sobre corrupção. Nada sobre a queda de seis ministros por suspeitas de “malfeitos”, para usar a expressão de que gosta de Dilma.
Não é difícil entender o porquê da generosidade retórica insinuada no morde-e-assopra do presidente da UNE. Militante do PCdoB, Daniel Iliescu foi guindado ao comando da entidade há seis meses.
Sua eleição ocorreu num Congresso realizado em Goiânia. Já no usufruto da ex-presidência, Lula compareceu ao evento, patrocinado por empresas estatais. Coisa de R$ 3 milhões. Uma cifra que, adicionada às verbas que vieram do Tesouro, eleva para R$ 60 milhões a compensação financeira pelo bom comportamento da UNE.
FONTE: Josias de Souza.blogosfera.uol

segunda-feira, abril 23, 2012

FENET completa um ano de Luta em defesa da educação!


Hoje a FENET completa um ano desde a sua fundação, no dia 23 de abril de 2011!

Após três dias de intensos debates durante o Encontro Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas, os estudantes resolveram por fundar a que se tornou uma das maiores entidades estudantis do Brasil, a Federação Nacional dos Estudantes no Ensino Técnico - FENET - e eleger como seu patrono José Montenegro de Lima, ex estudante da Escola Técnica do Ceará (hoje IFCE).

Com um dia de existência a FENET parou a cidade do Rio de Janeiro com uma manifestação com mais de 500 estudantes, organizou uma solenidade em defesa das crianças mortas em Realengo, com menos de um mês de existência a FENET já havia organizado uma Jornada Nacional de Lutas que paralizou diversos Institutos Federais, CEFET's, Escolas Normais (técnico de magistério), Escolas Técnicas Estaduais de diversos estados, ocupou dezenas de Secretarias de Educação e Câmaras de Vereador Brasil à fora, organziou também dezenas de ocupações em reitoria, ocupação de restaurantes estudantis (exigindo a diminuição do valor da refeição), manifestação de rua e etc.

Não só a mobilização nas ruas a FENET construiu, com menos de 30 dias de existência, ela conseguiu uma audiência com ministro da educação e onde foi entregue uma carta de reivindicação, onde pautou a necessidade do investimento na educação, a construção de novos Institutos Federais, de ampliação do Plano Nacional de Assistência Estudantil. (Confira a carta: http://fenetbrasil.blogspot.com.br/p/carta-oficial-da-fenet.html)
Rapidamente a FENET já estava conhecida em vários cantos do Brasil; seus diretores, colaboradores e entidades que constróem a FENET, não mediram esforços em fortalecer a entidade, em construir plenárias, debates, manifestações de ruas e até uma greve de estudantes no ABC de São Paulo junto da ARES-ABC; criou e fortaleceu grêmios estudantis nesse um ano de luta.

Participou do Encontro de Mulheres, Conselho Nacional de Entidades Gerais e Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, onde sempre se posicionou a favor dos estudantes junto com a tese de oposição, REBELE-SE na UBES.

Iniciou a luta contra o fim dos Jogos das Instituições Federais e denunciou que os jogos estavam sendo cortados por falta de verba, porém existia dinheiro indo para o pagamento da dívida pública.

Foi convidada para participar de centenas de debates e seminários, inclusive foi fundadora, junto com outras entidades, do Instituto de Pesquisa em Educação - MG. Foi à Brasília participar da audiência pública sobre o PRONATEC, onde se posicionou contrariamente esse programa que privatiza a educação (Entenda mais sobre o Pronatec  http://fenetbrasil.blogspot.com.br/2011/12/nota-oficial-da-fenet-sobre-o-pronatec.html)   e ainda após tanto denunciar a precarização e desvio de verba da educação, retirou da mesa o ex secretário de educação do Maranhão, dep. Gastão (PMDB). Acampou em frente à Secretaria de Educação no Rio de Janeiro junto e em apoio a greve dos professores; foi até Pinheirinho se solidarizar aos moradores e mostrar que enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito; construiu junto da UESB (União dos Estudantes Secundaristas de Belém)  a Federação dos Estudantes Paraenses do Ensino Técnico -FEPET- que hoje organiza diversas lutas em todo o Pará.

O ano de 2011 foi marcado por dezenas de greves e na maior greve da história da educação, organizada pelo SINASEFE, a FENET esteve presente, tendo seus diretores e colaboradores membros das comissões locais de greve; pelo reconhecimento criado durante a greve e as conquistas obtidas pela FENET, a mesma foi convidada para participar do 26° Congresso do SINASEFE, onde compôs a mesa de abertura e hoje compõe a organização do II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT).


A FENET foi até o Uruguai participar da reunião da OCLAE (Organização Continental Latinoamericana e Caribenha dos Estudantes) e foi reconhecida por diversas entidades de toda a América Latina. A luta internacional não parou, chegou até a Argentina divulgou o II FMEPT. Construiu a Convenção de Solidariedade à Cuba, onde defendeu a ilha que sofre com o embargo econômico dos EUA, deixando claro que enquanto houver capitalismo a educação não é prioridade.

No começo do ano de 2012 a FENET começou parando as ruas do Piaui e do Brasil inteiro contra o aumento das passagens e exigindo o passe-livre para os estudantes de escolas técnicas! 

Agora está construindo o 2º ENET que acontecerá na cidade de Petrolina - Pernambuco, ao lado do rio São Francisco, entre os dias 7 e 9 de junho.

Venha construir maior entidade de escolas técnicas do Brasil!

FONTE: FEDERAÇÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES EM ENSINO TÉCNICO - FENET