Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!
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sexta-feira, maio 07, 2010

Esquecidos pela mídia, pré-candidatos reclamam de cobertura eleitoral










No dia 10/04, Plínio de Arruda Sampaio estava em praticamente todos os veículos de comunicação do País. Era o lançamento de sua pré-candidatura pelo PSol à Presidência da República e a decisão do partido de não apoiar Marina Silva. Depois disso, caiu no esquecimento. Dificilmente seu nome é citado por jornais, revistas, rádios e TVs, que polarizaram a eleição entre PT e PSDB, com o PV correndo por fora.

“É uma injustiça extraordinária. Como omitem um pré-candidato que já foi deputado federal?”, questiona Plínio.

O pré-candidato espera o início do horário eleitoral gratuito para ganhar visibilidade. “Quando começar a eleição para valer, não vai ter como não me citarem, porque vou estar na TV (horário eleitoral), nos debates. Mesmo assim, sei que terei menos espaço que os outros candidatos”, afirma.

O pré-candidato pelo PSTU, Zé Maria, teve menos sorte que o colega do PSol. Nem o lançamento de seu nome foi coberto pela imprensa. Para ele, a atitude dos veículos de comunicação “reforça o sistema antidemocrático”.
“A mídia tem seus interesse econômicos e expõe isso pelos candidatos que divulga. Os que não apoiam o sistema do neo-capitalismo são ignorados pela grande imprensa", avalia Zé Maria.

Para Alessandra Aldé, pesquisadora do Iuperj, a atuação da imprensa é democrática, mas não citar alguns pré-candidatos demonstra "critérios de interesses". Além disso, a falta de exposição de todos os nomes influencia a escolha política dos eleitores.

"O eleitor é racional, busca pela viabilidade do candidato. Se a mídia e as pesquisas não divulgam todos os nomes, isso influencia o eleitor", analisa Alessandra.

Além de Zé Maria e Plínio, existem outros pré-candidatos à Presidência da República: José Maria Eymael (PSDC), Rui Costa Pimenta (PCO), Mario Oliveira (PT do B), Oscar Silva (PHS), Américo de Souza (PSL) e Levy Fidelix (PRTB).
FONTE: COMUNIQUE-SE

terça-feira, maio 04, 2010

Ranking de doação a partidos é liderado por construtoras






As empreiteiras foram as principais financiadoras dos grandes partidos políticos em 2009, sendo responsáveis por 68% das doações recebidas por PT, PSDB, DEM e PMDB, informa reportagem da Folha desta terça-feira (04).

Segundo as prestações de contas dos partidos entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Carioca Christiani Nielsen e JM Terraplanagem transferiram para as principais siglas R$ 6,2 milhões. Isso representa 39% de tudo o que essas siglas receberam de doações no ano passado.

Todas as construtoras têm ou tiveram contratos milionários com o governo federal e governos estaduais.

Os maiores financiadores do PT foram a Andrade Gutierrez (R$ 2,5 milhões), a Suzano Papel e Celulose (R$ 2,5 milhões) e a Carioca Christiani Nielsen Engenharia (R$ 1,2 milhão). Do PSDB, foi a Queiroz Galvão (R$ 2,2 milhões). A campeã de doações ao DEM foi a JM Terraplanagem, com R$ 287 mil. O PMDB (receita de R$ 28,4 milhões) recebeu uma doação: R$ 300 mil da TNL Contax.

FONTE: FOLHA ONLINE

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Projeto da Ficha Limpa não tem consenso entre os partidos

A primeira reunião do grupo de trabalho para definir um texto de consenso aos projetos de lei da Ficha Limpa (PLP 518/09) e outras 13 propostas que tramitam em conjunto, mostrou que o tema enfrenta resistência em alguns partidos.

Representando o PP, o deputado Gerson Peres (PA) disse que, da forma como foi proposta, por meio de iniciativa popular, o projeto apresenta “claras inconstitucionalidades” ao restringir candidaturas de quem for condenado pela Justiça em primeira instancia.


Ano eleitoral
Com o mesmo raciocínio, o deputado Vicente Arruda (CE), em nome do PR, lembrou que o princípio constitucional da presunção de inocência diz que alguém só pode ser considerado culpado se houver sentença definitiva contra si.

Vicente questionou ainda a discussão do assunto em pleno ano eleitoral. Na sua avaliação, se as novas regras forem aprovadas pelo Congresso Nacional este ano, a Constituição impede que elas possam valer para outubro.

Demandas da sociedade
Em contrapartida, o deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE), um dos coordenadores da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, disse que o projeto não fere a Constituição.

Para ele, os parlamentares têm de responder às demandas da sociedade, quando o direito individual de presunção de inocência entra em conflito com o direito coletivo ao patrimônio público. Ele disse também que não vê problemas na aplicação da regra nas eleições deste ano.
FONTE: AGÊNCIA CÂMARA

terça-feira, dezembro 29, 2009

RECORTE E LEVE COM VOCÊ EM 2010

Doze partidos têm histórico de “mensalões”


Se contabilizados os partidos citados nos inquéritos dos três episódios de corrupção apelidados de “mensalão”, o número de siglas envolvidas chega a 12, o que representa 44% de todos os partidos políticos do país com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nos três esquemas – “mensalão da base aliada ou petista”, “mensalão mineiro ou tucano”, e “mensalão de Brasília ou do DEM” – houve, supostamente, arrecadação ilegal de recursos para políticos. O termo mensalão, nomeado pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), em 2005, entrou definitivamente no vocabulário brasileiro – ou da política.


Já tiveram os nomes citados nos inquéritos dos mensalões, por aparente envolvimento de integrantes das siglas, os partidos dos Trabalhadores (PT), Social Democracia Brasileira (PSDB), Democratas (DEM), Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Popular Socialista (PPS), Trabalhista Brasileiro (PTB), República (PR), Socialista Brasileiro (PSB), Trabalhista Cristão (PTC), Republicano Progressista (PRP), Social Cristão (PSC) e Progressista (PP).

No primeiro episódio da tríade, o mensalão do governo federal, haviam 40 nomes envolvidos e cinco partidos. Já no mensalão mineiro ou tucano eram apenas duas siglas, ainda que o inquérito da Polícia Federal apontasse evidências de envolvimento de 36 pessoas. No mais novo episódio da série, o mensalão de Brasília ou do DEM, são ao menos nove partidos aparentemente implicados.
FONTE: Contas Abertas