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sexta-feira, junho 06, 2014

Salário mínimo teria que ser (no mínimo) de R$ 3.079,31, aponta Dieese








De acordo com a Dieese, salário mínimo brasileiro precisaria ser 4,2 vezes maior para suprir necessidades básicas do trabalhador


salário mínimo brasileiro subiu de R$ 678 para R$ 724 no início do ano.
No entanto, o valor continua insuficiente para suprir as necessidades básicas de um trabalhador brasileiro.
Todos os meses, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) calcula qual seria o salário mínimo necessário com base nos preços dacesta básica.
O valor não parou de subir desde o começo do ano, quando estava em R$ 2.748,22.
Em maio, ele atingiu R$ 3.079,31, um aumento de R$ 60,24 (ou 1,9%) sobre abril, quando estava em R$ 3.019,07.
Veja na tabela a evolução dos valores tanto do salário mínimo nacional quanto do salário mínimo necessário calculado pela Dieese desde 2010:
PeríodoSalário mínimo nominalSalário mínimo necessário
2014
MaioR$ 724,00R$ 3.079,31
AbrilR$ 724,00R$ 3.019,07
MarçoR$ 724,00R$ 2.992,19
FevereiroR$ 724,00R$ 2.778,63
JaneiroR$ 724,00R$ 2.748,22
2013
DezembroR$ 678,00R$ 2.765,44
NovembroR$ 678,00R$ 2.761,58
OutubroR$ 678,00R$ 2.729,24
SetembroR$ 678,00R$ 2.621,70
AgostoR$ 678,00R$ 2.685,47
JulhoR$ 678,00R$ 2.750,83
JunhoR$ 678,00R$ 2.860,21
MaioR$ 678,00R$ 2.873,56
AbrilR$ 678,00R$ 2.892,47
MarçoR$ 678,00R$ 2.824,92
FevereiroR$ 678,00R$ 2.743,69
JaneiroR$ 678,00R$ 2.674,88
2012
DezembroR$ 622,00R$ 2.561,47
NovembroR$ 622,00R$ 2.514,09
OutubroR$ 622,00R$ 2.617,33
SetembroR$ 622,00R$ 2.616,41
AgostoR$ 622,00R$ 2.589,78
JulhoR$ 622,00R$ 2.519,97
JunhoR$ 622,00R$ 2.416,38
MaioR$ 622,00R$ 2.383,28
AbrilR$ 622,00R$ 2.329,35
MarçoR$ 622,00R$ 2.295,58
FevereiroR$ 622,00R$ 2.323,21
JaneiroR$ 622,00R$ 2.398,82
2011
DezembroR$ 545,00R$ 2.329,35
NovembroR$ 545,00R$ 2.349,26
OutubroR$ 545,00R$ 2.329,94
SetembroR$ 545,00R$ 2.285,83
AgostoR$ 545,00R$ 2.278,77
JulhoR$ 545,00R$ 2.212,66
JunhoR$ 545,00R$ 2.297,51
MaioR$ 545,00R$ 2.293,31
AbrilR$ 545,00R$ 2.255,84
MarçoR$ 545,00R$ 2.247,94
FevereiroR$ 540,00R$ 2.194,18
JaneiroR$ 540,00R$ 2.194,76
2010
DezembroR$ 510,00R$ 2.227,53
NovembroR$ 510,00R$ 2.222,99
OutubroR$ 510,00R$ 2.132,09
SetembroR$ 510,00R$ 2.047,58
AgostoR$ 510,00R$ 2.023,89
JulhoR$ 510,00R$ 2.011,03
JunhoR$ 510,00R$ 2.092,36
MaioR$ 510,00R$ 2.157,88
AbrilR$ 510,00R$ 2.257,52
MarçoR$ 510,00R$ 2.159,65
FevereiroR$ 510,00R$ 2.003,30
JaneiroR$ 510,00R$ 1.987,26




FONTE: O JORNAL DE HOJE

terça-feira, abril 16, 2013

Nota dos operários de Belo Monte à população de Belém e do Estado do Pará











“CCBM e Dilma queremos negociação já!”

Somos trabalhadores da construção e viemos a público demonstrar nossa inteira indignação e angústia por todas as injustiças e desrespeitos cometidos contra nós pelo Consórcio Construtor Belo Monte - CCBM, pela Força Nacional de Segurança enviada pelo governo Dilma e pela ROTAN enviada pelo governo Jatene.

Somos de diversas cidades do estado do Pará e do Brasil e fomos trabalhar em Belo Monte para ganhar um salário melhor, e assim poder dar condições melhores de vida às nossas famílias. Ao chegar aos canteiros de obras, nos deparamos com salários baixos, com a violência da polícia que dorme e acorda nos vigiando. 

Temos muito orgulho de ser a mão-de-obra construtora desse país e de suas riquezas, mas nos entristece bastante a desvalorização do trabalhador na principal obra do Governo Dilma.

A principal obra do governo deveria ser exemplo de respeito aos direitos trabalhistas, e respeito à liberdade humana de expressão, mas infelizmente, na contramão de tudo isso, o exemplo que arrasta Belo Monte pelos jornais e noticiários é o exemplo da obra com protestos frequentes, interrupções por parte de camponeses, ribeirinhos, indígenas e operários, todos em busca dos seus direitos.

Não protestamos porque queremos e sim protestamos porque não aguentamos mais tanta exploração e humilhação. Não contamos com o apoio do SINTRAPAV – Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Pará, pois este é um sindicato omisso e conivente com os patrões do CCBM. Contamos sim com o apoio irrestrito da Central Sindical e Popular Conlutas, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Altamira – SINTICMA e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém – STICMB.

Nossas reivindicações não são estranhas para quem trabalha em qualquer ramo. Mas, o estranho é que o patrão é o Governo Dilma, e o dinheiro que nos paga vem do nosso próprio bolso.

Queremos o adicional de 40% de confinamento sobre os salários para quem é alojado. Queremos que todos os trabalhadores tenham direito à "baixada" (visita à família) no prazo de 90 dias. Queremos o pagamento das horas extras como manda a CLT, quando a gente trabalha mais de 44 horas por semana. Queremos ter direito a folgar no domingo e no feriado. Queremos receber os adicionais de periculosidade e insalubridade. Queremos a retirada da Força Nacional e da Rotam dos canteiros que está lá para nos reprimir.

Por fim, amigos e amigas, população em geral, reafirmamos que a nossa greve foi pacífica. Não quebramos um prato, não derrubamos uma colher sequer. Nossa greve por melhorias trará a você também melhorias, pois temos certeza que são os salários dos trabalhadores que alimentam a sua família também, pois os operários comem, vestem, compram e utilizam uma diversidade de serviços no qual você ou o seu filho ou o seu parente usufrui. E estamos felizes por isso, em saber que os nossos salários irá ajudar a tanta gente em tantos lugares.

Vamos firmes nessa luta em busca de dignidade e melhorias para a classe trabalhadora de Belo Monte, do nosso estado do Pará e de todo o Brasil.

Comando de greve dos operários da hidroelétrica de Belo Monte

segunda-feira, maio 07, 2012

Salário mínimo deveria ter sido de R$ 2.329,35 em abril

Com base no maior valor apurado para a cesta básica, Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,74 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622,00

O salário mínimo do trabalhador no País deveria ter sido de R$ 2.329,35 em abril, a fim de suprir as necessidades básicas dos brasileiros e de sua família, como constata a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira, 7, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 277,27, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,74 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622,00.
O valor estimado pelo Dieese em abril é maior do que o apurado para março, quando o mínimo necessário fora calculado em R$ 2.295,58 ou 3,69 vezes o mínimo atual. Há um ano, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades dos brasileiros era de R$ 2.255,84, o equivalente a 4,14 vezes o mínimo em vigor naquele período, de R$ 545,00.
A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em abril deste ano, o conjunto de bens essenciais aumentou, na comparação com o mês anterior, mas caiu significativamente em relação a igual período de 2011.
Na média das 17 cidades pesquisas pelo Dieese, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 85 horas e 53 minutos, uma hora a mais do que o tempo exigido em março, que era de 84 horas e 53 minutos para realizar a mesma compra. Já em abril de 2011, a mesma compra necessitava de 94 horas e 41 minutos.
FONTE: Agência Estado