Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!
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quarta-feira, abril 27, 2011

Xingu Vivo: Comitê Metropolitano vai às ruas contra construção de hidrelétrica










A construção da hidrelétrica de Belo Monte está diretamente ligada à exploração dos trabalhadores, dos povos do Xingu, e dos recursos naturais da Amazônia.


O exemplo da hidrelétrica de Tucuruí, onde o povo indígena Gavião da Montanha foi expulso de suas terras, e até hoje, mais de 30 anos depois, ainda não conseguiu fazer com que a Eletronorte compre uma área para que estes sejam reassentados, ou a situação dos milhares de moradores das zonas rurais e urbanas de Tucuruí, também atingidos por essa barragem, e que ainda hoje lutam por indenização, mostram bem essa exploração. São lágrimas e sangue do povo, derramados pelos interesses do grande capital nacional e internacional.



Na construção da hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho, foram batidos todos os recordes de multas por não cumprimento dos direitos trabalhistas, tendo sido encontrado inclusive, por mais incrível que pareça, trabalho escravo nos canteiros dessa obra. O assédio moral, entre outras humilhações, era e é constante. Não agüentando mais essa situação, os operários se revoltaram, destruindo diversas instalações e equipamentos existentes no local. São demonstrações claras de que nada consegue impedir a força do povo, quando a unidade se faz presente.



Em Belo Monte a opressão e exploração dos trabalhadores urbanos, estudantes, agricultores, indígenas, ribeirinhos, pescadores, extrativistas, quilombolas, enfim, a morte da floresta e do rio certamente ocorrerá caso essa hidrelétrica seja construída. Por isso, chamamos nossos amigos e aliados a ir às ruas, mobilizados e organizados na COLUNA XINGU VIVO PARA SEMPRE.


FONTE: XINGU VIVO PARA SEMPRE – Comitê Metropolitano

terça-feira, março 29, 2011

Satélites da Nasa detectam impacto da seca sobre a Amazônia






Um estudo patrocinado pela agência espacial americana (Nasa) apontou a redução generalizada na coloração verde da Floresta Amazônica, provocada pela seca recorde de 2010. Segundo os estudiosos, os níveis de verde da vegetação - que servem para medir a sua saúde - diminuiram em uma área mais de três vezes superior ao tamanho do estado americano do Texas e não voltaram ao normal após o fim da seca em outubro de 2010.

A sensibilidade à seca de florestas tropicais é um assunto de intenso estudo. Os cientistas estão preocupados porque uma mudança climática com temperaturas mais quentes pode provocar a substituição de algumas florestas por vegetações de savana ou cerrado lenhoso, acelerando assim o aquecimento global.

O estudo foi elaborado por uma equipe internacional de cientistas que usam os dados de satélites da Nasa há mais de dez anos. Os mapas mostram que a seca de 2010 reduziu o verde de aproximadamente 965 mil milhas quadradas de vetetação na Amazônia, mais de quatro vezes a área afetada pela última grande seca, em 2005.

A severidade da seca de 2010 foi vista também nos registros dos níveis de água nos rios de toda a bacia amazônica. Eles começaram a cair em agosto de 2010, atingindo níveis recordes de baixa no final de outubro. "O ano passado foi o mais seco já registrado com base em 109 anos de medições no Rio Negro, no porto de Manaus", disse Marcos Costa, co-autor do estudo, da Universidade Federal de Viçosa, no Brasil.

FONTE: JB

segunda-feira, agosto 30, 2010

Questões ambientais ganham espaço nos programas dos candidatos à Presidência







Os temas ambientais nunca tiveram tanto espaço na disputa presidencial quanto nesta eleição. Amazônia e jargões antes pouco conhecidos, como sustentabilidade e mudanças climáticas estão cada vez nais comuns no vocabulário dos candidatos.

No entanto, muito além do discursos de campanha, o próximo presidente da República terá o desafio de manter as conquistas da área ambiental, impedir retrocessos na legislação e evitar que os compromissos sejam apenas maquiagem verde.

Entre os desafios, está o papel do Brasil em negociações ambientais internacionais no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), principalmente a de mudanças climáticas. Após o fracasso da Conferência das Partes (COP) em Copenhague, em 2009, há pouca expectativa de que o mundo consiga chegar a um substituto para o Protocolo de Quioto na próxima COP, marcada para dezembro no México.

“O próximo presidente terá a missão de fazer com que o Brasil não retroceda nos grandes acordos internacionais, como a convenção do clima e a da biodiversidade. Outra coisa é não permitir retrocessos aqui dentro, como aconteceu com a tentativa de alterar o Código Florestal”, disse o diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani.

Na Amazônia, a manutenção dos atuais índices de diminuição do desmatamento vai exigir novas estratégias do próximo governo. “Ainda tem muito a reduzir, e a questão fundiária não está resolvida”, afirmou Mantovani. Além de intensificar controle sobre a floresta, serão necessários investimentos mais robustos no monitoramento de outros biomas e a inclusão do Pampa e da Caatinga entre os patrimônios nacionais.

A contenção da fronteira agrícola sobre áreas de vegetação nativa – principalmente na Amazônia e no Cerrado – também deve continuar no foco da política ambiental do próximo governo.

Entre as questões urbanas, caberá aos novos governantes a implementação da recém-sancionada Política Nacional de Resíduos Sólidos – que proíbe lixões e estimula a coleta seletiva –, assim como a continuidade de medidas que entraram em vigor há pouco tempo, como a melhoria gradual na qualidade do diesel brasileiro e a obrigatoriedade de inspeção veicular para reduzir emissões de gases de efeito estufa e de poluentes.

Para o diretor-presidente do Instituto Akatu, Hélio Mattar, além de questões estruturais, os desafios ambientais para os próximos quatro anos também incluem mudança de comportamento dos cidadãos e dos hábitos de consumo, atualmente insustentáveis.

“Se o próximo governo continuar como os anteriores, sem procurar desenvolver a consciência da população em torno da questão de consumo, dos impactos do consumo sobre o Planeta e da possibilidade de cada consumidor contribuir positivamente, não vamos resolver os problemas ambientais”, disse.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL