O
curioso é que as próprias plataformas de formação a distância voltadas
especificamente para pastores e líderes religiosos também oferecem cursos de
psicanálise. Se a procura dos próprios pastores pelo conhecimento psicanalítico
acontece de forma “natural”, como afirma a maioria deles, o caminho inverso
também é verdadeiro, uma vez que a formação em psicanálise está acoplada à
formação religiosa. Na Faculdade Gospel, por exemplo, criada há vinte e cinco
anos, junto às aulas de aperfeiçoamento em bibliologia, direito eclesiástico,
história de Israel, liderança cristã e outros cento e cinquenta títulos, há
também os cursos de “psicanálise clínica pastoral” e “psicanálise cristã”.sábado, setembro 13, 2014
Pastores brasileiros usam psicanálise para cativar fiéis evangélicos
O
curioso é que as próprias plataformas de formação a distância voltadas
especificamente para pastores e líderes religiosos também oferecem cursos de
psicanálise. Se a procura dos próprios pastores pelo conhecimento psicanalítico
acontece de forma “natural”, como afirma a maioria deles, o caminho inverso
também é verdadeiro, uma vez que a formação em psicanálise está acoplada à
formação religiosa. Na Faculdade Gospel, por exemplo, criada há vinte e cinco
anos, junto às aulas de aperfeiçoamento em bibliologia, direito eclesiástico,
história de Israel, liderança cristã e outros cento e cinquenta títulos, há
também os cursos de “psicanálise clínica pastoral” e “psicanálise cristã”.sábado, março 16, 2013
Músicos de cultos africanos terão registro profissional
Contra o racismo e pela ancestralidade africana
A mesma estereotipia é remetida às características fenotípicas da população africana e sua descendência diaspórica, de maneira que, mesmo as pessoas negras que adotam outras práticas e modos de viver, despindo-se dos símbolos mais aparentes desta africanidade, continuam relegadas a uma subcidadania, a um lugar reservado para os considerados “não humanos” na hierarquia estabelecida pelo racismo brasileiro.sábado, fevereiro 09, 2013
Religiões africanas são principal alvo da intolerância religiosa no Brasil
“O Brasil
tem um histórico de negação das tradições não cristãs. Essa negação não é
exatamente da religião, mas do valor de todas as tradições de matriz africana.
Na verdade, para nós, é racismo”, afirma Silvany Euclenio, secretária de
Políticas das Comunidades Tradicionais da Secretaria de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial (Seppir).
O governo
federal lançou no final de janeiro o Comitê de Combate à Intolerância
Religiosa, que terá 20 membros oriundos do governo e da sociedade civil, sendo
que o edital para a escolha dos integrantes será lançado em fevereiro ou março.
O comitê vai ter o objetivo de promover o direito ao livre exercício das
práticas religiosas e elaborar políticas de afirmação da liberdade religiosa,
do respeito à diversidade de culto e da opção de não ter religião.
Ele explica
que muitas pessoas usam a retórica de que os crimes da internet não são punidos
por causa da falta de uma lei específica. Mas na verdade serve para mascarar o
principal problema: a falta de estrutura. “De todos os 27 estados brasileiros,
há somente oito delegacias especializadas. E elas funcionam de forma precária”,
frisa.domingo, maio 13, 2012
"Preto-velho" na Cultura Brasileira e na Umbanda
O "Preto-velho" está ligado à cultura religiosa Afro Brasileira em geral e à Umbanda de forma específica, pois dentro da Religião Umbandista este termo identifica um dos elementos formadores de sua liturgia, representa uma "linha de trabalho", uma "falange de espíritos", todo um grupo de mentores espirituais que se apresentam como negros anciões, ex-escravos, conhecedores dos Orixás Africanos.
São trabalhadores da espiritualidade, com características próprias e coletivas, que valorizam o grupo em detrimento do ego pessoal, ou seja, são simplesmente pretos e pretas velhas com Pai João e Vó Maria, por exemplo.
Milhares de Pais João e de Avós Maria, o que mostra um trabalho despersonalizado do elemento individual valorizando o elemento coletivo identificado pelo termo genérico "preto-velho". Muitos até dizem "nem tão preto e nem tão velho" ainda assim "preto velho fulano de tal". A falta de informação é a mãe do preconceito, e, no caso do "preto-velho", muitos que são leigos da cultura religiosa Umbandista ou de origem africana desconhecem valor do "preto-velho" dentro das mesmas.
Preto é Cor e Negro é Raça, logo o termo "preto-velho" torna-se característico e com sentido apenas dentro de um contexto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irrestrito seria "Negro Velho", "Negro Ancião" ou ainda "Negro de idade avançada" para identificar o homem da raça negra que encontra-se já na "terceira idade" (a melhor idade). Por conta disso alguns sentem-se desconfortáveis em utilizar um termo que à primeira vista pode parecer desrespeitoso ao citar um amável senhor negro, já com suas madeixas brancas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem sofrido, que na humildade da subjugação forçada e escrava encontrou a liberdade do espírito sobre a alma, através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo ao encontro da imagem e resignação de nosso senhor Jesus Cristo.
Alguns preferem chamá-los apenas de "Pais Velhos" o que é bonito ao ressaltar a paternidade, mas ao mesmo tempo oculta a raça que no caso é motivo de orgulho. São eles que souberam passar por uma vida de escravidão com honra e nobreza de caráter, mais um motivo de orgulho em se auto-afirmar "nêgo véio" e ex-escravo; talvez assim se mantenham para que nunca nos esqueçamos que em qualquer situação temos ainda oportunidade de evoluir. Quanto mais adversa maior a oportunidade de dar o testemunho de nossa fé.
O "preto-velho" é um ícone da Umbanda, resumindo em si boa parte da filosofia umbandista. Assim, os espíritos desencarnados de ex-escravos se identificam e muitos outros que não foram escravos, nesta condição, assim se apresentam também em homenagem a eles, por tê-los como Mestres no astral.
No imaginário popular, por falta de informação ou por má fé de alguns formadores de opinião, a imagem do "preto-velho" pode estar associada por alguns a uma visão preconceituosa, há ainda os que se assustam " com estas coisas" pois não sabem que a Umbanda é uma religião e como tal tem a única proposta de nos religar a Deus, manifestando o espírito para a caridade e desenvolvendo o sentimento de amor ao próximo. Não existe uma Umbanda "boa" e uma Umbanda "ruim", existe sim única e exclusivamente uma única Umbanda que faz o bem, caso contrário não é Umbanda e assim é com os "Preto-velhos", todos fazem o bem sem olhar a quem, caso contrário não é de fato um "preto-velho", pode ser alguém disfarçado de "velho-negro", o "preto velho" trabalha única e exclusivamente para a caridade espiritual.
São espíritos que se apresentam desta forma e que sabem que em essência não temos raça nem cor, a cada encarnação, temos uma experiência diferente. Os pretos velhos trazem consigo o "mistério ancião", pois não basta ter a forma de um velho, antes, precisam ser espíritos amadurecidos e reconhecidos como irmãos mais velhos na senda evolutiva.
Quanto menos valor se dá a forma, mais valor se dá à mensagem, e "preto-velho" fala devagar, bem baixinho; quando assim se pronuncia, todos se aquietam para ouví-lo, parece-nos ouvir na língua Yorubá a palavra "Atotô", saudação a Obaluayê que quer dizer exatamente isso: "silêncio".
Nas culturas antigas o "velho" era sempre respeitado e ouvido como fonte viva do conhecimento ancestral. Hoje ainda vemos este costume nas culturas indígenas e ciganas. Algumas tradições religiosas mantêm esta postura frente o sacerdote mais velho, trata-se de uma herança cultural religiosa tão antiga quanto nossa memória ou nossa história pode ir buscar, tão antigos também são alguns dos pretos velhos que se manifestam na Umbanda.
Muitos já estão fora do ciclo reencarnacionista, estão libertos do karma, já desvendaram o manto da ilusão da carne que nos cobre com paixões e apegos que inexoravelmente ficarão para trás no caminho evolutivo.
Por tudo isso e muito mais, no dia 13 de Maio, dia da libertação dos escravos eu os saúdo: "Salve os Pretos Velhos! Salve as Pretas Velhas! Adorei as Almas! Salve nosso Amado Pai Obaluayê, Atotô meu Pai! Salve nossa Amada Mãe Nanã Buroquê, Saluba Nana!"
Usamos para eles velas brancas ou bicolores, metade preta e metade branca, tomam café e fumam cachimbo.
segunda-feira, abril 23, 2012
Coletiva de imprensa aborda Belo Monte, laicidade do Estado e colaboração entre dioceses
Participaram da coletiva o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, que coordena a comissão das celebrações dos 50 anos do Concílio Vaticano II; o bispo de Ipameri (GO), dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz; e o bispo prelado do Xingu (PA), dom Erwin Krautler, que é também presidente do Consenho Indigenista Missionário.
Usina de Belo Monte
Os jornalistas questionaram os bispos a respeito da situação crítica vivida na região de Altamira (PA), onde está sendo construída a usina de Belo Monte. “Estive com o presidente Lula em 2009, e ele me disse que haveria diálogo realização da obra. O povo não teve espaço para se manifestar, as audiências públicas foram apenas para inglês ver”, manifestou dom Erwin.
Ele explicou o caos em que se encontra a cidade de Altamira. “O saneamento básico não foi feito, não há vagas nos hospitais nem em escolas. A prostituição e a violência ocorrem à luz do dia. Eu vejo essas coisas todos os dias, pois vivo lá”, relatou o bispo. Ele também denunciou a extensa jornada de trabalho dos operários da obra.
O bispo de Ipameri, dom Guilherme, participou na semana passada em Brasília de um debate entre o governo federal e atingidos por barragens. “Ouvimos do ministro de Minas e Energia (Edson Lobão) que o Brasil deve optar entre desenvolvimento ou não, em ter as usinas ou não”, revela.
Guilherme recordou que a energia de uma usina hidrelétrica não pode ser considerada como energia limpa. “Como chamar de energia limpa quando as terras mais férteis são inundadas?”. Dom Erwin reforçou a denúncia. “O governo afirma que nenhum índio seria atingido, mas trata-se de falácia. O que acontece ao povo daquela região é contra a dignidade humana. O governo discrimina este povo, e nos trata como brasileiros de segunda classe”.
Solidariedade
Os bispos relataram aos jornalistas a aprovação, por unanimidade, de um projeto que deverá promover maior solidariedade entre as dioceses brasileiras, nos próximos 5 anos. Agora, 1% da receita ordinária mensal de cada diocese deverá formar um fundo para colaborar na formação dos seminaristas das dioceses mais pobres.
“A Igreja precisa partilhar seus bens para investir na formação de padres. Em minha prelazia, por exemplo, 70% de minha renda vem de doações externas”, testemunhou dom Erwin. Os bispos recordaram que a iniciativa do fundo não vai resolver o problema, mas deve minimizar as dificuldades enfrentadas nas dioceses mais pobres.
Estado laico
A respeito da laicidade do Estado, o cardeal Odilo Scherer explicou que a Igreja não tem problemas com a questão. “O Estado não pode assumir uma identidade religiosa, de outro lado, o pensamento ateu não pode prevalecer”, declarou o arcebispo. “O Estado é laico, mas a sociedade é religiosa”, arrematou.
terça-feira, agosto 23, 2011
Fé católica continua em declínio no Brasil e evangélicos crescem 13,3% em sete anos, diz FGV

A fé católica continua em declínio no Brasil. Em 2009, segundo o "Novo Mapa das Religiões", divulgado nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o país possuía a menor proporção de católicos entre as demais religiões em comparação com décadas anteriores.
A diminuição, desde a década de 90, é acentuada, embora os brasileiros católicos ainda sejam maioria: em 1991, 83,34% da população era católica; em 2000, 73,89%; e, em 2009, 68,43% das pessoas foram identificadas como católicas.
O inverso ocorreu com as religiões evangélicas: só entre 2003 e 2009, a população dessas religiões cresceu 13,13%. A população de evangélicos representa, em 2009, 20,23% da população.
O estudo da FGV também mostra que cresce o número de pessoas que não possuem religião - de 5,13%para 6,72% no mesmo período, entre 2003 e 2009. As mulheres são hoje, como sempre foram no Brasil e no mundo, mais religiosas do que os homens: 5% delas não possuem crença, contra 8,52% deles.
De acordo com o mapa, os estados mais católicos são os da Região Nordeste, com 74,9% de sua população. No estado fluminense, que sediará a Jornada Mundial da Juventude, com a presença do Papa Bento XVI em 2013, menos da metade da população se diz católica (49,83%). O Rio de Janeiro ainda é a segunda unidade da federação no ranking dos mais descrentes - tem 15,95% da população sem religião. O Piauí é o primeiro colocado. O estado do Rio é recordista em religiões espíritas (3,37%), afro-brasileiras (1,61%) e segundo nas religiões orientais (0,69%), perdendo apenas para São Paulo (0,78%). O estado com maior proporção de evangélicos petencostais é o Acre (24,18%).



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