quinta-feira, janeiro 08, 2015
Prefeitura e Suprg assinam convênio para revitalizaçãodo Porto Velho e entorno
Projeto prevê a revitalização do porto velho de Rio Grande, no sul do Estado
Com apoio do BNDES e investimento inicial de R$ 50 milhões, intenção é ocupar armazéns com restaurantes, bares, espaço para exposições e museus
Estação das Docas inspira Porto Novo de Recife
Secretaria de Estado de Turismo do Pará
sábado, dezembro 01, 2012
O assédio moral, o bullying e o mobbing
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segunda-feira, outubro 22, 2012
Justiça brasileira ordena expulsão de indígenas Guarani Kaiowá
quarta-feira, outubro 03, 2012
Conselheiro negro do CNJ diz que é contra cota racial para juízes
Ministro do TST, Reis de Paula defende qualificação para negros e índios. Órgão do Judiciário começou a discutir reserva de vagas em concursos.
Único negro a integrar o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), o conselheiro Carlos Alberto Reis de Paula se manifestou, nesta
terça-feira (2), contra a implementação de cotas raciais em concursos para
juízes. A proposta foi debatida no plenário do órgão, que tem como uma de suas
funções estudar melhorias para o Judiciário no país.
Há pouco mais de um ano no CNJ, Reis de Paula, que também
é ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), afirmou aos colegas que o
órgão não deveria fazer reservas para os candidatos a juízes e servidores
concursados. Na avaliação do magistrado, em vez de se criarem facilidades para
minorias em concursos públicos, deve haver investimento na preparação
educacional dos postulantes de etnias historicamente discriminadas.
"Concurso público, sobretudo para cargos de
juiz, temos de manter o padrão. O que se tem de procurar é a qualificação. A
pessoa quando entrar no concurso, tem de ter condições de concorrer em pé de
igualdade", ponderou Reis de Paula.
Apesar de ser contra as reservas de vagas para
magistrados e outros servidores concursados, o conselheiro do CNJ defende as
cotas para CCs e funcionários terceirizados. Foi por sugestão de Reis de Paula
que o órgão incluiu os prestadores de serviços na lista de possíveis
beneficiados com as cotas do Judiciário.
Além disso, o ministro do TST também apoia as
reservas de vagas em universidades públicas. Ele, inclusive, participou dos
debates que culminaram na política de cotas da Universidade de Brasília (UnB).
Reis de Paula assegura que não há contradição em suas posições sobre o assunto.
Para ele, "cada caso é um caso".
"Depende da realidade que é posta. Defendo as
cotas para quem está em situação de inferioridade, marginalizado pela
sociedade. Não quero que sejam bonzinhos com eles [negros e índios]. Quero que
se integrem à sociedade por méritos", enfatizou o conselheiro ao G1.
Proposta
Na sessão desta terça, a maioria dos conselheiros do CNJ decidiu dar um prazo
de 120 dias para que duas comissões internas avaliem as condições necessárias
para fixação de percentuais para negros e índios no Judiciário.
Se a proposta for aprovada, podem ser determinadas
cotas para o preenchimento dos cargos de juízes substitutos, servidores
efetivos, cargos em comissão (CCs) e funcionários terceirizados da Justiça.
As informações que irão subsidiar os integrantes do
CNJ a decidirem se é possível criar as cotas para negros e índios nos tribunais
do país serão levantadas pelas comissões de Eficiência Operacional e de
Articulação Legislativa.
Ao final dos trabalhos, os 15 conselheiros do órgão
irão analisar se a política de cotas pode ser implantada por meio de uma
resolução interna do CNJ ou se será preciso encaminhar um projeto de lei ao
Congresso.
FONTE: Fabiano Costa / Do G1, em Brasília
Na sessão desta terça, a maioria dos conselheiros do CNJ decidiu dar um prazo de 120 dias para que duas comissões internas avaliem as condições necessárias para fixação de percentuais para negros e índios no Judiciário.
sexta-feira, março 02, 2012
Jogador do Cruzeiro sofre ato racista em jogo da Superliga de Vôlei
Wallace foi xingado de 'macaco' por uma torcedora no jogo contra o Minas
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Aprovação da Lei da Ficha Limpa é elogiada por entidades
sábado, novembro 12, 2011
Rocinha e nós

Outro dia escrevi sobre nossas apreensões com a atuação de policiais corruptos dentro das corporações. Fui aplaudido pelos leitores e criticado por militares que se sentiram ofendidos. Eu resolvi enfrentar o tema de peito aberto, porque sei o quanto ele é relevante. A sociedade precisa lutar por mudanças profundas na estrutura de segurança do nosso país. E no Rio de Janeiro há um desafio maior.
Não demorou muito, novas informações deram conta que os princípios do meu post estavam corretos: milicianos fugiram pela porta da frente da prisão auxiliados por policiais; um centro de corregedoria passou a ser conhecido pelo sugestivo nome "colônia de férias", pois policiais eram abastecidos com cervejas; policiais presos foram flagrados com prostitutas e beneficiários de regalias inaceitáveis; um comandante de batalhão tornou-se o principal acusado da morte de uma juíza, até o seu comandante-geral pediu para sair; traficante "Nem" contou para policiais federais que metade do faturamento de drogas da Rocinha ia para PMs; uma nuvem de suspeitas pairaram sobre o 23º Batalhão da PM que tem sua ampla sede no Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro... Ufa!! Pano rápido.
Estamos no limiar de mais uma ocupação policial, mais uma Unidade de Polícia Pacificadora, desta vez no coração da Zona Sul do Rio: Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. Justo as favelas que separam bairros legendários Ipanema e Leblon de São Conrado e Barra. Estas favelas são o melhor exemplo da irresponsabilidade pública. A favela é como é porque os sucessivos governos, inclusive os atuais, deixaram sê-las como são. No futuro, depois de uma enchente forte, ocorrerão tragédias e os bem informados sabem muito bem para onde mandar a conta.
Neste domingo, 13 de novembro, em que o SRZD convocou todos os seus repórteres para cumprirem uma escala perversa, mas adequada ao momento histórico, assistiremos e narraremos para nossos leitores, perplexos ou não, o comportamento dos moradores, a ação policial e a reação dos traficantes.
Oficialmente será uma movimentação que contará com até 1.000 policiais. Apesar do início da operação bem sucedida, já que o chefe do tráfico local, Nem, foi preso, o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, sábio, não conta vitória: "Está muito cedo para falarmos em sucesso. Eu acho que há mais preocupação do que satisfação".
Outro dia, encontrei o secretário Beltrame fazendo uma corrida e nos cumprimentamos. A sua mão firme me deu certeza que ele fala a verdade. Ele está preocupado, mas consciente de que o caminho é o certo.
Muitos traficantes já fugiram. E dizem que alguns foram para a Zona Oeste, para a área da Vila Vintém. Deve ser verdade, pois a polícia conseguiu capturar dez pessoas nesta sexta. Outros estão por aí, sem rumo. E há muito tempo. O secretário Beltrame sabe o que faz.
A UPP é boa para a sociedade organizada. Mas ainda falta o maior desafio: limpar a banda podre da polícia. Não é normal que os tais "congoleses" que conduziam "Nem" no porta-malas parem o carro várias vezes e a cada parada aumentassem o valor da oferta para serem liberados. Eles o fizeram porque sabem com quem estão lidando. Normalmente, com a polícia corrupta.
Desta vez, se deram mal. Ainda bem para nós.
FONTE:sidneyrezende.com
quarta-feira, novembro 02, 2011
Brasil avança uma posição e fica em 84º em novo IDH da ONU

Índice de Desenvolvimento Humano brasileiro tem ligeira alta em novo ranking, com número recorde de países, e permanece na categoria 'elevada'. Expectativa de vida e renda avançam. Escolaridade, não. Entre BRICS, Brasil ainda perde para Rússia. Desempenho é inferior à média da América Latina, que coloca à frente Chile, Argentina, Uruguai, Cuba, Venezuela, Equador, Costa Rica, Peru, Trinidad e Tobago...
No primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o Brasil ganhou uma posição no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas e atingiu 84ª colocação, entre 187 países. O atual Índice de Desenvolvimento Humano brasileiro (IDH) é categorizado como “elevado”. Os 47 primeiros do ranking, que é liderado pela Noruega, possuem desenvolvimento “muito elevado”.
Os dados do IDH estão sendo divulgados mundialmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta quarta feira (02), em Copenhague, capital da Dinamarca. Foram distribuídos com antecedência a jornalistas, para que a imprensa tivesse tempo de preparar reportagens. O combinado era que as matérias só fossem publicadas a partir das 9h deste feriadão.
quinta-feira, outubro 27, 2011
O casamento civil homoafetivo

A luta pelos direitos civis dos gays no Brasil está sendo construída de pequenas, mas importantes batalhas. Por mais que radicalizações estão se colocando de formas equivocadas e generalizantes, tanto de um lado como de outro, é importante dizer que não, não existe uma guerra entre homossexuais e héteros; que não, é errado massacrar os evangélicos como um grupo homofóbico em uníssono quando pesquisa do Ibope aponta que 23% dos que seguem esse pensamento religioso são à favor do casamento gay; que não, é medonho responder violência com mais violência como alguns gays têm propagado nas redes sociais que devem ser assim tratadas as respostas aos ataques homofóbicos. São tantos nãos, para podermos dizer um sim grandioso, o sim da união entre duas pessoas do mesmo sexo. E foi o que aconteceu nesta terça-feira, 25, quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) aprovou por 4 votos contra 1, o primeiro casamento civil entre duas mulheres.
Isso não significa que agora exista uma lei que legaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Como o advogado especialista em Direito Constitucional, Paulo Iotti, explicou na comunidade Homofobia Já Era no Facebook: “a decisão vale só para o casal, não é vinculante para todo o país como a do STF (Supremo Tribunal Federal), mas abre um importante precedente em um tribunal importantíssimo de nosso país, o STJ, que tem a função precisamente de uniformizar a jurisprudência do país”.
Quer dizer, o casamento civil entre homossexuais não é algo oficial e institucionalizado, mas já existe a brecha jurídica para que ele seja reconhecido pelo Estado, passo importante. E é também mais uma conquista depois da união estável, a que Iotti se refere como a decisão do STF.
Existe uma diferença entre casamento civil – que agora abre uma brecha com esse aval do STJ - e união estável.
Outra advogada importante da causa LGBT, Maria Berenice Dias, contextualiza melhor os avanços conquistados no texto "Casamento Sem Escala": “a justiça arrancou a venda dos olhos, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) consagrou a inserção das uniões homoafetivas no conceito de união estável.
Por tratar-se de decisão com efeito vinculante - isto é, nenhum juiz pode negar seu reconhecimento - os magistrados passaram a autorizar a conversão da união em casamento, mediante a prova da existência da união estável homoafetiva, por meio de um instrumento particular ou escritura pública. Assim, para casar, primeiro era necessária a elaboração de um documento comprobatório do relacionamento para depois ser buscada sua conversão em casamento, o que dependia de uma sentença judicial.
Agora o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acabou de admitir que os noivos, mesmo sendo do mesmo sexo, podem requerer a habilitação para o casamento diretamente junto ao Registro Civil, sem precisar antes comprovar a união para depois transformá-la em casamento.
Ou seja, a justiça passou a admitir casamento sem escala!
Só se espera que, diante de todos esses avanços, o legislador abandone sua postura omissiva e preconceituosa e aprove o Estatuto da Diversidade Sexual, projeto de lei elaborado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que traz o reconhecimento de todos os direitos à comunidade LGBT e seus vínculos afetivos”.
É importante lembrar que foi Maria Berenice, no começo dos 2000, na época que era Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a primeira a reconhecer juridicamente os direitos de um viúvo gay perante à Previdência Social, isto é, ela sentenciou à favor dele ter os mesmos direitos que os héteros já tinham. Ali acontecia uma das primeiras vitórias que a comunidade homossexual ganhou rumo ao casamento ou união homoafetiva (se não me engano também um termo criado por Maria Berenice) reconhecida pelo Estado com todos os mesmos direitos que um casal heterossexual.
O reconhecimento legal e pleno das uniões homoafetivas ainda não aconteceu por completo no país, mas rumamos para um estado de justiça e igualdade para casais gays. E que a gente continue sabendo quando falar não e, principalmente, quando falar sim.
FONTE: blogay.folha
segunda-feira, outubro 24, 2011
Justiça autoriza mais de 33 mil crianças a trabalhar em lixões, fábricas de fertilizantes e obras

Juízes e promotores de Justiça de todo país concederam, entre 2005 e 2010, 33.173 mil autorizações de trabalho para crianças e adolescentes menores de 16 anos, contrariando o que prevê a Constituição Federal. O número, fornecido à Agência Brasil pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), equivale a mais de 15 autorizações judiciais diárias para que crianças e adolescentes trabalhem nos mais diversos setores, de lixões a atividades artísticas. O texto constitucional proíbe que menores de 16 anos sejam contratados para qualquer trabalho, exceto como aprendiz, a partir de 14 anos.
Os dados do ministério foram colhidos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Eles indicam que, apesar dos bons resultados da economia nacional nas últimas décadas, os despachos judiciais autorizando o trabalho infantil aumentaram vertiginosamente em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Na soma do período, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina foram as unidades da Federação com maior número de autorizações. A Justiça paulista concedeu 11.295 mil autorizações e a Minas, 3.345 mil.
Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil do MTE, Luiz Henrique Ramos Lopes, embora a maioria dos despachos judiciais permita a adolescentes de 14 e 15 anos trabalhar, a quantidade de autorizações envolvendo crianças mais novas também é “assustadora”. Foram 131 para crianças de 10 anos; 350 para as de 11 anos, 563 para as de 12 e 676 para as de 13 anos. Para Lopes, as autorizações configuram uma “situação ilegal, regularizada pela interpretação pessoal dos magistrados”. Chancelada, em alguns casos, por tribunais de Justiça que recusaram representações do Ministério Público do Trabalho.
“Essas crianças têm carteira assinada, recebem os salários e todos seus benefícios, de forma que o contrato de trabalho é todo regular. Só que, para o Ministério do Trabalho, o fato de uma criança menor de 16 anos estar trabalhando é algo que contraria toda a nossa legislação”, disse Lopes à Agência Brasil. “Estamos fazendo o possível, mas não há previsão para acabarmos com esses números por agora.”
ATIVIDADES INSALUBRES
Apesar de a maioria das decisões autorizarem as crianças a trabalhar no comércio ou na prestação de serviços, há casos de empregados em atividades agropecuárias, fabricação de fertilizantes (onde elas têm contato com agrotóxicos), construção civil, oficinas mecânicas e pavimentação de ruas, entre outras. “Há atividades que são proibidas até mesmo para os adolescentes de 16 anos a 18 anos, já que são perigosas ou insalubres e constam na lista de piores formas de trabalho infantil.”
No início do mês, o MPT pediu à Justiça da Paraíba que cancelasse todas as autorizações dadas por um promotor de Justiça da Comarca de Patos. Entre as decisões contestadas, pelo menos duas permitem que adolescentes trabalhem no lixão municipal. Também no começo do mês, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou as autorizações concedidas por um juiz da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, no interior paulista.
De acordo com o coordenador nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes, procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Rafael Dias Marques, a maior parte das autorizações é concedida com a justificativa de que os jovens, na maioria das vezes de famílias carentes, precisam trabalhar para ajudar os pais a se manter.
“Essas autorizações representam uma grave lesão do Estado brasileiro aos direitos da criança e do adolescente. Ao conceder as autorizações, o Estado está incentivando [os jovens a trabalhar]. Isso representa não só uma violação à Constituição, mas também às convenções internacionais das quais o país é signatário”, disse o procurador à Agência Brasil.
Marques garante que as autorizações, que ele considera inconstitucionais, prejudicam o trabalho dos fiscais e procuradores do Trabalho. “Os fiscais ficam de mãos atadas, porque, nesses casos, ao se deparar com uma criança ou com um adolescente menor de 16 anos trabalhando, ele é impedido de multar a empresa devido à autorização judicial.”
Procurado pela Agência Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não se manifestou sobre o assunto até a publicação da matéria.
FONTE: Agência Brasilquinta-feira, outubro 06, 2011
15 de outubro: a voz e a hora d@s indignad@s do Brasil e do mundo

Na Espanha, Grécia, Portugal, sofrem as conseqüências da crise econômica. Os governos e empresários querem que a população pague a conta da crise criada por eles. Como resultados: cortes sociais, redução de direitos e desemprego.
No Chile, o laboratório do neoliberalismo, não existem mais escolas ou universidades públicas e gratuitas.
Já no Egito, Tunísia, Síria, Líbia, após anos de domínio das ditaduras com apoio das “democracias” do ocidente, garantindo-lhes a estabilidade e os lucros do petróleo.
No último mês, em protesto contra as políticas do governo Obama, que despejou bilhões de dinheiro público para salvar os bancos, manifestantes ocupam o coração financeiro do capitalismo mundial: Wall Street.
No Brasil, desde o início do ano já sentimos o peso da crise com o corte de R$50 bilhões do orçamento. Sabemos que esse corte de verbas afeta exatamente os trabalhadores e a juventude. São recursos menores para educação, saúde e segurança. Por outro lado, logo depois destinou R$25 bilhões para as empresas, da mesma forma que destina quase 50% do orçamento para o pagamento da dívida interna e externa. Ou seja, retira do povo trabalhador e dá para banqueiros, empresários e multinacionais.
Desde o início do ano, tivemos operários da construção civil, metalúrgicos, bombeiros, policiais militares demonstrando com suas paralisações e/ou protestos a necessidade de melhores condições de trabalho e salário. Os trabalhadores da educação, em vários estados e municípios, estiveram em longas greves reivindicando Piso Salarial e estrutura para as escolas. Houve greve dos servidores de universidades e servidores e professores dos Institutos Federais estão com suas atividades paralisadas há dois meses. Não foram poucas as ocupações de reitorias para exigir qualidade na universidade pública. Atualmente temos Correios e Bancários em greve há vários dias, além dos servidores federais do judiciário e MP do Mato Grosso em paralisação de 48 horas.
Chegou o momento em que todas as nações, todas as pessoas se unem e tomam as ruas para dizer: Basta! É hora de assumir a nossa responsabilidade e o nosso direito a uma vida livre e justa. 15 de outubro: um só planeta, uma só voz.
Diante desses fatos, ocorre a organização do movimento 15 de Outubro, conhecido como 15.O, no mundo inteiro. Em Pelotas, várias organizações estão se empenhando para construir esse momento rico para toda a população.
Venha participar, traga companhia!
ESTE TEXTO FOI ELABORADO A PARTIR DE UMA REUNIÃO REALIZA ENTRE Sinasefe, CSP-Conlutas, DCE UFPel, DCE UCPel...

A Revolução Necessária
Precisa-se de pessoas corajosas
Que ousem mudar o rumo da História
Que possam acabar com o capitalismo
Que acabem, de uma vez por todas, com tantos desperdícios
Que não sejam vítimas do consumismo
Que não sejam espectadores omissos
Que não produzam montanhas de lixo
Precisa-se de pessoas generosas
Que não apenas vejam, mas que escrevam a História
Com ação/reflexão/ação
Na qual a práxis vem do coração
Que tenham amor pela vida em toda a sua plenitude
Que tenham altruísmo e solidariedade por virtudes
Que façam com que os corações e mentes mudem
Precisa-se de pessoas conscientes
A História não é um processo inconseqüente
O que fizermos ao nosso planeta e aos nossos irmãos
Não ficará impune, teremos de volta cada agressão
Seremos vítimas de nossos próprios erros
Teremos a sensação de nunca acordar de um pesadelo
Por isso, chegou a hora de manifestarmos a nossa indignação
Precisa-se de revolucionários e de revolucionárias
Pessoas corajosas, generosas, conscientes e igualitárias
Que saibam buscar os seus ideais e realizar o que acreditam
Que não usam armas para superar os conflitos
Que vencem o mal pela prática do bem
Que não estimulam a violência, que não levam sofrimento a ninguém
Esta é a nossa hora, temos de pensar nos que ainda vêm
Precisamos de um mundo melhor e mais bonito
Esta é a melhor herança para entregar aos nossos filhos
Por todas as gerações, por tudo o que vemos
E, também, pelo que ainda não percebemos
Irmãos, irmãs, juntos venceremos!
Vamos dar início à revolução:
Chegou a hora de lutar contra a dominação!
Contra aqueles que pensam que tempo é dinheiro
Contra aqueles que pensam controlar o mundo inteiro
Contra aqueles que nada fazem por seus irmãos
Contra aqueles que pensam ser “os eleitos” e promovem a discriminação
Contra aqueles que buscam o poder para manipular as pessoas
Contra aqueles que “tiram vantagem de tudo” e só querem “vida boa”
Contra o egoísmo, a ganância, a cobiça, a vaidade
Basta! Chegou a hora de sermos livres de verdade!
Liberdade de ser o que somos contemplando a unidade
É respeitar o nosso mundo, a nossa identidade
Sabendo vivenciar a diversidade
É saber que somos diferentes, mas não somos desiguais
É saber que todas as guerras foram vencidas pela PAZ
E que o tempo é vida e que ele não volta atrás
Este é o momento de mudar a trajetória
De despertar as consciências para mudarmos a História
Chega de omissão, preconceito e violência
Chega de injustiça, de medo, de carência
Eliminando a causa não haverá mais conseqüências
Somos a resposta, somos a solução
O futuro da humanidade está em nossas mãos
Quero socializar contigo este pensamento
Para que, juntos, possamos iniciar o movimento
Em busca da Revolução da Paz
Que possa vencer o mal e as conseqüências que ele traz
Que nos liberte do egoísmo
Que nos liberte do determinismo
Pois, a História, é a gente que faz.
O dinheiro é apenas um papel
Que é amargo como o fel
Quando é usado para escravizar os corações e mentes
Gerando pessoas eternamente descontentes
Que buscam TER e não SER
Que são reduzidas a marcas e produtos
E esquecem que, das sementes, é que vêm os frutos
Vem minha amiga, vem meu amigo,
Sonha este sonho comigo!
Juntos, o transformaremos em realidade
E descobriremos a verdadeira felicidade!
Não haverá dominantes nem dominados
Seremos sujeitos emancipados
Saberemos amar e ser amados
Justiça, paz, liberdade
Amor, esperança, eqüidade
Não serão apenas palavras em um dicionário
E sim o lema de cada revolucionária e revolucionário
Serão os princípios da nova sociedade
Abrirão caminhos para novas possibilidades
Nos conduzirão à verdadeira liberdade
FONTE: Maria Cleide da Silva Cardoso Pereira
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