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quinta-feira, outubro 15, 2009

ONU prorroga por mais um ano a ocupação encabeçada por tropas brasileiras


Até outubro de 2010, a repressão continua na ilha com a prorrogação da permanência da Minustah

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) ocupará a ilha por mais um ano. Comandada pelo Brasil, as tropas estão instaladas no país desde 2004 com a desculpa de que aquela são uma missão de paz, porém a realidade é outra.


Apesar de toda a violência cometida, a Organização das Nações Unidas (ONU) alega que o país ainda encontra-se fragilizado e a continuidade das tropas é fundamental para a sua estabilidade. O argumento é de que apesar dos “progressos” o país ainda representa uma ameaça “à paz e à seguridade internacionais”.


Um dos países mais pobres do mundo tem em sua paisagem tanques de guerra, soldados armados, no qual a fome e a pobreza predominam. Será que o povo haitiano precisa de soldados ou comida?


O Brasil gasta com soldados cerca de R$ 577 milhões para ameaçar, reprimir e molestar o povo do Haiti, e a estimativa para este ano é que sejam gastos mais R$ 128,4 milhões. Esse dinheiro poderia, ou melhor, deveria ser revertido para alimentação, moradia, saneamento básico e educação. É disso que o povo haitiano precisa.


Além da renovação da permanência das tropas em 2010, se mostra nítida nas intenções da ONU uma nova renovação no dia 15 de outubro de 2010 - para 2011.


Para a Conlutas, essa ocupação é encabeçada pelo imperialismo americano e tem o intuito de explorar e escravizar a mão–de-obra barata local.


A Conlutas repudia a continuidade das tropas no Haiti, e continuará com a campanha por "Fora as tropas do Haiti". É necessário defender a soberania do povo haitiano e de seu país, cuja história é marcada por vitórias e lutas pela liberdade. O Haiti tem o direito de caminhar com suas próprias pernas, e quem deve decidir o destino de seu povo não é a ONU.
Conlutas

terça-feira, abril 07, 2009

Como está, PL das cotas contempla apenas dois Estados

Mantida a redação do Projeto que cria reserva 50% das vagas nas Universidades e Escolas Técnicas Federais para alunos da escola pública, com a divisão desse percentual em 25% para estudantes oriundos de famílias com renda até 1,5 salários mínimos e os outros 25% para negros e indígenas, proporcionalmente a presença desses segmentos em cada Estado da Federação, em apenas dois, a reserva de vagas poderá ser adotada: Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Nesses dois Estados do sul, para onde foram enviados pelo Estado brasileiro, os imigrantes alemães e italianos, especialmente, nas primeiras ondas migratórias do século passado, a presença negra (preta e parda) é de, respectivamente, 11,7% e 15,5%.
Em ambos, as Universidades Federais já adotaram cotas por decisão de seus Conselhos Universitários no ano passado.
A redação do artigo 3º do Projeto – o PLC 180/008 – não deixa dúvidas: "Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas de que trata o art. 1º desta Lei serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados negros, pardos e indígenas, no mínimo igual à proporção de negros, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE".
O projeto – alvo de mais uma polêmica envolvendo cotistas e anti-cotistas – deve ser votado este mês pelo Senado, e rejeitado, segundo avaliação preliminar colhida junto aos senadores das Comissões pelos quais passou, entre as quais, a de Justiça e Redação.
O ministro Fernando Hadadd, da Educação, chamou a atenção para os erros de redação que tornam a iniciativa inócuo.O PLC 180/08 mudou a redação do PL 73/99, de autoria da deputada Nice Lobão (DEM-MA), que propunha a reserva de 50% das vagas nas Universidades para alunos das escolas públicas, e nesse percentual cotas para negros e indígenas proporcionais a presença desses segmentos em cada Estado.
Embora não contemplando o total, em Estados como a Bahia em que a população negra chega a quase 80%, o Projeto da deputada maranhense, segundo analistas, era menos restritivo e mais amplo.
Maioria Negra em 24 Estados e mais Distrito Federal, o Brasil é um país de larga maioria negra. Segundo dados da Fundação Seade, órgão ligado a Secretaria de Planejamento do Governo do Estado, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Demicílios (PNAD), em 24 Estados da Federação e no Distrito Federal, a presença negra (preta e parda) varia de 25,8% no Paraná a78,8% na Bahia.
Veja os números da presença preta e parda (negra)
1. Paraná – 25,8%
2. São Paulo – 30,9%
3. Rio de Janeiro – 45,5%
4. Mato Grosso do Sul – 47,8%
5. Minas Gerais – 53,8%
6. Distrito Federal – 55,1%
7. Goiás – 55,6%
8. Espírito Santo – 60,5%
9. Mato Grosso – 62,2%
10. Pernambuco – 62,6%
11. Rio Grande do Norte – 63%
12. Paraíba – 63,9%
13. Rondônia – 64,2%
14. Ceará – 64,9%
15. Alagoas – 66,6%
16. Sergipe – 71,5%
17. Tocantins – 74,2%
18. Maranhão – 74,3%
19. Roraima – 74,6%
20. Acre – 74,8%
21. Piauí – 75,3%
22. Pará – 76,7%
23. Amapá – 78,0%
24. Amazonas – 78,3%
25. Bahia – 78,8%
Total – Brasil: 184.341.031
Brancos 92.014.364
Negros: 91.126.531 (49,4%)
Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2005
AFROPRESS

Lula estuda ajuda a municípios e pede para prefeitos "apertarem os cintos"



Ao dizer ontem que "a crise chegou" ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ainda nesta semana vai reunir sua equipe de governo para definir um plano de ajuda aos prefeitos, que reclamam da queda na arrecadação das suas receitas. Lula, porém, avisou que a ajuda não será suficiente para cobrir todas as perdas e que todos vão ter que "apertar o cinto".

"Imaginem vocês a nossa mãe colocando feijão no fogo para cinco pessoas e chegam dez. Ou seja, todos nós vamos ter de comer a metade do que estava previsto para a gente comer. Então é importante que cada prefeito, cada governador e cada ministro saiba que reduziu a receita. Reduzindo a receita, vai reduzir a distribuição", disse o presidente.

A declaração de Lula foi feita durante solenidade de inauguração da terceira usina de biodiesel da Petrobras, em Montes Claros (MG), que contou com a presença de trabalhadores rurais e prefeitos da região norte de Minas Gerais.

Lula afirmou que a crise afeta não só as prefeituras, mas também o governo federal e os estaduais. E sobre o saldo menor nos cofres da União, apontou dois motivos: a queda da atividade econômica ocasionada pela crise internacional e as desonerações de impostos promovidas para aquecer determinados setores, como o automotivo e o da construção civil.

"Todos nós vamos ter que apertar o cinto, mas nenhum de nós vai morrer na seca, como muitos municípios brasileiros já morreram durante tanto e tanto tempo", disse Lula.

O governo federal já havia anunciado queda de 27% na arrecadação federal em fevereiro e de 9,11% no primeiro bimestre, comparado o mesmo período de 2008.
Nos municípios a queda de receita tem sido até mais acentuada, chegando a 30%, conforme as entidades que reúnem os prefeitos.

No discurso, acompanhado por nove governadores da área da Sudene e 11 ministros, Lula voltou a falar da necessidade de o governo federal investir em infraestrutura e que continuará promovendo mais ações, como o programa habitacional anunciado recentemente.

Ele fez um novo apelo para a população não deixar de consumir, para girar a economia, e até pediu para que torçam e roguem a Deus para a crise acabar nos países da Europa, nos Estados Unidos e no Japão, de forma que esses países voltem a alimentar o comércio internacional. "Se eles não compram, teremos mais problemas aqui dentro", afirmou Lula.

No ano passado, ele chamou a crise de "marolinha". "Aqui no Brasil nós sabemos que a crise chegou, mas nós sabemos também que o Brasil é um país que recebeu a crise seis meses depois de ela ter chegado em outros lugares e que ela vai acabar antes de acabar nos outros lugares", disse ontem.

Os prefeitos que acompanharam ontem o discurso de Lula ficaram irritados com a ordem para apertarem os cintos.

"Vamos apertar os cintos das criancinhas, que precisam da merenda e do transporte escolar, apertar na saúde. Somos nós que mantemos o final da linha", disse o prefeito de Petis e presidente da associação que reúne os municípios mineiros da área da Sudene, Valmir Morais de Sá (PTB).
Agência Folha

segunda-feira, abril 06, 2009

Vinte e cinco estados já agendaram etapas locais da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial


Os órgãos de promoção da igualdade racial de todas as regiões do país estão realizando conferências municipais e estaduais a fim de se prepararem para participar da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR) - que acontecerá entre os dias 25 e 28 de junho, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília.
As Conferências Estaduais são responsáveis pela eleição de delegados à Conferência Nacional. A expectativa é de que participem mais de mil e quinhentos delegados.
Exemplares do Regimento Interno da II CONAPIR e do Caderno de Subsídios, produzido pela SEPPIR, estão sendo distribuídos nos estados.
Os órgãos interessados nestes materiais podem entrar em contato com a Coordenação de Comunicação da SEPPIR através do telefone (61)3411-3670.

Confira as datas das conferências estaduais:

Acre – 14 e 15 de maio
Alagoas – 21 de maio
Amazonas – 07 a 09 de maio
Amapá – 27 a 30 de abril
Bahia – 24 a 26 de maio
Ceará – 19 e 20 de maio
Distrito Federal – 21 e 22 de maio
Espírito Santo – 15 a 17 de maio
Goiás – 15 de maio
Maranhão – 12 a 14 de maio
Minhas Gerais – 23 e 24 de maio
Mato Grosso do Sul – 29 e 30 de abril
Pará – 30 de abril a 02 de maio
Paraíba – 23 e 24 de maio
Pernambuco – 23 e 24 de maio
Piauí – 21 e 22 de maio
Rio de Janeiro – 22 e 23 de maio
Rio Grande do Norte – 28 a 30 de abril
Rondônia – 20 a 22 de maio
Roraima – 12 a 14 de maio
Rio Grande do Sul – 22 e 23 de maio
Santa Cataria – 06 e 07 de maio
Sergipe – 15 e 16 de maio
Tocantins – 06 a 08 de maio

O estado do Mato Grosso saiu na frente e realizou sua conferência em dezembro do ano passado.

Os estados do Paraná e de São Paulo são os únicos que ainda não definiram datas.

Conferência Nacional – A II CONAPIR será uma oportunidade para ampliar o diálogo e a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não-governamentais de promoção da igualdade racial, na qual serão apontados possíveis ajustes nas políticas de igualdade ora em curso, e fortalecidas as relações destas com as políticas sociais e econômicas em vigor.
SEPPIR

Audiência no Senado discute participação brasileira na Conferência Durban+8

A Conferência para a Revisão da III Conferência das Nações Unidas contra o Racismo, também conhecida como Durban+8, foi pauta de uma audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado na manhã desta quarta-feira (01/04).
O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, participou da mesa presidida pelo senador Cristovam Buarque, que contou também com a participação do embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama, representando o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.A pedido do senador José Nery, a audiência foi aberta com um minuto de silêncio em memória do ex-presidente argentino Raul Alfonsin, que morreu na véspera.
Na seqüência o embaixador Marcos Gama destacou a importância da III Conferência das Nações Unidas contra o Racismo – realizada em Durban, na África, em 2001 – para o avanço da promoção da igualdade racial em todo o mundo. Ele relembrou que a delegação brasileira teve papel de destaque naquele encontro, no qual trabalhou na construção de consensos entre posições antagônicas, e muitas vezes extremadas, que possibilitaram a elaboração do Plano de Ação de Durban.
O embaixador informou detalhes sobre a Conferência de Revisão, que será realizada em Genebra, na Suíça, entre os próximos dias 20 e 24 de abril. De acordo com o embaixador, a pauta do novo encontro estará restrita ao que foi definido na África do Sul.
Temas polêmicos, como orientação sexual, a questão palestina e difamação de religiões ficarão de fora da agenda de Genebra. Ele salientou que farão parte da agenda da Conferência temas como a discriminação contra negros, indígenas e mulheres, a incompatibilidade entre racismo e democracia e a adoção de ações afirmativas.
O ministro do MRE informou ainda não haver definição sobre a presidência da Conferência em Genebra. Disse que o Brasil foi um dos poucos países a realizar conferência regional para debater Durban, o que ocorreu em junho de 2008 com a Conferência Regional para América Latina e Caribe – Preparatória para a Conferência de Revisão de Durban.
O ministro Edson Santos assinalou a importância da presença de países europeus e dos Estados Unidos para garantir o sucesso da Conferência. Ele avaliou que Genebra será diferente de Durban quanto à participação da sociedade civil brasileira e à composição da delegação brasileira.
– Estamos juntos com o Ministério das Relações Exteriores discutindo formas de abrigar maior número de representantes da sociedade civil para compor a delegação – afirmou Edson Santos, que reiterou a importância do Brasil no papel de mediador e o empenho brasileiro na preparação da Conferência, ao trazer representantes de países latino-americanos e caribenhos a Brasília em 2008.
– O Brasil tem importância fundamental na costura, na mediação, nas pontes fundamentais para Durban chegar ao entendimento na promoção da igualdade racial. A sociedade civil terá papel fundamental em torno de um consenso na agenda de Durban – avaliou o ministro.
A senadora Fátima Cleide (PT-RO), autora do requerimento para realização da audiência, lamentou a ausência dos representantes da sociedade civil no debate e avaliou como retrocesso o Brasil não defender, em Genebra, as políticas públicas adotadas no país contra a intolerância. O presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), elogiou o governo brasileiro pela "firme disposição" em garantir respeito aos direitos humanos dos diversos grupos que costumam ser discriminados no Brasil e no mundo.
SEPPIR

MAIS DO MESMO...

" Voce não acha chique emprestar dinheiro para o FMI? E eu, que passei parte da minha juventude carregando faixa em São Paulo 'Fora FMI'?"

Lula, na reunião do G20. Presidente diz que não vai dar aumento ao funcionalismo, corte de verbas das áreas sociais, mas dá dinheiro para o FMI?? E ainda renega seu passado e despreza os movimentos antiimperialistas... É o Pacote Lula.

Declaração do presidente Lula pode levá-lo a se explicar na Justiça

A declaração do presidente Luís Inácio Lula da Silva, feita durante a recente visita do primeiro-ministro inglês, Gordon Brownem ao Brasil, em que afirma a culpa da atual crise econômica mundial ter sido ' fomentada por comportamentos irracionais de gente branca, de olhos azuis, que antes da crise pareciam que sabiam tudo, e que agora demonstra não saber nada" pode levá-lo a se explicar na Justiça.

O jornalista e consultor empresarial Clóvis Victório Mezzomo ingressou na quinta (02), no Supremo Tribunal Federal, uma ação solicitando ao presidente que justifique porque as causas da crise mundial decorrem de 'razões genéticas, ou seja, uma raça ou etnia portadora de genes recessivos é culpada pela crise internacional, mais especificamente a 'gente branca, de olhos azuis''. Para Mezzomo, a atitude de Lula foi "racista", com uma postura 'intolerável'.

A relatoria do processo está a cargo do ministro Celso de Mello.
CORREIO DA BAHIA

sexta-feira, abril 03, 2009

Brasil vai emprestar ao FMI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, na Embaixada do Brasil, em Londres, depois da apresentação do documento final da reunião do G20, que gostaria de entrar para a história como o primeiro presidente cujo governo vai emprestar dinheiro para o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que acompanhou o presidente na entrevista e no encontro do G20, disse que o país definirá nos próximos dias o valor previsto para socorrer as economias mais afetadas pela crise econômica mundial.
O valor final será comunicado em uma reunião com o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn.Mantega ressaltou que, em qualquer caso, o Brasil está em condições de contribuir ao Fundo, o que é um fato histórico.
Pouco antes, após participar da cúpula do Grupo dos Vinte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha destacado que o Brasil entrou no FMI como país “solicitante” e que isto poderia mudar no futuro.
O ministro destacou a importância do acordo alcançado ontem na cúpula do G20, com forte socorro financeiro aos organismos multilaterais, o que será fundamental para restabelecer as linhas de crédito aos países mais necessitados.
O Brasil deseja fazer a contribuição ao FMI, segundo Mantega, confiando em que sua parcela de representação será ampliada quando for feita a revisão das cotas desse organismo multilateral.
O Japão sinalizou que vai disponibilizar U$S 100 bilhões para o fundo; a China, U$S 40 bilhões; e o Canadá, U$S 10 bilhões.
DIARIO CATARINENSE

quinta-feira, abril 02, 2009

Grandes obras do PAC estão paralisadas por conta de irregularidades

Nove obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continuam paralisadas por causa de irregularidades graves apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Os problemas mais frequentes são sobrepreço e superfaturamento, irregularidade grave no processo licitatório, pagamento por serviços não realizados e alterações indevidas de projeto.
Quatorze empreendimentos estavam incluídos na lista de obras com indícios de falhas graves em setembro do ano passado. A continuidade de cinco projetos ocorreu depois que ilegalidades foram sanadas. A Controladoria-Geral da União (CGU) também prepara um relatório realizado em outras obras do programa.Outras 10 obras com indícios de irregularidades não pararam, mas sofreram retenção de dinheiro. Oito delas continuam sem receber a verba integral. Porém, duas tiveram os pagamentos totalmente liberados após terem as falhas sanadas.
O problema não é novo, muitas delas já vinham apresentando falhas desde 2008.Durante o ano passado, o tribunal fiscalizou 84 obras do PAC, o que representa 55% do total do programa. A maior retenção de pagamentos ocorreu na Ferrovia Norte-Sul (R$ 500 milhões), devido à constatação de sobrepreços. O órgão que teve o maior números de projetos paralisados foi o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com três casos. Em seguida, aparecem o Ministério da Integração Nacional e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), com dois registros. As outras obras são da Petrobras e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).
Uma novidade na lista é a reforma do Aeroporto de Vitória. O TCU já havia apontado sobrepreço de R$ 34 milhões no empreendimento em 2006, mas determinou a sua continuidade, considerando a sua importância socioeconômica.
Como medida cautelar, foi determinada a retenção de pagamento naquele ano. Agora, os auditores apontam um aumento de cerca de R$ 90 milhões no valor da obra, que já chega a R$ 337 milhões.MunicípiosOutras 300 obras do PAC estão sendo vistoriadas pela CGU. Nos próximos dias, a instituição deverá liberar o primeiro relatório da inspeção, que inclui vários municípios investigados pela Operação João de Barro, desencadeada no ano passado pela Polícia Federal (leia mais abaixo).
O trabalho da CGU está sendo feito de forma semelhante ao do TCU para evitar que as obras sejam paralisadas. Segundo o ministro da Controladoria, Jorge Hage, ao fiscalizar os empreendimentos no início, possibilita a correção das irregularidades e evita fraudes que não possam ser sanadas no futuro. A inspeção da CGU foi dividida de forma diferente. Nas grandes cidades, o trabalho é feito de forma contínua, enquanto que pequenos projetos em municípios menores, a escolha é feita por um sorteio. “A escolha das obras é feita pelo volume de recursos envolvidos, pela relevância do programa e da própria obra”, afirma Hage.
Contribuição da PFAs fiscalizações das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) começaram a ser feitas depois da realização da Operação João de Barro, desencadeada em junho do ano passado pela Polícia Federal. Na ocasião, foram presas 38 pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Distrito Federal. Entre elas, estavam assessores de ministérios e de políticos. Segundo a apuração policial, estava previsto a liberação de R$ 2 bilhões do PAC, e outros R$ 700 milhões já haviam sido transferidos.
As fraudes normalmente eram realizadas nas construções de casas populares e estações de esgotos. Prefeituras do interior dos estados e até de uma capital recebiam os recursos das chamadas transferências voluntárias, que são verbas repassados pela União para municípios por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal. Uma parcela do dinheiro tinha como destino as obras do PAC. A maior parte das cidades estava situada no leste de Minas Gerais, onde foram abertos vários inquéritos.
O primeiro sorteio dos municípios aconteceu um mês depois da ação policial.Por esse motivo, nos dois sorteios realizados entre o ano passado e 2009, a CGU decidiu priorizar o trabalho em torno das liberações feitas para saneamento básico e habitação, principais focos das irregularidades encontradas pela PF. Na investigação da Operação João de Barro, foram detectadas diversas fraudes nas obras. Muitas delas executadas com material de qualidade inferior ao previsto nos projetos originais. Além disso, em alguns casos, o tamanho do empreendimento era menor do que ao programado ou nem mesmo era realizado, apesar das verbas liberadas. O trabalho da PF foi baseado em uma fiscalização realizada anteriormente pela CGU.
Correio Braziliense
EM TEMPO: PELOTAS APARECE NA RELAÇÃO DE CIDADES COM OBRA PARADA.

terça-feira, março 31, 2009

DURBAN + 8


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH),do Senado, fará nesta quarta-feira (1º), a partir das 9h, a segunda audiência pública preparatória à conferência de Genebra de avaliação da implementação da Declaração e do Plano de Ação de Durban (África do Sul) Contra o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância. A conferência de Genebra ocorrerá de 20 a 24 de abril e deverá analisar as propostas aprovadas em Durban em 2001.
No último dia 18 a CDH realizou audiência pública na qual representantes da causa indígena denunciaram o racismo com que são tratados pela sociedade brasileira. Rosani Fernandes, representante dos povos indígenas Kaingang, de Santa Catarina, e da reserva Mãe Maria, do Pará, disse que os índios sofrem ainda “genocídio cultural”.
Para a audiência desta quarta-feira foram convidados os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; e da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, para apresentar a aplicação das propostas de Durban no Brasil e a situação brasileira no contexto internacional.
Também foram convidadas a coordenadora da Secretaria Executiva de Articulação Nacional de Mulheres Negras, Jurema Werneck; e a relatora da Conferência de Durban, Edna Roland, além do coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, Manoel Uilton dos Santos; e o representante da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT) Cláudio Nascimento.
SENADO

sábado, março 28, 2009

O PAC AGORA É DELLE

Com apoio do Planalto, Collor derrota PT e é eleito presidente de comissão do Senado que aprova programa de obras do governo



Na véspera do Carnaval, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, foi ao Palácio do Planalto a chamado do presidente Lula, que estava preocupado com as negociações em andamento no Senado. Com a bênção de José Sarney, Renan avisou que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) era o nome escolhido pelo PMDB e o DEM para assumir a Comissão de Infraestrutura. "Minha única preocupação é com a governabilidade", explicou Lula. "Fica tranquilo, presidente, o governo vai sair ganhando, pois a base aliada vai conquistar mais estabilidade", respondeu Renan.
E na quarta-feira 4 ajudou Collor a se eleger titular da comissão responsável pela análise dos grandes projetos do governo. O PAC, carro-chefe da campanha da ministra Dilma Rousseff, ficará sob o crivo do ex-presidente da República. Dezesseis anos depois do impeachment e com 59 anos, elle está de volta à cena política. Confirmada a votação, ficou feliz ao ouvir novamente a palavra "presidente" e abriu um largo sorriso. "Como é bom ganhar!", disse aos amigos. "Eu nunca mais experimentei esse sabor."
Como em 1989, quando derrotou Lula na corrida presidencial, Collor deixou o PT irritado. Antes de sacramentada a vitória por 13 votos a dez sobre a senadora Ideli Salvatti (PTSC), os petistas cobraram o princípio da proporcionalidade na tentativa de emplacar a intransigente defensora do Palácio do Planalto no Senado. Terminada a eleição, o senador Aloizio Mercadante (SP) não se conteve. "Foi uma aliança espúria, que interferiu no direito legítimo e democrático do PT de presidir essa comissão", reagiu. "Eu repilo. Foi um acordo inteiramente aberto.O senador Mercadante precisa medir suas palavras e respeitar seus companheiros aqui do Senado", devolveu Collor.
Antes, em seu discurso, o ex-presidente irritou os senadores do PT ao dizer que Ideli "é uma pessoa que cisca para dentro". Mercadante cobrou retratação e Collor afirmou que era um elogio. "No Nordeste, essa expressão identifica uma pessoa que agrega", esclareceu Collor, tentando desfazer o mal-estar.
Apesar da ascendência que Collor terá sobre obras importantes do PAC, os senadores da base do governo acreditam que o ex-presidente não vai criar problemas para o Planalto. Pelo contrário, Collor integra um partido da base aliada e já demonstrou para os colegas que pretende navegar junto com os 84% de popularidade do presidente Lula. Quando assumiu sua cadeira no Senado, ele fez questão de ser recebido em audiência pelo presidente Lula e saiu desfiando elogios ao antigo adversário.
"Não creio que o presidente Collor se constitua num obstáculo aos projetos do PAC", prevê o senador Eduardo Suplicy (PTSP). "Sua eleição decorre de um acordo relacionado à eleição da mesa, com José Sarney." O senador Pedro Simon, do PMDB do Rio Grande do Sul, também não vê ameaça: "Nós temos que oferecer a chance de ele se recuperar, desempenhar seu mandato", diz Simon. "Queira Deus que Collor se saia bem."
ISTOÉ

Presidência rejeita racismo em frase "branco de olhos azuis"

A frase pronunciada por Luiz Inácio Lula da Silva durante a visita do premiê britânico na quinta-feira, afirmando que a atual crise mundial foi causada por "pessoas brancas de olhos azuis", foi apenas uma metáfora e não teve conotação racista, disse nesta sexta-feira Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidência da República.
- Foi uma metáfora usada pelo presidente. Ele se expressa muito por metáforas e essa foi uma delas - afirmou Garcia, que está em Viña del Mar, no Chile, para a Cúpula de Líderes Progressistas.
- As metáforas não se explicam, são óbvias e cada um tem uma versão - acrescentou o assessor, garantindo que esta em especial "não teve nenhuma conotação racista".
Garcia disse acreditar que a frase de Lula não causou nenhum tipo de inconveniente em relação ao primeiro-ministro britânico, que fazia uma visita oficial ao Brasil.
Em uma entrevista coletiva, Lula e Brown analisavam o alcance da crise financeira global, quando o presidente brasileiro soltou a afirmação.
- A crise foi causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis que antes da crise parecia que sabia de tudo e agora demonstra não saber nada - disse ele.
Agência AFP