Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!
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quarta-feira, julho 10, 2013

Nota do MPL-SP sobre as mobilizações do dia 11/07













Nota do MPL-SP sobre as 
mobilizações do dia 11/07

No próximo dia 11, centrais sindicais e movimentos de todo país organizam um dia de luta, com greves e manifestações. Saudamos todos os trabalhadores e trabalhadoras que se mobilizam Brasil afora. Só a luta pode mudar nossas vidas.

Mas só mudamos a vida quando sabemos pelo que lutamos. Já no dia 11, há tantas reivindicações diferentes sendo levantadas que elas tendem a ficar diluídas. Não sabemos a quem interessa essa diluição, mas certamente não é aos trabalhadores. Se nossos problemas são concretos, nossas pautas devem ser igualmente concretas.

O Movimento Passe Livre de São Paulo é um movimento social autônomo que luta por transporte público, e nesse dia é a luta por transporte que vamos fortalecer. Mas não nos termos vagos colocados pelas centrais sindicais, que pedem genericamente um "transporte público de qualidade". O transporte só será “público e de qualidade” quando não tiver tarifa e for controlado pelos seus trabalhadores e usuários, não mais por empresas privadas.

Estaremos com os Metroviários, que em assembleia na última semana decidiram paralisar as atividades no dia 11 para exigir melhores condições de trabalho, a redução das passagens rumo à Tarifa Zero e a estatização dos transportes. Damos nosso total apoio a essa mobilização porque só com a união dos usuários e trabalhadores poderemos transformar o sistema de transporte!

Somaremos também nas lutas das cidades da região metropolitana de São Paulo, onde a população continua saindo às ruas pela revogação total dos aumentos e pela integração dos sistemas de transporte entre os municípios. No ABC, nos reuniremos às 9h da manhã no paço municipal de São Bernardo! No Embu, às 14h no coreto do Largo 21 de abril. No Taboão, às 14h na praça Luiz Gonzaga.

Toda força para quem luta por uma vida sem catracas e sem patrões!
Movimento Passe Livre – São Paulo (MPL-SP)

quarta-feira, março 20, 2013

Organizações do campo divulgam nota sobre o Estatuto da Juventude











Diversas organizações de juventude do campo enviaram uma carta ao relator do Estatuto da Juventude na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senador Paulo Paim (PT-RS) em relação ao Estatuto da Juventude, que será uma declaração de direitos singulares e universais dos jovens, além de ter como objetivo a criação de políticas públicas para a juventude brasileira.
As organizações consideram a aprovação do Estatuto “fundamental e estratégica, desde que possibilite condições para as juventudes se desenvolverem e caminharem em uma perspectiva de autonomia e emancipação”, mas apontam que, em se tratando da juventude rural, que tem suas especificidades se comparada à juventude urbana, as menções existentes no estatuto são insuficientes.
Para os movimentos, que consideram essencial um modelo de desenvolvimento rural baseado na agricultura familiar, o Estatuto deve abranger questões relacionadas ao “direito a terra e a promoção da Reforma Agrária, o fortalecimento da Educação do campo e no campo, o apoio a uma agricultura livre de agrotóxicos, a consolidação de relações trabalhistas que promovam a dignidade dos assalariados rurais, o direito ao esporte, lazer, acesso a equipamentos culturais e à saúde, apropriados à diversidade dos modos e contextos de vida dos e das jovens que vivem no espaço rural brasileiro“. 
Confira abaixo a nota completa:
Nota dos Movimentos e Organizações Sociais do Campo sobre o Estatuto da Juventude.
Caro Senador Paulo Paim,
Relator do PL 98/2011
Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal
Nós, organizações de jovens camponeses e camponesas, de trabalhadores e trabalhadoras rurais, dos povos das águas, do campo e das florestas, viemos publicamente manifestar algumas questões em relação ao Estatuto da Juventude.
Em primeiro lugar, consideramos fundamental e estratégica a aprovação deste estatuto, desde que possibilite condições para as juventudes se desenvolverem e caminharem em uma perspectiva de autonomia e emancipação. Reconhecemos que no atual texto há um conjunto de artigos que auxiliam na promoção de direitos para o conjunto das juventudes, e que contemplam também a juventude rural.
É necessário entender que o meio rural brasileiro e as e os jovens que vivem nesse espaço, tem especificidades e singularidades, que necessitam ser lembradas no momento de aprovar uma carta de direitos que abarque a diversidade social brasileira.
Na leitura que realizamos sobre o PL 98/2011, o Estatuto da Juventude, observamos que em relação à juventude rural existem apenas duas (e insuficientes) menções: uma quando se refere ao transporte escolar, que é necessário, mas que reforça a idéia de um projeto de esvaziamento das escolas do campo, e outro artigo que se refere à inserção produtiva da juventude nos mercados de trabalho e econômico.
Consideramos que é estratégico para o país ter um projeto de desenvolvimento social no qual se viabilize os projetos de vida na agricultura familiar e camponesa, bem como se promova a soberania alimentar do povo brasileiro.
Assim faz-se necessário que o Estatuto tenha em seu conteúdo questões relativas ao: direito a terra e a promoção da Reforma Agrária, o fortalecimento da Educação do campo e no campo, o apoio a uma agricultura livre de agrotóxicos, a consolidação de relações trabalhistas que promovam a dignidade dos assalariados rurais, o direito ao esporte, lazer, acesso a equipamentos culturais e à saúde, apropriados à diversidade dos modos e contextos de vida dos e das jovens que vivem no espaço rural brasileiro. 
Evidencia-se que cerca de 2 milhões de pessoas deixaram o meio rural nos últimos anos (2000-2010), sendo que 1 milhão da população que emigrou  está situada em outros grupos etários (crianças, adultos e idosos) e cerca de 1 milhão são pessoas em idade considerada jovem, isto é, metade da emigração do campo para a cidade é do grupo social etário considerado pelo novo estatuto.
Segundo a PNAD (2011), das cerca de 8 milhões de famílias que residem no meio rural, 6,5 milhões sobrevivem com até três salários mínimos e apenas 147 mil famílias sobrevivem com uma renda de mais de 10 salários mínimos e até mais de 20 salários. Trata-se apenas de um dos demonstrativos da desigualdade social que ainda temos no meio rural brasileiro.
Ainda, os índices mais baixos de alfabetização, de ensino formal e de acesso ao ensino superior estão entre os jovens do campo. A lógica de trabalho e de vida do campo é diferente da cidade, portanto, deve ser respeitada, e um projeto de educação formal que reconheça e seja apropriado ao contexto de vida das pessoas deve considerar isso.
A lamentável constatação de que nos últimos 10 anos foram fechadas mais de 37 mil escolas no campo é um alerta para que se pensem meios institucionais de garantir o sistema público de educação do campo, e não que os (as) camponeses (as) tenham que sair do meio rural para acessar o sistema de ensino.
Desse modo, é essencial e necessário que o Estatuto da Juventude tenha interface e fortaleça a importância e a necessidade da educação do campo.
A estatística e o reconhecimento de que somos o país que mais utiliza agrotóxicos no mundo atinge diretamente os e as jovens do campo, que, por falta de opção na maioria dos casos, muitas vezes são manipuladores (as) e lidam diretamente com os venenos. Se a população de maneira geral consome em média 5 litros anuais de agrotóxicos que estão inseridos na alimentação, podemos somar aos jovens do campo uma quantidade a mais, por trabalharem neste sistema.
Assim, é importante que no Estatuto da Juventude sejam observadas estas questões que comprometa o Estado a proteger os jovens do uso dos agrotóxicos e para isso é necessário que sejam formuladas iniciativas que permitam ao país uma transição para técnicas consideradas sustentáveis, dignas e saudáveis de produção agropecuária associadas à agroecologia.
A violação dos direitos trabalhistas no campo é um tema preocupante. Por mais que a legislação trabalhista ofereça uma suposta proteção social aos trabalhadores rurais, os freqüentes casos de trabalho análogo à escravidão nos indicam que é necessário combater a desigualdade social, para que as pessoas não precisem se submeter a essa relação de trabalho.
Apenas com investimentos pesados na agricultura familiar e camponesa, para que o jovem rural não necessite procurar trabalhos insalubres, é que iremos superar este grave problema social.
É importante também que o estatuto contemple ações para o combate a todas as formas de violência contra os jovens no campo, principalmente as praticadas contra as jovens mulheres.
Nascemos da terra, dela nos sustentamos, e por ela lutamos. Que o Estatuto da Juventude seja um marco legal que reconheça a juventude rural na sociedade e seja um documento no qual conste o direito a acessar a terra; a estudar sem precisar sair do campo; a produzir sem utilizar venenos e a trabalhar de forma justa e digna!
Brasília, março de 2013.

FONTE: Da Página do MST

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Atrás do trio elétrico… o trabalho infantil







O carnaval de Salvador mobiliza anualmente 2 milhões de pessoas, sendo 600 mil turistas, segundo dados da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur). A demanda por mão de obra é expressiva e as atividades vão de ocupações gerenciais ao trabalho informal. Cerca de 93 mil pessoas trabalham durante os festejos, conforme levantamento realizado em 2010 pela Secretaria de Cultura. Destes, 17% trabalham com comércio ambulante. Há jornalistas, cordeiros, profissionais de saúde e seguranças; e há crianças e adolescentes sendo explorados também.

O trabalho é irregular para cerca de 60% dos trabalhadores dessa época. Uma parcela considerável da mão de obra do carnaval é jovem, sendo 19,4% entre a faixa etária de 10 a 24 anos. A pesquisa mostra ainda que o perfil majoritário é masculino, de cor negra, acima de 25 anos e não migrante.

A preocupação com o trabalho infantil durante a maior festa popular do país motiva ações de diversas entidades desde pelo menos 1995. Uma dessas ações é o projeto Blitz Social, da Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad) de Salvador. Em 2011, a Blitz cadastrou 312 crianças e adolescentes que estavam trabalhando nos circuitos de carnaval na cidade.

Já em 2012, o número subiu para 521. Isso, entretanto, não significa necessariamente um aumento da incidência de trabalho infantil durante essa época do ano. Como não há uma clara sistematização e acompanhamento desses dados, eles podem ser interpretados como resultado de uma ampliação dos programas, que estariam alcançando mais crianças e adolescentes. 

Combate

“O carnaval é um momento de trabalho”, afirmou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) Maria do Rosário, que participou da cerimônia de lançamento da campanha “Solte a Voz no Carnaval”, em Salvador (BA). Com foco no combate à violência sexual e ao trabalho infantil, a iniciativa é desenvolvida em conjunto com entidades estaduais e municipais da Bahia.


Uma das intenções da mobilização é unir as ações realizadas por diversas organizações e criar um observatório que acompanhe os dados de trabalho infantil e exploração sexual durante a festa. Para a secretária de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Estado da Bahia, Mara Moraes de Carvalho, a iniciativa deve integrar autoridades, sociedade e famílias. “A campanha tem dois eixos: o preventivo e protetivo, integrando ações de conscientização e acolhimento para aqueles que precisam trabalhar no carnaval, como os ambulantes, e as crianças encontradas em estado de violação de direitos”, explica.

No caso da Bahia, a campanha enfrenta um desafio maior. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), em 2011 o estado registrou, na semana do levantamento, 363 mil pessoas na faixa etária dos 5 aos 17 anos exercendo algum tipo de trabalho (clique aqui para verinfográfico sobre a incidência de trabalho infantil nas diferentes regiões do Brasil). “A Bahia ainda é, da região Nordeste, o estado que tem os piores índices de trabalho infantil e registro de crianças em situação de risco. Muitas vezes a criança deixa de estudar para trabalhar e compor a renda familiar. Essa cultura ainda é muito forte aqui no Nordeste”, diz a promotora do Ministério Público do Estado da Bahia, Eliana Bloisi.

A criança como sujeito da festa

Na avenida, dentre os tantos blocos que fazem o carnaval de Salvador, está o tradicional bloco afro Ilê Aiyê, que atua na valorização da cultura afro na cidade e promove atividades de inclusão social. Participam crianças que saíram da situação de trabalho infantil para desenvolver atividades socioculturais no próprio carnaval. “Já trabalhei de vendedor de cerveja e de várias outras coisas com minha mãe, meu pai e minha irmã. Depois que entrei para o Ilê, eu nunca mais trabalhei no carnaval. O trabalho da criança tinha de acabar, elas tinham de ter uma oportunidade valiosa”, diz um dos integrantes, de 11 anos. “Eu achava o trabalho valioso, porque, se não trabalhar, não come”.

FONTE: REPORTER BRASIL / Ana Maria Amorim e Lucas Ribeiro Prado





domingo, novembro 06, 2011

Fortalecer a luta contra a Polícia Militar no campus da USP
















Nota da Juventude do PSTU de São Paulo sobre a PM na USP e a ocupação da reitoria

Após o trágico assassinato de um estudante dentro do campus Butantã da Universidade de São Paulo, o reitor João Grandino Rodas firmou um convênio com a Polícia Militar, permitindo sua entrada na Universidade por mais cinco anos, sob o argumento de um suposto combate à violência no campus. Alguns meses depois, é possível afirmar que o problema de segurança está longe de ser solucionado. A PM não resolveu nosso problema; pelo contrário, iniciou um processo de perseguição e controle dentro da Universidade.

Todos os dias estudantes e funcionários são abordados e revistados, mesmo nas portas dos prédios e bibliotecas. A Polícia já entrou em Centros Acadêmicos e prédios de aula, interferindo diretamente nos espaços que deveriam permitir um debate livre e democrático de ideias. E a violência segue. Assaltos e estupros continuam ocorrendo e o clima de medo permanece na Universidade.

No último dia 27, policiais militares abordaram três estudantes na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), porque eles portavam maconha. Centenas de estudantes se reuniram para repudiar a ação da polícia no campus. Um grande ato foi realizado. A Polícia Militar teve que se retirar, mas não sem demonstrar a que veio: mais uma vez utilizou dentro do campus de instrumentos de repressão aos estudantes, com bombas e balas de borracha.

Reunidos em assembleia logo após este trágico acontecimento, os estudantes decidiram ocupar o prédio da Administração da FFLCH. Nós, da Juventude do PSTU, fomos contra a ocupação naquela assembleia. Avaliamos que a luta contra a PM no campus é fundamental, uma pauta crucial de ser levada à frente por toda a esquerda dentro da Universidade. Mas não concordamos que essa luta deva se dar de maneira isolada. Devemos buscar o apoio de mais estudantes em toda a USP, construir uma grande mobilização e usar dos métodos mais radicais do movimento, como as ocupações, a partir do momento em que eles aproximem mais pessoas e disputem a opinião pública para as nossas posições. Ocupar naquele momento significava isolar a vanguarda do movimento, e essa não é a melhor forma de construir uma mobilização vitoriosa. Contudo, a opinião favorável à ocupação foi majoritária e nós, respeitando às deliberações de um fórum legítimo do movimento estudantil, construímos essa ocupação.

Estivemos nas comissões, construímos o ato contra a PM no campus no dia 31, e passamos todos os dias seguintes dentro da Administração da FFLCH. No dia 01 de novembro, fizemos uma grande assembleia que, após horas de debate político, votou por desocupar a Administração da FFLCH. A avaliação feita pela maioria dos estudantes naquele momento foi a de que era necessário ampliar o alcance da mobilização contra a Polícia no campus, e que a ocupação não era o instrumento apropriado para isso neste momento. Havia a proposta da construção de um calendário de lutas, que inclui um ato em frente ao Conselho Universitário no dia 08 de novembro.

A assembleia terminou um pouco após essa votação. Passado das 23h, estudantes se levantaram pedindo o fim da reunião para que pudessem voltar para suas casas, e a assembleia foi oficialmente encerrada aproximadamente às 23h30. Contudo, alguns membros de correntes políticas como a LER-QI, o PCO e o MNN se autodenominaram a continuidade da assembleia e votaram a ocupação imediata da Reitoria da Universidade.

Democracia se faz com respeito à opinião da maioria dos estudantes

O PSTU reivindica a democracia operária em todos os movimentos dos quais faz parte. Para nós, as decisões do movimento devem ser tomadas em reuniões abertas à participação de toda a base, onde as opiniões da maioria definem legitimamente os rumos do movimento.

É por este motivo que, mesmo discordando, ocupamos a administração da FFLCH. E é por esse motivo que hoje não apoiamos como método legítimo da luta atual dos estudantes da USP a ocupação da Reitoria.

Somos contra a construção do movimento isolada dos estudantes. Para nós, é tarefa dos lutadores ganhar cada dia mais estudantes para as nossas opiniões e atividades. E parte disso é respeitar a opinião da maioria mesmo quando somos contrários a ela.

A assembleia do último dia primeiro deliberou pela desocupação da Administração da FFLCH. O recado dos estudantes foi claro: continuar a luta contra a PM no campus, mas não manter o método da ocupação. Quem decidiu ocupar o fez à revelia da opinião da maioria, e este é um erro grave.

O método da calúnia e das mentiras não faz parte do movimento democrático

A acusação de que a Juventude do PSTU fez acordo com a Reitoria da USP para terminar a ocupação da Administração da FFLCH é absolutamente falsa. E mentiras como essa não fazem parte da concepção de movimento historicamente defendida pela esquerda.

Estamos ao lado dos estudantes e do movimento estudantil combativo contra a Polícia no campus e contra a Reitoria. Nossa corrente se constrói há anos nas lutas. Estivemos em todas as greves e ocupações da USP. Somos parte da disputa por outro projeto de educação e universidade. Acusar-nos do contrário não passa de uma grande mentira.

Defendemos a desocupação abertamente e apresentamos os argumentos para tal. Não acreditamos ser essa a melhor tática para o movimento agora. Mas não negociamos com a Reitoria por fora do movimento, e não o faremos em nenhum momento. Não é este o nosso papel nem nossa concepção. Nos submetemos às decisões do movimento e não faremos nenhuma ação desse tipo por fora.

Por outro lado, não aceitamos esse tipo de calúnia. Isso tudo faz parte de um método que não ajuda o movimento, mas o divide. E a responsabilidade é dos mesmos grupos que ocuparam a reitoria sem legitimidade nos fóruns do movimento. Ou seja, de grupos que, sob a falsa pretensão de serem os mais radicais e combativos, são burocráticos e não respeitam os métodos, o programa ou a moral do movimento, seguindo apenas e tão somente sua própria opinião e seus interesses.

Em defesa dos lutadores! Contra a repressão!

Apesar de discordarmos da ocupação e da metodologia com que foi feita, não aceitamos nenhuma repressão aos estudantes que ocuparam. Queremos deixar claro que repudiamos qualquer tipo de atitude violenta por parte da reitoria para reprimir o movimento e somos contrários a qualquer processo contra estudantes e trabalhadores. Exigimos também a revogação completa dos processos criminais e administrativos que existem contra companheiros da Universidade.

Um chamado à unidade na luta contra a Polícia no campus

Continuaremos nesta luta. Não podemos aceitar a Polícia Militar na Universidade, sob qualquer desculpa. Queremos uma universidade segura, mas para isso defendemos outras alternativas: mais iluminação e alternativas de transporte no campus, ocupação de seus espaços pela população, contratação e treinamento de uma guarda universitária concursada, que seja composta por funcionários treinados para a identificação e prevenção dos problemas de segurança, em especial com um corpo feminino que responda aos casos de violência contra as mulheres. Somos contra a PM no campus porque sabemos que seu papel é outro – abordar estudantes e trabalhadores, observar e reprimir o movimento organizado, impedir o clima de livre difusão de ideias, tão importante à autonomia universitária.

Convidamos a todo o movimento estudantil e aos movimentos sociais a participarem da luta, com o calendário que o movimento estudantil, a partir de suas entidades e fóruns, defende para os próximos dias:


Ato em frente ao Conselho Universitário no dia 08/11/2011 a partir das 10h

Aula pública na FFLCH no dia 08/11/2011 a partir das 18h

Defendemos a realização de uma nova assembleia geral dos estudantes para continuar a discussão e organizar nossos próximos passos.

Pela revogação imediata do Convênio entre a PM e a USP!

Fora PM do campus!

FONTE: JUVENTUDE DO PSTU-SP

sexta-feira, novembro 04, 2011

89% dos jovens têm orgulho de ser brasileiro














Estudo feito com pessoas de 18 a 24 anos revela que a geração atual pensa no coletivo e sonha com o fim da violência e corrupção

Os jovens brasileiros estão mais esperançosos com o futuro do país. Quem chega a essa conclusão é a empresa de mapeamento de tendências Box1824, que entrevistou 3000 garotos e garotas entre 18 e 24 anos, de todas as classes sociais, para descobrir o que eles pensam sobre o país e sobre a sua geração. O estudo, que faz parte do projeto intitulado “O Sonho Brasileiro” e demorou um ano e meio para ser concluído, constatou que 89% dos jovens têm orgulho de ser brasileiro, sendo que76% acreditam que o país está mudando para melhor. Os dados são positivos e revelam bastante otimismo entre as 25 milhões de pessoas que fazem parte desta faixa etária atualmente.

O levantamento mostra que esses números são resultados de diversos fatores. No campo social, isso se deve a esse grupo ter crescido no período pós-ditadura, imerso em novas tecnologias e com a inflação controlada. Diante da situação econômica mais promissora, o jovem encontra um país cada vez mais importante no cenário internacional, pronto para superar crises, além de ser escolhido para sediar grandes eventos esportivos.

A cara da nova geração

Mas, se o país vai bem, qual é a cara da juventude, associada normalmente a movimentos de ruptura? No passado, ela enfrentava realidades distintas. Nos anos 1960, o jovem tinha sonhos grandiosos e utópicos. A geração seguinte possuía sonhos possíveis, porém individualizados. A atual tem desejos alcançáveis e quase sempre focados no coletivo. Desses jovens, por exemplo, 77% acreditam que o seu próprio bem-estar depende da satisfação da sociedade em que vive. “É dever do cidadão pensar no coletivo”, afirma o estudante Felipe Gonçalves Guimarães, de 18 anos.

A pesquisa, antes mesmo de constatar o otimismo com o país, provocou os jovens a refletirem sobre os anseios pessoais. Assim como Felipe, cujo maior sonho é ser bem-sucedido nos cursos de Cinema e Publicidade e Propaganda, a maioria, 55%, cita como primeira opção o desejo de se formar e conseguir emprego. Outros 24% logo escolhem alcançar o trabalho dos sonhos. Mais uma constatação dos pesquisadores é a de que essas pessoas querem fazer aquilo que gostam e não pensam apenas no dinheiro. Roberto Moreira Lage Júnior, de 20 anos, estuda direito, mas coloca a vontade de se sentir realizado profissionalmente na frente da estabilidade financeira. “Fazer o que dá dinheiro, mas não dá prazer, pode vir a se tornar insuportável”, acredita.

Esse pensamento é compartilhado por Gabriel Vasques, 18 anos, que afirma categoricamente: “Meu maior sonho é conseguir viver de música”. Para ele, a realização pessoal é o mais importante. “Estou colocando como prioridade aquilo que gosto, não faço questão de um salário absurdo para me sentir realizado”, acrescenta. O que a pesquisa mostra é que essa geração não nega questões como dinheiro e estabilidade, mas a diferença é que não se contenta só com isso e quer unir a realização pessoal com a profissão dos sonhos. “Fazer o que gosta, mas não ter condições de sobreviver, também não é possível”, pondera Roberto. A percepção é de que os profissionais mais admirados são os que conseguem aliar trabalho e felicidade.

Sonhos para o Brasil

Quando o tema em pauta é o país, e não o indivíduo, 18% sonham com menos violência, seguido pelos 13% que citam a necessidade de menos corrupção. Gabriel se encaixa nesse quadro e acredita que o desvio de verba pública acontece em quantidade absurda e deseja a diminuição dessa realidade. Para mudar o que está errado, o estudo aponta o próprio jovem como catalisador do progresso, isso porque historicamente essa faixa de idade busca ampliar suas liberdades de escolha e expressão ao revolucionar costumes.

Dentro do grupo pesquisado, 56% acreditam que a transformação será alcançada agindo com honestidade no dia a dia, e outros 30% por meio das oportunidades que o Brasil oferece. Todo o otimismo em relação à nação surge com os 87% que acham o país importante no mundo atual. O curioso é que o jovem acredita no Brasil, mas não atribui o progresso a nenhum partido político. A pesquisa mostrou que eles, além de apontarem os problemas, já enxergam as maneiras pelas quais podem atuar pela mudança, que parte do desejo individual para alcançar o coletivo.

As recentes manifestações anticorrupção que pipocaram pelo Brasil refletem essa realidade. As mobilizações surgiram a partir de ambientes digitais, como o Facebook, pela livre iniciativa de indivíduos cansados da impunidade. No ambiente da internet, acharam outras pessoas com o mesmo pensamento e assim o movimento ganhou forma e tomou as ruas. Em nenhuma dessas marchas houve a participação de partidos políticos. Isso não significa uma geração despolitizada, já que 71% dos jovens acreditam que usar a internet para mobilizar as pessoas é uma forma de fazer política.

O diferencial para qualquer outro tempo é a maneira pela qual essas manifestações começaram, o que reflete o novo jeito de se relacionar. Por isso, são considerados a primeira geração global de brasileiros. Eles não veem barreiras na comunicação e enxergam a tecnologia como espaço para trocas sem limites físicos ou sociais, assim seus anseios pessoais são expostos em rede e outras pessoas se identificam e começam a se mobilizar. Essa característica é definida pelo projeto Sonho Brasileiro como hiperconexão. “A internet é, hoje em dia, o meio de comunicação que mais influencia os jovens, o papel dela é primordial”, salienta Gabriel.

Os jovens-ponte

De acordo com a pesquisa, os jovens-ponte são os formadores de opinião e equivalem a 8% das pessoas entre 18 e 24 anos. São dois milhões de brasileiros nessa condição. E o principal diferencial é que eles convivem com grupos bastante distintos e levam o que aprendem de um para o outro, redistribuindo os pensamentos e conectando pessoas que não se falariam espontaneamente. O projeto as define como catalisadores de ideias.

Outra característica é que essas pessoas não aceitam discursos preconceituosos, porque acreditam que essa ponte deve ser feita entre diferentes realidades. Como esse jovem transita por muito mais grupos do que a média, age por múltiplas causas, está aberto a trocas e não defende bandeiras unidimensionais. Felipe, que se relaciona com mais de seis grupos, acredita que se encaixa nesse perfil. “Quando converso sobre política, por exemplo, sempre tento mostrar os dois lados.”

Segundo o estudo, a geração atual é menos individualista e está cansada de hierarquia. Não à toa,74% afirmam se sentir na obrigação de fazer algo pelo coletivo no seu dia a dia e a profissão dos sonhos mais citada foi “ser dono do próprio negócio”. Seus anseios estão mais alcançáveis por acreditarem em pequenas revoluções no dia a dia. Todo esse processo é exemplificado pela simples frase de Gabriel: “A juventude e a mudança estão ligadas.”

FONTE: jovem.ig

quinta-feira, novembro 03, 2011

UNE recebe R$ 30 milhões, mas nova sede no Rio não sai do papel












Entidade comandada pelo PC do B ainda não levou adiante a construção do edifício com dinheiro da indenização pelos danos sofridos durante o regime militar


Comandada por dirigentes ligados ao PC do B desde que voltou à atividade formal, em 1979, a União Nacional dos Estudantes (UNE) ainda não tirou do papel o prédio de 12 andares que promete construir em um dos melhores pontos da Praia do Flamengo (zona sul) com os R$ 44,6 milhões a que tem direito como indenização pelos danos sofridos durante o regime militar. Embora a União tenha pago R$ 30 milhões aos estudantes em dezembro passado, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do lançamento da pedra fundamental da obra, o terreno continua intacto. Os outros R$ 14,6 milhões estão prometidos pela presidente Dilma Rousseff desde o início do ano, mas ainda não foram liberados.

Além dos R$ 30 milhões da indenização, a UNE recebeu, durante os dois mandatos de Lula, R$ 12,8 milhões da União, graças a convênios com instituições federais, inclusive o Ministério do Esporte, entregue ao PC do B desde o início do governo petista. O valor é 11,6 vezes maior que o R$ 1,1 milhão liberado nos dois governos do tucano Fernando Henrique Cardoso. Houve repasses apenas em 1995, de R$ 100 mil, e em 2002, de R$ 1 milhão.

Levantamento do site Contas Abertas, com base no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), mostra que os convênios da UNE com o Ministério do Esporte renderam repasses de quase R$ 450 mil, em 2004 e em 2009. O convênio de 2009, no valor de R$ 250 mil, prevê "capacitação de gestores de esporte e de lazer". O de 2004 somou R$ 199,6 mil, para "promoções de eventos de esporte educacional".

O Ministério que fez os maiores repasses à UNE foi o da Cultura, somando R$ 8,5 milhões. Um dos maiores convênios, de 2009, no valor de R$ 1,459 milhão, concedeu "apoio financeiro ao projeto `atividades culturais e artísticas da UNE'". No mesmo ano, foram repassados R$ 786,5 mil para "realização de shows de música popular brasileira e debates nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro". O Ministério da Saúde, somente em 2008, repassou R$ 2,8 milhões para programa de "apoio à educação de trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS)", segundo o Contas Abertas.

Por causa dos altos valores repassados à UNE nos últimos anos, o procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), pediu aos ministérios informações e cópias das prestações de contas dos universitários. Segundo a assessoria de imprensa do TCU, os esclarecimentos das instituições federais serão analisados quando o procurador voltar de férias, na próxima semana. Marinus Marsico poderá pedir mais informações, apresentar um pedido de investigação ao TCU ou encerrar o procedimento, se entender que as prestações de contas foram satisfatórias.

Em resposta às perguntas encaminhadas pelo Estado, a direção da UNE detalhou vários convênios firmados com o governo Lula, como os programas Roda a Rede e Sempre Jovem e Sexagenária, com o Ministério da Cultura, a Caravana de Saúde, Educação e Cultura, com o Ministério da Saúde, e atividades esportivas na 6ª Bienal de Arte e Cultura da UNE, em Salvador, em 2009, com o Ministério do Esporte. "Todos os convênios são públicos e estão disponíveis para consulta pública. Todos os recursos foram utilizados na realização de atividades que a UNE organiza, como congressos e bienais de cultura", diz a nota. Segundo a assessoria de imprensa, os estudantes não receberam até agora nenhuma notificação ou pedido de informações do TCU.

FONTE: ESTADÃO

sábado, setembro 10, 2011

Manifesto contra a corrupção





265 votos para absolver Jaqueline Roriz
40 bilhões no bolso dos corruptos
Salário de 26,7 mil para os deputados
2,98 % do orçamento para educação
Até quando?



* A juventude se levanta em várias partes do mundo provando que nada é impossível de mudar. As revoluções no mundo árabe, as mobilizações na Europa e no Chile foram verdadeiras lições para nossa geração.

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Neste dia 7 de setembro, o assunto que atraiu a simpatia de milhares no facebook foi a corrupção. Nos primeiros meses de governo Dilma caíram quatro ministros. A oposição de direita não tem moral para falar nada, já que o PSDB e o DEM estão cheios de casos iguais ou piores. Mas os políticos, banqueiros e empresários estão muito satisfeitos, lucraram como nunca nos últimos anos.

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Nas periferias e nas favelas, a juventude pobre e trabalhadora sente na pele as dores de viver num país tão desigual. O salário mínimo é R$ 545,00. A saúde pública é uma vergonha. A educação de qualidade é para poucos, 25,5 milhões de brasileiros são analfabetos funcionais. Os ônibus, trens e metrôs são caros e lotados. Agora, até o futebol vai ficar inacessível com a diminuição dos estádios e o encarecimento dos ingressos... Mas sediar a copa não era para o mundial ficar mais acessível para o brasileiro?

Era. Do mesmo jeito que era pros governantes se preocuparem com as questões sociais, era pro dinheiro arrecadado ser investido em saúde, moradia, educação, era para o crescimento econômico significar melhoria das condições de vida. E nas crises econômicas, era para os bancos e empresas perderem dinheiro, mas até na crise eles ganham dinheiro.

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Entra governo, sai governo, tudo continua igual. Há uma lógica em tudo isso: as grandes empresas financiam as campanhas eleitorais, depois ganham uma licitação aqui e uma obra superfaturada ali. Era “só isso” que fazia Jaqueline Roriz e é tudo isso que fazem os outros 265 que votaram pela absolvição dela.

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Corrupção e capitalismo andam de mãos dadas

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Seja pelos mecanismos ilícitos ou pelos mecanismos legais, o Estado é governado para uma minoria. A corrupção é o mecanismo ilegal de transferência de dinheiro do povo para um punhado de senhores. O pagamento da dívida pública é o mecanismo legal. Muita gente acha que se há uma dívida, é preciso pagar, mas o que poucos sabem é que esta dívida já foi paga inúmeras vezes e não para de crescer. Em janeiro de 2003 o Brasil devia 898 bilhões. Nos últimos oito anos o país pagou cinco vezes este valor.

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E agora em 2011? Continuamos pagando e continuamos devendo. Neste ano, o Brasil vai pagar 954 bilhões de reais. 44,9% do orçamento e ainda estamos devendo 3 trilhões. Nessa lógica vamos pagar e dever para sempre. Essa não é uma dívida normal, é um mecanismo de transferência de dinheiro para os banqueiros, uma forma institucional de tirar dinheiro da maioria para beneficiar uma ínfima minoria.

É hora de perder a paciência com a farra dos políticos corruptos, dos banqueiros e dos grandes empresários:

Faxina de verdade é prisão e confisco dos bens dos corruptos e corruptores.

Contra o aumento do salários dos vereadores, deputados e políticos. O salário deles tem que ser o mesmo do trabalhador brasileiro.

METADE do orçamento vai para os banqueiros. Isso não pode continuar. Não ao pagamento da dívida interna e externa.

O governo tem que pagar sua dívida com os trabalhadores e o povo pobre. Dinheiro para saúde e educação já.

10% do PIB para educação pública já.

Quem somos nós?

Existe um grande descrédito nos políticos e nos partidos em geral. Nós compreendemos isso e também rechaçamos os partidos corruptos e os políticos que fazem tudo por dinheiro. Mas não podemos concluir que, para criticar esses partidos, a saída é negar o direito das pessoas de se organizarem partidariamente. Nem todos os partidos são corruptos.

Nós não temos nada a ver com os grandes partidos e os deputados que aumentaram seus próprios salários. Há alguns, bem poucos é verdade, que defendem um projeto alternativo de sociedade. O PSTU é um deles.

Somos um partido socialista e revolucionário, composto por jovens e trabalhadores que querem lutar pela construção de um mundo melhor livre da exploração e da opressão.
FONTE: JUVENTUDE PSTU

sexta-feira, junho 17, 2011

Contagem regressiva para o Congresso da ANEL















Faltam apenas poucos dias para o Congresso da ANEL! Estamos na contagem regressiva, e já são quase 1800 delegados eleitos em todo o Brasil! Delegações de Norte a Sul do Brasil já estão terminando as últimas eleições de delegados, organizando seus ônibus, arrecadando o dinheiro das taxas. Ao que tudo indica, será um grande Congresso.

Já temos diversas presenças internacionais confirmadas, como jovens da Espanha, Egito, Palestina, Argentina, Costa Rica, El Salvador, e muitos outros países! Além disso, a lista de palestrantes está excelente, com presenças de grandes intelectuais e importantes lutadores do movimento sindical e popular brasileiro.

Teremos no nosso Congresso refletidas as principais lutas que vive hoje o nosso país, como “Somos Todos Bombeiros!” do Rio de Janeiro, a greve dos servidores das universidades federais e dos professores das redes de ensino estadual e municipal, além das últimas greves da construção civil e outras que já tiveram importantes vitórias.

A batalha contra as opressões seguirá com força, a partir do enorme exemplo que demos com a Campanha “É hora da Virada contra a Homofobia!” e teremos diversos Painéis Temáticos, onde o estudante livre poderá escolher o tema que mais se identifica e ajudar a ANEL a elaborar seu Programa.

É no Congresso da ANEL, por fim, que realmente poderemos alavancar uma enorme Campanha Nacional contra o PNE do governo Dilma e pelos 10% do PIB já para a educação. Só num Congresso independente, democrático, aliado aos trabalhadores e realmente combativo que poderemos construir a luta contra todos os ataques que a Dilma sistematizou neste novo PNE, que está tramitando no Congresso Nacional.

A UNE, que em eleições muito frias para o Congresso da UNE nas universidades não expressaram nenhum processo real de luta que está se desenvolvendo hoje, vai aplaudir de pé o PNE, dizer que os 10% do PIB pra educação podem vir só daqui a 10 anos e mais uma vez, demonstrar sua total falta de independência para defender o interesse estudantil.

É o Novo que Pede Passagem, para fortalecer o movimento estudantil livre! Isso significa agora, mais do que nunca, participar do 1º Congresso da ANEL, levando muitos estudantes para sacudir o país no próximo período e colocar o movimento estudantil lado a lado com os trabalhadores brasileiros em luta, construindo uma nova entidade: democrática, independente, combativa e livre!

Confira a programação do congresso

Dia 23 de Junho (Quinta-feira)

9h – 11h: Mesa de Abertura

11h – 12h: Leitura e aprovação do Regimento Interno do Congresso

14h - 18h: Grupos de Discussão sobre Educação

20h - 22h: Palestra sobre educação “Balanço das políticas educacionais e perspectivas para a Educação Brasileira”

Dia 24 de Junho (Sexta-feira)

9h-12h: Mesa Internacional

14h-18h: Grupos de Discussão:

ANEL: Concepção de Entidade e Trabalho de Base

20h: Festival Livre! Shows, oficinas culturais e DJ.

25 de Junho (Sábado)

9h – 12h: Grupos de Discussão:

ANEL contra toda a forma de Opressão

14h – 18h: Painéis Temáticos

1. Cultura e Mídia Independente

2. Meio Ambiente

3. Transportes

4. Violência e Legalização das Drogas

5. Criminalização dos Movimentos Sociais

6. Questão Agrária

7. Esportes

8. Saúde

20h – Festa Junina: Ato lúdico em defesa do casamento gay e da Pl 122 de criminalização da homofobia com um casamento de lésbicas numa quadrilha junina.

Dia 26 de Junho (Domingo)

9h- Plenária Final do Congresso

FONTE: ANEL-LIVRE