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terça-feira, abril 07, 2009

Ruanda lembra os 15 anos do genocídio que matou 800 mil pessoas

Ruanda marcou nesta terça-feira (7) o aniversário de 15 anos do início do genocídio que matou mais de 800 mil pessoas.
A matança no país começou pouco depois que o avião do então presidente ruandês, Juvenal Habyarimana, foi derrubado.
Durante cem dias, uma milícia de origem étnica hutu massacrou pessoas de origem étnica tutsi e também hutus moderados.
O presidente de Ruanda, Paul Kagame, que liderou um grupo de rebeldes tutsis que ajudou a acabar com o genocídio, participou de uma cerimônia onde colocou flores em valas comuns.
As valas ficam no local onde tropas da ONU abandonaram milhares de pessoas que buscavam abrigo em uma base da organização.
BBC

Maré impiedosa de fome global atinge 1 bilhão

Um tsunami foi a imagem escolhida para descrever o golpe da crise dos alimentos do ano passado. A situação atual lembra mais o aumento lento e impiedoso de uma maré, gradualmente arrastando mais e mais pessoas para as fileiras dos desnutridos.
Quase despercebida por trás da crise econômica, uma combinação de crescimento mais baixo, aumento do desemprego e queda das remessas de dinheiro com preços persistentemente altos dos alimentos elevou o número dos cronicamente famintos pela primeira vez acima de 1 bilhão.
O aumento reverteu o declínio ao longo do último quarto de século na proporção das pessoas cronicamente famintas do mundo.
"Nós ainda não saímos da crise dos alimentos", disse Josette Sheeran, chefe do Programa Mundial de Alimentos da ONU, em Roma, que precisa de cerca de US$ 6 bilhões neste ano para alimentar os mais pobres, um aumento de 20% em comparação ao recorde de US$ 5 bilhões do ano passado.
"O impacto dos altos preços do ano passado continua. Além disso, os países agora sofrem uma perda de renda devido à crise financeira global", ela acrescentou, repetindo a visão de outras autoridades e especialistas entrevistados pelo "Financial Times".Kanayo Nwanze, o novo presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura da ONU, alertou que os migrantes estão voltando das cidades para o interior em grande número, criando pressão extra."Haverá mais bocas para alimentar com pouca ou nenhuma comida", ele disse.
A crise está se expandindo para fora da África à medida que a recessão econômica se soma ao impacto dos altos preços. Países que tinham pouco problema com alimentos por quase 20 anos, como Quirguistão, agora estão pedindo ajuda.O pior ainda está por vir, à medida que o impacto da recessão sobre o poder aquisitivo se tornar mais evidente e o custo dos alimentos permanecer alto, disseram autoridades, executivos do setor e especialistas.Robert Paarlberg, professor de ciência política do Wellesley College, nos Estados Unidos, e um respeitado especialista em agricultura, disse estar "mais preocupado com a fome do que com a atual crise econômica" do que estava "no pico do aumento dos preços das commodities alimentares em meados do ano passado".
Peter Brabeck, presidente da gigante alimentícia Nestlé, também acha que a crise está piorando."Não esqueça que os preços dos alimentos estão no momento cerca de 60% mais altos do que estavam há 18 meses. E isso significa que as pessoas que gastam 60%, 70% de sua renda disponível em alimentos, foram atingidas muito, muito fortemente", ele disse.
Os alertas ocorrem apesar dos preços globais das commodities agrícolas terem caído acentuadamente em comparação às altas recordes do ano passado. Entre os itens básicos, o preço do milho, trigo e arroz caíram quase pela metade. Todavia, Allan Buckwell, professor emérito de economia agrícola do Imperial College, em Londres, disse que as commodities agrícolas voltaram ao patamar de meados de 2007.
"Os preços dos alimentos não caíram como os de outras commodities, como o petróleo", ele disse.Além disso, os preços estão bem acima de sua média dos últimos 10 anos, com alguns sendo negociados ao dobro do nível de 1998-2008, apesar da queda.
Por exemplo, o custo atual do arroz tailandês, o referencial mundial, a US$ 614 a tonelada, representa mais que o dobro de sua média dos últimos 10 anos, de US$ 290 a tonelada. Além disso, os preços domésticos dos alimentos em muitos países em desenvolvimento, particularmente na África sub-Saara, não caíram nem um pouco e, em alguns casos, estão subindo de novo por causa do impacto da safra ruim e da falta de crédito para importações.
Sheeran aponta precisamente para este problema: "Os preços locais estão subindo. Por exemplo, o preço do milho em Maláui subiu 100% no ano passado, enquanto os preços do trigo no Afeganistão estão 67% mais altos do que há um ano".
Agravando o panorama, os produtores rurais de todo o mundo estão plantando menos, reduzindo assim a produção deste ano, potencialmente ajudando a manter os preços dos alimentos em alta, apesar da demanda fraca em consequência da crise econômica.
Nos Estados Unidos, o maior exportador de commodities agrícolas do mundo, os produtores rurais deverão quebrar os cinco anos de expansão de terras cultivadas, reduzindo a área em 7 milhões de acres, a maior queda em 20 anos.
Em outros lugares, a preocupação é que os produtores rurais carentes de dinheiro, particularmente em países fontes de alimentos como Ucrânia, Argentina e Brasil, reduzirão seu uso de sementes híbridas de alta produtividade e fertilizantes, prejudicando assim a safra.
O principal cenário de pesadelo entre as autoridades de agricultura e ajuda alimentar -e para o setor de alimentos- é que uma onda inesperada de tempo ruim prejudique a próxima safra. Com os estoques de commodities agrícolas em baixas de múltiplos anos, isso poderia provocar uma elevação dos preços, provocando outra crise além da econômica.
Financial Times

segunda-feira, abril 06, 2009

Obama começa discretamente a estudar fim da proibição de gays nas Forças Armadas

Muito discretamente, o presidente Barack Obama iniciou consultas nos meios militares americanos para conseguir apoio para derrubar a proibição de gays e lésbicas assumidos nas Forças Armadas. De acordo com reportagem publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO, o secretário de Defesa, Robert Gates, reconheceu ter conversado sobre o assunto com o presidente.

Obama quer cumprir mais uma promessa de campanha: acabar com a política - adotada em 1993, durante o governo Bill Clinton, e mantida nos oito anos de George W. Bush - que baniu homossexuais assumidos das Forças Armadas americanas e que tornou-se conhecida pela expressão "don't ask, don't tell" ("não pergunte, não conte"). Na época, a lei foi uma forma de Clinton cumprir parcialmente sua promessa da pôr fim à proibição de gays entre os militares: desde que não se expusessem ou tivessem comportamento suspeito, os homossexuais não seriam investigados nem perseguidos.

Depois de consultar os militares, Obama decidiu assinar a declaração da ONU apoiando a descriminalização da homossexualidade, já assinada por 66 países, inclusive o Brasil. Além disso, a deputada californiana Ellen Tauscher apresentou na semana passada na Câmara dos Representantes um projeto de lei requerendo o fim da proibição a homossexuais assumidos nos meios militares, o que vai levar o assunto a debate parlamentar em breve. A deputada apresentou o projeto de lei pouco antes de ser convidada para ocupar um posto no Departamento de Estado.
O Globo

quarta-feira, abril 01, 2009

Bolívia obtém empréstimo milionário do Brasil para construção de estrada


O Governo da Bolívia confirmou hoje que obteve um empréstimo de US$ 332 milhões do Brasil para a construção de uma estrada entre os departamentos (estados) de Cochabamba, na região central do país, e Beni, no noroeste boliviano.
O empréstimo será concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, informou hoje que o Governo do país autorizou o ministro de Obras Públicas, Walter Delgadillo, a assinar o contrato com as autoridades brasileiras.
O empréstimo de US$ 332 milhões representa cerca de 80% do custo total da obra, calculado em US$ 415 milhões e cuja licitação foi vencida pela empresa brasileira OAS.
Setores da oposição boliviana questionaram o preço da obra, considerado muito alto para uma estrada de 350 quilômetros de extensão, frente ao custo médio de outras vias construídas no país.
A Controladoria-Geral boliviana anunciou uma investigação sobre o caso e sobre outras licitações do Governo a construtoras locais e estrangeiras.
EFE

segunda-feira, março 30, 2009

Presidência de Obama abre portas para mídia negra















Para revistas, jornais, canais televisivos e estações de rádio voltados ao público negro, a chegada da gestão Obama foi o prenúncio de uma era sem precedentes de acesso à Casa Branca. O presidente Barack Obama deu sua primeira entrevista impressa para a revista Black Enterprise e uma de suas primeiras entrevistas de rádio a um apresentador negro.
Neste mês, ele convidou 50 editores de jornais negros para um encontro na Casa Branca. E, durante sua coletiva de imprensa na terça-feira, ele pulou vários proeminentes jornais e revistas para chamar Kevin Chappell, editor da revista Ebony. Foi a primeira vez que um repórter da Ebony foi convidado para fazer perguntas ao presidente durante uma coletiva de imprensa de horário nobre.
"Temos, pelo menos, o mesmo número de cadeiras na mesa", disse Bryan Monroe, vice-presidente e diretor editorial das revistas Ebony e Jet. "Não vamos conseguir tudo que precisamos. Mas agora podemos ter a certeza de que somos ouvidos." Obama está cultivando um novo elenco de jornalistas na capital americana, os correspondentes e editores de meios de comunicação negros, que alocaram mais pessoas e recursos para a cobertura do primeiro presidente afro-americano.
Alcançar esses jornalistas permite que Obama passe sua mensagem para o público negro por meio de organizações de mídia que geralmente o celebram mais do que criticam. Autoridades afirmam que essas organizações chegam a pessoas geralmente não alcançadas pela imprensa tradicional e que o esforço reflete o compromisso do presidente de governar para todos os americanos. "Queremos que as pessoas saibam o que estamos fazemos e como as políticas do governo vão impactar suas comunidades", explicou Corey A. Ealon, o novo diretor do presidente para a mídia afro-americana.
Nas últimas semanas, o governo convidou grupos de mídia negros para acompanhar as tele-conferências de vários altos conselheiros de Obama, como Rahm Emanuel, seu chefe de gabinete; Valerie Jarrett, conselheira sênior; e Shaun Donovan, secretário de Habitação. Também foram organizadas reuniões com Melody C. Barner, que lidera o Conselho de Políticas Domésticas do presidente. E durante o encontro da semana passada com os editores negros, Obama agradeceu o apoio a sua candidatura e presidência.
"A razão pela qual eu e Michele conseguimos fazer o que estamos fazendo é o apoio extraordinário e a consideração de sua cobertura sobre nossas campanhas e atividades, portanto, estou muito agradecido a vocês", disse Obama aos membros da Associação Nacional de Editores de Jornal, que representa mais de 200 jornais da imprensa negra americana. Mas se o novo acesso à Casa Branca levou mais relevância e respeito a meios há muito relegados ao segundo plano, também atiçou o debate sobre se a imprensa negra deveria oferecer uma visão mais crítica do presidente.
Neste mês, Tavis Smiley, conhecido apresentador negro de TV e rádio, clamou em entrevista na National Public Radio que jornalistas - tanto brancos quanto negros - avaliassem criticamente o desempenho de Obama. "Acredito que o solo é fértil para que Barack Obama seja um grande presidente", disse Smiley. "Eu acho que ele pode ser, mas apenas se ajudarmos a fazê-lo um grande presidente. Grandes presidentes precisam ser empurrados até sua grandeza." Smiley alertou, porém, que criticar Obama não era para "os corações fracos".
Ano passado, Smiley se demitiu como comentador regular do programa The Tom Joyner Morning Show após receber uma chuva de e-mails e telefonemas furiosos por ter questionado o comprometimento de Obama com as lutas negras. Grupos de mídia negros insistem, porém, que vão fazer pressão no presidente e que os recursos acrescentados fornecerão mais cobertura.
A Black Entertainment Television incluiu um segundo correspondente à sua equipe na Casa Branca e a rede de televisão transmitiu ao vivo o primeiro pronunciamento de Obama ao Congresso e suas duas coletivas de imprensa. A Essence, revista voltada para mulheres negras, contratou seu primeiro correspondente em Washington. A Johnson Publications, grupo de Chicago que controla as revistas Ebony e Jet, inseriu uma nova seção na semanal Jet, "Inside Washington" (Por dentro de Washington).
Além de artigos celebrando a posse, o casamento de Obama, sua família e seu estilo de governo, algumas publicações examinaram os planos econômicos do presidente e se preocuparam com a negligência aos problemas da comunidade negra. A Black Entrerprise publicou recentemente um artigo no qual vários economistas negros dissecavam o plano de estímulo econômico, com alguns questionando a eficácia dos cortes de impostos e levantando preocupações sobre se o plano lidaria com o alto nível de desemprego entre os negros.
Hazel Trice Edney, editora-chefe do serviço de notícias da associação de editores, aponta que repórteres negros ainda são raramente chamados para os informes diários da Casa Branca. E observou que a administração se recusou a permitir que os editores negros presentes no encontro com Obama fizessem qualquer pergunta ou cobertura do evento - ela desafiou a proibição gravando e reportando o encontro.
"O que aconteceu com Kevin é maravilhoso, estamos felizes que ele tenha sido chamado", disse Edney sobre Chappell. "Mas é apenas uma revista." Ao mesmo tempo, entretanto, alguns jornalistas e organizações de mídia negros prometem continuar seu papel histórico de celebrar as conquistas dos negros - incluindo a do presidente - porque dizem que as publicações tradicionais nem sempre fazem isso.
Semana passada, Dorothy Leavell, presidente da Fundação Nacional de Editores de Jornal, recebeu um caloroso aplauso quando disse a seus colegas editores que a eleição de Obama fez com que se sentisse "orgulhosa de que alguém tão excepcional, tão vibrante, pudesse liderar este país". Durante o encontro, Leavell deu a Obama o prêmio de personalidade da imprensa do ano de sua organização. "Estamos dando cobertura a você", disse.

The New York Times-Terra

sábado, março 28, 2009

O DRAMA DOS INTOCÁVEIS

Encontro de líderes religiosos e humanitários discute a situação dos 250 milhões de dalits que vivem no sul da Ásia e enfrentam há séculos a exclusão social


A novela Caminho das Índias despertou a curiosidade dos brasileiros sobre os dalits - os sem-casta da religião hindu -, conhecidos como "intocáveis". Na trama global eles são humilhados seguidamente, a ponto de não poder cruzar olhares com os membros da sociedade, atrapalhar seu caminho e muito menos tocá-los. Com tanta repercussão, não é raro ouvir a pergunta: "Será que acontece daquele jeito mesmo?" "Os dalits são como os mendigos no Brasil, apenas excluídos por questões sociais", garante o empresário Amitabh Ranjan, 33 anos, da casta nobre dos xátrias (leia quadro), no País há dez anos. De fato, a novela não representa o cotidiano desses 181 milhões de pessoas (16% da população da Índia). A realidade é ainda pior e vai além do social, atingindo a esfera religiosa e cultural. A discriminação continua mesmo se o intocável melhorar de vida, pois ele sempre carregará a marca sem casta no sobrenome. Mas os infortúnios dessa parcela da população indiana não preocupa apenas os fãs do folhetim de Gloria Perez. O drama dos intocáveis tem mobilizado respeitadas organizações internacionais. O Conselho Mundial de Igrejas e a Federação Luterana Mundial organizaram entre os dias 20 e 25 de março um congresso internacional em Bangcoc, na Tailândia, para alertar outras instituições das atrocidades cometidas contra os dalits.
O resultado da discussão será encaminhado à Organização das Nações Unidas (ONU) e a órgãos de direitos humanos espalhados pelo mundo.


De acordo com o relatório "Hidden Apartheid" (apartheid escondido), formulado em fevereiro de 2007 pelo Observatório de Direitos Humanos (Human Rights Watch), com base em documentos da ONU, apesar de a Constituição indiana proibir desde 1947 a discriminação, os direitos mais básicos dos intocáveis não são respeitados. Eles não têm acesso à saúde, educação, alimentação e a condições mínimas de higiene, como uso de água potável e sanitários públicos (leia quadro). A maioria só consegue um tipo de emprego - varredor de rua. Na Índia, isso significa mergulhar em esgotos a céu aberto. Segundo o relatório, as péssimas condições sanitárias levam 62% dos dalits a sofrer de problemas respiratórios; 32%, de doenças de pele; 42% de icterícia; e 23% chegam à cegueira. É comum que as mulheres das vilas mais pobres sejam obrigadas a se prostituir. As crianças são confinadas ao trabalho escravo e as poucas que têm acesso à educação são excluídas na escola. Elas não têm direito à refeição com as demais e apanham dos professores. "Dalit não aprende se não apanhar", disse um dos professores entrevistados pelos comissários da ONU. As famílias intocáveis com um pouco mais de recurso são frequentemente extorquidas pela polícia e recebem metade do pagamento por qualquer serviço prestado. O casamento entre castas continua a ser condenado, mesmo que o dalit tenha alguma condição financeira e nível superior. Eles são excluídos até mesmo das ajudas humanitárias de desastres naturais. Após o terremoto em Gujarat, em 2001, e o tsunami no oceano Índico, em 2004, os intocáveis não tiveram acesso aos abrigos públicos, doação de alimentos, atendimento médico ou acesso a crédito para reconstruir as suas casas.
A Índia vive dois mundos. Uma economia que cresce 9,4% ao ano - a segunda maior depois da China - num país que mantém um sistema social obsoleto, anterior aos pressupostos básicos da Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão de 1789. Está em oitavo lugar no ranking mundial de bilionários e em 127º no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com 350 milhões de pessoas vivendo com menos de US$ 1 por dia. É uma contradição a céu aberto. Para espanto tanto de líderes humanitários quanto de fãs de um bom dramalhão televisivo. Com uma realidade mais cruel que a ficção.
ISTOÉ

sábado, novembro 22, 2008

Metas do Milênio da ONU ficam mais distantes com crise, diz Bird

O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, reconheceu, nesta sexta-feira, que a atual crise econômica e financeira tornará "difícil" que se atinja as "Metas do Milênio", acordo firmado em 2000 na ONU para combater a pobreza mundial."O mundo enfrenta o impacto da pobreza", disse Zoellick, durante um encontro com parlamentares de todo o planeta, organizado pela assembléia nacional do Bird.Zoellick acrescentou que o contínuo aumento dos preços dos alimentos pôs "mais 100 milhões de pessoas na pobreza" e um número ainda maior na desnutrição.Em 2000, os Estados-membros da ONU se comprometeram a reduzir a pobreza mundial pela metade até 2015 e a reduzir o número de pessoas desnutridas, assim como a garantir uma melhor assistência médica e um meio ambiente sustentável."Alguns países sofreram desvalorizações de suas moedas, o que encareceu suas importações", por isso "estamos muito distantes dos recursos" necessários para alcançar esses objetivos.
"A angústia e o medo (decorrentes da crise) podem se transformar em ódio" e "muitos países vivem um momento perigoso", política e socialmente, com o aumento do desemprego, por causa da crise, concluiu o Bird.
FONTE: AFP