Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!
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quarta-feira, novembro 23, 2011

OBRIGADO POR TUDO! POR TODOS!


OLHE O CÉU; OLHE O MAR; OLHE A TERRA;
ACREDITE, APENAS ESTES SÃO MAIORES QUE VOCÊ!

DE RESTO, TODOS OS SEUS DESEJOS PODERÃO SER ALCANÇADOS,
TODA DIFICULDADE SERÁ UMA POSSIBILIDADE DE CRESCIMENTO,
TODA OPORTUNIDADE SERÁ UMA PORTA AO SUCESSO,
TODA ALEGRIA, PAZ, TRANQUILIDADE, TODA FELICIDADE,
LHE SERA CAMINHO DE LIBERDADE!

VOCÊ É KIZZY, A QUE NÃO VAI EMBORA, A QUE VEIO PARA FICAR!
TE AMO! E LHE AGRADEÇO TODA FELICIDADE QUE VOCÊ ME DÁ!

quinta-feira, março 10, 2011

MINHA TERRA À VISTA

ELEGIA
Composição: Augusto de Campos / Péricles Cavalcanti


Deixa que minha mão errante adentre
atrás, na frente, em cima, em baixo, entre

Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista

Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério

Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo

Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes

Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita

Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la




COMO SE 08 HOJE FOSSE, E QUE SEJAM TODOS OS DIAS!

quarta-feira, janeiro 19, 2011

ELIS sempre REGINA



















Marcado, como sempre, por uma fabulosa mescla de teatralidade e poesia, o último show de Elis, Trem Azul, realizado em fins de 1981, trazia um monólogo que, lamentavelmente, acabou servindo como seu comovente testamento: “Agora retiram de mim a cobertura da carne, escorrem todo o sangue, afinando os ossos em fios luminosos – e aí estou pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecida comigo.

Um rascunho. Uma forma nebulosa, feita de luz e sombra. Como uma estrela. Agora eu sou uma estrela”.

Pouco depois, em 19 de janeiro de 1982, com apenas 36 anos, uma mistura bombástica de álcool e cocaína pôs fim a uma vida marcada pela mesma intensidade e dramaticidade que caracterizaram suas apresentações.

Nascida em Porto Alegre, Elis começou sua carreira aos sete anos, em programas de rádio. Aos 15, gravou seu primeiro disco e, no início dos anos 60, ainda adolescente, já fazia sucesso no Beco das Garrafas, o antológico reduto carioca da Bossa Nova. A consagração nacional veio aos 20 anos, em 1965, quando venceu o I Festival de Música Popular Brasileira, interpretando “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. A projeção internacional consolidou-se em 1978, com a vibrante participação no Festival de Montreaux, na Suíça.

No decorrer de sua carreira, ainda estrelou por três anos, com Jair Rodrigues, o programa de TV “O Fino da Bossa”, na Record, responsável pelo lançamento de jovens compositores e cantores como Milton Nascimento e Gilberto Gil; gravou o memorável “Elis & Tom”, em 1974, que imortalizou a música “Águas de Março” e, até a sua morte, emprestou sua afinadíssima voz para as composições do que havia de melhor entre os compositores de MPB e para recriações maravilhosas de “clássicos” compostos por Adorinan Barbosa, Cartola, Dorival Caymmi, Ataulfo Alves e Lupicínio Rodrigues, dentre vários outros.

O impacto de sua morte prematura e o enorme carinho que o público lhe dedicava transformaram seu velório em uma espécie de ato público, que reuniu dezenas de milhares de pessoas que protagonizaram um comovente “espetáculo”, marcado por cenas de paixão e drama muito próximas àquelas que Elis interpretou durante toda sua vida, dentro e fora dos palcos.

Cantando a paixão
Apelidada de “Pimentinha” ou “Furação”, em razão de sua personalidade explosiva e suas posturas polêmicas, Elis era, acima de tudo, uma mulher intensa. Seus três casamentos, algo nada comum na época, foram cercados por episódios estrondosos. Avessa a meias palavras e dotada de um ácido senso de humor (geralmente acompanhado por uma inesquecível gargalhada), a cantora não se cansava de protestar contra a “caretice” que vigorava em sua época e de exaltar a liberdade de expressão e comportamento.

Uma paixão pela vida que transparecia, acima de tudo, na escolha de seu repertório e na sua forma de interpretação. De baixa estatura, ela agigantava-se no palco, por gestos largos e uma voz jazzística, cuja sensualidade seduzia o público.

Exemplar nesse sentido foi o espetáculo Falso Brilhante, 1975-1976, um dos maiores sucessos da história da música brasileira. Dirigido pela atriz Miriam Muniz e com cenários e figurinos de Naum Alves de Souza, o espetáculo ficou em cartaz por 14 meses, lotando diariamente os 1.500 lugares do teatro.

Foi nesse show que Elis cantou “Tatuagem”, de Chico Buarque, cuja interpretação – ao lado de “Dois pra lá, dois pra cá” (João Bosco e Aldir Blanc), “Atrás da porta” (Chico Buarque e Francis Hime), “Me deixas louca” e algumas outras dezenas – é imbatível no que se refere às coisas do amor e suas muitas alegrias e dores.

A voz da anistia e da luta pela liberdade
No início de sua carreira, Elis foi protagonista de alguns episódios que lhe renderam duríssimas críticas. Um deles, um tanto pitoresco, foi um movimento organizado em 1967 contra a influência da música estrangeira em nosso país, conhecida como a “passeata contra a guitarra”, que lhe valeu a, breve, antipatia dos que buscavam inovar a MPB em fins dos anos 60.

Em 1972, contudo, a polêmica foi bem maior. Depois de ter dado uma entrevista na Europa afirmando que o Brasil era governado por “gorilas”, Elis foi “convocada” (como pré-condição para voltar ao país sem problemas) para cantar o Hino Nacional nas olimpíadas do exército, e, pior, pouco depois, a fazer um show, em Caxias do Sul, para o asqueroso general-ditador Médici.

A história lhe valeu um enterro simbólico no cemitério dos “mortos-vivos” do Pasquim, promovido por Henfil. Em 1979, depois de reconciliar-se com o cartunista, o “pedido de desculpas” veio na forma da gravação de “O bêbado e o equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc. Uma música que, ao cantar o sonho de ter “a volta do irmão do Henfil” e ao exprimir a dor das “Marias e Clarisses” que choravam seus mortos e desaparecidos, transformou-se no verdadeiro hino da luta pela anistia e pela redemocratização do país.

Aliás, mesmo que de forma indireta, Elis sempre embalou a luta pela democratização, ao emprestar sua voz para músicas que sintetizavam os sonhos e as esperanças da geração que lutou contra a ditadura e por liberdade.

Exemplo maior disso, até, deu-se depois de sua morte, no dia 7 de fevereiro de 1982, no show “Canta Brasil”, em São Paulo, com Chico Buarque, Milton Nascimento, Clara Nunes, Gonzaquinha e outros.

Transformado em um ato contra a ditadura – um dos momentos culminantes do show foi quando uma multidão de quase 100 mil acompanhou Simone cantando “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré –, o espetáculo terminou com “O bêbado e o equilibrista”, entoada por todos os cantores e a multidão, com punhos cerrados lançados ao ar.

No decorrer de sua carreira, os exemplos de músicas que serviram como metáforas musicais para repudiar a opressão ditatorial e as mazelas da elite dominante ou cantar o desejo por um mundo melhor e livre foram muitos. Alguns deles inesquecíveis, exatamente pela interpretação de Elis: “Los hermanos”, de Mercedes Soza, e “Como nossos pais”, de Belchior (Falso Brilhante, de 1976); “Sinal Fechado”, de Paulinho da Viola, e “Deus lhe pague”, de Chico Buarque (Transversal do Tempo, 1978); “Alô, Alô Marciano”, de Rita Lee e Roberto de Carvalho, “Maria Maria” e “Canção da América”, ambas de Milton Nascimento e Fernando Brant e “Aos Nossos Filhos”, de Ivan Lins e Vitor Martins (presentes no disco Saudades do Brasil, 1980).

Hoje, passados mais de 20 anos de sua morte, sua herança musical é o maior testemunho do vigor de sua breve vida. Para além dos três filhos músicos – João Marcelo Bôscoli, Pedro Camargo Mariano e Maria Rita –, Elis ainda continua embalando muita gente que, como muitos de nós e, também, “como nossos pais”, ainda encontram na voz de Elis beleza e força únicas para traduzir os cantos de nosso povo.

FONTE: Opinião Socialista

ELIS REGINA










"Agora o braço não é mais o braço erguido num grito de gol.

Agora o braço é uma linha, um traço, um rastro
espelhado e brilhante.

E todas as figuras são assim: desenhos de luz, agrupamentos de pontos de partículas, um quadro de impulsos, um processamento de sinais.

E assim ­ - dizem - recontam a vida.

Agora retiram de mim a cobertura da carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos em fios luminosos e aí­ estou, pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecida comigo.

Um rascunho.

Uma forma nebulosa, feita de luz e sombra.

Como uma estrela.

Agora eu sou uma estrela."
(elis)


HOMENAGEM G'BALA

sexta-feira, dezembro 31, 2010

2011 QUE NOS SEJA DE FELICIDADE E LIBERDADE!

















CAMINHOS DO CORAÇÃO
GONZAGUINHA


Há muito tempo que eu saí de casa

Há muito tempo que eu caí na estrada
Há muito tempo que eu estou na vida
Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz

Principalmente por poder voltar
A todos os lugares onde já cheguei
Pois lá deixei um prato de comida
Um abraço amigo, um canto prá dormir e sonhar

E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas

E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais que pense estar

É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos
É tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração



* A CADA UM QUE ACOMPANHA ESTE BLOG DESEJO
QUE NOS SEJA 2011, UM TEMPO DE CONSTRUÇÃO DE LIBERDADE E FELICIDADE

CELEBRAÇÃO DOM OBÁ

terça-feira, novembro 23, 2010

A TI, DE MIM...

À VOCÊ QUE CHEGANDO VEIO PARA FICAR;

QUE FICANDO SABE DO TEMPO QUE CHEGA A SEU TEMPO, NO TEMPO DE CADA COISA;

QUE SABE DA EXPERIÊNCIA DE OUTROS E COM ELAS APRENDE SEU FAZER;

QUE AO FAZER, O QUE GOSTA E ATÉ O QUE NÃO GOSTA, CONSTRUIRÁ LIBERDADE;

NÃO ESQUEÇA...!



Domingo 23 é Dia de Jorge


CELEBRAÇÃO G'BALA

domingo, fevereiro 14, 2010

FELIZ ANO NOVO

Hoje, dia 14 (domingo), às 00h51, começou o ano-novo chinês, que é orientado pelo calendário lunar de 13 lunações e que tem início sempre em uma Lua Nova ao final de janeiro ou no início de fevereiro. Este será o Ano do Tigre.


Segundo o calendário chinês, o 2010 é o ano do Tigre. O Tigre é o terceiro signo dos 12 signos chineses e representa essencialmente a coragem. Os antigos chineses reverenciavam o destemido tigre como signo capaz de proteger sua casa dos 3 maiores perigos que pudessem incorrer: o fogo, os ladrões e os fantasmas.


Quem nasce sob o signo do Tigre é uma pessoa que fascina graças a sua personalidade; ativa, atrevida e seguro de se mesmo. Este signo representa efetivamente a potência, a ousadia e a paixão.


Só as quebras de tipo profissional ou uma crítica de parte da pessoa querida, poderiam engendrar-lhe na pessoa Tigre uma reação de profunda depressão.

Esta reação será mas momentânea e só durará um tempo limitado; quem nasce sob este signo tem efetivamente uma ótima capacidade de reação e em tempos breves se restabelece de qualquer pena.


O Tigre ama as competições e dificilmente aceita perder um desafio; é líder por natureza, tem uma grande auto-estima e consciência de seu valor.


O Tigre é inteligente, previsor e quase sempre tem todos seus movimentos, cuidadosamente calculados. É um signo que jamais se deve subestimar!


G'BALA

quarta-feira, janeiro 06, 2010

DIA DE REIS


Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém (Mateus 2, 1-12).

Ignora-se a providência dos Reis Magos, este episódio foi apenas relatado no Evangelho de S. Mateus e, mesmo assim, de forma muito resumida e vaga. Só com o passar do tempo, se foram acrescentando detalhes, para se sanarem as lacunas deixadas no Evangelho em relação a esta história.

A designação “Mago” era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos, contudo esta palavra também era usada para designar os astrólogo. Isto fez com que, inicialmente, se pensasse que estes magos eram sábios astrólogos, membros da classe sacerdotal de alguns povos orientais, como os caldeus, os persas e os medos.

Posteriormente, a Igreja atribuiu-lhes o apelido de “Reis”, em virtude da aplicação liberal que se lhes fez do Salmo 71,10.

Quanto ao número e nomes dos Reis Magos são tudo suposições sem base histórica, aliás algumas pinturas dos primeiros séculos mostram 2, 4 e até mesmo 12 Reis Magos adorando Jesus. Foi uma tradição posterior aos Evangelhos que lhes deu o nome de Baltasar, Gaspar e Belchior (ou Melchior), tendo-se também atribuído a cada um características próprias.

Belchior (ou Melchior) seria o representante da raça branca (europeia) e descenderia de Jafé; Gaspar representaria a raça amarela (asiática) e seria descendente de Sem; por fim, Baltasar representaria todos os de raça negra (africana) e descenderia de Cam. Estavam assim representadas todas as raças bíblicas (e as únicas conhecidas na altura: os semitas, os jafetitas e camitas. Pode então dizer-se que a adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus simboliza a homenagem de todos os homens na Terra ao Rei dos reis, mesmo os representantes do tronos, senhores da Terra, curvam-se perante Cristo, reconhecendo assim a sua divina realeza.

Esta ideia só surgiu no século XVI, assim só a partir deste século é que se começou a considerar que Baltasar era negro, de forma a que se pudesse abranger todas as raças.

Nota: Jafé, Sem e Cam são os 3 filhos de Noé, que segundo o Antigo testamento representavam as 3 partes de mundo e as 3 raças que o povoavam naquele tempo.

Para além desta simbologia, pela cultura a cristã, os Reis Magos simbolizam que os que os poderosos e abastados devem curvar-se perante os humildes, despojando-se dos seus bens e colocando-os aos pés dos demais seres humanos, ou seja, devem partilhar a sua fortuna com os mais pobres.

Também em relação às idades dos Reis Magos tudo são suposições sem nenhuma base histórica. Só no século XV, se fixou que Belchior teria 60 anos, Gaspar estaria com 40 anos e Baltasar 20 anos.

Tem de se ter em atenção que as características físicas e as idades dos Reis Magos variam consoante o autor.

O dia de Reis celebrava-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus. Em alguns países é no dia 6 de Janeiro que se entregam os presentes.

Ao chegarem ao seu destino, os Reis Magos deram como presentes ao Menino Jesus:

Ouro (oferecido por Belchior): este representa a Sua nobreza;

Incenso (oferecido por Gaspar): representa a divindade de Jesus;

Mirra (oferecido por Baltasar): a mirra é uma erva amarga e simbolizava o sofrimento que Cristo enfrentaria na Terra, enquanto salvador da Humanidade, também simbolizava Jesus enquanto homem.

Assim, os Reis Magos homenagearam Jesus como rei (ouro), como deus (incenso) e como homem (mirra).

Coloca-se a questão de saber como é que os Reis Magos associaram o aparecimento da Estrela com o nascimento de Jesus. A verdade é que existem várias teorias, mas não há como saber qual delas é a correcta.

Uma dessas teorias considera que os Reis Magos descobriram a relação entre o novo astro e o nascimento de Cristo.

Mais explicações sobre esta questão e outras relacionadas com os Reis Magos são dadas através de textos apócrifos, isto é, textos não reconhecidos pela Igreja.

Contudo estes textos foram, de um modo geral, escritos nos séculos II e III da era cristã, para preencherem lacunas sobre a vida de Jesus e de outras personagens do Novo Testamento, assim objectivo destes era saciar a curiosidade religiosa, transformando o vago em concreto, independentemente da veracidade dos factos, daí não estarem incluídos nos chamados Livros Canónicos.

Simbologia dos Presentes (Ouro, Incenso e Mirra)

Como já foi dito, o incenso simboliza o sacerdócio, o ouro a realeza e a mirra o sofrimento de Jesus na Terra. Contudo, também se tem entendido que estes produtos simbolizavam as várias idades do Homem: a juventude e fecundidade do trabalhador; a maturidade do guerreiro; e, por fim, a velhice do sacerdote.

O imaginário medieval (época muito propicia à criação de lendas) considera que o incenso, o ouro e a mirra, levados pelos Reis Magos a Jesus, eram provenientes das terras lendário Preste João, que ficavam ao lado do Paraíso Terreno. Esta lenda do Preste João relaciona-se com a ideia de uma Sociedade Ideal, a criação de um Mundo Utópico, um mundo justo, sem carências e sem violências.

Estes três presentes também faziam lembrar o entendimento que na Idade Média se tinha da Santíssima Trindade:

o Pai era visto como o sacerdote, o Filho como o rei, e, finalmente, o Espírito Santo como produtor.


terça-feira, janeiro 05, 2010

20x10: LUZ E ENERGIA GERADORA

Ame, chore mais, se disponha a ver seguidas vezes o primeiro brilho do sol;


Simplifique, liberte-se, agradeça o dia aplaudindo o pôr do sol;

Corra o risco de estar vivo e veja na possibilidade de cada erro jamais a limitação do seu querer,sonhar, buscar...

Aceite aquele que se coloca a seu lado no que ele tem de igual, e reconheça e legitime suas diferenças.

Lembre sempre que senão estamos alegres por que razão haveríamos de estarmos tristes, naquilo que o poeta disse.


Acredite na luz que lhe guia e na energia geradora que lhe impulsiona!


segunda-feira, dezembro 28, 2009

COISAS PARA FAZERMOS EM 2010

"Só de sacanagem"

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro.

Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós. Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó E dos justos que os precederam: “Não roubarás”. “Devolva o lápis do coleguinha”. “Esse apontador não é seu, minha filha”.

Pois bem, se mexeram comigo, Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, Então agora eu vou sacanear: Mais honesta ainda vou ficar!

Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” E eu vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez”. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.

Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. E eu direi: “Não admito, minha esperança é imortal”. E eu repito: “Ouviram? IMORTAL!”

Sei que não dá para mudar o começo Mas, se a gente quiser, Vai dar para mudar o final!
Elisa Lucinda

sábado, dezembro 26, 2009

2010

"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano vive uma louca chamada Esperança e ela pensa que quando todas as sirenas todas as buzinas todos os reco- recos tocarem atira- se e.. .
— ó delicioso vôo!











Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada, outra vez criança... e em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá (É preciso dizer- lhes tudo de novo!) Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

— O meu nome é ES- PE-RAN-ÇA...
FONTE: MÁRIO QUINTANA

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

FONTE: Carlos Drummond de Andrade/Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

NATAL DE ALGUNS........





NATAL DE QUEM?


Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!

FONTE: João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar - 1996

terça-feira, dezembro 22, 2009

Feliz Natal

Como viver as fantasias
De uma noite de natal?
Se em muitos lares
As mesas estão vazias
Sem um pão para cear,
Como dizer a alguém feliz natal?
Se em sua alma não existe mais esta alegria
Quando ferida pelos motivos do viver.
O sofrer na apostasia desanima até Noel
Da realidade que figura como um presépio original
Desta árvore com muitas lâmpadas queimadas
Do sobre natural que nunca vai acontecer.
Prosperidade, paz e harmonia
É tudo o que desejam oferecer,
Mas esta mensagem fica tão vazia
Para dizer neste dia especial
Pois a verdade muitas vezes contraria
A nossa forma de viver.
Pense, existe alguém precisando do seu presente
Em forma de sorriso, ou de abraço
Com um laço mais forte de amor fraternal,
Abra a sua porta e deixe entrar este pobre ser carente
Para desfrutar do melhor que tem a oferecer.
E com certeza será você amigo, o maior presente
Que alguém haverá de receber.
Nasceu Jesus o filho de Deus.
Nasceu o amor,
Feliz natal!
Cesar Moura

segunda-feira, dezembro 21, 2009

ORGANIZAR O NATAL


Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal.

É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito.

E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas.

Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon - sem cortinas.

Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile.

E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso.

A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros?perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie.

Uma palavra será descoberta no dicionário paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um a alegria que tiver merecido.

Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre."

Carlos Drummond de Andrade


terça-feira, dezembro 15, 2009

O ARQUITETO DO BRASIL

Niemeyer faz 102 anos e diz que apenas procurou ser útil


















Com uma festa discreta, arquiteto Oscar Niemeyer comemorou seu aniversário de 102 anos nesta terça-feira, no Rio de Janeiro. O arquiteto, que esteve internado em setembro e passou por duas cirurgias, falou sobre como se sente em relação à idade atual. "A gente olha para trás e vê tanto trabalho. A vida é complicada demais. Passo por ela sem problemas, felizmente. O homem tem que ser fraternal. Temos que olhar o outro e caminhar junto. Sou igual aos outros. Não vejo nenhuma qualidade demais em mim não. Apenas trabalhei e tive algumas ideias aproveitadas", disse. Niemeyer ainda tentou ser humilde na cerimônia: "apenas procurei ser útil".


Niemeyer não se deslumbra com a longevidade e tenta ser humilde com sua obra. "Não tive contribuição nenhuma (para a arquitetura brasileira). Apenas procurei ser útil. Não sou melhor do que ninguém. Nada de fantasia", disse.


"Não quero ir embora não. A vida ainda me atrai. Vivo um momento de esperança apesar da idade. As coisas tendem a se harmonizar", disse. Niemeyer afirmou também que a idade não fez com que tivesse maior apego por nenhuma de suas obras: "procurei dar uma solução diferente para cada um deles".




terça-feira, dezembro 08, 2009

08 DE DEZEMBRO - NSA. SRA. DA CONCEIÇÃO - OXUM PANDÁ


É responsável pela irrigação e fecundação da terra, possibilitando o surgimento de uma nova vida. Ela é freqüentemente evocada para propiciar uma boa colheita.


Dia da semana: sábado


Cor: amarelo

Números de axés: 04, 08, 16, 32, 88

Comida: canjica amarela, polenta, farinha de milho com mel.

Guias: amarelo

Função: amor, demanda e amarração.

Parte do corpo que Oxum rege: aparelho reprodutor feminino e seio

Ferramentas: leque, búzios, jóias, espelho, pente, meia lua, conchas de rio ou mar.

Ave: galinha amarela, galinha d'angola branca ou casal de marrecos.

Pombo: branco

Quatro - pé: cabrita amarela

Peixe: jundiá.

Ervas: fortuna, dinheirinho em penca, folha de laranjeira e manjericão.

Lugar de oferendas: praias de água doce, rios, verde e praças.

Frutas: maçã, bergamota, Pêssego, mamão.

Bicho de estimação: aranha

Flor: rosas amarelas ou outras flores amarelas

Sobrenomes de Orixás: Pandá, Docô, Ieiê-roxô, Male, Adililá, Tuqué, Aguedã, Mirerê, Dada, Delê, Dila, Demum, Tola, Omimaré, Taladê, Panda Mirê, Nanã, Iecariê

Características: Docô: mãe de todos os orixás, rainha das águas doces, rainha de Ijexá

Doce: quindim, pudim, ambrosia, bolos e torta.

Saudação: ei-eu ; ora-iê-iê-io

Apelido: mãe

Dia do ano: 08 de dezembro

Santos que a representa: Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora Aparecida, e Nossa Senhora da Conceição.


Dona do ouro, da riqueza e das águas doces. Padroeira dos negócios e da fecundidade protege o feto e a criança em gestação.

Mulheres grávidas ou que querem engravidar recorrem a Oxum que lhe dê proteção. Existem três tipos de Oxum: Oxum Pandá: moça, faceira, coquete vaidosa; Oxum Demum: de meia idade e a Oxum Docô: idosa e matriarca.

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