Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!
Mostrando postagens com marcador movimento social; sindical. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador movimento social; sindical. Mostrar todas as postagens

sábado, janeiro 31, 2009

Organizadores do 28º Congresso têm boas expectativas


A instância máxima do Andes-SN se reunirá, de 10 a 15 de fevereiro, em Pelotas, no 28º Congresso com o tema: Resistir e avançar na defesa do ANDES-SN, da universidade pública e dos direitos dos trabalhadores. No evento serão tratadas questões cruciais como as contra-reformas conduzidas pelo governo Lula na área do ensino superior, assim como na legislação sindical e trabalhista do país.
Para a professora, Elaine Neves da ADUFPel - Seção Sindical, entidade que, sedia o Congresso, tudo está sendo organizado para recepcionar os docentes das Instituições de Ensino de todo o País. “O evento será realizado no Colégio Municipal Pelotense. Escolhemos um espaço público por entendermos que investindo e divulgando a escola pública valorizamos a educação pública e gratuita. Algumas reformas foram realizadas no auditório, como pintura interna e externa, iluminação, sanitários e rampa de acesso para portadores de necessidades especiais. Além disso, vamos utilizar toda a estrutura da Escola, como xérox, cantina, entre outros. Para o congresso, climatizadores de ar também foram instalados. A organização se preocupou com os detalhes para tornar um local agradável e confortável para receber os congressistas que ficam 5 dias em Pelotas debatendo temas importantes para o movimento docente do país”, explica a professora.
Elaine Neves conta que a Festa de confraternização na abertura do 28º Congresso será realizada na Charqueada São João. “A festa é típica da região, tendo como local o cenário em que foi produzida a minisérie ‘A casa das Sete Mulheres’ para que os congressistas conheçam um pouco da história de Pelotas. A festa inicia às 22h, com música ao vivo, apresentando um repertório de música popular, e vai até às 3 hora da manhã”, conta.
Elaine afirma que a perspectiva quanto ao número de docentes é grande pela conjuntura que se apresenta e pelas importantes decisões que serão tomadas no evento. “Esperamos um número grande de docentes das universidades de todo país pelas questões importantes que serão discutidas, tais como: campanha salarial, carreira, imposto sindical, registro sindical, entre outros”, enfatiza. A professora completa informando que o Congresso do Andes-SN é a instância máxima do Sindicato e que nele é atualizado o Plano de lutas do movimento docente para 2009. “Sabemos da importância deste Congresso pelas políticas implementadas pelo governo na educação. Por isso, a perspectiva é grande com relação ao número de participantes, principalmente quando o governo fala em cortes de verbas para educação”, lembra.
O diretor da ADUFPel, Neri Mauch alerta para o número crescente de docentes pedindo aposentadoria. “Na UFPel é preocupante o número. Por outro lado, o governo aumenta o número de cursos nas universidades e prioriza a quantidade de estudantes sem valorizar a qualidade dos profissionais que enfrentarão o mercado de trabalho. Não investe em estrutura. A UFPel precisa de professores, salas de aula, biblioteca e muito mais. Até parece que a Universidade de Pelotas está bem. A política local de investimento na educação é bem clara. A exemplo disto, observamos a reforma no Anglo, espaço onde está sendo instalada a universidade, antes funcionava naquele local um frigorífico. Será que não seria mais econômico planejar e construir um espaço para universidade? Um projeto bem mais modesto, construir prédios seria mais barato do adaptar. Quanto a questão do desenvolvimento do município realizando restaurações, acredito que isto deveria ser prioridade dos governos estadual e municipal, não da universidade, conclui o professor.
Resistência
Caberá ao Congresso traçar as diretrizes de ações conjuntas com o movimento social organizado para resistirmos a esse conjunto de medidas que em sua essência fortalecem a privatização da educação superior no país, comprometem a autonomia universitária e têm uma perspectiva utilitarista e mercantil da produção de saber nas universidades e institutos de pesquisa públicos.
Denise VeigaADUFPEL-S.Sind

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Governo recebe Conlutas

A Coordenação Nacional de Lutas – Conlutas – apresenta ao Presidente Lula propostas concretas para impedir as demissões e a ofensiva contra o salário e direitos dos trabalhadores
A Coordenação Nacional de Lutas – Conlutas – apresenta ao Presidente Lula propostas concretas para impedir as demissões e a ofensiva contra o salário e direitos dos trabalhadores.
O governo marcou para esta terça-feira reunião com a delegação da Conlutas que está em Brasília, composta pelos sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Metabase de Itabira e da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais para tratar da crise econômica e suas conseqüências para os trabalhadores e em particular das demissões na General Motors do Brasil e na Mineradora Vale.
O governo decidiu não receber a Conlutas na audiência prevista para este dia 19. Aparentemente preferiu fazer uma reunião com as Centrais com mais proximidade política do governo. Registramos o nosso desacordo com este tipo de procedimento, pois é discriminatório e não condiz com o que deve ser o comportamento de uma autoridade pública.
Mas, apesar deste nosso desacordo, vamos realizar essa reunião amanhã, terça feira, às 9 hs no gabinete do Ministério do Trabalho com o Ministro Carlos Lupi, e o Ministro Luis Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República, pois é nosso dever apresentar e debater com o governo propostas e medidas aprovadas por setores importantes da classe trabalhadora que estão em luta contra as demissões e que efetivamente são as que podem impedir que essa crise recaia sobre os trabalhadores.
Estamos diante de uma grave crise, que atinge todo o mundo e também fortemente o Brasil. Mas não podemos aceitar que as empresas demitam ou reduzam salários e direitos.
Estas empresas ganharam muito dinheiro no momento anterior. É o exemplo da Vale ou da General Motors. A Vale, desde a privatização multiplicou seu patrimônio por 40: hoje está perto dos 130 bilhões de reais. Lucrou em 11 anos cerca de 80 bilhões. Apenas em 2008 seu lucro ultrapassou 20 bilhões. Só estes 20 bilhões daria para a empresa pagar o salário de seus empregados por 8 anos! Que razão ela tem para demitir ou reduzir salários e direitos? Que direito ela tem de causar prejuízos às cidades mineradoras?
O mesmo ocorre com a General Motors, parte de um dos setores que mais lucraram no país nos últimos anos. A GM ampliou em 20 % sua presença no mercado brasileiro, bateu recordes de produção e vendas. Esta é a situação da maioria das empresas. E muitas delas receberam ajuda bilionária via subsídio, redução de impostos ou crédito facilitado.
É preciso que o Presidente da República tome medidas concretas para impedir as demissões.
Abaixo relacionamos propostas neste sentido:
1 – Que o governo edite, de imediato, uma Medida Provisória garantindo estabilidade no emprego, proibindo as demissões sem justa causa, por um período de 2 anos;

2 – Que seja tomada, de imediato, medida para reduzir a jornada de trabalho para 36 hs semanais, sem redução de salários e de direitos;

3 – Que o governo interceda junto à Vale, utilizando os instrumentos previstos no contrato de privatização, para impedir as demissões. Caso a Vale insista em fazer as demissões que ameaça, que o governo retome o controle acionário da companhia, reestatizando-a;

4 – Medida igual a essa (tomar o controle acionário, estatizando a empresa) deve ser adotada pelo governo em relação a todas as empresas que demitirem em massa;

5 – Que seja estendido o pagamento do seguro desemprego para dois anos;

6 – Que sejam honrados todos os acordos feitos pelo governo federal com o funcionalismo público, e que sejam mantidos os planos de investimentos nas políticas públicas que atendem as necessidades da população;

7 – Por último, acreditamos tratar-se de um erro grave socorrer bancos e grandes empresas com recursos públicos. Estes recursos deveriam ser investidos em políticas públicas para atender as necessidades da população.

Acreditamos que são medidas necessárias, urgentes, frente ao quadro de angústia em que estão os trabalhadores do nosso país, neste momento. E que são medidas que estão ao alcance dos instrumentos de governo de que dispõe a presidência da república.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Memória: há 20 anos, três trabalhadores tombaram lutando em favor do


















Em 2008, a greve dos metalúrgicos de Volta Redonda está completando 20 anos. Os operários William, Valmir e Barroso foram assassinados pelo Exército, em 9 de novembro, dois dias depois de iniciada uma greve emfavor do turno de seis horas, da reposição salarial e da reintegração de trabalhadores demitidos, por sua atividade sindical. Era uma greve de ocupação. O Exército invadiu a siderúrgica, no governo do então presidente José Sarney, em 9 de novembro. Dentro da fábrica, os metalúrgicos montaram barricadas. Defendiam-se com paus epedras. A morte de William, 22 anos, Valmir, 27, e Barroso, aos 19anos de idade, comoveu o país. A greve se manteve mesmo depois dos assassinatos e prisões, até a conquista das reivindicações, acordadas em 23 de novembro. A jornada de seis horas para quem trabalha em turno, que já estava garantida na Constituição de outubro de 1988, seria regulamentada depois de muita pressão dos trabalhadores,inclusive petroleiros. O ano seguinte à Greve 88 também foi marcado pela violência.Presidente do sindicato durante a greve, Juarez Antunes era candidato à prefeitura, sendo eleito com mais de 80% dos votos. Em fevereiro de1989, 51 dias depois da posse, morre em acidente de automóvel até hoje cercado de controvérsias.No dia 1º de maio do ano seguinte (1989), com a presença do então presidente nacional da CUT, Jair Meneguelli, foi erguido na Praça Juarez Antunes um memorial em homenagem aos três operários mortos.Algumas horas depois, uma bomba explode e põe por terra o memorial. A atuação do Exército no atentado só foi revelada em 1999. O ex-capitão do Exército Dalton Roberto de Melo denunciou o general Álvaro de Souza Pinheiro como mandante do crime. Hoje, o memorial está de pé.Para marcar os 20 anos do massacre, o Sindicato dos Metalúrgicos deVolta Redonda realizou debates, exposições de fotos e recortes de jornais, culminando com um culto ecumênico na Praça Juarez Antunes, no dia 9, com a participação do bispo de Volta Redonda. O Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) também fez uma homenagem especial a William, Valmir e Barroso. Além de uma exposição de fotos, durante o curso anual de comunicação promovido pelo NPC, a histórica greve é a capa da agenda de 2009, organizada pela entidade.
fonte: Agência Petroleira de Notícias