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quarta-feira, janeiro 14, 2015

Caça à dupla Gre-Nal: Brasil-Pel manteve elenco para o Gauchão















torcida xavante continuará presente
 fazendo da baixada um panelão

Equipe de Rogério Zimmermann foi campeã do Interior no ano passado

O Brasil-Pel aposta no entrosamento do grupo para fazer outra grande campanha no Gauchão. A equipe, treinada por Rogério Zimmermann desde 2012, ano passado voltou à elite e, de cara, foi campeã do Interior. Embalado pelo acesso à Série C, o time, que joga amistoso nesta quarta-feira com o Juventude no Bento Freitas, busca fazer frente à dupla Gre-Nal.


A tarefa, é claro, não é nada fácil. Afinal, os times da Capital contam com nomes do calibre de D'Alessandro e Barcos nos grupos de Diego Aguirre e Felipão. Mas não se trata de algo impossível. Inclusive, quase ocorreu ano passado, na semifinal do Gauchão. 

Jogando na Arena, o Brasil-Pel vendeu caro a vaga na decisão ao Grêmio. Com boa marcação, dificultou as ações do time da casa. E ao final do jogo, mesmo com o placar desfavorável em 2 a 1, buscou a todo o momento o gol de empate que levaria a disputa aos pênaltis. 

— Nosso time tem um padrão de jogo definido, isso dá confiança. E pode nos ajudar a ter sucesso contra a dupla Gre-Nal — diz o lateral-esquerdo Rafael Forster.


Desde 2013 no Bento Freitas, o lateral formado na base do Inter se destaca pelas cobranças de falta. Foi um dos destaques no Gauchão e na Série D. A técnica na batida, conta Forster, surgiu ainda no Beira-Rio, quando trabalhou com Osmar Loss, hoje técnico do sub-20 do Corinthians.

— Às vezes não é cobrando 10 faltas que você fará gol. Mas se em duas ou três você tiver concentração alta, pode obter sucesso — explica Forster.

Outros destaques foram mantidos no Bento Freitas. A começar pelo gol, onde Eduardo Martini é soberano. Na zaga, Fernando Cardozo dá segurança. No meio-campo, a experiência dos volantes Márcio Hahn e Nunes teve o acréscimo do meia Diogo Oliveira, ex-Juventude. No ataque, a velocidade de Alex Amado e a pontaria de Nena, artilheiro na Série D com oito GOLS, ajudam a equipe.

— Entramos no Gauchão para buscar o título Mas trabalhamos com os pés no chão, com seriedade — resume Nena.

"A diferença para a dupla Gre-Nal é gigantesca"
Entrevista, Rogério Zimmermann, Técnico do Brasil-Pel

Como o Brasil-Pel chega ao Gauchão?
A gente conseguiu manter a base do time. Os 11 jogadores que mais jogaram na Série D permaneceram. No Gauchão, as equipes são muito parelhas. Pega Cruzeiro, Caxias e Juventude, por exemplo, são quase os mesmos jogadores, o nível é parecido. Então, a manutenção do nosso grupo é algo que pode fazer a diferença.

Você também está no clube há quase três anos.
É, cheguei em 2012. O Brasil me deu a chance de fazer um grande trabalho. Ano passado, alcançamos o acesso à Série C, mas agora o desafio é maior. As equipes são mais qualificadas. Se nós mantivermos o mesmo nível de 2014, talvez não seja o suficiente em função dos adversários. Então, precisamos evoluir ainda mais.

O Brasil pode ser campeão do Interior novamente?
Conseguimos este título ano passado. Ainda assim, não considero que naquela época a gente tinha uma equipe melhor. Ganhamos por 1 a 0 do Caxias, do Veranópolis. Mas poderia ter sido o resultado inverso. A gente tem a consciência de que a diferença não era grande. Talvez foi baseada no tempo de trabalho. E isto poderá nos ajudar novamente.

Vê o entrosamento como um fator decisivo?
A continuidade é positiva, os resultados te dão confiança. O jogador se sente mais seguro também. Estamos decisões há dois anos: na Divisão de Acesso, no Gauchão, na Série D, tudo mata-mata. Isso dá cancha para o teu grupo. Todos os clubes do Interior estão no mesmo nível técnico. Talvez aquelas equipes que jogaram o ano inteiro levam um pouco de vantagem. 

É possível superar a dupla Gre-Nal?
A gente tem consciência de que a diferença para a dupla Gre-Nal é gigantesca. Se fizer um campeonato de pontos corridos com as 16 equipes, eles disparam. Acontece que o campeonato chega num ponto que vira mata-mata. Aí em um só jogo uma equipe com mais qualidade pode equilibrar. Em investimento, são dois mundos diferentes. Mas jogaremos pela vitória.
FONTE: ZERO HORA / ADRIANO de CARVALHO

quinta-feira, dezembro 11, 2014

O ranking final de média de público dos 101 clubes das séries A, B, C e D em 2014

Acabou a TEMPORADA. Finalmente podemos conferir as equipes que mais levaram torcida para os estádios nas séries A, B, C e D. Os torcedores de Cruzeiro merecem aplausos, assim como os fãs do Fortaleza, que mesmo na Série C figura na oitava colocação geral. E os lanterninhas Cabofriense-RJ e Boavista-RJ precisam trabalhar duro para melhorar a bilheteria no próximo ano. Confira agora como ficou o ranking FINAL de média de público dos 101 clubes das quatro divisões do futebol brasileiro em 2014.

# O ranking é feito apenas com os torcedores pagantes e levando em conta os públicos dos mandantes das partidas.

Confira o ranking final:

1 - Cruzeiro - 29.678 (Série A)
2 - Corinthians - 28.960 (A)
3 - São Paulo - 28.544 (A)
4 - Flamengo - 26.411 (A)
5 - Inter - 22.318 (A)
6 - Grêmio - 21.028 (A)
7 - Palmeiras - 19.755 (A)
8 - Fortaleza - 18.812 (C)
9 - Fluminense - 18.490 (A)
10 - SPORT - 18.220 (A)
11 - Paysandu - 15.856 (C)
12 - Vasco - 14.232 (B)
13 - Atlético-MG - 14.132 (A)
14 - SANTA CRUZ - 13.373 (B)
15 - Sampaio Corrêa - 13.220 (B)
16 - Bahia - 12.579 (A)
17 - Coritiba - 12.329 (A)
18 - Atlético-PR - 12.238 (A)
19 - Botafogo - 11.362 (A)
20 - Ceará - 11.257 (B)
21 - Vitória - 10.267 (A)
22 - Chapecoense - 10.021 (A)
23 - Joinville - 9.990 (B)
24 - Santos - 9.243 (A)
25 - Criciúma - 9.089 (A)
26 - Figueirense - 8.378 (A)
27 - Salgueiro-PE - 7.811 (C)
28 - Central-PE - 7.676 (D)
29 - Goiás - 6.942 (A)
30 - Moto Club-MA - 6.696 (D)
31 - Remo - 6.495 (D)
32 - Náutico - 6.248 (B)
33 - Ponte Preta - 6.200 (B)
34 - Porto-PE - 6.072 (D)
35 - Botafogo-PB - 5.964 (C)
36 - CRB-AL - 5.648 (C)
37 - América-RN - 5.520 (B)
38 - Londrina - 5.064 (D)
39 - Avaí - 5.057 (B)
40 - Anapolina-GO - 5.048 (D)
41 - ABC-RN - 4.868 (B)
42 - Cuiabá-MT - 4.824 (C)
43 - Vila Nova-GO - 3.965 (B)
44 - BRASIL de Pelotas-RS - 3.946 (D)
45 - América-MG - 3.945 (B)
46 - Operário-MT - 3.456 (D)
47 - Paraná - 3.275 (B)
48 - River-PI - 3.071 (D)
49 - Tupi-MG - 2.900 (C)
50 - ASA-AL - 2.778 (C)
51 - Bragantino - 2.760 (B)
52 - Luverdense-MT - 2.678 (B)
53 - Confiança-SE - 2.602 (D)
54 - Campinense-PB - 2.569 (D)
55 - Juventude-RS - 2.297 (C)
56 - Icasa-CE - 2.185 (B)
57 - Atlético-GO - 2.135 (B)
58 - Caxias-RS - 1.966 (C)
59 - Oeste-SP - 1.765 (B)
60 - Mogi Mirim - 1.723 (C)
61 - Boa Esporte-MG - 1.716 (B)
62 - Treze-PB - 1.705 (C)
63 - Guarani - 1.614 (C)
64 - Crac-GO - 1.478 (C)
65 - Macaé - 1.388 (C)
66 - Metropolitano-SC - 1.317 (D)
67 - Globo FC-RN - 1.257 (D)
68 - Brasiliense - 1.255 (D)
69 - Estrela do Norte-ES - 1.249 (D)
70 - Princesa dos Solimões - 1.183 (D)
71 - Rio Branco-AC - 1.155 (D)
72 - Maringá-PR - 1.141 (D)
73 - Ituano - 1.108 (D)
74 - Portuguesa - 995 (B)
75 - Tombense-MG - 965 (D)
76 - Guarany de Sobral-CE - 822 (D)
77 - Águia de Marabá-PA - 724 (C)
78 - Pelotas - 720 (D)
79 - Penapolense-SP - 622 (D)
80 - Guaratinguetá-SP - 609 (C)
81 - Atlético-AC - 501 (D)
82 - Coruripe-AL - 490 (D)
83 - Luziânia-GO - 489 (D)
84 - Jacuipense-BA - 456
85 - Baraúnas-RN - 435 (D)
86 - Madureira-RJ - 426 (C)
87 - Vitória da Conquista-BA - 385 (D)
88 - São Caetano-SP - 369 (C)
89 - Interporto-TO - 341 (D)
90 - VILLA Nova-MG - 318 (D)
91 - Guarani de Palhoça-SC - 309 (D)
92 - Genus-RO - 308 (D)
93 - Santos-AP - 283 (D)
94 - Betim-MG - 257 (D)
95 - São Raimundo-RR - 237 (D)
96 - Goianésia-GO - 227 (D)
97 - Barueri-SP - 222 (D)
98 - Duque de Caxias-RJ - 197 (C)
99 - Itaporã-MS - 168 (D)
100 - Cabofriense-RJ - 158 (D)
101 - Boavista-RJ - 125 (D)


FONTE: POMBO SEM ASA por Bernardo Pombo / Com informações do craque Rodolfo Brito (rbrito1984), do site srgoool

quinta-feira, novembro 06, 2014

DECIDIDO! Tombense e Brasil de Pelotas farão a grande final na Série D













Os mineiros eliminaram o Confiança de Sergipe, enquanto os gaúchos deixaram para trás o Londrina



O Campeonato Brasileiro Série D conheceu neste final de semana os finalistas da temporada. O Tombense, da Zona da Mata de Minas Gerais, garantiu sua vaga ao empatar com o Confiança, por 1 a 1, em Itabaiana, totalizando quatro pontos no total agregado, porque tinha vencido em casa por 1 a 0. O seu adversário na final será o Brasil de Pelotas (RS), que sábado eliminou o Londrina, num jogo bastante conturbado disputado no Estádio do Café, no norte do Paraná.

Além dos finalistas, tanto Londrina como Confiança também garantiram o acesso para a Série C, em 2015. A CBF deve divulgar as datas dos confrontos na segunda-feira. Os critérios são os mesmos das fases anteriores, com o gol fora tendo peso no critério de desempate. Como tem melhor campanha - Brasil soma 64,2% de aproveitamento e Tombense tem 71,4% - o time mineiro terá a vantagem de decidir em casa, indo primeiro até a cidade gaúcha de Pelotas.
O JOGO
Como tinha vencido em Minas Gerais, o Tombense foi para Itabaiana, no Estádio Presidente Médici, com a vantagem do empate. E saiu na frente com Élvis, aos 47 minutos do primeiro tempo. O empate aconteceu somente aos 21 minutos da etapa final com Bibi. O time sergipano terminou a competição invicto em casa, com sete jogos.
No sábado, o Brasil empatou com o Londrina, por 2 a 2, também chegando aos quatro pontos, porque tinha vencido em Pelotas, por 2 a 1. O jogo teve uma briga generalizada e acabou na delegacia da cidade.
O goleiro Eduardo Martini, do Brasil, foi acusado de ter dar um soco e chutar a cabeça de Chimbinha, membro da comissão técnica do time paranaense. Após o registro do boletim de ocorrência a delegação gaúcha foi liberada.
O RETROSPECTO
Na primeira fase, o Brasil de Pelotas terminou na liderança do Grupo A7, com 16 pontos, e se classificou para enfrentar o Operário-MT na oitavas de final. Depois de um empate sem gols e uma goleada por 4 a 0 no jogo de volta, o time gaúcho decidiu o acesso à Série C de 2015 com o Brasiliense-DF.
Em casa, o Brasil venceu por 2 a 1. Longe do estádio Bento Freitas, o time de Rogério Zimmermann perdeu pelo mesmo placar, e por isso o confronto foi decidido nos pênaltis. Com muita emoção, Eduardo Martini defendeu dois pênaltis, que deixou os gaúchos nas quartas, enfrentando o Londrina. No primeiro jogo, um vitória por 3 a 1, no segundo, um empate por 2 a 2 e a vaga para a grande final garantida.
Diante do Londrina, o artilheiro Nena marcou dois gols na semifinal. A partida entre Brasil de Pelotas e Londrina, nas semifinais da Série D, também ficou marcada por uma confusão generalizada, que envolveu o goleiro Eduardo Martini, membros da comissão técnica do Londrina, e até mesmo um cinegrafista do Rio Grande do Sul. Todos os envolvidos acabaram na delegacia e prestaram um Boletim de Ocorrência.
ACESSO NO CENTENÁRIO
Do outro lado, o Tombense chegou na Série D desacreditado. O clube tem menos de uma década de profissionalismo e se reforçou nos últimos anos com o apoio dos empresários Eduardo Uram e Luiz Roberto Nini. O time foi sétimo no Campeonato Mineiro e disputou a Série D pela primeira vez. E com pleno sucesso, afinal além do acesso chegou à final.
No ano do centenário, o clube mineiro classificou-se na liderança do Grupo A6, com 18 pontos, e enfrentou o Metropolitano na oitavas de final. Com um empate e uma vitória, o elenco de Tombos decidiu a vaga à Série C de 2015 com um tradicional clube do Maranhão: o Moto Club.
Novamente com um empate e uma vitória em casa, o Tombense comemorou o acesso e a vaga na semifinal da Série D. Diante do Confiança de Sergipe, os mineiros contaram com o faro de gol do atacante Elvis, que marcou nos dois confrontos. No primeiro, o time de Eugênio Souza fez 1 a 0 e na volta empatou por 1 a 1, no estádio Presidente Médici, em Itabaiana-SE.
O título da Série D é muito importante para os dois finalistas. Para o Brasil de Pelotas é a chance de fazer história no futebol do Rio Grande do Sul, já que há mais de 18 anos que um clube gaúcho não ganha uma competição nacional – o último foi o Grêmio de Porto Alegre, em 1996. Para o Tombense, o título viria no ano do centenário, para coroar a boa atuação do elenco mineiro.
A data pré estabelecida para a grande final da Série D, entre Brasil de Pelotas e Tombense, está marcada para o próximo domingo, ainda sem horário definido. O confronto pode sofrer mudança por pedido dos clubes ou da televisão.
Confira os resultados da 2ª rodada
Londrina  2       x        2       Brasil
Confiança         1       x        1       Tombense

FONTE: Agência Futebol Interior

Brasil (de Pelotas): siempre existe una‏ primera vez…







Después de un partido complicado el sábado con Londrina, Grêmio Esportivo Brasil hizo historia: por primera vez llegó a una decisión de competencia nacional. El domingo, 9 de noviembre el equipo de la ciudad de Pelotas recibe a Tombense en el partido de ida de la final del Campeonato Brasileño de la Serie D. Los dos equipos ya están asegurados en la Serie C del 2015.
Fundada el 7 de septiembre de 1911, el Xavante, como se conoce al equipo pelotense, tuvo el puntaje más alto de su historia centenaria en 1985. Ese año, con un equipo muy ordenado, el rojinegro del interior gaucho se quedó con el tercer lugar del Campeonato Brasileño. Consiguió derrotar a equipos memorables como el Flamengo de la época, que tenía a Zico comandando el medio campo, Bahía, Ceará y el Ponte Preta.
No llegó a la final de ese año en el Campeonato Brasileño solo porque se enfrentó con uno de los mejores equipos de la historia del Bangu, club carioca de gran tradición. El sueño de la clasificación para la final a nivel nacional se mantuvo casi 30 años, pero ahora se ha convertido en realidad para el público Xavante.
Si, 1985 fue un año mágico pero el 2009 fue todo lo contrario, fue un año trágico. Un accidente de autobús durante un viaje de la delegación del equipo cegó la vida de uno de los principales ídolos de la historia reciente del club: el uruguayo Claudio Millar. Más allá de él, también murió el entrenador de porteros Giovani Guimaraes, y de cosecha propia, el defensa Régis Gouveia.
Además de la celebración de ganar el ascenso a la Serie C en el 2015 y llegar a la final de la Serie D del 2014, Brasil tiene aún más razones para considerar este año como histórico. En la cuestión individual, Nena, lidera la tabla de goleadores del torneo. El delantero Xavante ha anotado ocho goles y es el máximo goleador del equipo. 

Fuente: La Conmebol / CBF

quarta-feira, outubro 22, 2014

Um choro chamado acesso (Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas)







Opinião

O repórter Henrique Massaro esteve na Boca do Jacaré, em Taguatinga, Distrito Federal, e vivenciou de perto a emoção do acesso para a Série C, vinda após disputa de pênaltis emocionante

Não foi exatamente em Brasília, mas em Taguatinga, localizada a pouco mais de 20 quilômetros da capital federal. Mais de 800 torcedores vestidos de vermelho e preto se espalharam pela cidade. A maioria veio de avião. Mas também de ônibus. São cerca de 30 horas de viagem e nenhuma novidade no fanatismo rubro-negro. Em 2009, por exemplo, três ônibus saíram de Pelotas com destino a Minas Gerais em uma das grandes decisões xavantes - uma tentativa frustrada de acesso à série B do Campeonato Brasileiro.

Em disputa, desta vez, uma tentativa de retorno à série C. O que não mudava era a paixão do torcedor. Para estes loucos conhecidos como xavantes, de fato, não há derrota que os impeça de exercer sua natureza: torcer eternamente pelo Brasil. No Distrito Federal, ficaram divididos, basicamente, entre dois hotéis, o Smart4 e o Days Inn - este último a apenas uma quadra de onde estava concentrada a equipe xavante.

Pelas imediações dos hotéis, as cores do Brasil podiam ser vistas desde sábado, quando chegou a maioria das excursões. Em alguns pontos de Brasília, como o Congresso Nacional, elas também brilhavam. Mas o grande encontro dos torcedores - o êxtase, a explosão, característica do fanatismo futebolístico - viria no domingo, horas antes do confronto que determinaria como seria a viagem de volta e o restante do ano de todas aquelas pessoas.

Em uma estação de metrô, a colisão de emoções pré-decisão tinha hora marcada. Às 13h30min a festa começava. O trem de acesso ao estádio Serejão não tinha os passageiros de costume nem um simples local de chegada. Ele transportava exaltação e seu destino era uma redenção materializada em partida de futebol. Quando emergiu do subterrâneo e aquele estádio apareceu, o pensamento era um só. Ali teria de se justificar todas as forças depositadas em um só time.

Nos 90 minutos, a oscilação de ânimos não parava. Com a derrota parcial, como em qualquer jogo de qualquer time, havia os mais pessimistas, outros mais enfurecidos e os que tentavam se manter positivos. "Vai dar, eu vi 1985 e acredito", dizia um xavante de mais idade para um da nova geração, fazendo referência ao ano em que o Brasil foi terceiro colocado do Campeonato Brasileiro.

Mas ali não estava apenas um time e seus torcedores. Era o Grêmio Esportivo Brasil e seus fiéis seguidores. Pela arquibancada, quando saiu o gol rubro negro, veio também a exaltação unânime. Os sentimentos voltaram a desequilibrar quando, nas penalidades máximas, se encontrava a última chance de subir de divisão.


O olhos embargados, os punhos cerrados e as camisas apertadas junto às centenas de corações eram constantes durante cada batida. Ao fim da última cobrança, a explosão final. Foi um soluço único, um choro de toda uma massa. Desta vez, contudo, as lágrimas não eram por eliminação, rebaixamento ou tragédia. Não. No dia 19 de outubro de 2014, o choro teve um só nome: acesso.

Torcida xavante promove recepção inesquecível aos heróis do acesso











Nação rubro-negra protagoniza uma festa histórica na chegada da delegação a Pelotas-negra protagoniza uma festa histórica na chegada da delegação a Pelotas

Aguardada por milhares de pessoas, a delegação do Brasil chegou no ônibus do clube no prolongamento da Avenida Bento Gonçalves, em Pelotas, com mais de duas horas de atraso.

"Até para isso o Xavante nos faz sofrer", comentou uma torcedora, ansiosa pela aparição dos ídolos.

Foi por volta das 21h que os atletas finalmente apareceram. Na cabine do motorista, o capitão Leandro Leite, expulso no confronto decisivo com o Brasiliense, aparecia como o jogador mais empolgado com a façanha, exibindo um largo sorriso e vestindo a camisa de uma torcida organizada. Ouvindo os gritos da multidão, apenas retribuía o carinho com "obrigado, obrigado".

Márcio Hahn, Márcio Jonathan, Alex Amado, Gustavo Papa e Rafael Forster, responsável por converter o pênalti decisivo, também utilizavam o vidro frontal do ônibus para acompanharem a recepção histórica.

Atrás, os demais jogadores do elenco caminhavam pelos corredores parecendo não acreditar na quantidade de pessoas à espera do grupo.

O atacante Éder, trazido para o segundo semestre, utilizava o celular moderno para gravar a festa rubro-negra, iluminada com foguetes, sinalizadores e bandeiras.

Baixada
No Bento Freitas o tom da festa foi o mesmo. Todos os jogadores fizeram volta olímpica para um estádio repleto de torcedores.

FONTE: DIÁRIO POPULAR / RENAN SILVA

Nação rubro-negra Avenida Bento Gonçalves Pelotas- RS Brasiliense                                                        torcida organizada Baixada Bento Freitas rubro-negra 
SérieC 2015 

terça-feira, outubro 21, 2014

Cinco fatores que levaram o Brasil à Série C









Manutenção e aglutinação do elenco, jogadores decisivos e o técnico Rogério Zimmermann foram apontados pela equipe do Diário Popular como pontos importantes no acesso. 

Nena cresceu durante o campeonato e se tornou o artilheiro Xavante jogadores decisivos como o goleiro Eduardo Martini foram essenciais na campanha .  Com 29 meses de trabalho, Rogério Zimmermann é apontado como peça fundamental do acesso.  Torcedor Xavante acompanhou todos os jogos da competição A equipe de Esportes do Diário Popular elencou cinco fatores que levaram o rubro-negro ao acesso à Série C do Campeonato Brasileiro.

Confira:

Manutenção do elenco
Nesta segunda-feira (20), Rogério Zimmermann completou exatos 29 meses à frente do Brasil. A partir de então, o técnico trouxe jogadores de confiança com os quais já havia trabalhado e adotou a filosofia de planejar suas ações como se fosse ficar por dez anos no clube. Mas o comandante rubro-negro não é o grande exemplo neste aspecto. Quando o assunto é manutenção de elenco, o polivalente Wender e o atacante Alex Amado são os dois melhores casos para exemplificar a continuidade: ambos foram anunciados no clube ainda em 2011.

Aglutinação
A capacidade do atual grupo em se fechar em torno de um único objetivo é um dos fatores mais impressionantes na caminhada até o acesso à Série C. O discurso uníssono de jogadores e comissão técnica, muitas vezes considerado chato pelo tom pouco revelador, mostraram que no vestiário rubro-negro poucos podem entrar. Nada pode sair. Assim, com um incrível poder de aglutinação, o elenco superou dificuldades dentro e fora de campo, superando salários atrasados e adversários com poderosas folhas salariais.

Jogadores decisivos
Ao perder Luiz Müller, o Brasil poderia ter perdido um líder, além de um bom goleiro. Trouxe, em contrapartida, um camisa 1 experiente e acostumado com decisões. Superando até um momento de raiva do torcedor, contra o Maringá, quando acabou vaiado pelos próprios xavantes, Eduardo Martini sobriamente mostrou o porquê foi escolhido para o posto. Com defesas decisivas e defendendo pênaltis na decisão, cravou seu nome na história do clube. Martini, porém, é só um exemplo. Os gols decisivos de Cirilo e Nena e as cobranças de falta de Rafael Forster também são dignas de registro histórico.

Torcida
Os torcedores podem até não ganhar jogo. Podem até cometer injustiças, como cometeram com Eduardo Martini. Mas a presença dos rubro-negros em todos os jogos do clube na Série D, dentro e fora de Pelotas, passaram aos jogadores a sensação de que nunca estariam sozinhos. Não por acaso, aliás, atletas como Leandro Leite já declararam ter ficado no clube por conta dos torcedores.

Rogério Zimmermann

Ídolo da torcida desde 2004, quando colocou o clube na elite do Gauchão, Zimmermann retornou com um Brasil em crise em 2012. Aconselhando dirigentes, quando solicitado, e construindo um grupo que confiava na sua palavra, levou o Brasil ao título do Interior no Gauchão e deu ao clube um calendário completo em 2015: com Estadual, Copa do Brasil e Série C. Ganhou tanto crédito no clube que já há algum tempo que se sente à vontade até mesmo para cobrar salários atrasados em entrevistas às rádios.

Quando cada titular chegou ao Brasil

Eduardo Martini - maio de 2014
Wender - novembro de 2011
Fernando Cardozo - janeiro de 2013
Cirilo - julho de 2012
Rafael Forster - março de 2013
Leandro Leite - abril de 2012
Washington - junho de 2012
Márcio Hahn - abril de 2013
Alex Amado - novembro de 2011
Felipe Garcia - abril de 2014
Nena - janeiro de 2014

domingo, outubro 19, 2014

Brasil-RS bate Brasiliense nos pênaltis e volta à Série C












Neste domingo, quatro partidas de volta agitaram as quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Com os resultados, estão definidos os confrontos das semifinais da competição: o Brasil-RS enfrenta o Londrina, enquanto Tombense e Confiança fazem a outra semifinal. Independentemente do que aconteça no restante da Série D, as quatro equipes estão automaticamente classificadas para a terceira divisão do futebol brasileiro em 2015.

Depois de três anos, o Brasil-RS está de volta à terceira divisão do futebol brasileiro. Neste domingo, a equipe gaúcha viajou ao Centro-Oeste do País, resistiu à pressão do Brasiliense e, depois de perder por 2 a 1 no tempo normal, triunfou nos pênaltis por 4 a 3, avançando às semifinais da Série D e garantindo o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. O jogo foi disputado na Boca do Jacaré, em Taguatinga.

O Brasil-RS havia vencido a primeira partida, em Pelotas, por 2 a 1, e poderia até perder por um gol de diferença (a partir do 3 a 2) para se classificar. O resultado do confronto de ida, porém, se repetiu, e a decisão foi para os pênaltis. Nas cobranças, o time da casa desperdiçou duas, enquanto os visitantes erraram somente uma e se classificaram para a semifinal da Série D. Filho do tetracampeão mundial Romário, Romarinho ao menos converteu o seu pênalti para os mandantes.

O herói do Brasil-RS foi o bom e experiente goleiro Eduardo Martini, que evitou o terceiro gol do Brasiliense no tempo normal e ainda defendeu duas cobranças nas penalidades. Fabio Braz e Baiano (ex-Palmeiras e Boca Júniors) pararam no arqueiro do time gaúcho. Pelo lado do Brasil-RS, Nena errou a sua penalidade logo no início, mas ela não fez falta.


No tempo regulamentar, o Brasiliense abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, após dois gols de Luiz Carlos. O resultado garantiria o acesso à equipe do Centro-Oeste, mas, no último minuto antes do intervalo, Nena descontou para o Brasil-RS. O time da casa pressionou durante toda a segunda etapa, mas a estrela de Eduardo Martini brilhou, e o time gaúcho conseguiu conquistar a vaga para as semifinais da Série D e também o acesso para a terceira divisão do ano que vem – algo que não acontecia desde 2011.

FONTE: TERRA

OUTROS JOGOS

No Estádio do Café, no Paraná, Londrina e Anapolina apenas empataram em 0 a 0. Entretanto, o time paranaense já havia vencido o jogo de ida por 2 a 0. Por isso, a igualdade no placar classificou o time da casa, que já está automaticamente garantido na Série C do ano que vem, e agora enfrenta o Brasil-RS nas semifinais.

Em jogo iniciado às 16 horas, o Brasiliense venceu o Brasil-RS por 2 a 1 no tempo regulamentar (placar inverso ao jogo de ida), mas foi derrotado nos pênaltis por 4 a 3.

Enquanto isso, na cidade mineira de Tombos, o Tombense venceu o Moto Club por 2 a 0 e comemorou bastante a vaga na terceira divisão do ano que vem. Os gols foram marcados pelo artilheiro Daniel Amorim, aos 31min do primeiro tempo, e por Élvis, aos 39min da etapa final. No jogo de ida, as duas equipes haviam empatado por 2 a 2. Agora, o time mineiro enfrenta o Confiança semifinais.

O time sergipano apenas empatou por 0 a 0 com o Jacuipense no Estádio Presidente Médici, garantindo a vaga graças à vitória por 2 a 0 no jogo de ida.

quinta-feira, maio 31, 2012

SOMOS XAVANTES: Merecemos e Exigimos Respeito


A: André Ribeiro Dos Santos
Assunto: Resposta a sua postagem em uma rede social

Sobre sua postagem vamos por partes, como Jack; Então primeiro: Você não sabe onde esta. E eu credito isso a sua pouca idade e experiência no futebol.


Deixe-me lhe dizer, você esta em uma vitrine com mais de 100 anos de afirmação no cenário do futebol brasileiro.


Veja bem, no percurso histórico deste clube entre outros passaram Juvenal – zagueiro titular da seleção brasileira de 1950.


Tivemos uma dupla de zaga formada por Silva e Aluisio – que chegou a ser titular da seleção gaúcha -, o primeiro teve seu nome  gritado como herói por um Beira-Rio inteiro após um GreNal, ganho pelo Inter, se destacou também no Cruzeiro mineiro; o segundo passou pelo Internacional fez parte de seleções de base, sendo campeão mundial e quando poucos jogadores saiam do Brasil para jogar na Europa, foi contratado pelo Barcelona por indicação por nada mais nada menos que Johan Cruijff, que dizia ser este jogador o único, no mundo capaz de cumprir a missão de líbero em seu time. Você sabe, o líbero que estou falando não é este terceiro zagueiro de agora, ou mesmo aquele que jogando em dupla fica dando chutão para o lado que aponta o nariz, não. O libero para jogar no Barcelona – naquele momento dito por muitos como o estágio inicial que transformou o time catalão nisto que se considera de outro mundo – tinha de saber desarmar o adversário e sair para o jogo às vezes armando o próprio ataque, se fazer mais um atacante chegando mesmo a finalizar em gol. Tudo isso com a bola no gramado com elegância e cabeça erguida. Difícil né?  Para nosso orgulho os dois foram formados aqui mesmo, na baixada.


E, sim, agora mais recentemente Alex Martins, com qualidade confiável e totalmente identificado com clube, o que quer dizer com a torcida. Por isso até hoje continua sendo ídolo na baixada. Até para conseguirmos localizar este atleta ele neste momento faz parte da zaga e senão me engano é capitão do time líder da chave no mesmo campeonato e fase onde só conseguimos um ponto até agora.


Poderia, e até deveria, citar vários outros nomes que engrandeceram o uniforme RubroNegro, mas, penso que o mostrado até aqui já lhe dá uma idéia do que nós consideramos ser uma zaga e um zagueiro.


Mais esta vitrine, o Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas, onde você recebeu a oportunidade de mostrar seu trabalho e enriquecer seu currículo que, acredito que pela pouca idade, é bastante ralinho e provavelmente não lhe leve, hoje, muito longe. Imagine você fazendo a trajetória do Silva, quem sabe até mesmo a do Aluísio.


De todo modo, voltemos à vitrine. O Brasil, o nosso Brasil RubroNegro; Foi o primeiro campeão gaúcho, lá o inicio do século passado participou do que pode ser considerado o embrião do que veio a ser mais tarde, com formas e reformas, o campeonato brasileiro. O nosso Brasil jogou no estádio Centenário vencendo a seleção uruguaia, meses mais tarde campeã do Mundo. O Brasil realizou uma excursão, - inédita para clubes gaúchos e imagino poucos times no país já haviam feito igual -, jogando em países da América do Sul e Central.  O Brasil, nosso Brasil RubroNegro, mais recentemente foi o terceiro lugar em um Campeonato Brasileiro onde enfrentou entre outros, Flamengo e Internacional. No Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas, trabalharam, e souberam aproveitar a vitrine, Luis Felipe Scolari e Mano Menezes, imagino que estes dispensam apresentações.


Enfim, a história é bem maior e bem mais rica, mas acredito que os recortes apresentados sejam suficientes para que eu possa atingir o objetivo que tenho. E o que busco é lhe fazer ver que nesta trajetória toda a começar pelos “negrinhos, pés de chinelos, da estação” até chegar aos “xavantes da baixada” o Brasil vai se transformando de um time com uma torcida em uma torcida com um time. 


Nós sabemos o que somos. Nós somos a alma na geral do time em campo, nós somos os guerreiros guardiães dos ideais de nossos fundadores, nós somos o patrimônio maior deste clube. E nós conquistamos este grau de importância porque desde o inicio em 1911, bem antes de seu nascimento, estamos juntos com o Brasil, fazemos parte do esquadrão que segue avante. 


Estamos juntos nas dificuldades financeiras, ou equilibrando as finanças, isso permite, por exemplo, o seu pagamento em dia. Ou há atraso?


Estamos presentes cuidando do patrimônio do clube de modo a deixá-lo em condições, as melhores possível, para que se possa praticar e desenvolver o futebol. Alguns acabam até por fazer mau uso disso, não importa sabemos que devemos fazer este oferecimento.


Estamos presentes em qualquer lugar onde o Xavante esteja jogando, e claro quanto mais próximo maior o nosso numero e muito facilmente somos capazes de lotar o estádio do adversário.


Neste sentido, veja, nós sabemos o que somos, aliás, você deveria ter buscado saber isso antes mesmo de decidir vir para cá, ou não.


Aqui é pressão sim. Reforça esta afirmação o fato de durante algum tempo termos jogado em um panelão; agora na baixada gritamos avisando "bem vindos ao inferno é um tal de uh! Caldeirão! Uh! Caldeirão! Quer dizer, aqui ferve o tempo todo. 


Isto, porque somos mal acostumados pela história que construímos seja pela qualidade de nossos jogadores; seja pela quantidade de vitórias conquistadas. 


E você passando por um primeiro mau momento, se mostrou não muito capaz de enfrentar a "Onda Xavante". Quer dizer talvez tivesse sido melhor se você ao estourar a idade ao invés de continuar jogando, se voltasse para os estudos em busca de uma profissão de menor cobrança, porque no futebol é assim mesmo, ir bem é obrigação. Daí quem sabe ao chegar à idade sênior poderia voltar ao futebol. Simples assim e sem cobrança.


André Ribeiro Dos Santos, aqui ninguém pergunta o que achamos que somos. Todos sabem. Nós sabemos o que somos. Isto porque torcer pelo Brasil, o nosso Brasil RubroNegro, é uma herança que recebemos de nossos avós e pais, e estamos legando aos nossos filhos e netos. Neste receber e passar tomamos e damos ciência do compromisso que assumimos de trabalhar, fazendo o esforço exigido dia após dia, para podermos ter em campo o nosso time, vestido em vermelho e preto, as cores que representam “nosso sangue e nossa raça”, com “força e vontade” e lógico “cheio de graça”, buscando dar ainda mais destaque ao nome que já temos “gravado na história”. Por isso tudo, ademais, todos sabem que nós somos a “maior e mais fiel torcida”


Aqui, portanto, os que chegam não perguntam o que estes devem fazer é se apresentar e responder quem são, na prática, no campo de jogo, na bola.


Vamos a mais uma parte; por tudo que lhe esta sendo exposto penso já ser possível a você perceber que “merda” nós não somos. Se você quiser disser melhor pode nos considerar, pelo alcunha que nos deram os rivais, em meados do século passado, e nos chamar Xavantes. É isso que somos Xavantes, selvagens, guerreiros, orgulhosos pela história já construída e pelo muito, que vislumbramos no porvir, ainda poderemos realizar. 


Somos Xavantes. Merecemos e exigimos respeito. Pronto lhe respondi.


Quanto à forma como você se referiu ao também jogador de futebol Alex Cintia Martins, e aqui já estamos em outra das partes, primeiro me pareceu ser a expressão de alguém inseguro no que diz respeito a sua própria capacidade; primeiro também até por ser mais grave, por se tratar de um seu colega de profissão a “fala” é totalmente desprovida de qualquer senso ético. Talvez por sua idade, talvez por estar ausente na aula, a vida ainda não lhe deu esta lição, mas, posso lhe adiantar, a ética deve referenciar e prevalecer em qualquer forma de relação entre os humanos. E segundo Alex Martins não é o melhor zagueiro do mundo, mas, de todo modo você ainda precisa acrescentar muito em sua carreira para conseguir conquistar o respeito profissional com o qual ele é visto.


Começando a última parte devemos considerar a forma pueril que você usa para desafiar a torcida do Brasil. Sim, porque não somos um. Nós, somos muitos. E no domingo já seremos mais. E estaremos todos no estádio, menos por motivos lógicos os recém nascidos. Com certeza não por seu convite ou respondendo seu chamado, não precisamos nem de um nem de outro e nem o consideramos com autoridade para fazer um ou outro. Afinal a casa é nossa, da torcida Xavante, que a construiu e a mantêm, por estes tempos inclusive para o mau uso. E claro, conversaremos como você deseja, ou não.


E porque estando nós lá na geral pode haver dúvida sobre o bate papo? Respondo-lhe, pelo pouco que eu conheço do Brasil penso, e claro, pelo meu desejo muito, provavelmente você não estará no campo, e se por acaso você for chamado para o jogo, peça para não jogar. Até porque é muito pouco provavelmente que você consiga jogar.


Até aqui você se mostra não capaz de se impor em campo seja pela técnica seja pela personalidade. E a partir de agora você terá de convencer um estádio, uma torcida inteira, da sua “utilidade” mesmo que seja apenas para compor o grupo. 


A vaia será imensa cada vez que você pensar em ir numa bola, disputar uma jogada. E a cada chutão e a cada erro, imagine o que será. Você é capaz de fazer frente?


De nossa parte, e em resumo, posso lhe dizer que você foi testado e não foi aprovado.  Por aqui seu ano acabou muito dificilmente haverá uma possibilidade de recuperação. Sua atitude em querer enfrentar a “Nação Xavante” é coisa de moleque mal educado, ou, o que chamamos aqui de “guri vai na venda”. Acredite este não é o perfil de jogador no qual confiamos e costumamos aplaudir.


O que resta então são uma sugestão e um desejo. 


A sugestão é a de que você converse com a direção e busquem juntos uma forma de você ser liberado já. 


O desejo é que você seja feliz onde quer que você consiga seguir sua ainda muito pequena carreira.


Por derradeiro e infelizmente, ao encerrar, não é possível lhe dizer ter sido um prazer lhe conhecer. 


Atualizado a 00:53'

FONTE: DOM OBÁ