Carta ao Povo brasileiro
quarta-feira, maio 08, 2013
Carta ao povo brasileiro! O Maior crime da história está prestes a ser cometido!
Carta ao Povo brasileiro
Rappers rimam contra a reducão da maioridade penal


Por que nós, socialistas, temos que ser contra a redução da maioridade penal?
EUA: MENORES PUNIDOS COM PRISÃO PERPÉTUA SÃO NEGROS, POBRES E VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
quarta-feira, abril 24, 2013
Grupo faz beijaço anti Feliciano e jovens são detidos após invasão à Câmara
Quatro manifestantes foram detidos no 15° andar do Anexo 1 da Câmara dos Deputados. Os estudantes Lucas Brito, 22 anos, Iago Brayhan e Marissa Santos, 20 anos, alunos de serviço social na Universidade de Brasília (UnB) e Pedro Viegas, 21 anos, estudante do Ensino Médio, entraram no prédio em busca de uma janela para estender a bandeira do movimento LGBT no andar, mas foram retirados pelos seguranças e detidos pela Polícia Legislativa.
Segundo a assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados, os quatro detidos utilizaram o direito constitucional de ficar calado e não chegaram a prestar depoimento, apenas assinaram o Termo de Compromisso de Comparecimento. Foi aberto um Boletim de Ocorrência 112/2013. A Polícia Judiciária tem até 30 dias para concluir a análise e decidir se houve ou não prática de contravenção penal
Danilo Restaino, 21 anos, estudante de ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP) e Vitor Gregório Domingues, 18 anos, vieram do estado paulista para participar do beijaço.
As três faixas do eixo monumental que foram interditadas no sentido Congresso Nacional foram liberadas no início da tarde, diminuindo o engarrafamento nas vias. Manifestantes estão sentados no gramado do Congresso e de lá irão para o Ministério da Educacação e do Planejamento para novos protestos.
FONTE: CORREIO BRAZILIENSE / Com informações de Étore Medeiros
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terça-feira, outubro 04, 2011
ProJovem acumula em seis anos histórico de fracasso e descontrole financeiro
O ProJovem, programa federal de mais de R$ 3 bilhões para o resgate de jovens que estão fora da escola e desempregados, acumula em seis anos um histórico de fracasso e descontrole financeiro. Seu eixo principal, o ProJovem Urbano, custou R$ 1,6 bilhão em seis anos e diplomou 209 mil alunos, menos da metade (38%) dos participantes. O programa foi cancelado este ano, a coordenadora demitida, e 87% das prestações de contas já entregues não foram analisadas. Na sua versão para o campo, em quatro anos, só 1% dos 59 mil jovens matriculados foram diplomados. E o braço "Trabalhador" do programa é alvo de investigações de direcionamentos para ONGs.
Desde 2008, o ProJovem é dividido em quatro modalidades, geridos por órgãos diferentes, e tem como meta ajudar brasileiros de 15 a 29 anos a concluir o ensino fundamental e um curso profissionalizante, com bolsa de R$ 100 por mês. Segundo estudo recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), um em cada quatro jovens nessa faixa etária é o público-alvo do programa. Só a vertente chamada de ProJovem Adolescente não oferece cursos e bolsas, só atividades socioeducativas para adolescentes em situação de risco social.
O ProJovem Urbano, comandado pela Secretaria Geral da Presidência, começou em 2005, foi reformulado em 2007 e congelado em 2011. Em 2012, será retomado pelo Ministério da Educação, com novas regras, mas pouco se sabe do destino das centenas de milhões de reais repassadas a estados e municípios. Considerando-se as 246 contas prestadas referentes a 2008 e 2009, 214 não foram analisadas pelo governo, segundo levantamento do GLOBO no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Esse descaso motivou advertência do Tribunal de Contas da União (TCU), que auditou o ProJovem.
Além disso, os auditores descobriram que não existia controle formal de frequência dos alunos no ProJovem Urbano, apesar de o comparecimento ser requisito para receber o auxílio mensal de R$ 100. Por outros mecanismos, descobriu-se que a presença de jovens nas salas de aulas variava de 1% a 10%, na amostra de 14 cidades fiscalizadas.
No pente-fino feito no convênio de 2005 no Rio de Janeiro, o descontrole foi flagrante. Seis anos após repassar R$ 53,6 milhões para o estado, a capital ainda estava inadimplente. Os dados foram enviados às pressas, mas não foram analisados, apesar das outras irregularidades encontradas. A verba foi repassada a 75 ONGs. A meta era formar 25,5 mil jovens na capital em cursos de 18 meses. Mas só 10% dos alunos estavam diplomados no fim do segundo ano.
"A presença de alunos em sala de aula vai de 1% a 10% do total de alunos matriculados nos núcleos visitados", diz o relatório do TCU, citando o que foi constatado durante a aplicação de questionários qualitativos pelas universidades federais envolvidas no programa. Foram encontrados indícios de fraude em São Gonçalo, onde diversas folhas de frequência repetiam 100% de comparecimento. Em Olinda (PE), os dados no sistema de controle eram alterados. Foram constatados índices de evasão no ProJovem Urbano que chegavam a 65% em Campo Grande (MS) e 72% em Curitiba (PR).
No ProJovem Campo, só 1% (795) dos cerca de 59 mil jovens cadastrados concluíram o curso, segundo o MEC; 16% desistiram e 40% aguardam pela formação de turmas para o curso, que dura dois anos. Apesar disso, o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) aponta que já foram gastos R$ 138,5 milhões com esse programa, o que cobre integralmente a formação de quase todos os cadastrados, num total de R$ 2,4 mil por aluno.
O gasto dessas verbas tem controle precário. Segundo pesquisa no FNDE, as prestações de contas de 2008 foram analisadas, com reprovação apenas para o estado do Rio de Janeiro. Mas para os repasses de 2009, de acordo com o fundo, quase todas as prestações ainda estão na gaveta.
Os números apresentados pelo governo para o ProJovem Trabalhador, que já gastou R$ 586 milhões desde 2008, mostram um caso de sucesso: 344 mil jovens diplomados, de um universo de 409 mil vagas oferecidas, com 37,6% dos formados inseridos no mercado de trabalho. Mas nenhuma análise de prestação de contas terminou e o Ministério do Trabalho não prestou informações sobre irregularidades.
O ProJovem Trabalhador frequenta o noticiário sobre investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, geralmente por direcionamentos para ONGs e desvios. Em julho, o MP suspendeu R$ 1,5 milhão da Fundação Bioética, no Mato Grosso do Sul, após suspeita de direcionamento do contrato e falsa prestação de serviços. No Maranhão, promotores investigam a Fundação Gomes de Souza, suspeita de irregularidades, que recebeu R$ 13 milhões, sem licitação. Em São Paulo, cinco entidades levaram cerca de R$ 20 milhões, sem concurso.
Por amostragem em 14 municípios, o TCU achou no ProJovem Trabalhador os mais altos índices de superfaturamentos, chegando a cerca de 50% das despesas em São Gonçalo (RJ), Maranguape (CE) e Cascavel (PR).
No ProJovem Adolescente cerca de 50% dos jovens de 15 a 17 anos participam dos "coletivos" socioeducativos, que duram dois anos, segundo informação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que coordena o programa e já repassou cerca de R$ 900 mil desde 2008.
Mas o controle dos recursos foi considerado "precário" pelo TCU. Só este ano o ministério instalou um programa automatizado de monitoramento. O resultado foi o cancelamento de 1.195 turmas. Ainda assim, o ministério depende das informações passadas pelas cidades. Tampouco é informada sobre irregularidades que eram constatadas por autoridades estaduais.
Na prática, houve repasse de recursos em cidades onde "coletivos" não estavam funcionando: Sete Lagoas (MG), Fortaleza (CE), São Vicente (SP), São Gonçalo (RJ) e Goiânia (GO). A falta de acompanhamento sugere que situações semelhantes podem acontecer em várias outras localidades do país.
FONTE: GLOBO.COM
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Estudantes de escolas privadas consomem mais drogas que os de escolas públicas

Um levantamento sobre consumo de drogas entre estudantes de ensino médio e fundamental da rede pública e privada feito ao longo de 2010 pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República em parceria com outras instituições mostra que o consumo drogas é maior entre os estudantes das escolas privadas.
Os dados apontam que 13,6% dos estudantes de escolas privadas fazem uso de drogas. Entre os que frequentam a rede pública o percentual foi de 9,9%. O estudo ouviu cerca de 51 mil estudantes de escolas públicas e privadas das 26 capitais do país e do Distrito Federal
A pesquisa também constatou uma redução de 49,5% no uso de drogas ilícitas quando comparado com o último levantamento feito em 2004. A cocaína, no entanto, foi a única droga que não registrou diminuição de consumo. Ao contrário da maconha que é a droga mais usada pelos estudantes do sexo masculino. As meninas disseram que a preferência é pelo uso de medicamentos sem prescrição médica.
De acordo com a pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), Ana Regina Noto, a pesquisa permite conhecer a realidade do uso de drogas entre os adolescentes para nortear as políticas públicas voltadas para essa faixa etária. “Conseguimos descrever padrões de consumo que respondem como estamos, quais os jovens mais vulneráveis e fazer a comparação com os anos anteriores que mostram como caminhamos”, disse.
FONTE: Agência Brasil
terça-feira, novembro 30, 2010
Esquerda vence eleição do DCE da UFRGS

domingo, novembro 28, 2010
E vamos a luta!

A Voz da Comunidade

Aos 11 anos, Rene Silva, morador da Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio de Janeiro, foi estudar na Escola Municipal Alcide de Gasperi, onde teve seu primeiro contato com o jornalismo. “Pedi à diretora da escola para participar do jornal, ela autorizou e lá eu aprendi a usar o computador e diagramar”, conta o estudante que logo depois pediu para que a diretora o ajudasse a criar um jornal para a comunidade. Assim nasceu o jornal A Voz da Comunidade, com 100 exemplares por mês feitos na copiadora da escola.
Hoje, mais de quatro anos depois, Renê distribui mensalmente 3 mil exemplares do jornal pelo conjunto de favelas do Alemão. “Escrevo o jornal sozinho e às vezes meus primos me ajudam”, revela Rene que está cursando o primeiro ano do ensino médio e pretende cursar a faculdade de Comunicação e se formar em jornalismo. O estudante diz que os assuntos tratados no jornal são os que despertam o interesse dos moradores da comunidade, como saneamento básico, as obras do governo na comunidade, falta de energia e água, por exemplo.
O jornal também cobre acontecimentos na comunidade, como atividades culturais e artísticas, além de fatos do dia a dia. Rene conta que em 2007, em janeiro, na época das chuvas, a casa de uma senhora foi inundada pela enchente. Ele começou a fotografar a cena enquanto seu primo entrevistava a dona da casa.
Temas mais gerais como uma seção de culinária, leitor da vez, promoções junto a parceiros do jornal e também colunas de tecnologia e informática saem frequentemente nas edições da Voz da Comunidade. Rene ainda dá uma dica para agradar o público: “sempre sai uma notinha sobre o que está passando na televisão”.
E como se dá o financiamento tanto da impressão como da produção do jornal? Rene explica que o jornal se mantém através de patrocinadores e que as despesas com os brindes das promoções são todas pagas pelos próprios patrocinadores. “Eu não gasto o dinheiro do jornal com as promoções, somente para manutenção, mensalidade da internet e do computador”, diz. O dinheiro para a manutenção vem dos diversos anunciantes que o próprio Rene conseguiu, conversando com os comerciantes locais. Embora o jovem pretenda ampliar o raio de distribuição do jornal para outras comunidades, tem dificuldade de conseguir patrocinadores fixos para aumentar a impressão do jornal.
O adolescente conta que fazer o jornal trouxe, além de aprendizado, outras responsabilidades. “Não sou a mesma pessoa de anos atrás, pois algumas pessoas me vêem com um exemplo. Se eu errar uma única vez, vão falar. Então tenho que sempre andar na linha, curtir com os amigos, mas com moderação, nada de sair para as baladas e beber, por exemplo, que vou ser criticado”, conta. Por fim, Rene dá um recado para as pessoas que têm desejos como o dele: “Lute pelo seu sonho, porque não é impossível, basta você acreditar”.
FONTE: PRVL ORG
SUGESTÃO G'BALA: FORTALEÇA ESTA IDÉIA, SIGA @vozdacomunidade
segunda-feira, julho 12, 2010
Nota da ANEL sobre a vitória da chapa 2 "A UFRJ que queremos” do DCE da UFRJ

A Chapa 2 apoiada pela Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre! venceu as eleições do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segue nota oficial da entidade:
Nota da CERJ/ANEL sobre as eleições do DCE da UFRJ
Grande vitória dos estudantes no DCE Mário Prata - UFRJ!
A Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre! vem por meio desta nota explicitar a grande vitória dos estudantes na eleição do Diretório Central dos Estudantes (DCE ) Mário Prata – da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ). O DCE, além de ter sido o grande anfitrião do nascimento da ANEL no Congresso Nacional dos Estudantes, é uma entidade muito importante para a dinâmica nacional do movimento estudantil. O DCE Mário Prata, que em 2010 completa 80 anos de um passado de lutas, resistência e conquistas, será fundamental para garantir o futuro de uma UFRJ pública e de qualidade. E ainda mais, para fazer coro com estudantes de todo o Brasil em defesa da qualidade do ensino e de um movimento estudantil livre.
Essas eleições foram polarizadas entre a Chapa 2 “A UFRJ que Queremos!” (unidade da ANEL com oposição de esquerda da UNE) e a Chapa 1 “Um Novo Enredo” (direção da União Nacional dos Estudantes (UNE) – União da Juventude Socialista (UJS) e PT). Entre passagens em sala, panfletagens, faixas e cartazes, a universidade se encheu de uma importante discussão política: quais devem ser os rumos da UFRJ e da educação no país? Como deve ser a atuação do DCE? Eles diziam que o Brasil nunca esteve tão bem, que a crise econômica passou e que basta aguardar as verbas do REUNI que elas solucionarão os problemas da UFRJ. Utilizando-se de calúnias, provocações e mentiras para iludir os estudantes, defendiam as políticas educacionais do governo Lula. Nós, por outro lado, nos preocupamos em deixar claro a contradição desse discurso e qual deve ser o caminho para conseguir, de fato, as melhorias para UFRJ.
Em uma universidade em plena implementação do programa do governo de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), os velhos problemas tem se aprofundado e criado novos. Faltam professores, bandejões, salas de aula, bibliotecas atualizadas, bolsas, laboratórios, ônibus interno, alojamento e a qualidade da formação profissional está cada vez mais ameaçada. Cursos novos da expansão do REUNI com diversos problemas, os campi do interior sem a mais básica infra-estrutura, os campi da Praia Vermelha e Centro resistindo à transferência territorial e à implementação dos Bacharelados Interdisciplinares, o Fundão sem estrutura, com falta de segurança e trânsito infernal, o Hospital Universitário caindo aos pedaços... Enfim, é preciso lutar pelas melhorias pra UFRJ.
Mas como conseguir essas melhorias? Os estudantes escolheram nas urnas o caminho: atuando de forma independente da reitoria, do governo federal e de seus projetos. As verbas do REUNI, por estarem condicionadas à metas e prazos da implementação do decreto 6096, não podem atacar os problemas estruturais da universidade. Além disso, o governo segue cortando verbas da educação, como foi há semanas atrás com o corte de 1 bilhão e 280 milhões de reais. Durante toda a eleição defendemos mais verbas pra UFRJ, sem condicionar às metas do REUNI, e garantindo 10% do PIB pra educação pública.
Essa vitória tem uma importância nacional no fortalecimento de cada entidade estudantil e, especialmente, na consolidação da ANEL. Vimos o crescimento da popularidade do governo Lula entre os trabalhadores e a juventude, e com isso o aumento das entidades dirigidas pela UNE no movimento estudantil. Porém, seguem os ataques à educação pública e aos trabalhadores, e com eles a necessidade de lutar. E há um outro elemento fundamental que ficou muito claro nessa eleição: se há por um lado um fortalecimento conjuntural do governo, a UNE segue sendo bastante repudiada entre os estudantes. Deixamos explícito a união da Chapa 1 com a UNE, os milhões que ganhou do governo Lula, e como transformariam o DCE em palanque de propaganda política do governo federal.
A ANEL e o DCE Mário Prata, nos próximos meses, apontarão aos estudantes um caminho para nos organizar pela conquista de qualidade nas universidades e escolas: construir o I Congresso Nacional da ANEL! Na defesa da aliança dos estudantes com os trabalhadores, apostando na unidade dos setores combativos, com independência financeira e política, convidamos todos a construir com democracia e criatividade um movimento estudantil livre. É com muita satisfação que a ANEL vem saudar essa importante vitória, que deve servir para fortalecer a luta dos estudantes de todo o país!
FONTE: Comissão Executiva - Rio de Janeiro / Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre!
quinta-feira, junho 03, 2010
Campanha da Assembleia Nacional de Estudantes - Livre pela qualidade do ensino

Frente à situação do ensino público no Brasil e a precarização e expansão do ensino pago, a Assembleia Nacional de Estudantes - Livre (ANEL) convoca todo o movimento estudantil combativo a sair às ruas em defesa da Qualidade do Ensino. As lutas que já estão acontecendo em diversos colégios e universidades do país devem se unificar, no sentido de somarmos mais e mais forças na resposta dos estudantes ao sucateamento da educação. A ANEL oferece, assim, seu programa a todos os estudantes brasileiros mobilizados pela educação.
Em uma pretensa resposta à crise das Universidades Federais, o governo Lula propôs o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI). A medida, repleta de demagogia, previa o aumento de vagas nessas Universidades, sem, contudo, um aumento de verbas na mesma proporção. Assim, o REUNI propunha toda uma reestruturação dos cursos de graduação, atingindo fortemente sua qualidade. Desde 2007, na ocupações de Reitoria, o movimento estudantil alertava sobre as consequências dessa medida. Hoje, diversas Universidades vão apresentando grandes contradições em virtude da expansão sem qualidade promovida pelo governo. Cursos sem professores, salas lotadas e falta de salas, campus inteiros que não foram construídos, etc. É preciso, nesse sentido, lutar por uma expansão ainda maior, porém com verbas que garantam a qualidade no ensino dos novos cursos.
A carência de uma política verdadeira de assistência estudantil cobra, também, seu preço aos estudantes – especialmente os mais carentes. Bolsas insuficientes e que nunca são reajustadas com dignidades, falta de restaurantes universitários que supram a demanda dos estudantes e ataques ao passe livre são realidades para a imensa maioria dos colégios e Universidades do país.
Frente a todo esse quadro, as condições para que estudantes, funcionários e professores se organizem para lutar por saídas para a triste situação da educação no Brasil são atacadas em diversos casos. A repressão e o não reconhecimento dos mecanismos legítimos de interlocução da comunidade acadêmica marcam a vida de escolas e Universidades onde existe pouquíssima democracia. Em paralelo, os órgãos decisórios dessas instituições institucionalizam a desigualdade entre os segmentos. É preciso lutar pela paridade nos órgãos colegiados, bem contra toda forma de repressão aos que lutam.
Consideramos ainda a vertiginosa expansão do ensino pago no Brasil, que segue encontrando no governo uma força incentivadora. Proliferam, assim, cursos de qualidade absolutamente questionáveis, sem nenhum vínculo com pesquisa e extensão – crescendo, em paralelo, a noção de que a educação é um serviço, um negócio e não um direito. Tais instituições dispõem a seu bel prazer da quase total liberdade para reprimir o movimento e alunos inadimplentes.
Em face de tudo isso, a velha União Nacional dos Estudantes (UNE) segue mantendo suas relações promíscuas com o governo Lula e, assim, é absolutamente incapaz de responder a altura aos problemas pertinentes ao ensino. Apesar disso, a ANEL acredita que é possível mobilizar estudantes de todo o país na luta por condições plenas de ensino e, por isso, aprovou um dia nacional de mobilização, dia 26 de maio, como expressão dessa campanha em defesa da Qualidade do Ensino em todo o país. Nesse dia 26, é importante que todos os atos e iniciativas reflitam nossa luta em defesa da Qualidade do Ensino, a exemplo do ato organizado pelas Estaduais Paulistas que ocorre hoje na Unicamp.
Queremos ser apoio ativo para cada luta em curso e impulsionar muitas outras. Somente a independência total em relação aos Governos e Reitorias pode garantir vitórias a essas mobilizações. Assim, lançaremos no Congresso da Classe Trabalhadora, no dia 05/06 às 14h, a Campanha por Qualidade no Ensino e chamamos desde já todos os setores de lutadores, Executivas de Curso, DCE’s, DA’s, CA’s, os companheiros da Oposição de Esquerda da UNE a construí-la junto conosco!
ANEL - ASSEMBLEIA NACIONAL DOS ESTUDANTES - LIVRE!
quarta-feira, maio 12, 2010
Indícios apontam para incêndio criminoso no DCE da Ufrgs
Perícia da PF encontrou uma tampa de garrafa com cheiro de gasolina e um fósforo no local
Fonte: Correio do Povo
