sexta-feira, janeiro 02, 2015
Jacobinos negros e a Independência do Haiti
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
Restrição à entrada de haitianos no Brasil é uma medida discriminatória
terça-feira, novembro 01, 2011
Novo grupo de haitianos chega a Manaus atrás de oportunidades de emprego

Um grupo de 38 haitianos entre homens, mulheres e adolescentes chegou a Manaus por volta das 16h30 desta terça-feira (1º) de novembro. No fim da tarde , eles estavam aglomerados em volta da igreja e da sede paroquial que fica na Zona Centro-Sul de Manaus.
De acordo com pároco da igreja de São Geraldo, Valdecir Molinari, a paróquia só fica sabendo da chegada de novos grupos de imigrantes quando eles já estão na porta da igreja à procura de lugar para dormir. “ Na semana passada, chegaram em torno de 65. Como os barcos vindos deTabatinga sempre chegam às terças e sábados, estamos com a expectativa que cerca de mais 30 venham neste fim de semana”, afirma o pároco. Ele disse que com este grupo que chegou nesta terça, o total de haitianos em Manaus chega a 2.600.
Esta nova leva de haitianos vai ser abrigada em alguns locais de apoio, explica o pároco. Uma parte do grupo ficará abrigada n o bairro Coroado, Zona Leste, em um espaço cedido pelos capuchinhos e outra será abrigada no bairro Zumbi, em uma antiga creche cedida por um padre.
Os haitianos que chegam a Manaus enfrentam uma viagem de quatro dias e cinco noites em barcos, vindos de Tabatinga. “ Como muitos não conseguem o visto no Haiti para vir ao Brasil, passam pela República Dominicana, Panamá, Equador, Peru e Tabatinga e ainda tem que esperar até conseguir o protocolo na Polícia Federal para poder vir a Manaus”, conta padre Valdecir. “Muitos contam com a ajuda da família , de parentes que estão fora do Haiti e alguns chegam a contrair dívidas para poder viajar para cá”, afirma o pároco.
O pároco de São Geraldo diz que apesar do desafio de acomodar todos que chegam periodicamente à cidade ser grande, a maior dificuldade vem sendo conseguir alimentação para tanta gente. “ Nós contamos sempre com a solidariedade de algumas pessoas , mas há duas semanas estamos tendo que comprar alimento. Precisamos de óleo, açúcar, feijão, macarrão e contamos com a solidariedade de todos”, finaliza.
segunda-feira, janeiro 24, 2011
HAITI AQUI!

quinta-feira, janeiro 13, 2011
Dia de Solidariedade com o Povo Haitiano

A Coordenadoria Latinoamericana de Organizações do Campo, CLOC- VIA CAMPESINA e suas organizações expressam sua solidariedade com o país irmão Haiti, que há um ano sofreu um terremoto que devastou, principalmente, Porto Príncipe, a capital, e outras regiões do Sul, deixando um saldo de 300 000 mortes, milhares de pessoas feridas, e 1.500.000 pessoas sem teto. Soma-se a este desastre natural, o furacão Tomas, outro fruto da crise climática que vive o mundo graças à ganância do capital, somando a tudo isto, o país passou, ainda, por um recente surto de cólera, que já causou 2.000 mortes e uma crise eleitoral há de um mês.
A CLOC - Via Campesina considera que o caos que vive o Haiti é uma catástrofe para todo o Continente Americano e denuncia que, apesar da imediata Solidariedade Internacional, mais de um milhão de haitianas e haitianos continuam vivendo em refúgios temporários e mais de 90% da ajuda prometida ainda não chegou ao páis. Denunciamos, ainda, o cinismo da MINUSTAH, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, que foi criada em 2004, pouco tempo após o golpe de estado que destituiu o presidente Jean-Bertrand Aristide, a qual recebe mais de um milhão de dólares diários para seu funcionamento e pouco ou nada fez para ajudar na restauração e manutenção da Lei, e por promover e proteger os Direitos Humanos das e dos haitianos.
Neste contexto, as Organizações em todo o Continente exigimos:
1. Que a ONU ponha fim à ocupação militar do Haiti. Atualmente há militares e oficiais de países como Estados Unidos, Canadá, França, Japão, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru, Coréia, Equador, Argentina e Uruguai no país.
2. Que pare imediatamente a violação dos Direitos Humanos do povo Haitiano.
3. Que se realizem processos democráticos e transparentes que reflitam a vontade das e dos Haitianos.
4. Que exista um verdadeiro espírito de solidariedade dos países chamados amigos do Haiti, para ajudar na reconstrução do país, e que saiam do Haiti aqueles que unicamente perseguem interesses mesquinhos.
5. Que as entidades de Saúde em nível mundial atendam de maneira urgente a emergência sanitária que vivem nossas irmãs e irmãos.
6. Que se tome em conta a participação das organizações camponesas, sociais e populares do Haiti no desenho, execução e controle das políticas e ações de reconstrução.
7. Que os meios de comunicação conscientes em todo o mundo visibilizem esta crise humanitária e que não se convertam em cúmplices dela.
Por outro lado, aplaudimos a histórica solidariedade de Cuba com o Haiti e elogiamos a presença da brigada de saúde cubana que conta com 1.200 doutores, que estão operando em todo o território haitiano sem fazer grandes alardes midiáticos, como outros países.
Finalmente, fazemos um chamado a todas nossas organizações, amigos e aliados para que se somem a este Dia de Solidariedade e para que resistamos à militarização e contribuamos na construção de uma cultura de paz em todo o Continente Americano.
Pela Terra e a Soberania de Nossos Povos!
América Luta!
FONTE: Comissão Patoral da Terra
sábado, agosto 21, 2010
Sem rapper na disputa, Haiti aguarda início da campanha eleitoral

Com a aprovação da lista de candidatos à Presidência do Haiti e sem o rapper hip-hop Wyclef Jean na disputa, o país caribenho entra em estado de espera até 27 de outubro, quando começa a campanha para as eleições gerais de 28 de novembro.
A oposição não reagiu imediatamente à decisão do Conselho Eleitoral Provisório (CEP), que rejeitou 15 das 34 candidaturas, embora personalidades ligadas a várias esferas políticas expressaram seu descontentamento na imprensa local.
A senadora Edmonde Suplice Beauzile, do partido Fusion, pediu aos seus aliados para quem mantenham a "rejeição" ao processo eleitoral, que considerou não crível e viciado.
O senador Evalière Beauplan, do partido Pont, previu eleições marcadas pela "exclusão", enquanto seu colega Youri Latortue, do partido L'Artibonite en Action (LAA), sustentou que é preciso "olhar para a juventude" que, segundo ele, apoiou a candidatura de Wyclef Jean.
Enquanto continua o debate sobre o processo em curso, se observou calma em Porto Príncipe, onde a presença da Polícia e da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) é bastante visível.
Em comunicado divulgado neste sábado (21), a Minustah cumprimentou a divulgação da lista definitiva de candidatos presidenciais e expressou sua determinação de ajudar a garantir eleições livres, transparentes e justas.
A força da ONU convocou os candidatos e partidos políticos a "respeitar a lei eleitoral e promover entre seus membros valores que permitirão que estas eleições sejam realizadas na maior serenidade e respeito dos eleitores".
A missão conjunta de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comunidade do Caribe (Caricom) pediu que candidatos, partidos políticos e eleitores "contribuam para a estabilidade do processo eleitoral em curso por continuar mostrando o espírito público e a participação democrática".
ACEITOS E REPROVADOS
O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) haitiano rejeitou 15 candidaturas e aprovou 19, segundo uma lista apresentada ontem por seu porta-voz, Richardson Dumesle.
Além do rapper Wyclef Jean, outras personalidades descartadas foram o embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, tio de Jean, e a atual prefeita de Petionville, Claire Lydie Parent.
Entre os candidatos aceitos figuram os ex-primeiros-ministros Jacques Edouard Alexis e Yvon Neptune.
O primeiro deles foi duas vezes chefe de governo sob o mandato do presidente haitiano, René Préval, enquanto Neptune exerceu o cargo durante o segundo mandato do ex-presidente Jean Bertrand Aristide.
Também foi aceita a candidatura de Jude Celestin, do governista Unidade, e que até pouco tempo foi diretor do Centro Nacional de Equipamentos (CNE), organismo designado por Préval para realizar as principais obras públicas de sua administração.
As candidaturas de outros atuais altos funcionários do Estado, como o ministro de Assuntos Sociais, Yves Christalin, o senador Jean Hector Anacacis, e o prefeito de Delmas, Wilson Jeudy, também foram aprovadas pelo CEP.
O organismo eleitoral aprovou também as candidaturas de outros ex-membros do Governo como os ex-ministros Josette Bijoux e Leslie Voltaire.
A candidatura da líder do RDNP, a ex-senadora Mirlande Manigat, foi aceita, assim como a de Charles Henry Baker. Ambos fazem oposição ao Governo de Préval.
Michel Martelly, um popular cantor haitiano também conhecido como "Sweet Micky", também teve sua candidatura à Presidência aprovada.
Além de escolher um presidente, os haitianos irão às urnas em novembro para renovar dois terços do Senado de 30 membros e a totalidade da Câmara dos Deputados, que conta com 99 cadeiras.
Este processo eleitoral foi rejeitado por várias forças da oposição, que pediram a substituição dos membros do CEP, considerados pelos opositores como aliados a Préval.
FONTE: FOLHA.COM
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
ATUAÇÃO PELO HAITI
Primeira tempestade forte atinge Porto Príncipe um mês após terremotoPorto Príncipe sofreu nesta quinta-feira sua primeira tempestade desde o terremoto de 12 de janeiro, o que surpreendeu a grande parte das 1,2 milhão de pessoas que estão dormindo em barracas em campos de refugiados.
Milhares de pessoas se viram obrigadas a deixar suas camas improvisadas para se proteger da chuva.
O presidente da Cruz Vermelha francesa (CRF), Jean-François Mattei, alertou nesta quinta sobre uma possível deterioração da situação no Haiti por causa do início da temporada de chuvas, um temor compartilhado pelas autoridades haitianas.
"O pior está por vir com a chegada da temporada de chuvas, dentro de seis semanas. São chuvas torrenciais, inundações e deslizamento de terras", afirmou Mattei.
FONTE: AGÊNCIA EFE
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Primeiro depósito para trabalhadores haitianos é de R$ 104. 838,65

A Conlutas conta com a participação de todas as entidades, movimentos e regionais nesta Campanha de Solidariedade ao Haiti.
Até agora o montante arrecadado demonstra que todos os esforços estão sendo feitos para ajudar os trabalhadores e trabalhadoras haitianos. Todo valor será revertido para os companheiros do Batay Ouvriye (Batalha Operária).
A Conlutas chama as entidades, regionais e sindicatos a seguirmos fortalecendo esta campanha de solidariedade de classe. Daqui para frente devemos reunir mais esforços para contribuir com a sobrevivência e fortalecimento das entidades de classe dos nossos irmãos haitianos.
Todos os depósitos citados acima foram identificados, caso haja dúvidas com relação à contribuição já executadas ou a executar, entrar em contato com a Conlutas Nacional.
Abaixo segue o número da conta. A campanha continua!
Favorecido: Coordenação Haiti
Banco do Brasil
Agência: 4223-4
Conta: 8844-7
Secretaria Executiva Conlutas
FONTE: CONLUTAS
Os pecados do Haiti



sexta-feira, fevereiro 05, 2010
“Ou o Haiti se liberta ou irá desaparecer”
ENTREVISTA: FRANCK SEGUY


