segunda-feira, janeiro 23, 2012
Cogitado para a secretaria de igualdade racial, Paulo Paim quer mudanças no trato a quilombos
segunda-feira, março 08, 2010
ELEIÇÃO 2010: Até petistas simpatizam com candidatura do líder do Olodum ao Senado

O presidente do Olodum João Jorge, pré-candidato ao Senado pelo PV baiano, justificou ao Bahia Notícias a sua pretensão com base na mudança cultural e valorização da raça negra. Ele compara a sua possível eleição com o impacto promovido por um dos maiores juristas e jornalistas brasileiros ao ingressar na política."Imagine um cenário em que um senador rastafári, plural como eu sou, toma posse em Brasília. Neste momento a Bahia está ausente no cenário nacional e precisa ter um exemplo igual ao que Ruy Barbosa deu em sua época.
Eu também quero ser um senador plural e republicano. Caso eu seja eleito haverá um impacto internacional. Será uma nova representação mundial na Bahia", destacou. Antes, porém, o postulante precisa resolver as objeções em seu próprio partido. De acordo com ele, o diálogo tem avançado no sentido de demonstrar que o seu projeto é coletivo e ajudará a fortalecer a base da legenda no estado, além do que o seu nome poderia revolucionar a representação baiana no Congresso Nacional. "O único senador negro do país é do Rio Grande do Sul, que tem minoria negra, e a Bahia, que tem maioria negra, não pode se furtar de mandar para o Senado um homem negro, das ruas de Salvador, do Centro Histórico, com vivência internacional", enalteceu.
Apesar de o Partido Verde ter oficialmente rompido com o governo, o diretor-presidente da Companhia de Processamento de Dados da Bahia (Prodeb), Elias Sampaio, avalia como positivo o possível lançamento de João Jorge na disputa pelo Senado. Petista, o gestor ainda aguarda a definição do imbróglio que envolve a possibilidade de aliança do PT com os verdes, hoje descartada pela Executiva Estadual do PV, para poder declarar o seu apoio ao líder do Olodum. "O PV está saindo da base do governo e com isso terá uma candidatura que passa ao largo das candidaturas que serão colocadas pelo partido. Agora, uma candidatura de João Jorge, pelo que ele representa para a política, para a cultura e, principalmente, para a democracia e o movimento negro, é extremamente interessante", ressaltou. Em relação às suas próprias pretensões, ele assegura que não sairá candidato e fará campanha para a reeleição do deputado federal Luiz Alberto.
Mulheres Negras repudiam senador

II Encontro de Negros e Negras da Conlutas será dia 26 de março no Rio de Janeiro

O II Encontro de Negros e Negras será realizado dia 26 de março, no Rio de Janeiro. Este encontro foi deliberado a partir das resoluções aprovadas em 2007, no I Encontro de Negros e Negras da Conlutas.
Devido à preparação para o Congresso Nacional da Conlutas e o Congresso da Classe Trabalhadora, o GT Nacional de Negras e Negros propôs, a realização desse importante evento Sindical, Popular e Estudantil, com o objetivo de fortalecer a questão racial dentro do processo de reorganização na nova Central, como também a consolidação do Movimento Quilombo Raça e Classe em nível nacional. O local do encontro será confirmado, mas já existe uma previa de que será no Sindjustiça/RJ.
Para inscrição é necessário que até os dias 22/03 sejam enviadas as atas das reuniões de diretoria e as assembléias no movimento sindical, popular, da juventude e de opressões que incluam como pauta esta discussão: Conjuntura e Movimento Negro e Opressões, Congresso da Conlutas e Congresso da Classe Trabalhadora, Reorganização, Perspectivas do Quilombo Raça e Classe, Planos de Lutas e Balanço 2007-2009. O critério de participação será de três presentes para um delegado.
CRONOGRAMA
ABERTURA: (Entidades e Partidos) - Das 09h às 9h45 (5min. para cada expositor e mediador)
Quilombo Urbano; Luta Armada; Círculo Palmarino; MNU; Intersindical; MTL; PSTU; PSOL: PCB;
MESA I: CONJUNTURA - Das 9h50 às 11h5 (15min. para cada expositor e 5min. para o mediador)
Executiva da CONLUTAS; Quilombo Raça e Classe; ANEL; Mulheres em Luta; GLBT;
PLENÁRIO: Das 11h15 às 12h30 (15 intervenções de 3min.)
Das 12h30 às 12h55 (5min. para cada expositor e mediador)
MESA II: BALANÇO e RESOLUÇÕES 2007/2009 e TÁTICA e ESTRATÉGIA do QUILOMBO RAÇA e CLASSE - 14h às 16h
Quilombo Urbano e GT Negros e Negras da Conlutas
PLENÁRIA FINAL: PLANO de LUTA e RESOLUÇÕES - 16h às 18h
FONTE: CONLUTAS
quarta-feira, março 03, 2010
COTAS RACIAIS
terça-feira, março 02, 2010
DEM DEM DEM DEM*

Demóstenes critica ministro Edson Santos por ofício sobre cotas raciais
Um ofício circular de autoria do ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, foi motivo de protestos do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), durante pronunciamento nesta terça-feira (2). O ofício do ministro critica a solicitação do DEM para que seja considerada inconstitucional a política de cotas para negros da Universidade de Brasília (UnB).
Segundo o documento, lido em Plenário por Demóstenes, a solicitação do DEM "abrirá portas para paralisar todas as políticas de ação afirmativa federal, estadual e/ou municipal, inclusive aquelas que beneficiam mulheres, estudantes, trabalhadores, índios, deficientes físicos e mentais, as comunidades tradicionais etc".
- O ministro desce fundo numa calúnia, a pretexto de defender uma causa - declarou o senador.
Demóstenes, que é relator do Estatuto da Igualdade Racial na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, lembrou ter atuado na elaboração da Lei Maria da Penha - que torna mais rigorosas as punições nos casos de violências contras mulheres - e que foi o relator do projeto do Estatuto do Idoso. Ele disse que "a cota racial é um engodo".
- Temos de beneficiar o brasileiro pobre, independentemente da sua cor - defendeu ele, acrescentando que está propondo cotas sociais, para beneficiar os mais pobres, em vez de cotas raciais - disse Demóstenes, para quem devem existir cotas sociais, mas a cota racial é que "abre um divisor de águas", criando ódio racial no Brasil.
FONTE: AGÊNCIA SENADO
Arthur Virgílio defende flexibilização de cotas raciais
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que a política de cotas para alunos negros, como instituiu a Universidade de Brasília (UnB), ao reservar 20% das vagas para esses estudantes, se esquece de outras raças e outros tipos de miscigenação, como a de seu estado, feita basicamente entre índios e brancos. De acordo com o parlamentar, "os amazonenses preferem ser chamados de descendentes de índios".
O senador exemplificou com um dado cultural: enquanto Zumbi é o herói dos negros brasileiros, o herói dos amazonenses é o índio Ajuricaba, "grande estrategista militar, grande guerrilheiro de selva". O representante amazonense contou que Ajuricaba, preso pelos portugueses, se atirou, acorrentado, às águas do Rio Negro, num ato suicida "em nome da liberdade".
- Nós temos muito orgulho da miscigenação que nos faz a civilização que somos. Eu tenho no meu sangue a mistura que vai do negro ao holandês. Mas, culturalmente, nós somos o resultado da miscigenação de portugueses brancos com indígenas brasileiros. Essa é a restrição que faço ao projeto das cotas raciais - afirmou Arthur Virgílio, para quem as cotas sociais se aplicam melhor à redenção dos mais pobres.
Arthur Virgílio falou após comunicação de liderança feita pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), em que este critica um ofício assinado pelo ministro Edson Santos de Souza, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.
FONTE: AGÊNCIA SENADO
EM TEMPO: O DEMOCRATAS* - DEM - OCUPA NO ESPAÇO POLITICO PARTIDÁRIO BRASILEIRO UMA POSIÇÃO DE CENTRO-DIREITA. DE IDEOLOGIA LIBERAL FOI REFUNDADO EM MARÇO DE 2007 PARA SUBSTITUIR O PARTIDO DA FRENTE LIBERAL - PFL - A EXISTÊNCIA DESTA SE DEVIA A UMA DISSIDÊNCIA DO EXTINTO PARTIDO DEMOCRÁTICO SOCIAL - PDS - QUE HAVIA SUCEDIDO A ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL - ARENA - PARTIDO MANTENEDOR DA DITADURA MILITAR DE 1964 - 1985.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Sucessão da Seppir
Negros do PT propõem a Lula lista tríplice para a Seppirterça-feira, fevereiro 23, 2010
Processo Sucessório na Seppir


Ministro diz que segue Presidente e que críticas não somam

PMDB agora também quer a Seppir
Fonte: Afropress
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Mais um papelão da Seppir

Tem aquela velha frase, né: "Quem muito se abaixa o #% aparece". No caso em questão a vergonha de se abaixar nos atinge a todos e todas. Coragem tem Makota Valdina de dizer o que disse: "Está na hora de irmos para o campo político e de educar os nossos para saber quem vamos eleger", insistiu Valdina, sob aplausos. "A gente viu o que aconteceu com o Estatuto da Igualdade Racial e o que está acontecendo com esse plano. Por que para negro e índio não tem terra? Precisamos acabar com esse vírus do racismo." (Da Matéria do Estadão)
Makota Valdina é pequenininha e é um mulherão. Cresce nas discussões. Nos honra! Nos dá coragem e força e diz em poucas palavras o que precisa ser dito. Me honra conhecê-la, me honra tê-la em meu coração já tão grande. Me orgulha tê-la como parceira e membro do CEN. A verdade é o que diz Makota. Tá na hora de parar de votar nessa gente.
Dizem por aí que Dilma quer conversar conosco. Mas é Dilma e seu chefe, o senhor Luiz Ignácio, que se sentaram nos mais de cem processos de investigação que existem dentro da Polícia Federal contra o senhor Bispo Macedo. Dilma quer conversar conosco mas faz grandes acordos com os veículos de comunicação que se calam sobre os processos abertos pelo governo americano contra o senhor Bispo Macedo. Dilma quer conversar conosco mas não dá uma palavra sobre os casos de intolerância absurdos que ocorrem cotidianamente. Aí pergunto eu, conversar o que? Para que? Para nos dizer que apóia nossa luta? Dilma não nos apóia.
O pragmatismo petista que levou a eleição de Lula e que permeia o recuo covarde e indecoroso da Seppir no Plano Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é tão vergonhoso que não dá pra confiar em uma frase que nos venha desta seara. Em nome de se elegerem são capazes de tudo, menos de fazer escolhas justas.
Um tanto disso é culpa nossa. Nós também somos um bando de lambões e, portanto, é justo que nossos representantes na Seppir também sejam lambões. Quando brigamos tanto entre nós por vaidades bestas não conformamos força política o suficiente para mostrar o quanto podemos ser instrumentos de pressão. A verdade é que somos a maioria da população mas não sabemos operar esta força. Com isso ficamos reféns daqueles que só querem ver números em sua frente, mas não querem ver gente.
O que aconteceu nesta semana é um dos episódios mais vergonhosos da história recente do Movimento Negro brasileiro. Apenas uma semana antes do evento começamos a ser informados que o governo recuaria na posição de lançar o Plano de Combate à Intolerância Religiosa por conta das pressões dos evangélicos e da Cnbb. Mesmo assim mantiveram as passagens das pessoas com o argumento de que queriam "conversar". Não tiveram nem mesmo a dignidade de dizer às pessoas que suas viagens seriam inúteis. Os que lá estiveram presentes saíram com a promessa de que o Plano será lançado mais à frente. Sabemos que não será. Mais à frente se dará uma outra desculpa tão esfarrapada quanto esta. Uma vergonha!
Na boa, eu esperava pelo menos uma demissão. Bonito ia ser o Ministro se demitir. Mas se ele não pode seria legal ver o Alex pedir as contas. Dizer que não está ali para fazer papel de palhaço. Puxa vida!! Esses caras entrariam para a história. "Perco o pescoço mas não perco o juízo", se lembrarão da Marina no futuro. E dessa turma, quem lembrará?
Enfim, nos lembra sempre Stive Biko, estamos por nossa própria conta. Precisamos ser mais autônomos, buscar menos apoio do Estado, gerar menos dependência do governo. Não dever nada a ninguém!
Precisamos educar nosso povo para votar em quem realmente nos represente, nos ensina Makota Valdina, a quem peço a bênção. É isso que precisamos fazer, é deixar para trás o que para trás já ficou e buscar entre nós mesmos a força política e a coragem real para nos representar.
Lutar contra o racismo, lutar contra a intolerância religiosa, lutar contra as forças que comandam este país exige coragem, exige cabeça erguida. Exige a força de um milhão de makotas valdinas. E o que vemos nas proto-lideranç as é falta de coragem, falta de brio, como diria minha velha mãe, é uma vontade imensa de agradar aos chefes. E isso não queremos. Negros assim, não são nossos irmãos, diria Solano Trindade.
É triste, é lamentável, é profundamente decepcionante o que aconteceu. Mas é a verdade, tão certa assim.
Um belo dia Matilde Ribeiro concordou com o Palocci que deveria se tirar o fundo do Estatuto. Não foi uma sugestão do Palocci, foi uma exigência. Ela retirou. Palocci está na vala comum da história política brasileira, Matilde caiu para cima, como caem todos os petistas, e o Estatuto virou um trambolho tão sem sentido que nós, do CEN decidimos nos tornar totalmente indiferentes a ele.
O mesmo agora está se dando com relação ao Plano de Combate à Intolerância Religiosa. Desde que não fira os católicos, não ofenda os evangélicos e não crie problemas para Macedo e sua turma, tudo bem, e aí ficarão felizes o presidente, a Dilma e os nossos "representantes" na Seppir.
Eu já não votava nesta senhora antes, agora mesmo que não voto mais. Eu sempre votei em Edson para vereador e votei para o Senado, agora não voto mais. E de resto, francamente, só tenho a lamentar. Lamentar por nós mesmos, mas me envergonhar profundamente por aqueles que nos traem com o argumento de nos proteger.
Tristes dias!!
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
MANIFESTO DE LANÇAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL EM DEFESA DA TITULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS

FSM 2010-PORTO ALEGRE-RS
OFICINA DEFESA DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS E IMPACTOS INSTITUCIONAIS.
QUILOMBOLAS, ATIVISTAS DO MOVIMENTO NEGRO E MOVIMENTO SOCIAL presentes na retro referida oficina, proposta pelo MNU Nacional em Parceria com o Ministério Público Estadual/RS e Comissão de Direitos Humanos da ALERGS, após depoimentos de representantes de comunidades quilombolas de SC, RS e PR na presença de uma centena de participantes após intervenção das entidades presentes na mesa, destacando MNU-Nacional, AKANI, IACOREQ, GT-QUILOMBOLA MNU-RS, APNs, foi aberta para inscrições para manifestação dos participantes, com intensa participação dos mesmos ressaltando a participação dos membros da Nova Cartografia Social dos Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil que ,generosamente, fez o registro da reunião, representantes da Rede Puxirão do Paraná, Federação Quilombola do Paraná, representantes das quatro comunidades quilombolas urbanas de Porto Alegre, representantes de três comunidades quilombolas de Santa Catarina, representantes da CPT , aproveitamos para registrar nosso agradecimento a Socióloga Simone Rita que também, generosamente, documentou em ata as intervenções e ainda ao Ministério Público Estadual Parceiro na realização da oficina propiciando o Espaço e Estrutura para realização da Oficina, enriquecida ainda com a contribuição de uma centena de ativistas, destacando ainda a presença da Antropóloga Miriam Chagas do MPF, da Antropóloga Raquel Mombeli do NUER, Emanuel Almeida Farias Junior Mestre em Antropologia e José Carlos Vandersen cabe ainda Registrar uma ausência total dos representantes governamentais convidados para essa atividade pelo Ministério Público Estadual. Em Síntese apresentamos o Manifesto e encaminhamentos acordados ao final da reunião para o conjunto do Movimento Social em anexo
MANIFESTO
Considerando que no Balanço de 10 anos do FSM-2010 em Porto Alegre as Comunidades Quilombolas tem muito pouco a comemorar, e esse pouco se dá graças a luta insistente e cotidiana das comunidades quilombolas pois se aprofundam cada vez mais os ataques aos territórios negros, Quilombolas, Comunidades Tradicionais e Indígenas em todo País.
Considerando provém de todas as esferas de Estado (Executivo , Legislativo e Judiciário) como demonstram a retirada de pauta do Decreto de Desapropriação para reconhecimento da Comunidade Quilombola da Invernada dos Negros em SC sem qualquer explicação plausível, publicação esta que estava prevista para 20 de novembro de 2009.
Considerando a negociata em torno do Estatuto da Igualdade Racial com a retirada da temática Quilombola privilegiando os interesses do Agronegócio.
Considerando a falta de controle efetivo por parte do movimento social e baixíssima executividade orçamentária dos parcos recursos referente a temática Quilombola.
Considerando a demora para implementação e execução dos processos de titulação das comunidades Quilombolas , bem como, e a existência de Ação Direta de Inconstitucionalidade atacando patrocinada pelo DEM atacando o Decreto 4487/2003 , bem como, o Projeto de Decreto Legislativo da lavra do Deputado Valdir Collato (PMDB-SC) também atacando o Decreto 4887/2003.
Considerando que as Comunidades vem resistindo como demonstram as mobilizações existentes no final do ano passado com ocupação do INCRA como ocorridos em SC, RJ, Salvador Bahia, MG as mobilizações no RS, interrupção de BRs como no Espírito Santo.
Considerando que o conflito vem se acirrando existindo varias lideranças Quilombolas ameaçadas de morte, presas, perseguidas e assassinadas como ocorrido na Comunidade dos Alpes – Quilombo Urbano em Porto Alegre-RS.
Considerando que tais fatos em especial a demora na implementação das Políticas Públicas e na Titulação das Comunidades expõem as Comunidades a um agravamento da situação de opressão e exploração já existentes e que tal situação não é fruto de mero desmando administrativo mas de uma opção política a favor dos interesses do agronegócio e contrários aos interesses das comunidades tradicionais.
Considerando a necessidade de avançarmos na resistência , rompermos o isolamento, articularmos a unidade para luta em defesa dos territórios Quilombolas e que para construirmos um outro Mundo sem Racismo , Exploração, Opressão, Xenofobia e Intolerância só se concretizará com luta e mobilização, os ativistas sociais, militantes do Movimento Negro, Quilombolas presentes na Oficina Defesa dos Territórios Quilombolas e Comunidades Tradicionais e Impactos das Políticas Institucionais realizada das 14h às 20h do dia 26 de Janeiro de 2010 no Auditório do Ministério Público, Praça da Matriz , Porto Alegre nº 110.
Deliberamos:
- Lançamento do Movimento Nacional em Defesa da Titulação e Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Quilombolas.
- Agenda de Mobilização e Articulação do Movimento nos Estados com Plenárias Estaduais entre os dias 21 e 31 de Março de 2010.
- Indicativo para o dia 22 de Abril de 2010 – Dia de Jornada de Luta Quilombola.
(Atos nos Estados , Ida a Brasília para agenda com o STF e Congresso Nacional).
Contra o Racismo Institucional
Em defesa do Decreto 4887/2003
Pelo indeferimento da ADIN do DEM
Pela retirada de pauta e arquivamento do Decreto Legislativo do Deputado Valdir Collato do PMDB de SC.
Pela Titulação Imediata das Terras de Quilombo.
Governo rebate acusações de MNU


