sexta-feira, janeiro 09, 2015
Por que a polícia de Nova York vira as costas ao prefeito
quinta-feira, dezembro 18, 2014
Casal Obama revela experiências pessoais com discriminação racial
As reflexões do casal
foram feitas em um momento de debate nacional sobre o racismo e discriminação
racial nos Estados Unidos, após uma série de mortes de homens negros desarmados
pelas mãos de policiais brancos.sexta-feira, maio 03, 2013
Primeira ministra negra da Itália sofre racismo da oposição
Brasileira eleita Miss Itália no Mundo
é vítima de racismo em site nacionalista
Candidatas negras ao Miss Universo
sofrem racismo em site nacionalista
quarta-feira, março 20, 2013
21 de março: Contra a Discriminação Racial
A cada 25 minutos um jovem negro é morto no Brasil, segundo
dados do próprio governo. Já o Mapa da Violência no Brasil (2012) revelou que a
possibilidade de que um jovem negro, de 15 e 24 anos, seja assassinado é 139%
maior do que de um branco. E o fato de que é o racismo que se encontra por trás
destes números – e de que as políticas governamentais não levam isto em conta –
fica evidente em outro número assustador: entre 2001 e 2010, enquanto o número
de vítimas brancas, de 15 a 24 anos, caiu 27,5%; as vítimas negras aumentaram
em 23,4%. É diante deste cenário lamentável, que o Quilombo Raça e Classe,
neste 21 de março, lembra que a única forma de acabar com a violência, assim
como aconteceu em relação à brutal violência da escravidão, é de uma forma
“quilombola”, como Zumbi e Dandara nos ensinaram: na luta, independente dos poderosos,
ao lado dos oprimidos e explorados.
Recentemente foi comemorado o 8 de Março, Dia Internacional
da Mulher, que surgiu como um marco de luta e resistência da mulher
trabalhadora devendo servir para colocarmos em evidência nossas principais
reivindicações por direitos iguais. Que para a mulher negra trabalhadora, avançamos
pouco na luta contra o racismo ao longo da nossa história no Brasil. LEIA TAMBÉM: “Dia Internacional Contra a Discriminação Racial”
terça-feira, dezembro 18, 2012
Torcedores do Zenit lançam nota racista

terça-feira, julho 19, 2011
Brasileira eleita Miss Itália no Mundo é vítima de racismo em site nacionalista

A brasileira Silvia Novais, modelo de 24 anos, 1,77 m e 55 kg, eleita na semana retrasada Miss Itália no Mundo 2011, passou a sofrer ataques racistas de grupos de intolerância pela internet desde que venceu o concurso na Europa como a mais bela descendente de italianos. Seu bisavô materno nasceu em Florença, mas isso não impediu que ela escapasse do preconceito.
Logo após superar outras 39 candidatas na final, no dia 3 de julho, em Reggio Calabria, Sul da Itália, Silvia teve sua foto como miss reproduzida em um fórum de discussão de um site internacional de nacionalistas brancos, alguns adeptos de Adolf Hitler e contrários à escolha dela como miss. Abaixo da imagem da baiana com a coroa e a faixa, foram feitas diversas ofensas racistas. Num dos insultos, ela foi xingada em inglês de “negra nojenta”. Também há comentários em português e em italiano.
“A disgusting negra can't be italian, maybe she has an italian grandfather of grandfather of grandfather...”, escreveu um dos membros do site Stormfront.org, em um dos comentários do fórum ‘Brasileira vence concurso Miss Itália no Mundo 2011’, iniciado em 10 de julho. Numa tradução livre para o português, ele disse: “A negra nojenta não pode ser italiana, talvez ela tenha um avô italiano do avô do avô ...”
A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo, investiga o Stormfront (frente de tempestade) por suspeita de ser uma comunidade neonazista que recruta brasileiros. O grupo foi criado na internet nos Estados Unidos no início dos anos 1990 e já arregimentou muitos paulistas com o slogan “White Pride World Wide” (algo como Orgulho Branco Mundo Amplo). Segundo a polícia, para difundir a manutenção e expansão da raça branca, seus integrantes combinam ataques a negros, judeus, homossexuais, nordestinos e imigrantes ilegais.
O G1 não conseguiu localizar os responsáveis pelo Stormfront para comentar o assunto. No site, há citações e fotos de oficiais de Hitler, suásticas e símbolos nazistas. Também há um recado em inglês que informa os visitantes sobre o conteúdo que vão encontrar: "Somos uma comunidade de nacionalistas brancos. Há milhares de organizações que promovem os interesses, valores e patrimônio de não brancos. Promovemos o nosso. Você está convidado a navegar nos nossos 7 milhões de postos, mas você deve se registrar antes de postar em qualquer fórum, exceto aqueles designados como aberta a convidados”.
O Stormfront ainda informa que sua "missão é fornecer informações não disponíveis nos meios de comunicação controlados e construir uma comunidade de activistas Brancos, trabalhando para a sobrevivência de nosso povo".
Dentre as regras de postagem dos comentários no site estão: "Não use linguagem abusiva, vulgar ou desrespeitosa. Evite epítetos raciais. Não faça críticas pessoais a outros usuários que são cruéis, duras ou agressivas".
Apesar disso, investigadores afirmam que isso não é seguido pela comunidade do Stormfront, que é considerada neonazista. Segundo os policiais, ainda não foi possível identificar quem produz o conteúdo do site.
Miss
O próximo passo da miss será estudar junto com seu advogado a possibilidade de registrar queixa crime de injúria racial contra quem a ofendeu no site. Injúria é atribuir a alguém fato negativo que ofenda sua honra, dignidade e decoro. A pena para esse tipo de crime pode resultar em prisão. Em alguns casos, as vítimas também pedem indenizações por danos morais em ações judiciais.
'Criada de Nero'
Várias pessoas fizeram comentários ("Acho que isso que fizeram com ela se chama caridade!”; era só o que faltava: cotas para concurso de miss...; foram para a final uma negra, uma outra menina e uma prima minha (linda, loira de olhos verdes). Adivinhem quem levou o título de miss? A nega claro...")
“Em 2009, quando fui escolhida Miss Campinas e depois Miss São Paulo sofri preconceito. Algumas pessoas que conheço também fizeram comentários racistas por causa da minha cor. Disseram que eu estava mais para empregada doméstica. Na plateia do Miss São Paulo, minha mãe também escutou insultos, como que a empregada dessas pessoas era mais bonita do que eu. E que era um absurdo uma negra ganhar. Mas por mais que eu tenha sofrido ao escutar essas coisas, fiquei na minha e venci”, disse Silvia, que é do casting da Agência de Modelos Monica Monteiro.
Disposta a quebrar barreiras, a miss Itália no Mundo quer continuar a carreira de modelo, mas disse que é difícil encontrar trabalho em um mundo fashion que parece valorizar mais os brancos aos negros e mulatos. “Estive pensando nessa semana que a primeira miss Brasil negra foi a Deise Nunes em 1986. Num país cheio de tantas misturas e negras lindas é raro ver uma negra ganhar o Miss Brasil.”
Os próximos passos de Silvia são: se casar com o namorado e estudar italiano. “Ele [Maurício] me aceita como eu sou e me incentiva muito a superar esse racismo e o preconceito que existem no meu trabalho. Agora estou estudando italiano. E estou na luta. Vou vencer essa barreira do preconceito.Me considero negra, com o maior orgulho.”
FONTE: G1
LEIA TAMBÉM: Candidatas negras ao Miss Universo sofrem racismo em site nacionalista http://guebala.blogspot.com/2011/09/candidatas-negras-ao-miss-universo.html
terça-feira, março 23, 2010
Copa do Mundo na África do Sul é oportunidade para combater o racismo, diz ONU

A Copa do Mundo que será realizada na África do Sul, em junho, é a oportunidade para que os países se unam no combate à discriminação racial, tendo como palco o local onde havia um regime de segregação, diz a alta comissária dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, Navi Pillay. Para Pillay, é fundamental que os dirigentes esportivos aproveitem a realização dos jogos para defender o fim das diferenças raciais e das agressões.
Segundo a alta comissária, o papel do esporte é essencial no que ela chama de “luta” contra o racismo. “O papel do desporto na mudança de atitudes em relação ao racismo é potencialmente imenso especialmente em esportes como o futebol, que atraem grande e apaixonado público”, disse Pillay, nas comemorações do Dia Internacional de Eliminação da Discriminação Racial, realizadas ontem (21).
De acordo com a alta comissária, o fato de a Copa ser realizada na África do Sul deve servir como exemplo pela história do país que viveu o regime de apartheid, que durou 42 anos, instituindo direitos e obrigações distintos para brancos e negros.
“O simbolismo da Copa do Mundo de 2010 que se realiza pela primeira vez em um estado africano e especialmente em um país que foi durante muitos anos sinônimo de racismo institucionalizado é importante”, disse Pillay.
Em seguida, Pillay acrescentou que o “racismo no esporte continua a ser um problema em muitos países e muitas modalidades [esportivas]. Eu apelo aos administradores esportivos em todos os lugares a seguir o exemplo de duas das autoridades do mundo de futebol, como a Fifa [Federação Internacional de Futebol] na elaboração de campanhas sérias para erradicar o racismo”.
A alta comissária da ONU lamentou que, apesar dos esforços, nos últimos anos, há registros de vários episódios de discriminação racial em estádios de futebol. “Nos últimos anos tem ocorrido uma série de incidentes vergonhosos nos estádios de futebol, quando os fãs de uma equipe de futebol agridem adversários utilizando o racismo”, disse ela.


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