Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!

quarta-feira, setembro 15, 2010

Luta do povo saharauí











Os muros são coisas doidas, símbolo de separação. Há quem diga que eles servem para proteger. Mas há que perguntar. Proteger a quem? Se a gente parar para pensar vai ver que os muros têm suas origens no poder. Desde muito tempo eles são erguidos para que aqueles que têm muita riqueza se protejam de quem não tem. A lógica da propriedade privada, da acumulação privada da riqueza e da terra. Valeria pensar: mas por que é assim? Por que uns têm muito e outros nada? Ah, essa é a pergunta que ninguém se faz.

Contam que um dos primeiros grandes muros da história foi a muralha da China, idealizada no século VII a.C pelos imperadores da dinastia Zhou, dispostos a dividir a terra em dois pedaços. O deles e o dos outros. O trabalho começou em 221 a.C e terminou dois milênios depois. Mas, é bem possível que antes dele outros já tivessem sido erguidos. Relatos nos Vedas ou na Torá – livros sagrados de povos muito antigos – falam de castelos e muralhas, erguidas para proteger cidades e reinos de possíveis invasores. Os muros são sempre muito usados para separar povos, como, por exemplo, o Muro de Adriano, construído em 122 d.C, para dividir o mundo romano (civilizado) do mundo dos bárbaros. Parece que sempre foi muito difícil aos seres humanos uma vida em comunhão, sem o medo do “outro”.

Mesmo em Abya Yala, onde as comunidades tinham por princípio básico a idéia de vida coletiva, é possível encontrar registro de grandes muralhas protetoras como o forte Pucará de Quitor, no deserto de Atacama, Chile, erguido pelo povo likan-antay para enfrentar o avanço de tribos inimigas.

Nos tempos modernos, o muro mais famoso foi o Muro de Berlin, criado pelos soviéticos em 1961, materializando a cortina de ferro a separar o mundo comunista do capitalista. Durante anos ele foi uma espécie de símbolo da separação, da exclusão, da prisão e do ódio. Não havia quem, no chamado “mundo livre”, não clamasse pela queda daquele muro. Quando ele finalmente foi derrubado em 1989, as gentes em todo planeta saudaram esta vitória da “democracia e da liberdade”. A impressão que se tinha é que ali se encerrava uma triste etapa da vida humana, que nunca mais iria se repetir. E esta é uma coisa estranha de se pensar, se levarmos em conta que anos depois, em 1994, os Estados Unidos iniciavam um programa anti-imigração, chamado de Operação Guardião, que principiava a construção do odioso muro que separa o país ianque do México. Naqueles dias, ninguém se levantou para falar em ódios, exclusão ou falta de liberdade. Desde então, ali, naquela cerca, morrem milhares de pessoas tentando passar para o lado dos EUA, buscando viver a promessa do sonho americano. Raras pessoas no mundo falam desse muro ou se importam com as vidas que se perdem ali.

Depois, em 2002, o artificial estado de Israel, amigo e parceiro dos EUA, deu início ao seu muro, segregando o povo palestino em seu próprio território. Quilômetros e quilômetros de concreto dividem famílias e transformam um povo inteiro em prisioneiro, dando vazão a levas e levas de violência, dor e morte. Também são muito poucos os que se importam com isso. A mídia, como sempre do lado do poder, se encarrega de disseminar pelo mundo o preconceito e a mentira, atribuindo aos palestinos o rótulo de terroristas e bandidos. Raros são os que gritam pela queda deste muro. Ele aparece como algo necessário, para proteger o povo de Israel, embora nunca ninguém tenha cogitado que o Muro de Berlim existisse proteger o povo comunista da sanha do capital.

Pois não bastassem as excrescências dos EUA e Israel há um outro muro do qual muito pouco se fala. É o que separa o povo saharauí de seu território original no norte da África, região que permanece obscura e desconhecida para todos na América Latina.

O massacre do povo Saharauí: um pouco de história

O povo que vive no território reivindicado pelos Saharauí é muito antigo e habita aquela área desde quando os berberes brancos avançaram pelo norte do Sahara, no século VII, premidos pelas invasões árabes. Assim, eles foram jogados para a parte sul de onde hoje é o Marrocos, quando passaram a viver de forma autônoma. Os berberes são originários do norte da África e formam a gênese do povo do Marrocos. Na verdade, esse termo “berbere”, significa “bárbaro” e por isso é repudiado pelos seus descendentes que gostam de ser chamados de “amazigh” (homens livres). Mas, é parte deste povo de “homens livres” que hoje está sendo responsável pela desgraça do povo Saharauí.

O reino do Marrocos foi criado por volta do ano 470 a.C. e sempre esteve com os olhos mais voltados para a Europa que para seu interior. Ocupado pelos árabes no século VII, a região foi porta de entrada dos mouros para a península ibérica, onde reinaram por anos. Bem mais tarde, foi a vez do Império Romano anexar o Marrocos como colônia e foi só no século XI que os berberes reconquistaram seu território. Mas, a briga interna de vários clãs pelo controle do Marrocos o enfraqueceu e deu chance para a invasão de Portugal que, no século XV, no auge da expansão colonial, abocanhou algumas cidades. Foram muitos os anos de lutas para recompor o território. Na metade do século XIX, a Espanha e a França estenderam seus domínios pelo norte da África, ocuparam a área, e o espaço daquelas terras foi dividido. Em 1912 a parte do Marrocos ficou com os franceses, e a Espanha se apropriou da região norte e do Sahara ocidental, onde então viviam os saharauí.

Como em todas as colônias africanas, a ocupação não se deu sem luta. São históricos os massacres de revoltosos em batalhas nas quais Espanha e França se ajudavam contra os povos locais. O advento da segunda guerra mundial abriu caminho para novos movimentos de libertação e seguidos conflitos aconteceram. Em 1956, o Marrocos finalmente conquistou sua independência dos franceses, instituindo uma monarquia, mas a parte que estava nas mãos da Espanha não conseguiu o mesmo feito. Permaneceu colônia e, a exemplo dos marroquinos, as populações continuaram buscando a libertação. Por conta disso, em 1973 foi criada a Frente Popular de Libertação de Saguia-El-Hamra e Rio de Ouro (POLISARIO), que passou a liderar a luta na região ocidental.

Com a independência reconhecida, o Marrocos se organizou e começou a sonhar com novos vôos. Ambicionava anexar a parte espanhola da região, sem reconhecer que ali viviam povos autônomos, com cultura própria e igualmente sedentos de liberdade. Nos anos 60 e 70 vieram as vitoriosas lutas de libertação nacional em todo o mundo e, em particular na África, com várias colônias saindo do jugo de Portugal. Essa conjuntura leva a Espanha franquista a aceitar o princípio da autodeterminação nas regiões ocupadas, mas ainda sem se dispor a “largar o osso”. Então, no ano de 1975 quando o Marrocos, já livre da França, começa uma investida bélica na região ocidental do Sahara, a Espanha, igualmente ignorando as reivindicações do povo saharauí, assina um acordo entregando a região ao Marrocos e à Mauritânia. Com esta atitude vergonhosa, a Espanha cede ao rei Hassan II as riquezas naturais do Sahara ocidental, e com elas, o povo que ali vivia.

Ainda assim, o povo saharaui não se entregou. Tão logo as tropas espanholas saíram do território, em 27 de fevereiro de 1976, a Frente POLISARIO proclamou a República Árabe Saharauí Democrática (RASD). Segundo eles, ali estava um povo real e não seria um invasor que os colocaria na condição de “ninguém”. A própria Mauritânia reconheceu esse direito.

Mas, assim que viu garantida a soberania sobre o território até então espanhol, o governo do Marrocos, sem fazer caso da proclamação de independência saharauí, organizou uma grande marcha, conhecida como a “marcha verde” (na verdade um processo de colonização), na qual mais de 350 mil pessoas migraram para a região do Sahara ocidental, tendo a frente uma unidade de infantaria repleta de blindados, numa clara demonstração de força. Como as terras estavam tradicionalmente ocupadas pelo povo saharauí, as tropas marroquinas não hesitaram em iniciar uma campanha brutal de desalojo. Chegaram ao ponto de utilizar bombas de fósforo e napal, causando terríveis sofrimentos aos povos que ali viviam e obrigando-os a uma retirada em massa. Grande parte buscou abrigo na Argélia e outra parte seguiu lutando.

Desde então, múltiplas resoluções das Nações Unidas, da União Africana e um acórdão do Tribunal Internacional de Justiça de Haia reconhecem o direito à autodeterminação do povo saharauí, entendendo que não há registro jurídico nem histórico de vínculo de soberania por parte do Marrocos naquele local. Mais de 80 países do mundo reconhecem a RASD, mas isso fica só no papel.

A luta do povo saharauí não deu trégua este tempo todo, e no final dos anos 80, com a intermediação da ONU, o governo do Marrocos e a POLISARIO aceitaram um acordo, no qual o Marrocos retiraria suas tropas da região e realizaria um plebiscito com o povo para que este escolhesse entre a independência ou a anexação ao Marrocos. Mas, o certo é que isso nunca se concretizou e o governo marroquino se recusa a aceitar a autodeterminação dos saharauí.

Já são mais de 35 anos de luta, e a Frente Popular de Libertação tem cedido muito mais do que o Marrocos, se dispondo inclusive a depor as armas e libertar prisioneiros, mas não encontra eco no governo marroquino.

A situação hoje

É nesse contexto de intransigência que o Marrocos deu início a construção de um muro, dividindo a região do Sahara ocidental, visando segregar ainda mais as gentes saharauí, impedindo-as de viverem em paz no seu território. Hoje, parte do povo, sem poder ocupar seu território original, vive em terras cedidas pela Argélia, na condição de refugiados, em acampamentos desprovidos de qualquer condição de dignidade.

O muro da vergonha do Sahara Ocidental tem mais de dois mil quilômetros e divide de norte a sul o território. Vigiado por mais de 150 mil soldados marroquinos o percursos ainda apresenta uma infinidade de minas que, vez ou outra, provocam mortes entre os saharauí ou mesmo entre militantes internacionalistas que fazem periódicas marchas e manifestações no muro. Segundo a ONU há um cessar-fogo vigiado por uma missão de cascos-azuis, mas isso não impede que o Marrocos siga acossando a gente saharauí.

O fato é que o regime monárquico, ainda em vigor no Marrocos, se recusa abrir mão das inúmeras riquezas do Sahara ocidental. Entre elas está a magnífica costa Saharauí, que toma parte do Mediterrâneo e parte do Oceano Atlântico. Ali está um dos bancos de pesca mais ricos do mundo, hoje ocupado pelo Marrocos. Também se fala de grandes reservas de petróleo, com algumas áreas já sendo exploradas na parte que está sob o domínio do Marrocos. Igualmente fazem parte do pano de fundo da disputa de território as abundantes minas de fosfato que estão na parte ocidepatitantal do Sahara, portanto, devendo pertencer à República Saharaui, mas que seguem sendo exploradas pelo Marrocos.

Numa visita às páginas da Internet ou ao Youtube qualquer pessoa pode ver as terríveis condições de vida da gente saharauí nos acampamentos em meio ao deserto. É por isso que a Frente de Libertação insiste na busca de solidariedade mundial e no reconhecimento da República Árabe Saharauí Democrática como um Estado independente. As gentes do deserto da áfrica ocidental estão aí, a provar que os muros continuam sendo fortes mecanismos de opressão e segregação por parte daqueles que detém poder militar e político. Mas o povo saharauí também mostra, a exemplo dos palestinos e dos milhões de imigrantes, fugitivos do capitalismo, que não há canhão capaz de frear a luta por vida digna, por território e por liberdade. Como bem mostra a história, os muros acabam caindo. Sempre!

Viva a luta do povo saharauí!

FONTE: BRASIL DE FATO/ Elaine Tavares

BRASIL DE PELOTAS: UM TIME NACIONAL DESDE 1920

O canal SporTV criou em sua programação uma forma de tornar mais próxima o acompanhamento da realidade dos clubes que disputam a Série C do futebol brasileiro, neste sentido a cada semana é acompanhado um destes clubes.

Na semana passada, a produção do "Brasil fora de série" esteve em Pelotas, ao sul do sul, do Brasil Xavante. Acompanhe abaixo a matéria.

EM TEMPO: SE O NOME DO PROGRAMA É "FORA DE SÉRIE" QUEM DEVERIA SER ACOMPANHADO NÃO SERIA ELES, E TODA SUA ALCATÉIA? OU ELES NÃO FORAM PORQUE AFINAL SE NEM NA SÉRIE D, ELES ESTÃO ENTÃO NÃO EXISTEM?

BEM DE TODO MODO, OUTRA VEZ QUEM ESTA SOMOS NÓS!!!

Acompanhe abaixo a matéria.


SUGESTÃO: DOM OBÁ

sexta-feira, setembro 10, 2010

PORQUE É SEXTA A NOITE!

SEXTA - FEIRA, ESTA HORA. VAMOS COMBINAR NINGUEM É DE FERRO.
ISTO COMBINADO, FIQUEMOS COM A VOZ DE MARIANA AYDAR, UMA BELA NOVA VOZ FEMININA QUE PARA NOSSO PRAZER SE REVELA.
VAI VER DARÁ VONTADE DE DEIXAR TUDO PARA MAIS TARDE!


Deixa o Verão - MARIANA AYDAR



SUGESTÃO: DON OBÁ

AGENDA DE EVENTOS DA GENERAL TELLES PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2010

A Escola de Samba General Telles, realizará uma série de eventos durante este segundo semestre de 2010, com a finalidade de reunir seus torcedores e angariar fundos com vistas à realização de um grande desfile no Carnaval de 2011.

Programe-se e venha aproveitar todas estas promoções, conforme segue:

- Dia 11/09/2010 - Festa na quadra de ensaios em parceria com a CUFA - Ingressos 01 kg que alimento não perecível;

- Dia 17/10/2010 - Bingo na quadra de ensaios da General Telles;

- Dia 07/11/2010 - Almoço e festa comemorativa aos 60 anos da General Telles na sede do Clube Diamantinos, com o lançamento das camisetas temáticas alusivas ao Carnaval de 2011, além de apresentação de várias atrações, entre elas a Escola de Samba União da Vila do IAPI de Porto Alegre;

- Dia 03/12/2010 - Na quadra de ensaios será realizada a etapa de escolha das representantes da General Telles no concurso para escolha da Musa do Carnaval da TV Cidade;

- Dia 12/12/2010 - Bingo de Natal a ser realizado na quadra de ensaios da General Telles;

- Dia 17/12/2010 - Festa de Pré Reveillon a ser realizada na quadra de ensaios da escola.

FONTE:http://escoladesambageneraltelles.blogspot.com

“Avante com todo esquadrão”: a Telles canta um centenário de paixão

Desigualdade racial ausente da agenda dos candidatos







A menos de um mês das eleições de 3 de outubro, os três principais candidatos à Presidência da República ignoraram até aqui o tema da desigualdade racial, apontado por pesquisadores e estudiosos como elemento estruturante da desigualdade social brasileira. Segundo o IBGE, 51,3% da população brasileira é negra (preta e parda) e ocupa os piores indicadores sócio-econômicos.

A candidata do PT, Dilma Rousseff, em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto (50% de acordo com o último DataFolha), não tratou até agora do tema no seu horário eleitoral no Rádio e na TV.

Nas Diretrizes do Programa 2011/2014 registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dilma promete genericamente “ampliar as Políticas de Promoção da Igualdade Racial com o fortalecimento das ações afirmativas realizadas pela SEPPIR, Fundação Palmares e SECAD, incrementando suas estruturas do ponto de vista técnico, político, institucional, orçamentário e financeiro.”

“Deve-se, também, reafirmar a transversalidade dos programas voltados aos quilombos, a comunidades de terreiros, aos indígenas e ciganos, destacando os jovens e mulheres negras”, acrescenta a candidata nas Diretrizes do Programa.

Nada parecido com a proposta “O Brasil sem Racismo”, assumida pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva, na sua primeira eleição em 2002 e depois também deixada de lado por ele na campanha para a reeleição em 2006.

Tucano contra cotas

O candidato do PSDB, José Serra (com 28% das intenções de voto, de acordo com o mesmo Instituto de Pesquisas), também não tocou no assunto. Ao contrário de Dilma, que já se posicionou em favor das cotas para negros, a exemplo dos tucanos de um modo geral, Serra é contra.

Um dos coordenadores de sua campanha é o ex-secretário de Relações Institucionais no Governo de S. Paulo, José Henrique Reis Lobo. Lobo ficou conhecido pela afirmação dita ano passado numa reunião do Conselho Estadual da Comunidade Negra, órgão, à época, ligado à Secretaria que dirigia, de que “ações afirmativas só em 500 anos”.

S. Paulo é o Estado com maior população negra do Brasil, com mais de 13 milhões de afro-brasileiros – 31% da população total de 42 milhões de paulistas, de acordo com dados da Fundação SEADE.

No Programa de Governo, que só pode ser acessado mediante cadastro prévio, e depois da autorização dos seus coordenadores, o tucano menciona vagamente “afrobrasileiros”, uma forma de disfarçar um certo desconforto em tratar desse tema.

Segundo Ana Lobato, pesquisadora do IPEA e responsável pelo recolhimento das colaborações para a área social do Programa, em relação as cotas para negros “Serra tem posição parecida com a maioria do PSDB, que é defender as cotas sociais”.

Em entrevista recente à Revista Época, Lobato explicou que "Serra não quis colocar o tema das cotas para negros no debate porque ele quer ouvir as pessoas, inclusive as que defendem”.

“É um tema delicado. É fácil dizer que, para a juventude, vai combater drogas. Essa questão é delicada e ele quer ouvir mais gente para ter uma posição mais concreta. Ter constrangimento tem, porque é um tema polêmico”, acrescentou, quando questionada se o candidato tem constrangimento em falar sobre o assunto.

Políticas de igualdade

O programa da candidata do PV Marina Silva (10% das intenções de voto, segundo o DataFolha) é semelhante em vários pontos ao programa defendido por Dilma. Ambos prevêem a construção de políticas de igualdade racial.

Marina defende, inclusive, a manutenção e o reforço das cotas para negros, como parte de um processo de restauração de equilíbrio aos desequilíbrios históricos contra as minorias”.
FONTE: AFROPRESS

quinta-feira, setembro 09, 2010

G. E. BRASIL 99 ANOS: FORÇA E VONTADE, CHEIO DE GRAÇA

Em evento organizado pela Associação Cresce Xavante foi comemorado com um almoço no CTG Coronel Thomaz Luiz Osório a passagem dos 99 anos de fundação do Grêmio Esportivo Brasil. Esta promoção marcou a abertura oficial das festividades dos 100 anos do clube da baixada.

Dentre as homenagens e apresentações artísticas as mais de mil pessoas presentes assistiram a apresentação da justificativa da escolha do tema enredo da Escola de Samba General Telles e depois um show com a bateria, baianas e destaques da escola. Reproduzimos abaixo a integra do texto justificativa apresentado no evento.

A Princesa do Sul: suas marcas, amores e paixões

Fco. Vitória

Um século atrás, esta cidade, a “Princesa do Sul” já se preparava para comemorar seus primeiros cem anos. Transitávamos, podemos dizer “do sal ao doce”. A cidade passava por uma mudança profunda a força da industrialização se fazia sentir, industrializávamos alimentos, mas também, imagine cerveja, éramos pólo produtor. Consequência da força deste processo a Princesa se moderniza se urbaniza.

O espaço urbano recortado tal qual um tabuleiro vê crescer as atividades demandadas pelo crescimento econômico, o comércio e o setor educacional; prédios e espaços públicos recebem maior atenção e por estes a vida circula, as pessoas se cruzam, as histórias surgem e se fazem marcas, algumas chegaram a ser amadas, mas, talvez existam agora apenas na memória de alguns de nós. Outras já surgiram embaladas por uma paixão de um fogo sem fim, e por isso, nós podemos comemorá-las e celebrá-las, vivas ainda hoje.

O Grêmio Esportivo Brasil nasceu neste cenário. De inicio idéia de dois jovens, que em meio a um terreno baldio buscavam ser livres. A perseverança com a qual eles argumentavam na defesa do ideal de ter um time que tivesse no futebol sua principal finalidade conquistou adeptos.

E assim, naquele sete de setembro de 1911, nascia o Brasil, o nosso Brasil rubro-negro. E nascia para ser uma marca desta cidade, e na medida em que se construía assim, uma multidão cada vez maior de apaixonados passava a lhe acompanhar em todas as suas jornadas.

Quantos carnavais fora de época foram protagonizados pelos “negrinhos da estação” após cada titulo conquistado pelo “time da estação” como no nosso primeiro tricampeonato da cidade, 1917-18-19, ou quando da conquista do primeiro campeonato gaucho também em 1919, ou ainda na recepção da nossa delegação que foi em 1920 ao Rio de Janeiro representar nosso Estado no primeiro campeonato brasileiro. Ou mesmo já em nosso tempo “xavante” no ano de 1950 enquanto o país chorava uma derrota nós podíamos dizer que havíamos vencido aqueles mesmos uruguaios e lá na casa deles. Isso tudo são marcas que o rubro-negro grava na história desta cidade, é paixão que ele faz cada vez maior em nossos corações.

Enquanto esta história se desenvolve e o Brasil vermelho e preto amadurece, a família cresce. Nascida em 1950 A Telles tem o mesmo berço do Brasil. A Telles é embala por aqueles mesmos que enchem as arquibancadas do Bento Freitas. A Telles veio para engrandecer o Carnaval tão tradicional desta cidade, e desde que nascemos acompanhamos o carnaval por onde ele andar nesta cidade, XV de novembro, entorno da praça, Bento Gonçalves e seu prolongamento, mal. Floriano, Praça 20, passarela da estação. Buscamos em todos os momentos termos presente nosso ideal que é o de dar a nossa comunidade e ao povo carnavalesco momentos de alegria e prazer, risos de felicidade, isso já nos faz marca, isso já nos permite sermos alvos de paixões.

Neste carnaval de 2011 a Telles estará comemorando seus 60 anos, para nós o povo vermelho e branco esta é uma data de máxima importância, como será depois os 70, 80...; E não vemos forma melhor de comemorar este aniversário do que prestando uma homenagem ao povo que nos ama, que nos dá vida a cada dia para que possamos chegar a cada desfile, e vemos também que ao fazer esta homenagem estaremos demonstrando o nosso orgulho, nosso respeito, nosso amor, nossa paixão por este irmão mais velho que tanto exemplo de determinação e superação tem nos dado.

Por isso neste momento temos o prazer de dizer que o carnaval da Telles em 2011 é dedicado aos 100 anos do Grêmio Esportivo Brasil.

“Avante com todo esquadrão”: a Telles canta um centenário de paixão

FONTE: G'BALA

Terceira assembleia nacional da ANEL reúne 400 estudantes de todo o país

Assembleia fortalece a entidade, rumo ao seu 1º congresso



Cerca de 400 estudantes, representando escolas e universidades de 14 estados brasileiros, reuniram-se no último dia 28 de agosto para a 3ª Assembléia Nacional da ANEL. O evento, realizado na Unifesp, em São Paulo (SP), definiu as diretrizes para a atuação da entidade estudantil nacional neste semestre. Como principal resolução, delegados eleitos por todo o país decidiram lançar já o chamado ao 1º. Congresso da ANEL, que acontecerá em 2011.

A atividade foi marcada pela presença de movimentos sociais que levaram propostas de ações conjuntas aos estudantes. Assim, o tradicional MST compôs a mesa de abertura da Assembléia introduzindo o chamado ao Plebiscito pelo limite da propriedade de terra, que será levado pela ANEL a estudantes de todo o país. Também na mesa de abertura, o MTST arrancou aplausos entusiasmados do plenário ao propor à ANEL que se junte a sua Jornada de Lutas por moradia.

Em meio às eleições em curso no país, a entidade também não hesitará em tomar parte em mais essa disputa na sociedade. Denunciando a falsa polarização entre Dilma e Serra - que disputam duramente a presidência, sem que isso signifique um verdadeiro embate entre programas -, a ANEL questionará a dita democracia em que vivemos. Em eleições controladas pelo poder econômico, a mídia e as instituições operam boicotes e oferecem condições desiguais entre diferentes candidaturas. É com esse perfil crítico e contestador que a ANEL promoverá em todo país um “Ciclo de debates eleitorais”, convocando os mais diversos candidatos a confrontarem suas idéias com as dos estudantes.

O perfil internacionalista da entidade também não deixou de ser notado nas resoluções da 3ª Assembléia Nacional. Para o dia 29 de setembro está marcada uma greve geral na Espanha, em mais um capítulo da resistência dos trabalhadores europeus aos ataques de seus governos por conta da crise econômica mundial. Desde o Brasil, a ANEL engrossará a solidariedade a essas manifestações, com atos em consulados e atividades na mesma data em que os trabalhadores sairão às ruas no território espanhol.

Por fim, a Campanha Nacional em Defesa da Qualidade do Ensino seguirá articulando as lutas em resposta aos ataques promovidos pelo corte de verbas e pelos distintos projetos educacionais do governo Lula. E é no trilho de todas essas iniciativas que a Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre vive um momento muito especial, em que sua 3ª Assembléia Nacional é apenas mais um reflexo do processo de consolidação da presença da nova entidade no movimento estudantil.

A entidade daqueles que apostaram em ousar questionar os rumos da velha UNE, vem reafirmando seguidamente seu compromisso com a unidade de todos os lutadores – estejam ou não na ANEL. E é em base a essa experiência que a ANEL lança publicamente o chamado a seu 1º. Congresso, convidando as mais diversas entidades, movimentos e coletivos a se somarem a sua construção. Um congresso que, além de dar cara mais acabada à própria ANEL, pode emprestar sua capacidade de coordenar e unificar as lutas à todo o movimento estudantil brasileiro. Chegou a hora de Centros Acadêmicos, grêmios, DCE´s e Executivas de curso de todo país se juntarem à Comissão Organizadora Aberta e construírem, desde já, o 1º. Congresso da ANEL.
FONTE: OPINIÃO SOCIALISTA



Nova reforma da Previdência está no forno

Ministério da Fazenda estaria elaborando um novo projeto de reforma da Previdência a ser apresentado a um futuro governo Dilma; ataque à aposentadorias é consenso entre PT e PSDB


Poucas vezes se viu uma campanha eleitoral tão fria quanto a que se desenrola hoje. Enquanto Dilma Roussef (PT) dá a vitória como certa, talvez até mesmo no primeiro turno, a campanha de Serra (PSDB) bate cabeça e não consegue se diferenciar do atual governo. No desespero, coube a Serra se pintar de situação e colocar Lula em seu próprio programa na TV.

Se antes a campanha eleitoral já era marcada pela despolitização, agora o tucanato encontra nas denúncias de espionagem do PT ou nos vazamentos da Receita Federal o único elemento para atacar Dilma e o partido de Lula.

Pouco ou nada se fala de programa de governo, o que não significa que ele não exista. Reportagem publicada nesse dia 29 de agosto pelo jornal carioca O Globo causou polêmica ao relatar que a equipe econômica do Ministério da Fazenda trabalha numa proposta de reforma da Previdência a ser apresentada por um futuro governo Dilma.

Ressuscitando a reforma
Segundo o jornal, a reforma que já foi seriamente cogitada pelo governo Lula há alguns anos, seria ressuscitada por um provável governo Dilma em 2011. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda já estaria sistematizando uma nova proposta para o governo levar ao Congresso.

Segundo a matéria, a proposta que estaria sendo desenhada na mesa de Nelson Barbosa, dirigente da secretaria, prevê uma nova regra draconiana, que estabelece que a soma do tempo de contribuição e da idade do assegurado deve atingir 105 para que ele se possa se aposentar (e 95 para as mulheres). Na prática essa regra estabeleceria a idade mínima para as novas aposentadorias, substituindo o atual fator previdenciário.

Ou seja, um jovem que começasse a trabalhar e contribuir com 18 anos, após 35 anos, não poderia se aposentar, pois a soma de sua idade (53) com o tempo de contribuição (35), somaria apenas 88. Ele teria que trabalhar até os 62,5 anos de idade, contribuindo o total de 42,5 anos. Seria o maior ataque aos trabalhadores e a Previdência desde a imposição do fator previdenciário.

Um programa em comum
Ainda segundo o jornal carioca, a campanha de Dilma teria a orientação de não tocar no assunto, a fim de evitar desgaste político. Ato contínuo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, emitiu nota oficial negando qualquer movimentação do governo no sentido de formular uma nova reforma.

O presidente do PT, porém, Eduardo Dutra, declarou ao mesmo jornal que “essa proposta existe há muito tempo e continua em estudo”. Já o senador Delcídio Amaral (PT-MS), vice-presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, afirmou à Agência Brasil que a Previdência precisa de uma “rearrumação”. O líder da bancada do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen, declarou também que “ninguém pode ser contra a reforma”.

Fato é que esse é mais um dos pontos que PT, PSDB e DEM tem em comum e que, ganhe Serra ou Dilma, a reforma da Previdência estará na pauta do dia.
FONTE: OPINIÃO SOCIALISTA

Mais de 2 milhões de franceses saem às ruas contra reforma da previdência



Foi o maior protesto já enfrentado pelo governo Sarkozy; sindicatos prometem continuar caso o governo não recue dos ataques


A França parou nesse dia 7 de setembro. Cerca de 2,5 milhões de franceses saíram às ruas na jornada de protestos e greve geral contra a reforma que o governo Nicolas Sarkozy quer impor às aposentadorias. A paralisação afetou principalmente os serviços públicos, como transportes e educação.

Foi a maior das quatro greves gerais já realizadas neste ano contra o governo francês, e o maior protesto já enfrentado por Sarkozy. A jornada de lutas supera a última greve geral que reuniu 2 milhões nas ruas, no dia 24 de maio.

Ataques
O governo francês quer elevar a idade mínima para as aposentadorias, dos atuais 60 para 62 anos, e o tempo de contribuição para 41 anos. Para quem não tiver atingido o tempo mínimo de contribuição, a idade mínima seria de 67 anos. Os sindicatos argumentam que a medida, na prática, já estabeleceria a idade mínima para 67 anos, sobretudo aos mais jovens, já que é muito difícil permanecer num emprego formal tempo suficiente para atingir tantos anos de contribuição.

Apesar de afirmar que a medida é necessária devido ao aumento da expectativa de vida dos franceses, o que estaria pressionando o orçamento, a reforma faz parte dos pacotes de corte de custos aplicados por praticamente todos os países europeus como forma de enfrentar a enorme crise fiscal que assola o continente. Após os inúmeros benefícios aos bancos e empresas, os governos estão falidos e jogam a fatura da crise nas costas dos trabalhadores.

A situação é ainda mais dramática para as trabalhadoras francesas, que geralmente ocupam os cargos mais precários e sofrem com salários mais baixos que os homens. situação das mulheres é desfavorável: os seus salários são 20% menores e elas ocupam a maior parte dos empregos de tempo parcial”nunciou à imprensa Jean-Marie Harribey, da ONG Attac.

O governo Sarkozy, por outro lado, tem se mantido irredutível e se nega a dialogar com os sindicatos. O ministro do Trabalho, Eric Woerth, afirmou que a reforma era “indiscutível”. Os sindicatos, por outro lado, afirmaram que o movimento prosseguirá caso o governo não recue dos ataques.


Governo em crise
A greve deve aprofundar ainda mais a crise que passa o governo Sarkozy, afundado numa série de denúncias de corrupção. O movimento também conta com amplo apoio popular. Segundo pesquisas de opinião, de 63% a 70% das pessoas apóiam a greve contra a reforma.
FONTE: OPINIÃO SOCIALISTA

segunda-feira, setembro 06, 2010

Grito dos Excluídos chega em 2010 a sua 16ª edição






O Grito dos Excluídos chega a sua 16ª edição e traz o lema "Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular" e o mote permanente "Vida em primeiro lugar". A manifestação popular é realizada na Semana da Pátria desde 1995 e tem o objetivo de promover a reflexão sobre a exclusão social no país. Neste ano, o Grito dos Excluídos acontece junto com o Plebiscito Popular Pelo Limite da Propriedade de Terra.

O direito à moradia digna e acesso à saúde e educação de qualidade são algumas das demandas em pauta durante as atividades. "O lema quer chamar atenção para a questão dos direitos sociais colocados na Constituição, mas que não acontecem. Precisamos ir à luta, nos organizar [para garantir o cumprimento desses direitos]", afirmou Ari Alberti, membro da coordenação nacional do Grito.

Plebiscito

Em 2010, acontece o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra. A consulta ocorre até a próxima terça-feira (7) em todos os estados do país.

"A sociedade não se sente mais representada nessa democracia. Ela deve ser participativa e direta", destaca Alberti, quem acredita que a população deveria ser consultada em diversos projetos.

13º Romaria a pé

Em São Paulo, romeiros da Brasilândia percorrem as ruas da periferia até o centro da cidade e na Praça da Sé se unem ao Grito dos Excluídos. A Romaria começa na segunda 06/09, saindo do Jardim Damasceno, região Brasilândia e passará por cinco Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). No dia 7, às 8h os romeiros participam da missa na Catedral da Sé e logo após os se unem ao 16° Grito dos Excluídos, e juntos caminham até o Monumento da Independência no Ipiranga, onde será realizado um ato público, em defesa da vida, dos direitos de cada cidadão e ainda e pelo Plebiscito Popular que deseja limitar a propriedade da terra no Brasil.

FONTE: REDE BRASIL ATUAL

quinta-feira, setembro 02, 2010

PLEBISCITO POPULAR PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA





Oi pessoal,

Ao longo desta semana estará ocorrendo em todo o país o PLEBISCITO POPULAR PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA, que tem por objetivo promover a sensibilização em torno da necessidade de criar um limite determinado por lei às propriedades rurais.

Haverá uma série de atividades e em alguns locais públicos serão colocadas urnas para que a população possa votar e participar!

Aqui em PELOTAS a urna estará no calçadão sábado pela manhã e dia 07, no feriado, na Avenida Bento Gonçalves.

Também é possível assinar o abaixo-assinado,que tem por objetivo pressionar os deputados a incluir a discussão sobre o limite da terra na pauta. O abaixo-assinado é possível acessar online, é só clicar em:http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6322

Mais informações, é so clicar na página da Campanha, que está sendo promovida por diversas entidades: www.limitedaterra.org.br

Enfim, é isso... a luta continua :-)

beijo
Alessandra

Recado Repassado, agora com licença vou procurar a urna para votar...

Império da Despolitização














No dia 7 de maio, ainda na fase inicial da disputa para a presidência da República, a Folha de S. Paulo (FSP) trouxe uma foto dos três primeiros candidatos colocados nas pesquisas eleitorais. Ali, Serra abraça Marina e Dilma. Claro: todos sorriem. Título da matéria: "Serra diz que vai querer PT e PV no governo se for eleito".


Noutro momento (23 de maio), o mesmo veículo estampou a seguinte manchete de capa: "Lula articula seu futuro na ONU ou no Banco Mundial". Só faltou inserir o FMI, o que não causaria estranhamento a ninguém que esteja informado sobre a trajetória política de Lula e de tantos outros "companheiros" do novo partido da ordem.


Com apenas esses dois exemplos é possível dimensionar a perda política que tivemos nos últimos anos. Do primeiro destaque, a fala de Serra comprova que não há mais oposição ao sistema. Todos seguem as diretrizes de um estado neoliberal, ditadas por organismos internacionais, como o Banco Mundial e o FMI. A diferença é a composição de grupos que ocupam e/ou possam vir a ocupar cargos.


Aliás, brigas internas são mais intensas e verdadeiras do que encenações vistas nos horários de propaganda gratuita entre partidos. Esse teatro desprovido de conteúdo pode criar ilusões aos menos avisados de que algum partido dos citados possa ser oposição.


Detalhe: nem cor e nem gênero (masculino ou feminino) muda alguma coisa. No mundo inteiro, o capital tem recrutado novos agentes, sejam pretos, gays ou mulheres.


Seja como ou quem for, a "ordem" será mantida sob falso manto de um "progresso para todos". Do real progresso, nos últimos anos, só a elite de sempre foi a que efetivamente se apossou. A voracidade de banqueiros e empresários foi ímpar na história do país.


Para turvar olhos, lembrando Vidas Secas, de Graciliano Ramos, aos atuais fabianos brasileiros foram dadas migalhas por meio de humilhantes bolsas (Família, Escola etc.).


Não houve real divisão alguma do bolo. Sob perfeita maquiagem, houve crime político e golpe econômico contra os miseráveis. Em recente pesquisa foi exposto: o Brasil é um dos países mais desiguais do planeta.


O fato é o que PT também está nos braços da elite. Basta ver quem tem financiado suas campanhas. Na FSP de 23 de agosto, Breno Costa informa que as doações ao Diretório Nacional/PT já são "o dobro do arrecadado pelos seis partidos da coligação PSDB". Até julho, empresas já haviam doado 43,7 milhões; ou seja, "mais de 1.500% superior ao mesmo período de 2006", quando Lula foi reeleito. Isso é nadar de braçada na grana da elite. A retribuição desses gordos "mimos" é obrigação cartorial.


Sobre o futuro de Lula, fico estarrecido não com suas intenções pessoais, mas com o silêncio e/ou com a conivência política de tanta gente, destacando "intelectuais" que atuam nas universidades. Nem falo daqueles que já mamam nas tetas do governo.


Nesses casos, a conivência e o silêncio têm explicação óbvia: foram cooptados. Trato dos que não se beneficiam disso. Parece que perderam a língua ou sofreram de amnésia. Esqueceram a história. E alguns lecionam História! Que irresponsabilidade! Que mundo repleto de falsa igualdade estamos legando às novas gerações! Quanta despolitização!


Vale dizer: há algum tempo, a manchete sobre o futuro de Lula poderia causar convulsão política, levando os mais exaltados ao cardiologista ou a óbito. "Imagine, nosso líder operário ser agente do Banco Mundial ou do FMI!". Calúnia da direita! Hoje tudo pode. Até parece bonito. Não é incrível? Alguém mudou. Pergunto: quem? O Banco Mundial e o FMI – execrados num passado – ou o próprio Lula e seus antigos e barbudos "companheiros"? Alguém responde ou as lingüinhas continuarão mudas? 

FONTE: CORREIO DA CIDADANIA / Roberto Boaventura da Silva Sá é doutor em jornalismo pela USP e professor de literatura da UFMT.

quarta-feira, setembro 01, 2010

100 anos de exposição : Ser corintiano nunca foi fácil





Mas em 2010 não sê-lo deve estar sendo tão ou mais difícil




Partidos, religiões, clubes de futebol. Com eles, não tem meio-termo: quem é, é, e os defende até a morte. Quem não é (a turma dos “anti”), contesta-os. Entre todas essas filosofias – do fascismo ao socialismo, do cristianismo ao islamismo –, peço licença para destacar a minha, que no dia 1º de setembro de 2010 completa seu primeiro centenário: o corintianismo.

Pronto: garanto que a essa altura grande parte dos leitores acaba de encher o peito de orgulho. Em contrapartida, outra parte deve estar fazendo muxoxo. Os mais xiitas devem ter fechado a revista. Tudo bem, eu banco o risco.

Segundo todas as pesquisas feitas até hoje sobre o número de torcedores (ou “adeptos”, como mais propriamente definem os portugueses, principalmente quando essa expressão se refere ao Corinthians), a possibilidade de eu continuar escrevendo para ninguém é absolutamente nula. Vamos em frente.

São 100 anos de exposição, desde que o Sport Club Corinthians Paulista, então um pequeno time de bairro, foi fundado à luz de um lampião por operários do Bom Retiro. Tem sido sempre assim, do boca a boca das esquinas quando a equipe começou a se destacar, ainda na várzea paulistana, em 1910, à audiência de milhões de pageviews por conta da volta do Fenômeno Ronaldo, já na era da internet.

Como acontece com todas as coisas que realmente fizeram diferença na história da humanidade (para o bem ou para o mal), o Corinthians provoca reações, mas não indiferença.

Para o corintiano, isso tem sido uma grande carga. Telefone, e-mail e endereço de corintiano todo mundo tem. São públicos, não há como se esconder, até porque nos momentos de maré alta é ele, o corintiano, o primeiro a entrar em contato com seus detratores. Facilmente identificável por não conseguir conter essa paixão, ele está sujeito aos extremos da exposição.

Subiu aos céus quando foi campeão do centenário da Independência, em 1922, e de São Paulo (o quarto), em 1954. Com o gol de Basílio que valeu a reconquista do título de campeão paulista em 1977. Quando o obscuro (para quem não é corintiano) Tupãzinho fez o gol que valeu a conquista do primeiro Campeonato Brasileiro, em 1990, contra o São Paulo. Com o título de campeão do primeiro mundial de clubes organizado pela Fifa, em 2000.

Mas desceu ao inferno principalmente no período de 22 anos, oito meses e uma semana sem erguer uma taça, de 6 de fevereiro de 1955 a 13 de outubro de 1977. Ou quando foi rebaixado para a segunda divisão do Brasileiro, em 2007.

Raros, nesses 100 anos, foram os momentos de quase unanimidade em torno do Corinthians. O mais recente deles, a união nacional em torno do ídolo Ronaldo (teve até palmeirense simpatizando com o gol que marcou seu retorno ao futebol, em cima do próprio Palmeiras).

O mais sintomático, a experiência da Democracia Corinthiana, que entre 1981 e 1984, liderada pelo jogador Sócrates, pretendia mudar a arcaica estrutura organizacional do futebol brasileiro enquanto o Brasil também buscava seu rumo na redemocratização. Ainda assim, tinha democrata de carteirinha do outro lado. “Se hay Corinthians, soy contra”, diziam.

Nesses dias que antecedem o centenário, tenho feito um exercício: colocar-me no lugar daqueles que não são corintianos. Constato o quão deve estar sendo difícil para eles. Deve ser duro para o anticorintiano ver seu espaço ainda mais invadido no rádio, nos jornais, na TV, e até nesta página, com esse assunto. O que resta, então?

Desdenhar, como sempre. Lembrar que a Libertadores, o sonho maior de 2010, foi perdida, e que este ano corre o risco de ser o do “sem ter nada”, no mesmo infame trocadilho utilizado pelos rivais quando o Flamengo, em 1995, o Sport Recife, em 2005, o Atlético Mineiro, em 2008, e o Coritiba, em 2009, também passaram em branco ao completar um século.

Entendo a apreensão de quem não é. Mas não consigo deixar de externar uma última observação: pobres mortais. Não sabem que fenômenos como o Corinthians não são por 100 anos, são para sempre.

FONTE: Rede Brasil Atual/ Celso Unzelte é jornalista e escritor, autor de vários livros sobre futebol, como Almanaque do Timão e Almanaque do Palmeiras, e apresenta o programa Loucos por Futebol, da ESPN Brasil



HOMENAGEM DO BLOG AO CENTENÁRIO DO CORINTHIANS