Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Partidos custarão R$ 418 milhões para os cofres públicos em 2011

Democracia subsidiada. Além de destinar R$ 201 milhões para o Fundo Partidário, governo federal terá de abrir mão de R$ 217 milhões em receitas tributárias para compensar emissoras de rádio e televisão pela cessão de tempo para propaganda




Nas noites de 48 quintas-feiras do ano de 2011, líderes de 25 partidos vão ocupar redes nacionais de rádio e televisão para fazer propaganda de seus próprios feitos. Metade dessas legendas terá ainda direito a mais 40 aparições de 30 segundos em todas as emissoras do País. Essas exibições custarão zero para os políticos e R$ 217 milhões para os conjunto dos contribuintes brasileiros.

Outros R$ 201 milhões em recursos públicos serão destinados para o custeio de despesas de partidos com viagens, aluguel de imóveis e pagamento de funcionários, entre outras.

No total, o financiamento público dos partidos - não confundir com o de campanhas, ainda um projeto em discussão - terá um impacto de R$ 418 milhões, o equivalente ao que o programa Bolsa-Família gasta, em média, para atender durante um ano a 430 mil famílias, ou mais de 1,6 milhão de pessoas.

Esse valor vai se multiplicar caso o futuro Congresso aprove, na discussão da reforma política, o financiamento público das campanhas eleitorais - uma bandeira do PT que encontra simpatizantes tanto entre governistas quanto em oposicionistas.

Benefício tributário.

Atualmente, o custo total dos partidos não se mede apenas pelo que sai dos cofres públicos, mas também pelo que deixa de entrar. As emissoras de rádio e televisão, como compensação pelo tempo destinado à propaganda das legendas, têm um desconto em parte de seus impostos ao governo federal. Essa renúncia fiscal - que é maior em anos eleitorais - chegará a R$ 217 milhões em 2011, segundo o projeto do Orçamento Geral da União encaminhado ao Congresso.

Os partidos grandes são mais "caros" para os contribuintes, mas não há relação exata entre a representatividade eleitoral das legendas e seu custo.

O PT, por exemplo, teve 2.446 vezes mais votos que o PCO na eleição para a Câmara em 2010, mas seu custo anual - somando-se Fundo Partidário e propaganda obrigatória - será apenas 16 vezes superior ao da microlegenda no ano que vem.

Para o cientista político Carlos Melo, professor do Insper Istituto de Ensino e Pesquisa, não há, em princípio, problemas na utilização de recursos públicos para custear atividades partidárias. "A democracia tem um custo. A questão é analisar qual a relação entre custo e benefício", afirmou. "Não há sentido em financiar com dinheiro do Orçamento a existência de partidos de aluguel, que servem a interesses que nem temos condições de identificar, já que mudam a cada eleição."

Distorção.

Atualmente, todos os chamados partidos "nanicos" ganham uma fatia de recursos desproporcional ao seu eleitorado. As dez menores legendas, somadas, tiveram apenas 3% dos votos na eleição para a Câmara e elegeram 1,5% dos deputados, mas seu custo chega a 7% do total despendido com os partidos.

Em valores absolutos, PT do B, PTC, PSL, PRTB, PRP, PSDC, PTN, PSTU, PCB e PCO custarão R$ 29,4 milhões em recursos públicos no próximo ano.

A distorção pró-nanicos seria menor se os termos originais da última Lei dos Partidos Políticos tivessem sido mantidos. O texto restringiria a atuação das pequenas legendas a partir de 2006 - as que não obtivessem 5% dos votos para a Câmara, distribuídos por um mínimo de nove Estados, perderiam acesso a 99% dos recursos do Fundo Partidário e teriam apenas dois minutos na TV por semestre. Mas o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional essa chamada cláusula de desempenho.

FONTE: Estado de S.Paulo

Maioria dos brasileiros não sabe como a tuberculose é transmitida

Estudo revela que pessoas acreditam erroneamente que doença é causada pelo fumo, frio e poluição



O Brasil pertence ao grupo de 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo. No País, 72 mil pessoas são acometidas por ano e 4,7 mil morrem por causa da doença. Ainda assim, a maioria dos brasileiros desconhece que a tuberculose é transmitida por contato com as gotículas de saliva de pessoas contaminadas, revelou pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

O Instituto Datafolha entrevistou 2.242 pessoas com 16 anos ou mais, de todas as classes sociais, em 143 municípios. Embora 94% tenham afirmado conhecer a tuberculose, somente 1% acertou, em resposta espontânea, a forma de transmissão. Por outro lado, quase 60% acreditam erroneamente que a doença possa ser causada ou agravada pelo fumo, 39% por clima frio ou úmido, 33% por poluição e 18% disseram que é hereditária.

O desconhecimento dos sintomas também é preocupante. Embora 55% tenham citado a tosse contínua, principal manifestação da doença, só 23% mencionaram febre, 20% dor no peito ou nas costas e 25% não souberam citar nenhum sintoma.

Para Roberto Stirbulov, presidente da SBPT, é justamente a falta de informação o principal obstáculo para o controle da doença. "Esses resultados foram um alerta de que precisamos fazer ações educativas."

O pneumologista Alexandre Milagres, que coordena um serviço de referência no Rio, conta que nos grandes centros urbanos mais de 30% dos casos só são diagnosticados nos setores de emergência, quando os pacientes já estão com um quadro grave. "Isso significa que eles já estavam há meses contaminando outras pessoas em casa, no trem ou no trabalho", diz.

Milagres acredita que a informação pode mudar o quadro, mas não basta uma ação voltada apenas para a população. "Muitas vezes nem o médico pensa em tuberculose. Confunde com gripe e dá um antitérmico, sem nem pedir um raio X", diz.

A cozinheira Edna Aparecida Costa, de 47 anos, foi vítima desses desconhecimento. Ela e a irmã foram contaminadas em casa, pelo irmão. "Eu ajudava minha mãe a cuidar da minha irmã. Primeiro a trataram como se fosse pneumonia, depois como se tivesse problema na coluna", conta. Sem saber o motivo, Edna também começou a emagrecer e a sentir cansaço. Um ano depois, quando foi encaminhada para o Instituto Clemente Ferreira, referência no combate à doença, recebeu o diagnóstico. "Minha irmã morreu e eu perdi o pulmão direito."

Estima-se que uma pessoa contaminada transmita a doença para 10 a 15 pessoas por ano se não tiver tratamento. "A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce. É quebrar a cadeia de transmissão", diz Dráurio Barreira, coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde. O paciente deixa de transmitir a doença duas semanas após o tratamento, que tem duração de seis meses e é ofertado pelo SUS.

FONTE: Estado de S.Paulo

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Congressistas custarão R$ 128 mil por mês





Com o aumento do Legislativo aprovado anteontem, cada um dos 594 congressistas representa custo médio de R$ 128 mil por mês aos cofres públicos. Seus vencimentos tiveram reajuste de 61,8%, passando de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil, com validade a partir de fevereiro.

O levantamento da Folha é subestimado, já que não levou em conta benefícios que não têm valores divulgados ou são de difícil mensuração.

Na Câmara, a média de custo de R$ 125 mil considera 15 salários anuais (13º mais duas ajudas de custo), a média da cota para o exercício do mandato (que varia de R$ 23 mil para os deputados de Brasília a R$ 34,2 mil para os de Roraima), auxílio-moradia de R$ 3.000 e verba de R$ 60 mil para a contratação de funcionários.

A Folha não levou em conta, por exemplo, o ressarcimento ilimitado de despesas médicas ou o fornecimento de quatro jornais e uma revista para cada gabinete. Além disso, os líderes, vice-líderes, presidentes e vice-presidentes de comissões recebem um auxílio extra de R$ 1,2 mil.

No Senado, o custo médio de cada senador, de R$ 146,5 mil, é ainda mais subestimado. A assessoria de imprensa não respondeu sobre os valores pagos com ressarcimento postal, telefônico, combustível e atendimentos médicos.

Para os senadores, a Folha contabilizou apenas o novo salário, o auxílio-moradia de R$ 3,8 mil, a verba de gabinete de R$ 82 mil, verba indenizatória de R$ 15 mil e passagens, que variam de R$ 13 mil a R$ 25 mil, em valores de 2009 --o Senado não respondeu se houve reajuste.

O projeto aprovado em tempo recorde, beneficia também o presidente da República com um reajuste de 133,9% (ganha atualmente R$ 11,4 mil), ministros de Estado e o vice-presidente da República, com reajuste de 148,6% (ganham hoje R$ 10,7 mil). Todos passam a receber, em fevereiro do ano que vem, o mesmo dos vencimentos dos ministros do Supremo, que serve como teto do funcionalismo público.

FONTE:FOLHA.COM

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Estudantes de escolas privadas consomem mais drogas que os de escolas públicas








Um levantamento sobre consumo de drogas entre estudantes de ensino médio e fundamental da rede pública e privada feito ao longo de 2010 pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República em parceria com outras instituições mostra que o consumo drogas é maior entre os estudantes das escolas privadas.


Os dados apontam que 13,6% dos estudantes de escolas privadas fazem uso de drogas. Entre os que frequentam a rede pública o percentual foi de 9,9%. O estudo ouviu cerca de 51 mil estudantes de escolas públicas e privadas das 26 capitais do país e do Distrito Federal


A pesquisa também constatou uma redução de 49,5% no uso de drogas ilícitas quando comparado com o último levantamento feito em 2004. A cocaína, no entanto, foi a única droga que não registrou diminuição de consumo. Ao contrário da maconha que é a droga mais usada pelos estudantes do sexo masculino. As meninas disseram que a preferência é pelo uso de medicamentos sem prescrição médica.


De acordo com a pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), Ana Regina Noto, a pesquisa permite conhecer a realidade do uso de drogas entre os adolescentes para nortear as políticas públicas voltadas para essa faixa etária. “Conseguimos descrever padrões de consumo que respondem como estamos, quais os jovens mais vulneráveis e fazer a comparação com os anos anteriores que mostram como caminhamos”, disse.

FONTE: Agência Brasil

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Mazembe tem torcedores no Rio


República Democrática do Congo
Província de Katanga



Enquanto milhares de colorados choravam ontem no Rio Grande do Sul pela derrota do Inter na semifinal do Mundial de Clubes, um grupo de publicitários e advogados comemorava no Rio a classificação do Mazembe para a final do torneio.

"Espero que essa vitória dê mais visibilidade ao país, que tem muita gente séria e trabalhadora. A possibilidade de negócios lá é imensa", comemorou o advogado Paulo Sérgio Alves de Oliveira.Todos eles têm ligação com o clube da província de Katanga. Os publicitários criaram há cerca de um ano um mascote para o Mazembe. Já os advogados atuam na recém-criada Câmara de Comércio Brasil-República Democrática do Congo.

Diretor de relações internacionais da câmara, ele era o mais empolgado com a atuação dos jogadores do Mazembe durante o jogo contra o Inter. No segundo gol do time, Oliveira deu um salto da cadeira que assustou os demais torcedores.

Vascaíno, o carioca já assistiu duas partidas do Mazembe em Lubumbashi, cidade que é sede da equipe.

Numa sala de reunião no centro do Rio, Oliveira ensinava aos outros as coreografias e o canto dos torcedores.

"Eles cantam 'Ê Mazembe, Ê Mazembe, Ê Mazembe', de forma ritmada, batendo as mãos na lateral dos joelhos e jogando-as para o ar", contava o advogado, sem conseguir empolgar os seus companheiros que também apoiavam o time congolês.

Oliveira é uma espécie de representante informal do clube africano no Brasil. Foi dele a ideia de criar um mascote para o time.

Idealizado pela agência de publicidade Publicis, o boneco, que veste uma camisa parecida com a do Botafogo, foi aprovado pelo presidente do clube, Moises Katumbi, e será usado no país para ajudar a financiar a construção de um hospital na cidade.

Fora o mascote, um jacaré de papo amarelo apelidado de "Maze" [pronuncia-se mazi], a agência brasileira também criou um lema para o time: "A alegria está em jogo".

"Além de ter trabalhado com o clube, sou gremista e o prazer fica ainda maior", brincou Celso Batalha, diretor da agência.

Apesar da pobreza do país, o time é bancado pelo cartola Katumbi, que mistura futebol com política. Ele é governador do Estado e um dos homens mais ricos do país.

O Mazembe tem atletas de vários países da África, como Zâmbia, Zimbábue, Camarões e República Centro-Africana. O país enfrenta desde a metade dos anos 90 uma das guerras civis mais sangrentas da atualidade.

Proprietário de uma mina de cobalto e de transportadoras no país, Katumbi pagou a viagem de cerca de 600 torcedores do Mazembe até os Emirados Árabes Unidos, incluindo uma banda que roubou a cena nos estádios e foi contratada pelos organizadores do campeonato para animar as outras partidas deste Mundial de Clubes.

FONTE: FOLHA.COM

REFERÊNCIAS 

terça-feira, dezembro 14, 2010

Escola de Samba General Telles 2011

"AVANTE COM TODO ESQUADRÃO": A TELLES CANTA UM CENTENÁRIO DE PAIXÃO

Camiseta oficial tema enredo 2011

Novo ministro da Previdência admite nova reforma










Garibaldi Alves Filho, senador pelo PMDB do Rio Grande do Norte, após pressão do vice-Presidente da República e Presidente do PMDB, Deputado Michel Temer, foi confirmado pela Presidente eleita Dilma Rousseff para o comando do Ministério da Previdência Social.

Logo em suas primeiras declarações já fica explícito os objetivos do novo governo para esta importante área. O Portal Terra divulgou declarações do novo ministro repetindo o mesmo discurso de que o grande problema da Previdência Social é o seu déficit e admitindo a necessidade de uma nova Reforma da Previdência.

Questionado sobre a razão do ministério não ter se mostrado capaz de resolver os problemas do setor, apesar de avanços na redução das filas e na resolução dos problemas de aposentadoria, Garibaldi afirmou: “Esse é um grande desafio porque o Ministério não tem se revelado capaz de enfrentar o problema da Previdência”, disse e ainda completou: “Mas o problema grave mesmo é o déficit da Previdência”, afirmou.

Ao Portal, o futuro ministro admitiu fazer a reforma da Previdência. “A reforma da Previdência será uma decisão da presidente, mas com todo governo. Esse será um assunto de repercussão no governo todo”, disse. .

Mentiras
O que o novo Ministro não fala é que a Previdência Social é superavitária, ao contrário do que é afirmado pelo governo. Se os sucessivos governos fossem proibidos de desviar dinheiro da Previdência Social para outras áreas, este problema já teria sido resolvido há muito tempo.

Todos os anos se desviam verbas da Previdência Social para se garantir as metas de superávit primário, mecanismo criado para economizar dinheiro que seria fundamental para garantir um salário digno para os aposentados e pensionistas, para pagar “religiosamente” os juros e amortizações da dívida pública. É isso mesmo, mais dinheiros para os banqueiros e menos dinheiros para se investir em educação, saúde, habitação e saneamento.

Foi contra estas medidas anunciadas pela grande imprensa, que visam atacar ainda mais os direitos dos trabalhadores, que no último dia 25 de novembro se reuniram em Brasília várias entidades do movimento sindical e popular, como a CSP-Conlutas, FST, Cobap, MTL, MTST, Intersindical, entidades ligadas a outras centrais sindicais, entre outras, para começar a construir um plano de ação que resista aos ataques e defenda os direitos dos trabalhadores e do povo pobre.

No dia 27 de janeiro, este mesmo coletivo de entidades volta se reunir em Brasília para definir de forma mais concreta o calendário de atividades e mobilizações que ocorrerão já no primeiro semestre do ano que vem.
FONTE: OPINIÃO SOCIALISTA

Albinos africanos lutam contra o tráfico de órgãos, o preconceito e as crenças tribais




No interior da África, ainda é forte a crença de que portadores de albinismo são presságio de muita sorte ou grande azar. Na Tanzânia, desde 2007, pelo menos 59 pessoas foram assassinadas por traficantes de órgãos, usados em rituais de magia. “As crenças existem. De que o albino não morre, desaparece. E de que o sangue ou o cabelo do albino pode ajudar a acumular riquezas”, disse Ana Gabriela Eugênio, presidenta da primeira associação moçambicana a lidar com o tema.

Entretanto, em pouco mais de um ano de existência, a Associação Diferentes Somos Iguais não registrou nenhum caso de assassinato de crianças motivado pelo tráfico de órgãos. Em Moçambique, o problema maior, disse ela, é o preconceito. “Nós temos alguns membros que foram abandonados pelos pais porque a mãe preferiu conservar o lar. Existe a crença forte de que um albino na família é sinal de azar”.

Na província de Cabo Delgado, na fronteira com a Tanzânia, uma criança albina chegou a ser vendida pelos pais para um estrangeiro no ano passado, segundo ela. “Muitos são deixados em casa. Não estudam nem trabalham por causa da vergonha da família.” Boa parte dos albinos tem a saúde precária, porque não recebem os cuidados necessários, como proteger a pele e os olhos da exposição ao sol.

Professora de uma escola secundária, casada com um não albino e mãe de uma menina sem problemas de pigmentação na pele, Ana Gabriela se considera privilegiada. “Nasci e cresci aqui em Maputo e tive uma vida absolutamente normal. Quer dizer, normal para quem tem albinismo”. Segundo ela, uma vida normal inclui usar roupas fechadas mesmo no verão escaldante, passar protetor solar o tempo todo e proteger os olhos da radiação solar.

“Eu tinha mais condições de comprar protetor, além de ter a informação de que a exposição ao sol pode causar um cancro [câncer] de pele mais facilmente”. Vendo as dificuldades dos demais, ela diz que “tentou auxiliar de alguma forma” ao criar a associação.“Era um apoio que eu sentia que precisava existir.”

Apoio que, espera, cresça ainda mais depois da primeira audiência que teve com o presidente da República. Armando Guebuza recebeu Ana Gabriela no fim de setembro. Ela pediu ao presidente auxílio para motivar os jovens albinos a voltar para a escola, bem como para a compra de medicamentos e protetores solares, “vendidos aqui [em Moçambique] a preços exorbitantes”, já que todos são importados.

Nesse período, já há o que comemorar. Graças a um entendimento da associação com o Ministério da Saúde de Moçambique, o tempo de espera por uma consulta com um especialista caiu de três meses para, no máximo, uma semana, de acordo com a líder da associação, especialmente em Maputo. Mas a tarefa à frente ainda é grande, pois Moçambique ainda não tem sequer um levantamento sobre a incidência do albinismo na população. Na vizinha Tanzânia, a conta foi feita e apontou que o país tem 170 mil albinos.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Nova ministra foi dirigente do MNU





A secretária de Promoção da Igualdade da Bahia, socióloga Luiza Bairros (foto) – convidada pela Presidente eleita Dilma Rousseff para assumir a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) - foi uma das principais dirigentes do Movimento Negro Unificado (MNU) até 1.994, quando se afastou do Movimento para seguir carreira acadêmica.

Luíza tomou contato com o Movimento Negro Unificado, em 1.979, e passou a integrar a organização, tornando-se uma das suas principais dirigentes. Lideranças do MNU, que preferiram falar em “off” [off the record], disseram que “ela sempre se destacou como dirigente pela postura séria e pelo compromisso com a causa”. Adiantaram, contudo, não saber exatamente o que pensa hoje, nem qual rumo dará a SEPPIR como ministra.

Neste final de semana, Bairros permaneceu em S. Paulo, participando de reuniões de trabalho, em local não revelado pela assessoria.

Afropress encaminhou pedido de entrevista, porém, segundo assessores a nova ministra adotou como posição não falar sobre o convite recebido da Presidente Dilma Rousseff até que a própria Presidente faça o anúncio oficial.

MNU reunido

Por mera coincidência, também em S. Paulo, onde a ministra esteve participando de reuniões, a direção nacional do Movimento Negro Unificado (MNU) reuniu-se na sede da APEOESP, para fazer análise de conjuntura e tomar decisões para 2011.

A reunião já estava agendada muito antes do anúncio do convite a nova titular da SEPPIR e, segundo dirigentes que participaram das discussões, as deliberações deverão ser anunciadas nos próximos dias.

Entretanto, Afropress apurou que o MNU avaliou como "profunda derrota do movimento negro ligado a partidos", em especial a CONEN, UNEGRO, CEN e, no dizer de um dirigente “de todos os negros governistas”, o convite feito pela Presidente eleita à sua ex-dirigente.

Também deliberou desautorizar “quem quer que seja” a reivindicar cargos na SEPPIR em nome da organização”, e realizar no ano que vem um Congresso Extraordinário de reestruturação do Movimento.

A reestruturação, segundo esse mesmo dirigente, é necessária por conta da disputa eleitoral que fragmentou a Organização – com um setor ligado ou próximo ao PT, aderindo a campanha governista da presidente eleita, sem qualquer compromisso com programa de Governo, e outro defendendo a autonomia do movimento em relação a partidos, que é a posição histórica da Organização.

O Movimento Negro Unificado foi fundado em 1.978 e está organizado em 14 Estados do país. Embora boa parte de seus membros seja ou tenha sido filiado ao PT, a posição majoritária, segundo esse dirigente, é de manutenção da autonomia, independente de Partidos.
FONTE: AFROPRESS

domingo, dezembro 12, 2010

Tricampeões do mundo em 1970 divergem sobre Brasileirão-2010



Palavra de quem sabe. Pode-se concordar ou não, mas é bom sempre respeitar a opinião daqueles que jogaram em um dos maiores times do planeta. A Seleção Brasileira tricampeã do mundo em 1970 é saudada até hoje como sinônimo de futebol arte. As cenas de TV ou de cinema comprovam para quem não viu. Na última segunda-feira, no Prêmio Craque Brasileirão, ao receberem a homenagem da CBF e do governo brasileiro, que criou aposentadoria para os eternos ídolos, os eternos canarinhos opinaram sobre o nível técnico da principal competição do país.

- Achei o campeonato horroroso, com futebol medíocre. Virou esporte de quem tem mais de dois metros de altura. Estamos numa fase de brucutus, jogadores guerreiros. A maioria das partidas teve mais de 100 passes errados. Vê se eles sabem dar um chapéu, uma caneta...Os dois maiores jogadores do Brasil nunca vingaram na Argentina, o Conca e o Montillo... Pô, eu vi Gérson, Rivelino, Didi e tantos outros meias fora de série, criativos. O único cara cerebral aqui é o Paulo Henrique Ganso - disse o ex-ponta-esquerda e meia, bicampeão carioca (1967-68) e campeão da Taça Brasil (1968) no Botafogo, campeão carioca no Flamengo (1972) e mundial interclubes no Grêmio (1983).


- O nível técnico foi baixo. Vi apenas três jogadores se sobressaírem... O Conca, o Montillo e o Neymar - disse o goeador do Brasil no México, campeão da Taça Brasil (1968) e bicampeão carioca pelo Botafogo (1967-68) e campeão da Libertadores pelo Cruzeiro (1976).Visivelmente irritado com a organização do evento, enquanto aguardava, à esquerda das escadas principais do Teatro Municipal, o momento de entrar com os demais tricampeões para assistir ao evento - "Estamos aqui largados suando neste calor enquanto gente que nunca chutou uma bola está lá no ar-refrigerado" -, PC Caju ganhou o coro do amigo Jairzinho. Companheiro nos tempos de Botafogo e Seleção Brasileiro, o Furacão não ficou satisfeito com o Brasileirão.

Carlos Alberto Torres, o capitão do tri, também não ficou empolgado com a competição.

- Achei média. O Fluminense mereceu o título. Isso foi indiscutível. Mas o campeonato não foi como tivemos antes. No ano passado, a arrancada do Flamengo deu mais emoção. Agora, o primeiro colocado terminou com 70 pontos, um número baixo se compararmos com o do Cruzeiro, em 2003, que chegou aos 100 - disse, esquecendo-se de que, na época, a competição era maior, com 24 clubes, o que dava 46 jogos por equipe, em vez dos atuais 38.

Grande xerife da zaga no futebol brasileiro nos anos 60 e 70, o ex-zagueiro Brito, que brilhou no Vasco, Flamengo e Botafogo, também se derreteu pelo craque argentino campeão pelo Tricolor carioca.- O Flu foi campeão brasileiro porque foi o mais regular. Mas chegou a dar mole. Só que os outros também deram...

- Conca fez a diferença realmente e caiu no gosto da torcida. Isso mostra que a rixa entre Brasil e Argentina é só ali no campo, na hora em que a bola rola. Gostei de o Fluminense ter sido campeão, é bom aqui para o Rio. E achei o campeonato bonito, os torcedores se comportaram muito bem.

Reserva de Tostão na Seleção de Zagallo, Roberto Miranda, que junto com Jairzinho e Paulo Cézar foi bicampeão carioca e levou a Taça Brasil pelo Botafogo, teve opinião diferente dos ex-parceiros de ataque ao analisar o Brasileirão.

- Foi um bom campeonato, e gostei muito do Flu, especialmente do Ricardo Berna e do Conca, que acho com stilo bem parecido com o do Messi - disse o ex-atacante, que vê em Kléber, do Palmeiras, o mesmo jeito guerreiro com que brigava na área com os zagueiros. - Para atacante não tem bola perdida - disse o botafoguense, fã do uruguaio Loco Abreu.

FONTE: GE.COM

Ponte Preta quer ser reconhecida por colocar em campo o 1º negro do futebol brasileiro






Miguel do Carmo, nascido em Jundiaí no dia 10 de abril de 1885, segundo fiscal de linha da Companhia Paulista de Estradas de Ferro em Campinas no fim do século 19.

Seria só mais um dos que se empolgaram com o futebol, esporte que havia chegado recentemente ao país, não fosse um detalhe que, para a época, era bem mais que um detalhe: a cor de sua pele.

Negro, nascido três anos antes da abolição da escravatura no país, Miguel do Carmo se tornou o primeiro descendente de africanos a jogar futebol por um clube brasileiro quando ocupou sua posição de "center-half" nas partidas iniciais da história da Ponte Preta, logo após a fundação da equipe em 1900.

A situação era impensável no fim daquele século e começo do próximo. Os times que praticavam o futebol no Brasil eram de clubes da elite branca. Alguns deles tinham regras que proibiam explicitamente a presença de negros em seus quadros.

Arthur Friedenreich, um dos maiores atletas da era amadora do futebol, filho de pai alemão e mãe negra, alisava os cabelos crespos antes de entrar em campo.

Até hoje, o Vasco é reconhecido como primeiro a superar o preconceito no país.
Em 1923, chocou o Rio ao vencer Flamengo, Botafogo e Fluminense, clubes da elite carioca, e conquistar o campeonato local com um time formado, principalmente, por negros e mulatos.

Outros apontam o Bangu, também do Rio, como o primeiro a aceitar um jogador negro, ao ter o apoiador Francisco Carregal no meio-campo de seu time de 1905.

Ambos são citados pelo jornalista Mário Filho no livro "O Negro no Futebol Brasileiro", publicado em 1947.

"O Miguel jogou pela Ponte Preta até 1904, quando foi transferido pela Companhia Paulista para Jundiaí", conta o historiador José Moraes dos Santos Neto, responsável pela pesquisa que pretende realinhar a cronologia da participação de negros no futebol.
Além disso, porém, pouco se sabe a respeito dele.

"Quando começamos a documentar o início da Ponte, tínhamos as escalações dos times. Mas ninguém sabia quem era branco ou negro. Então fomos atrás, família por família", explica Santos Neto, que encontrou apenas um documento de Miguel do Carmo: uma carteira de registro, com foto, de seu emprego como ferroviário.

Há, inclusive, a suspeita de que outros jogadores daquele time de 1900 fossem descendentes de africanos.

"Desconfio que o Alberto Aranha também fosse. Haviam duas famílias Aranha em Campinas, uma no [bairro] Ponte Preta, de negros, e outra no Cambuí [região nobre]", diz o historiador.

"Pode ser parente do Benedicto Aranha, um contador negro que atuou no clube a partir de 1908", completa.

A falta de certeza se dá pela pouca documentação encontrada. Os jornais ignoravam o novo esporte. "A imprensa só começa a cobrir o futebol em 1908, quando há uma tentativa frustrada de criação de uma liga competitiva", explica Santos Neto.

Relegado até agora, Miguel do Carmo não muda o meio ou fim de uma história que inclui Leônidas e Pelé. Mas dá a ela um novo início.

FONTE: FOLHA.COM

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Zeca Pagodinho em Pelotas; voce vai fazer o que?





E começou com o pé direito a nova turnê do Zeca, "Vida da Minha Vida". Foram dois shows lotados no Credicard Hall em São Paulo, com uma plateia vibrante e o Zeca super feliz no palco com sua super banda Moleke!


O repertório do show, de quase duas horas, reune músicas de seu novo cd, antigos sucessos e homenagens a Adoniram Barbosa, Nelson Cavaquinho e Noel Rosa.

Na estrada esta turne trará pela primeira vez um dos maiores nome do samba nacional a região sul do RS.

Zeca Pagodinho se apresentará em Pelotas no dia 17 de dezembro, sexta, com horário previsto para às 23h30min, no Estádio Bento Freitas, no lançamento do CD Vida da Minha Vida.

A apresentação marca ainda o início das comemorações dos 100 anos do Brasil.

Os antecipados estarão à venda nas lojas Manlec e Vivo, com valores que variam dos R$ 20 aos R$ 200.




SUGESTÃO: DOM OBÁ

domingo, dezembro 05, 2010

Sem Descriminalizar Drogas, O Estado "Enxuga Gelo"




Fernando Henrique Cardoso enxerga “um forte sinal de esperança” nas ações que resultaram na retomada de territórios dominados por traficantes no Rio. Acha, porém, que o êxito da estratégia de combate às drogas depende de providências adicionais. A sociedade, diz ele, precisa romper um “tabu”.

Defende a abertura de um debate sobre “as questões fundamentais da descriminalização e da regulação do uso das drogas”. Sem a descriminalização, sustenta o ex-presidente da República, “o Estado enxugará gelo”. Seu ponto de vista foi exposto num artigo.

Como ocorre todo princípio de mês, o texto de FHC vai às páginas de vários jornais do país neste domingo (4). “O golaço carioca”, eis o título. O “golaço” a que se refere FHC é “a entrada do Estado no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro”, duas cidadelas da bandidagem do Rio.

Atribui o feito à “cidade do Rio de Janeiro e não apenas ao seu governo, à polícia ou às Forças Armadas”. Acredita que “a articulação entre governo, polícias e Forças Armadas foi importante”. Deixou ao país uma “lição”.

“Sem articulação entre os muitos setores envolvidos na luta contra o crime organizado e sem disposição de combatê-lo a batalha será perdida”. Mas realçou: sem o apoio da “sofrida população do Rio”, especialmente os habitantes das “comunidades atingidas pelos males da droga”, o êxito “não teria sido possível”.

FHC enalteceu os méritos das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), meninas dos olhos do governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB). Contou que esteve no morro Santa Marta depois da chegada de uma UPP. “Pude ver que o medo e o constrangimento da população local haviam desaparecido”.

Acrescentou: “A droga ainda corre por lá, mas entre usuários e não nas mãos de traficantes locais”. Para FHC, “há o que comemorar”. Nessa matéria, parece concordar com Lula, que defednde a “exportação” do projeto do Rio para outros Estados.

Graças à presença da Polícia Pacificadora, escreveu FHC, as comunidades livram-se “da sujeição ao terror do tráfico”. Libertam-se também “das regras de ‘justiça pelas próprias mãos’ ordenadas pelo chefões locais e cumpridas por seus esbirros”.

Reconhecidos os méritos do projeto, FHC pôs-se a discorrer sobre “as perguntas e preocupações que assediam o avanço. Para ele “a vitória inicial será de Pirro” se não for seguida de providências complementares.

Listou: restabelecimento das normas da lei, permanência da força policial, estabelecimento da Justiça comum, eliminação do tráfico nas escolas, criação de mercados locais interconectados com os mercados formais da cidade e provimento de educação e emprego aos “aviões”.

Avião é o apelido dado aos jovens que encontram no tráfico oportunidades de emprego mais rentáveis que as ofertadas mercado formal. FHC esclareceu que não ilumina os desafios com o propósito de “diminuir a importância do que já se conseguiu”. Preocupa-se em “chamar à responsabilidade todos nós”.

Envolvido num documentário sobre drogas, FHC contou no artigo que está “muito impressionado” com o que viu e aprendeu. “Estive em Vigário Geral”, relatou. Fez entrevistas com “traficantes arrependidos e policiais envolvidos nas guerras locais”.

Entrevistou também “muitas mães de famílias, mulheres em presídios, jovens vitimados pelo tráfico”. Fez uma analogia que haverá de incomodar Israel: “Eu havia estado na Palestina ocupada por forças de Israel e vi o constrangimento a que as populações locais são submetidas...”

“...No Rio, o constrangimento imposto pelo crime organizado e às vezes exacerbado pela violência policial, que por vezes se confundem, é pelo menos igual, senão maior, ao que vi na Palestina”.

O problema, acredita FHC, não se restringe ao Rio. “A presença do contrabando, do tráfico e da violência do crime organizado está em toda parte. E a ausência do Estado também, para não falar que sua presença é muitas vezes ameaçadora pela corrupção da polícia e suas práticas de violência indiscriminada”.


Nesse ponto, FHC injetou no artigo o que considera como maior desafio. “Cabe à sociedade complementar o trabalho libertador. Enquanto houver incremento do consumo de drogas, enquanto os usuários forem tratados como criminosos e não como dependentes químicos ou propensos a isso...”

“...Enquanto não forem atendidos pelos sistemas de saúde publica e, principalmente, enquanto a sociedade glamourizar a droga e anuir com seu uso secreto indiscriminadamente, ao invés de regulá-lo, será impossível eliminar o tráfico e sua corte de violência”.

Sem prejuízo da adoção de providências do Estado –“controlar melhor as fronteiras, exigir que os países vizinhos fornecedores de drogas coíbam o contrabando”—, acha que a sociedade tem de “romper o tabu”.

Como assim? As pessoas têm de se dar conta de que “o inimigo pode morar em casa e não apenas nas favelas”. Com isso, acredita FHC, haverá disposição para discutir a sério a “descriminalização e a regulação do uso das drogas”. Algo que considera essencial para superar a fase do enxugamento de gelo.

A cruzada de FHC em favor da descriminalização das drogas –todas as drogas, não apenas a maconha— é conhecida. Ele integra uma comissão latino-americana que redigiu estudo sobre o tema. A novidade do artigo é a associação de sua pregação com as ações desenvolvidas no Rio.

FONTE: Growroom

sábado, dezembro 04, 2010

Panteras Negras Fred Hampton e Mark Clark são mortos a tiros








Os Panteras Negras Fred Hampton, 21, e Mark Clark, 22, são mortos a tiros de revólver por 14 agentes da polícia enquanto dormiam em seu apartamento de Chicago, Illinois, em 4 de dezembro de 1969.

Cerca de cem projeteis foram deflagrados naquilo que a polícia descreveu como uma feroz batalha e violenta troca de tiros com membros do Partido Panteras Negras. Entretanto, especialistas em balística determinaram mais tarde que apenas um dos projeteis veio do lado dos Panteras. Além do mais, os “buracos de bala” na porta de entrada do apartamento, que a polícia apontou como evidência de que os Panteras atiraram de dentro do apartamento, eram na realidade orifícios feitos pela polícia na tentativa de dissimular o ataque. Quatro outros Panteras Negras foram feridos na investida, além de dois policiais.

A batida policial, comandada pelo procurador do condado de Cook, Edward Hanrahan, foi apenas uma das muitas tentativas do governo para debilitar o movimento Black Power. Sob a liderança de J. Edgar Hoover, o FBI (Federal Bureau of Investigation, que significa Escritório Federal de Investigação) vinha há muito reprimindo os ativistas de direitos civis e líderes de outras minorias com o seu programa Cointelpro, cujo propósito, de acordo com documentos do próprio FBI, era de expôr, desbaratar, desorientar, desacreditar ou de algum modo neutralizar as atividades de organizações ou grupos nacionalistas negros que agem na base do ódio, suas lideranças, seus porta-vozes, membros e apoiadores."

Embora o FBI não fosse o responsável direto por essa batida em especial, o grande júri federal indicou que o birô desempenhou um papel significativo nos acontecimentos que levaram à investida. Hanrahan utilizara as informações fornecidas pelo informante do FBI William O'Neal, que era o terceiro no comando dos Panteras de Chicago, para planejar o ataque.

Havia também um esforço consciente por parte do FBI de valer-se de “táticas criativas e agressivas” a fim de prevenir “a ascensão de um ‘messias’ que poderia unificar e galvanizar o militante movimento nacionalista negro.” Eles aparentemente julgavam que Fred Hampton, um ativista carismático e franco, presidente do Partido Panteras Negras do estado de Illinois, poderia vir a ser esse líder. Hampton envolveu-se na luta pelos direitos civis desde a adolescência. Aos 15 anos, organizou uma seção da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (National Association for the Advancement of Colored People - NAACP) em seu colégio, tornando-se presidente do Partido Panteras Negras de Illinois aos 20 anos. Muitos outros líderes dos Panteras, como Huey Newton, Assata Shakur e Bobby Seale, passaram anos na cadeia como resultado de acusações de pouca ou nenhuma evidência.
Embora a cobertura da mídia sobre os Panteras Negras em grande parte focasse sua retórica violenta e o fato de portarem armas, os Panteras estavam envolvidos em muitas atividades não violentas de organização de comunidades. Providenciavam alimentos e cuidados de saúde aos necessitados, pregavam maior participação política, manifestavam-se contra a brutalidade policial e inauguravam escolas.

Como o próprio Fred Hampton disse pouco antes de ser assassinado: "Tem havido tantos ataques contra o Partido dos Panteras Negras que nós achamos que seria melhor montarmos uma unidade de propaganda armada. Mas o fundamental é a educação política.” Desafortunadamente, para Hampton e outros Panteras, alvos do FBI, estar armados não os ajudaram a se proteger contra o aparato de repressão governamental. Na verdade, tornaram as coisas piores, ajudando a legitimar as táticas agressivas do FBI.

A despeito das evidências fornecidas pelos especialistas em balística, demonstrando que 99 por cento dos projeteis foram disparados pela polícia e que ela teria distorcido totalmente o relatório sobre o episódio, o primeiro grande júri federal não indiciou nenhum dos policiais envolvidos no ataque. Ademais, ainda que um grande júri posterior tenha indiciado os oficiais envolvidos, as acusações foram revogadas.

Sobreviventes do ataque e familiares de Hampton e Clark entraram com um processo contra Hanrahan e outros policiais, finalmente arquivado em 1983 sem quaisquer conseqüências.
FONTE: Opera Mundi

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Dia Nacional do Samba é festejado no Calçadão







Nesta quinta-feira (2) é comemorado o Dia Nacional do Samba, e para festejar, a Secretaria de Projetos Especiais (SPE) preparou um evento especial para a comunidade pelotense.

A partir das 19h30, no Calçadão da Andrade Neves, na frente da loja Sul Center, o Samba será homenageado com a apresentação do Grupo Sovaco de Cobra, Solon Silva e Banda e Ki-Bandaço.
O Dia Nacional do Samba

O Samba é um gênero musical rapidamente associado ao País. A animação presente nas rodas retrata a alma do brasileiro. E o dia 2 de dezembro é marcado por ser o Dia Nacional do Samba.

Reza a lenda que a escolha do dia 2 de dezembro para comemorar o Dia Nacional do Samba foi inspirada na primeira vez em que o compositor mineiro Ary Barroso pisou em território baiano e foi homenageado pelo vereador Luis Monteiro da Costa com a instauração da data.

A homenagem do vereador baiano ao mestre da música Ary Barroso é baseada no samba "Na Baixa do Sapateiro", de 1938, em que Barroso reverencia a capital baiana.
FONTE: SECOM



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