Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!

quarta-feira, setembro 07, 2011

Centenário do Brasil-Pe: um século de paixão em 10 momentos














Histórias e curiosidades de um clube movido por uma das torcidas mais apaixonadas do Brasil


Em cem anos, uma coleção de histórias. Curiosidades que de tão recontadas beiram o limite da fantasia. Quem acreditaria no conto do campeonato disputado no cara ou coroa? Ou na lendária recusa ao rei do futebol? Coisas de um espetáculo ensaiado com os pés do próprio passado.

Na película dos 100 anos de vida xavante, um roteiro que se confunde entre o racional e o emocional. São os causos do mundo da bola emoldurados por uma das plateias mais apaixonadas do país.

De Cruzeiro do Sul a Grêmio Sportivo Brasil

Uma discussão entre integrantes do Sport Club Cruzeiro do Sul levou os dissidentes Breno Corrêa da Silva e Salustiano Brito a fundar um novo clube em Pelotas. Após algumas assembleias na casa do pai de Salustiano, foi fundado o Grêmio Sportivo (sem E) Brasil, em 7 de setembro de 1911.

Em 1913, o Brasil começou a disputar o Campeonato Citadino. Em 1917, o primeiro título. Invicto.

A casa xavante

Cinco anos após a fundação, o clube inaugurou seu primeiro estádio, no bairro Simões Lopes, com capacidade para 2 mil torcedores. Em 1943, a mudança para a casa nova, o Estádio Bento Freitas.

Primeiro campeão gaúcho

A Federação Riograndense de Desportos organizou, em 1919, o primeiro campeonato estadual. Tricampeão pelotense, o Brasil chegou à decisão contra o Grêmio. Após 16 horas de viagem de navio entre Pelotas e a Capital, os rubro-negros desembarcaram no estádio do tricolor, então no bairro Moinhos de Vento, para escreverem seu nome na história com uma goleada por 5 a 1. A conquista está imortalizada no distintivo xavante em forma de uma estrela prateada.

Embrião do Brasileiro

Um embrião do Campeonato Brasileiro foi lançado no ano seguinte. A Confederação Brasileira de Desportos organizou um torneio envolvendo os campeões gaúcho, paulista e carioca – Brasil, Paulistano e Fluminense. O representante de São Paulo foi o campeão.

"Centenarazo"

Em 19 de março de 1950, o Uruguai preparava-se para disputar a Copa do Mundo no Brasil e convidou o rubro-negro para um amistoso no Centenário, em Montevidéu. Os gaúchos venceram a partida por 2 a 1 – mesmo placar do Maracanazo imposto pelos uruguaios, em julho, na final do Mundial.

Excursão que inspirou o hino

Em 1956, o Brasil embarcou para sua primeira excursão. Foram 100 dias e 28 amistosos em nove países das Américas do Sul e Central, com 16 vitórias, seis empates, seis derrotas 75 gols marcados e 50 sofridos.

Após a excursão de 100 dias, tomados pelo orgulho do desempenho do Brasil em terras sul e centro-americanas, os xavantes José Costa e Victor Jacó compuseram o hino do clube.

Um Pelé na tribo

Em 1957, o Santos excursionava pelo Rio Grande do Sul e enfrentou o Brasil em Pelotas. Deu empate, 1 a 1, e fora de campo a possibilidade de uma goleada irreparável sobre o time da Vila Belmiro. Como saldo do amistoso, um Rei quase foi parar em Pelotas.

– Eu não reneguei o Pelé, acho que fiz pior do que isso. O Santos queria levar o Joaquinzinho, mas eu disse que só liberava por 400 mil cruzeiros mais aquele jogador ligeirinho, que no caso era o Pelé – conta o então presidente Clóvis Russomano, 86 anos.

Do jeito que Russomano queria, não teve negócio. Joaquinzinho não foi para o Santos e , um ano depois, aquele menino de canelas finas se tornaria o gênio da Seleção Brasileira campeã mundial. Mas o que teria acontecido se Pelé não tivesse voltado para casa?

– É, aí hoje seria o Brasil de Pelotas o Santos... (risos) Seria o campeão do mundo várias vezes – cutucou o próprio rei do futebol, Pelé, em uma entrevista ao Fantástico.

Cara ou coroa? Tanto faz

Decisão do Estadual de Futsal, Brasil x Ipiranga de Rio Grande, década de 1960. Empate em 1 a 1. O resultado seria decido na sorte. Cara ou coroa?

O árbitro lançou a moeda para cima. Jogadores do Ipiranga aguardavam perto da goleira. Os xavantes formaram um semicírculo diante da moeda, pressão movida pelo descontentamento com a atuação do árbitro no primeiro jogo da final, uma semana antes, em Rio Grande.

Quando a moeda caiu, os jogadores rubro-negros vibraram, a torcida invadiu a quadra em festa. Detalhe: ninguém sabia o resultado. A moeda chegou a ficar por alguns minutos debaixo do coturno de um policial, mas o árbitro não teve coragem de contestar a comemoração que já havia tomado conta do ginásio do Cruzeiro.

– A gente comemorou o título, mas até hoje não sabe se deu cara ou coroa – diz o pivô da equipe xavante na época, José de Oliveira Lahm, o Peto.

Vitória do Brasil

O Brasil assombrou o Brasil em 1985. Os comandados de Valmir Louruz eliminaram o Flamengo de Zico do Brasileirão com uma vitória por 2 a 0, gols de Bira e Júnior Brasília. No jogo seguinte, os 3 a 1 sobre o Bahia, em plena Fonte Nova, levaram o rubro-negro à semifinal.

Então, a CBF exigiu impediu que o Brasil enfrentasse o Bangu no Bento Freitas, em função da capacidade de público. No Olímpico, os cariocas venceram por 1 a 0, e no Maracanã. por 3 a 1, classificando-se para a final contra o Coritiba. Até hoje, rubro-negros juram que a manobra de bastidores tirou o Brasil da decisão – e da Libertadores de 1986.

A curva fatal

O momento mais dramático da centenária história xavante. Em 15 de janeiro de 2009, o Brasil voltava de Santa Cruz do Sul, onde havia disputado um amistoso de preparação para o Gauchão, quando o ônibus que conduzia a delegação tombou em uma curva no quilômetro 150 da BR-392, próximo a Canguçu.

Foram 40 metros de queda livre. O acidente causou a morte do preparador de goleiros Giovani Guimarães, do zagueiro Régis Gouveia e do ídolo uruguaio Cláudio Milar. Praticamente todos os outros passageiros ficaram feridos. Uma comoção silenciosa levou milhares de torcedores ao Bento Freitas para prestar homenagens às vítimas.

FONTE: ZERO HORA

sábado, setembro 03, 2011

Filme estreia nesta sexta no Rio e reabre debate sobre uso medicinal da maconha












Um paciente em tratamento de câncer com quimioterapia sofre com uma série de efeitos colaterais, entre os quais, ansiedade, perda do apetite e náuseas. Se ele vive na Califórnia, nos Estados Unidos, por exemplo, pode amenizar esses problemas usando a maconha para fins medicinais. Mas se mora no Brasil, esse paciente fica sem esse recurso e, muitas vezes, para evitar usar outros remédios fortes, aprende a conviver com os efeitos da quimio. Há pesquisas que comprovam a eficácia do Cannabis sativa (nome científico da maconha) no tratamento de diversas doenças e, em muitos países, o uso da planta com a finalidade terapêutica é legal. No Brasil, a discussão ganhou força recentemente com a mobilização do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em defesa da regulamentação da droga.


E agora o tema volta à berlinda, com a estreia no Rio nesta sexta-feira do documentário "Cortina de Fumaça", de Rodrigo Mac Niven.


- Tem pessoas que estão sofrendo com muitas doenças e que poderiam ser ajudadas. A sociedade tem que decidir se quer fazer uma discussão com embasamento científico ou com base em preconceitos morais. A história medicinal da maconha é milenar - diz Mac Niven, cujo filme participou dos festivais do Rio, e de Filmes Brasileiros em Milão, Paris, Nova York e Londres.


O documentário traz 34 depoimentos de médicos, pesquisadores, advogados, policiais e representantes de movimentos civis, que debatem a legalização das drogas e os efeitos da proibição para a sociedade. Entre os entrevistados, FH - que também participou de "Quebrando o Tabu", de Fernando Grostein Andrade -, e estudiosos, como Elisaldo Carlini, do Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas (CEBRID); Renato Malcher, da Universidade de Brasília; e Sidarta Ribeiro, professor-titular do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.


Quem é contra o uso medicinal da maconha alega que os benefícios terapêuticos não são suficientes para compensar danos, como dependência, perda de memória, depressão, insuficiência respiratória, aumento do risco de doenças cardiovasculares e câncer no sistema respiratório. A discussão sobre os graus de adição, a abstinência e os malefícios para o organismo e a sociedade causados por substâncias psicoativas divide opiniões. Há os que argumentam que o grau de dependência é pequeno, sem crises de abstinência e com todos os seus efeitos reversíveis. O problema seria o exagero. A discussão está aberta.


No filme, os especialistas explicam que, além de aliviar os incômodos da quimioterapia, pesquisas mostram que a maconha pode amenizar sintomas de doenças, incluindo danos por Aids, glaucoma, mal de Alzheimer, dor crônica severa, artrite, distrofia muscular, esclerose múltipla e fraqueza extrema (a caquexia). Os canabinoides (princípio ativo do cannabis) agem no cérebro, onde há receptores neurais aos quais se ligam, provocando efeitos no próprio cérebro e no organismo. Eles influenciam funções como sono, apetite e memória. O homem usou a maconha com fins medicinais por séculos, inclusive no Brasil - onde acredita-se que ela tenha chegado com os escravos - até a proibição surgir na história moderna.


Outros estudos feitos em camundongos sugerem que doses pequenas de cannabis aumentam a neurogênese - a formação de neurônios -, que tem um efeito antidepressivo. Se usada em grande quantidade por pessoas com tendência à depressão e psicose, no entanto, o efeito pode ser contrário.


- Só se pode defender o uso medicinal da maconha se entendermos os grupos de risco - ressalta Sidarta Ribeiro, que em 2007 lançou com Renato Malcher o livro "Maconha, cérebro e saúde".


Para o pesquisador, esses grupos seriam os mesmos do álcool: pessoas com tendência à psicose, gestantes, adolescentes, crianças e lactantes. Entre outros riscos, os de danos neurais. O uso medicinal é regulamentado, com restrições, em EUA, Canadá, Reino Unido, Holanda, França, Espanha, Itália, Suíça, Israel e Austrália. No Brasil, em maio de 2010, houve um simpósio internacional para defender a criação da Agência Brasileira da Cânabis Medicinal. Mas pouco se avançou.


- A pesquisa tem que ser ampliada, até porque a maconha é uma planta que tem muitas substâncias diferentes dentro dela. Cada uma tem diversas propriedades medicinais, mas o que pode ser mais terapêutico é a mistura - explica Sidarta.


Os especialistas que defendem o uso medicinal da planta chamam atenção para a falta de informação e orientação médica que são consequências da proibição. Onde a prática é permitida, os pacientes compram maconha em concentrações adequadas dos componentes benéficos para seus problemas. Além disso, o fumo, a forma mais comum de consumo, faz mal para a saúde.


- Acho que precisamos avançar bem mais nesse debate. Há países em todo o mundo muito mais à frente. É preciso dar um salto de qualidade na discussão - encerra Sidarta.


Para quem quiser se iniciar no assunto, pode começar pelo cinema. "Cortina de Fumaça" estreia nesta sexta no Cine Joia, com sessões às 20h30min, e no Cine Glória, com exibições às 16h e 20h. Além dos depoimentos, Rodrigo Mac Niven reuniu imagens de sua visita a dispensários na Califórnia, e a feiras e congressos sobre o tema.

VÍDEO:Assista à entrevista com o diretor do documentário sobre o uso medicinal da maconha
FONTE: O GLOBO

sexta-feira, setembro 02, 2011

Orçamento 2012 arrocha salário dos Servidores Federais








Na quarta-feira (31/8), último dia do prazo concedido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a presidente Dilma encaminhou ao Congresso Nacional o projeto de orçamento do governo federal para o ano que vem.

Junto a este, deu entrada também na casa parlamentar o projeto que prevê as alterações nos planos de carreira dos servidores públicos federais, que foram motivo de acordos com o Ministério do Planejamento (MP), nas mesas de negociações deste ano.

O anexo V da proposta orçamentária, que discrimina as despesas com pessoal previstas pela União para 2012, se mantém praticamente igual ao do ano anterior, em valores nominais. “Isso configura o arrocho geral nos salários do funcionalismo, que não são reajustados desde julho de 2010”, observa Josevaldo Cunha, diretor da coordenação do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).

O impacto financeiro calculado para a folha do próximo ano é de apenas R$ 1,5 bilhão, que deve dar cobertura financeira a algumas alterações emergenciais de carreiras, como no caso dos Docentes das Instituições Federais de Ensino, tanto do magistério superior quanto do ensino básico, técnico e tecnológico.

O texto do anexo prevê liberação de verbas extraordinárias somente para suprir despesas com criação de novos cargos, em áreas específicas consideradas essenciais pelo governo, como a Saúde.

Carreiras
O teor do Projeto de Lei 2201/2011 aponta cada uma das alterações que serão introduzidas em algumas das carreiras do funcionalismo público federal e que entrarão em vigor a partir de julho de 2012. A única exceção em relação ao prazo para vigência das alterações é na carreira dos professores, cujas mudanças terão efeito a partir do mês de março.

O PL também altera o artigo 68 da Lei nº 8.112, do Regime Jurídico Único, que regulamenta o pagamento de adicionais de insalubridade e periculosidade e atribui valores fixos par aos mesmos.

Aprovação
O Poder Executivo tem prerrogativa exclusiva quanto à iniciativa de propor projetos de lei nestas matérias por tratarem de questões orçamentárias e de pessoal, porém a validade dos mesmos depende de aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: ANDES SN

SINASEFEPel: ATO PÚBLICO - ECONOMIZAR COM EDUCAÇÃO, NÃO - 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO JÁ -

QUANDO: 08 DE SETEMBRO 2011 (QUINTA-FEIRA)

LOCAL: PONTE VELHA - RIO GRANDE/PELOTAS

HORÁRIO: 16:00 - 18:00

VÁRIOS MOVIMENTOS SOCIAIS VÃO ESTAR PRESENTES

VENHAM PREPARADOS TRAGAM SUAS BANDEIRAS, FAIXAS, CARTAZES, ETC...

VAMOS LUTAR POR EDUCAÇÃO DE QUALIDADE.

TODA A SOCIEDADE ESTÁ CONVIDADA.
FONTE:SINASEFE-PELOTAS

quinta-feira, setembro 01, 2011

E depois de Kadafi?





Divergências tribais e estrangeiros ameaçam o futuro



E depois de Kadafi? Enquanto o regime do coronel que governou com mão de ferro a Líbia desde 1969 conta suas últimas horas, o interesse concentra-se no "dia seguinte". A exemplo de como provou a experiência no Afeganistão e no Iraque, é muito mais fácil a derrubada de um regime do que a governabilidade de um país que emerge do limbo de uma ditadura.

Igualmente difícil é a edificação de um governo estável das ruínas de uma prolongada ditadura. A história está repleta de exemplos de opositores de um regime que uniram-se para combater o odioso tirano, mas depois divergem e entram em conflito armado entre si.

Em determinados casos, esta divergência evoluiu em guerra civil mais sangrenta do que as batalhas que foram travadas para derrubar o regime anterior. E em outros, a divergência mergulhou o país na anarquia. E como a Líbia encontra-se neste crítico ponto, um dos maiores problemas que enfrentará o Conselho Nacional de Transição são as históricas tensões étnicas, tribais e, locais.

Embora os líbios sejam, em sua maioria, árabes e muçulmanos, existem divergências entre eles: étnicas entre os bérberes das montanhas Nafousa, os Tuaregues do deserto sudoeste de Frezan e os toubou do deserto de Saara.

Entre os árabes existem também várias tribos diferentes que falam dialetos diferentes. A mais forte destas diferenças é aquela que existe entre as regiões antigas de Trípoli e de Cirenáica. A região de Cirenáica possui longa e rica história, desde o século VII a.C. Cirenáica foi invadida por muitos conquistadores, entre gregos, romanos, árabes, turcos, italianos e, britânicos.

Desde a Independência da Líbia até o reinado de Idris (1951-1969), a Líbia possuía, na realidade, duas capitais, Trípoli, a oeste, e Benghazi - sede do reinado de Idris, que era a capital de fato - a leste. Mas, depois do golpe de estado de Kadafi, em 1969, Trípoli foi reconhecida como capital única e sede do poder de toda a Líbia.

Kadafi não subjugou somente Benghazi, mas utilizou o regime autoritário e as arrecadações com a venda de petróleo e gás natural para controlar - com mão de ferro - as 140 tribos da Líbia. E não é por acaso que a revolução eclodiu, inicialmente, na Cirenáica que "fervia", literalmente, sob o asfixiante controle de Kadafi.

A leste, a pobreza e o desemprego em cidades como Darnah e Benghazi criaram terreno propício para o alistamento de jovens em grupos de combatentes islamitas. Estes e outros grupos de islamitas armados lutaram independentemente em diversas frentes durante a guerra civil com grau variado de sucesso. O papel deste grupos se tornará mais claro quando chegar a hora para a criação da estrutura de poder na após o Kadafi época.

Embora o Conselho Nacional de Transição seja um agrupamento "guarda-chuva", sob o qual encontra-se a maioria dos grupos que lutou contra Kadafi, sua liderança é originária, em grau elevado, da Cirenáica. No atual estágio, o Conselho enfrenta a difícil tarefa de equilibrar as exigências e os interesse dos diversos grupos que uniram suas forças para derrubar Kadafi.

É óbvio que as influências externas que tentarão aproveitar as disputas locais e tribais, representam um outro grande perigo para o futuro da Líbia. O Egito é um forte vizinho que já tentou, no passado, envolver-se nos assuntos internos da Líbia. Itália, França e Grã-Bretanha registram, também, histórico de envolvimentos na Líbia.

Regiões do país eram colônias italianas desde 1911, até que foram libertadas (leia-se conquistadas pelo Oitavo Exército britânico do general Montgomery) durante a Campanha da África do Norte, na Segunda Guerra Mundial, em 1943.

Foi quando a Grã-Bretanha assumiu o controle de Trípoli e Cirenáica, enquanto a França recebeu como "prêmio de consolação" a região de Frezan, até a declaração de Independência da Líbia, em 1951. Assim, não é por acaso que Grã-Bretanha e França exigiram a intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia após a eclosão do levante em fevereiro último.

Empresas petrolíferas destes dois países, assim como da Itália, dos EUA e do Canadá, terão a primazia na divisão e exploração do petróleo e gás natural da Líbia. O emirado de Catar, a Turquia e os Emirados Árabes Unidos também desempenharam importante papel apoiando os rebeldes e, obviamente, continuarão exercendo forte influência sobre a liderança dos rebeldes.

Após a descoberta de petróleo e gás natural na Líbia, em 1959, empresas norte-americanas, britânicas e italianas envolveram-se fortemente na indústria petrolífera do país. E por causa deste envolvimento, cresceu a ideologia anti-ocidental, tornando-se, em seguida, a base da retórica de Kadafi.

O coronel mantinha relações estreitas com a antiga União Soviética e, mais tarde, com a Federação da Rússia, a qual encarregou-se do fornecimento do principal volume de seus armamentos. Acredita-se que Rússia - aposta na sobrevivência de Kadafi e, assim, não reconheceu até agora o Conselho Nacional de Transição - será um dos grandes perdedores a partir do momento em que assumirem o poder os rebeldes contra o Kadafi.

A China interessa-se, há tempos, pelos recursos da África do Norte e do continente africano de um modo geral e Kadafi opunha-se àquilo que caracterizava "imperialismo econômico chinês" na região.

Apesar disso, a China tem investido US$ 20 bilhões no setor energético da Líbia, enquanto grandes empresas construtoras de obras públicas de infra-estrutura operam no país, penetração que, ao que tudo indica, será fortalecida após o regime de Kadafi.



Anwar Kalil

Africa News Agency/Sucursal da África do Norte.

FONTE:monitor mercantil

É hora de levar às ruas a campanha pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já!














A Jornada Nacional de Lutas serviu para unificar as ações de vários movimentos, mobilizações e greves que culminaram com a Marcha à Brasília no dia 24/08. Como parte da Jornada e ao final da marcha, foi feito o lançamento nacional da Campanha “pelos 10% do PIB para a Educação Já!”.


Em uma plenária que reuniu cerca de 300 pessoas com delegações organizadas pelo Andes, sindicatos de trabalhadores em educação e professores do ensino médio bem como os estudantes organizados pela ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre!) e pela esquerda da UNE, foram aprovados os próximos passos da campanha.


Encerrada a primeira fase, cujo objetivo era articular os diversos setores envolvidos para discutir e preparar esse movimento, agora a tarefa é massificar e levar para a base a campanha. No calendário aprovado está previsto que o mês de setembro seja utilizado para organizar os comitês nas regiões, fazer lançamentos regionais da campanha e realizar atividades de palestras, debates, atos e seminários. É preciso ir além dos setores diretamente ligados a educação e levar este debate a toda a sociedade.


Já estão prontos a arte dos adesivos e cartazes que podem ser obtidos com o Andes que centralizará sua distribuição. Outra alternativa é baixar estes materiais aqui para reproduzi-los na íntegra ou utilizá-los para fazer materiais que combinem com as questões especificas de algum setor que queiramos envolver na campanha.


Foi aprovada a próxima reunião da Coordenação Executiva da Campanha – formada por algumas entidades – a ser realizada em Brasília no dia 5 de setembro. Além disso, foi indicado para a primeira quinzena de novembro a realização de um Plebiscito Popular em todo o país, quando se pretende coletar centenas de milhares de votos em favor dos 10% do PIB para a Educação Pública Já.

FONTE: CSP-CONLUTAS

Câmara aprova ampliação de ofertas de cursos técnicos e profissionalizante no país









A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A proposta, que foi aprovada em votação simbólica, tem como objetivo aumentar a oferta de cursos profissionalizantes e de qualificação profissional no país.


Também foi aprovada na Câmara uma emenda apresentada pelo DEM que reserva 30% das bolsas a serem distribuídas pelo programa para Estados das Regiões Norte e Nordeste. Agora, o projeto segue para votação no Senado Federal.


O plenário da Casa aprovou um substitutivo (texto alternativo) feito pela Comissão de Educação e Cultura da Casa que amplia os beneficiários do programa. No texto original de autoria do Executivo, o projeto de lei estabelecia que o público alvo do Pronatec seriam estudantes do ensino médio da rede pública, beneficiários do Bolsa-Família e trabalhadores em geral.


No substitutivo aprovado, agricultores e povos indígenas foram incluídos no projeto. Outra emenda (acréscimo ao texto) aprovada visa dar estímulo à expansão de oferta de vagas para pessoas com deficiência.


Noutra alteração feita pelos deputados, o Executivo fica autorizado a exigir critérios mínimos de qualidade para que instituições de ensino privadas sem fins lucrativos possam receber recursos do programa. Foi rejeitada emenda que excluia essas entidades de participação no Pronatec.

FONTE: O GLOBO

Editorial: Resultados efetivos nas negociações dependem da nossa mobilização e união







Atingimos um mês da greve do SINASEFE e neste momento é valido fazer uma análise objetiva do nosso movimento. Não é nenhuma novidade que esta é uma grande greve para a história de nossa entidade, e em outras oportunidades já dissemos isto. O fato importante desta greve é o que toda esta força demonstra: estamos no limite dos absurdos que podíamos suportar em nossa rede.

Estamos cansados de enfrentar problemas diariamente para exercer nossas atividades com dignidade e com o mínimo de condições, por isso, deflagramos uma greve para demonstrar que estamos atentos e não aceitamos o tratamento que tem sido dado por este governo à rede federal de educação profissional e tecnológica.

È necessário considerar que nos últimos dias abrimos um canal importante de negociações com o Ministério da Educação, com a intermediação do CONIF. Foi a abertura deste canal, e o posicionamento do ministro da Educação, Fernando Haddad, que nos gerou a expectativa de que iremos receber respostas oficiais do MEC sobre nossa pauta de reivindicações, no que diz respeito a esta pasta.

No entanto, mesmo após abrirmos este canal com o MEC, ainda encontramos a já conhecida intransigência do Ministério o Planejamento, que insiste em não receber as entidades em greve. E é com este ministério que temos de negociar as nossas reivindicações relativas às questões econômicas.

O absurdo neste momento, em que já aguardamos as respostas do MEC às nossas demandas, é que ainda não tivemos avanços no Ministério do Planejamento. Os representantes desta pasta, nem mesmo em reunião com a nossa Central (CSP-Conlutas), não apresentaram qualquer proposta para o SINASEFE.

Então o que devemos fazer?

Precisamos manter nossa força na greve e reforçar nossa mobilização que já atinge mais de 70% da Rede Federal de Ensino. Mesmo tendo boas expectativas por parte do MEC, para a próxima semana, e sabendo da assinatura de um acordo rebaixado com outras entidades,

O SINASEFE AINDA NÃO RECEBEU, MUITO MENOS APROVOU, QUALQUER PROPOSTA DO GOVERNO PARA ATENDER NOSSAS REIVINDICAÇÕES.

Vamos continuar tentando furar o bloqueio e a intransigência do MPOG, que tem a obrigação de nos receber. O MPOG tem uma equipe específica para tratar de “Relações de Trabalho, Negociações e Relações Sindicais” e simplesmente decide se recusar a nos receber?

Não podemos admitir essa postura intransigente por parte do governo, representado pelo Secretário Duvanier Paiva e pela ministra Miriam Belchior. O diálogo e a negociação com este ministério é essencial para acelerar o atendimento de nossa pauta.

Não podemos nos impressionar com as pressões que sofremos, e ainda vamos sofrer. A nossa unidade é a nossa fortaleza. Estabelecemos um calendário preliminar para a greve do SINASEFE e devemos continuar firmes no nosso movimento até a vitória, analisando JUNTOS as possíveis propostas do governo para o SINASEFE.

Nosso calendário está associado a apresentação de uma proposta do MEC na próxima terça-feira, dia 06 de setembro. Após essa apresentação por parte do MEC, devemos reunir nossa categoria, durante a rodada de assembleias de base, para analisar estas propostas nos dias 08, 09 e 12.

Depois disso, no dia 13 de setembro, vamos nos reunir na 103ª PLENA do SINASEFE e, com a devida análise de cada base, definir EM CONJUNTO, os rumos do nosso movimento de greve.

Reafirmamos que os resultados efetivos na negociação no MEC e a quebra da intransigência do MPOG dependem de nossa mobilização e de nossa greve em cada campi, em cada unidade desta rede federal de ensino básico, profissional e tecnológico.

Juntos na luta até a vitória.

FONTE:Comando Nacional de Greve