Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!

segunda-feira, julho 15, 2013

Centrais Sindicais convocam Dia Nacional de Paralisação para 30 de agosto








As oito Centrais Sindicais, reunidas nesta sexta-feira (12) , fizeram um balanço positivo das ações que realizaram no dia ontem (11 de julho), “Dia Nacional de Greves, Paralisações e manifestações”. Diante disso, convocaram um novo “Dia Nacional de Paralisação” marcado para o dia 30 de agosto. 

O objetivo é pressionar a presidente Dilma para que atenda as reivindicações dos trabalhadores.   

Para José Maria de Almeida, que juntamente com Atnágoras Lopes, esteve representando a CSP-Conlutas, “a definição desse chamado é muito importante porque, conforme ficou demostrado na força das mobilizações ocorridas (em praticamente todos os Estados país) no último dia 11, a classe trabalhadora está disposta e vai manter a pressão sobre o governo”.   

De acordo com o dirigente, “ou a Dilma atende a pauta dos trabalhadores, até esta data, ou a paralisação nacional pode ser um caminho para uma greve geral no Brasil”.   Muito além do que as mais de 50 estradas bloqueadas nas diversas regiões do Brasil, durante os protestos do dia 11, o balanço de todas as Centrais deu ênfase aos milhões de trabalhadores e trabalhadoras que cruzaram os braços, fizeram greves e promoveram a paralisação da produção de diversos setores da indústria, do comércio e de serviços, a exemplo dos metalúrgicos das montadoras de São José dos Campos, Minas Gerais, São Paulo, capital e ABC, Santos e Rio Grande do Sul; operários da Construção Civil de Fortaleza, Belém e São Paulo, capital, além de comerciários e setores do transporte em algumas capitais, servidores do Paraná, entre outros. Para os diversos representantes das Centrais Sindicais a classe entrou com força na defesa de suas reivindicações e isso foi um elemento chave. As organizações presentes também destacaram as ações dos movimentos sociais, em especial do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).   

A CSP-Conlutas chegou a propor que se definisse já pelo chamado a Greve Geral para o dia 30 de agosto. Essa forma, porém, não foi aceita pelas demais centrais. Ao final, todos concordaram com o chamado ao Dia Nacional de Paralisação, marcado para 30 de agosto. Até lá, as centrais vão exigir uma reunião com a presidente Dilma para, mais uma vez, exigir o atendimento da pauta unitária: redução do preço e melhor a qualidade dos transportes coletivos; mais investimentos na saúde e educação pública; fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias; redução da jornada de trabalho; fim dos leilões das reservas de petróleo; contra o PL 4330, da terceirização; Reforma Agrária.   

Zé Maria reiterou ainda que é importante as Centrais Sindicais seguirem em unidade para arrancar essas conquistas para os trabalhadores brasileiros. Contudo, o dirigente fez uma ponderação: “Para conquistarmos nossas reivindicações temos enfrentar os governos, a começar pela presidente Dilma que, não só não atende a nossa pauta, mas segue aplicando uma política a serviço dos interesses do capital. Basta ver a manutenção do superávit primário, o envio de centenas de bilhões de nosso dinheiro público todos os anos pra pagar juros da dívida pública, a desoneração da folha aos empresários, aumento da taxa de juros, as privatizações, etc.”, salientou.   

O dirigente da Central disse ainda que nessa batalha os sindicatos têm de ter um lado, ou seja,  da classe trabalhadora, contra os patrões e o governo. “Devemos seguir com as mobilizações, realizar os protestos estaduais, preparar o dia nacional de paralisação e irmos criando as condições para realizarmos uma Greve Geral nesse país”, finalizou Zé Maria.   

As centrais sindicais definiram ainda que vão pedir uma reunião com presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho) pra discutir sobre os ataques ao movimento sindical com o  chamado “interdito proibitório”, com condenações e multas ao movimento.  No dia 11 de julho, dezenas de liminares, com aplicação de multas de centenas de milhares de reais, foram concedidas, a pedido de instituições do governo, contra várias centrais sindicais. Os representantes das Centrais estavam indignados com isso. Também ficou definido o dia 6 de agosto como um dia de realização de protesto nos Estados e distrito federal contra o PL 4330.   

Estiveram presentes na CSP-Conlutas, CUT, FS, UGT, CGTB, NCST, CGTB, CTB e CSB. 

sexta-feira, julho 12, 2013

Sem camisa não pode








As regras estabelecidas pelo consórcio que administrará o – conforme diz a placa colocada perto da minha rua – “Maracanã Stadium”, são mais um passo no processo sinistro de gentrificação dos estádios de futebol no Brasil. Uso gentrificação no sentido dado ao termo pelos estudos pioneiros de Ruth Glass e Neil Smith; aquele que, grosso modo, designa um processo de aburguesamento de espaços nas grandes metrópoles e gera o afastamento das camadas populares do local modificado. O espaço gentrificado passa a ser gerido prioritariamente pelos interesses do grande capital. Este processo de submissão ao capital é, em geral, acompanhado de discursos legitimadores que vão desde o “tratamento ecologicamente correto” até o da “gestão financeira responsável”.
Goste-se ou não do jogo, futebol no Brasil é cultura, pois se consolidou como um campo de elaboração de símbolos, projeções de vida, construção de laços de coesão social, afirmação identitária e tensão criadora, com todos os aspectos positivos e negativos implicados neste processo. Nossas maneiras de jogar bola e torcer por um time dizem muito sobre as contradições, violências, alegrias, tragédias, festas e dores que nos constituem simbolicamente como povo.
Estamos assistindo, com impressionante rapidez, a mudança de perfil do frequentador dos jogos. Sai o torcedor e entra o consumidor. A ideia é mesmo reservar os estádios para as chamadas “pessoas de bem”, entendidas como aquelas que podem pagar caro pelo ingresso e pela camisa oficial do clube. O tal do consórcio, baseado no “padrão FIFA”, pretende inclusive estabelecer o traje com que o torcedor deve ir aos jogos. Sem camisa, não pode. Bandeirões, bumbos e similares também estão vetados.
O presidente do consórcio, João Borba,declarou o seguinte:
- Fui no último fim de semana às finais do tênis em Wimbledon e, no convite, estava escrito que não é recomendável ir com determinada roupa. Quando um inglês lê “não recomendável”, entende que não deve usar aquele tipo de roupa.
Então é isso. Os novos donos do jogo querem um público de tênis no Maracanã, vestido com adequação de lordes britânicos. O próximo passo será pedir silêncio e permitir apenas palmas protocolares após as jogadas mais bonitas?
Não é inocente, neste contexto, a sistemática campanha pelo futebol-família, termo exaustivamente repetido pelos galvões da vida, ou a utilização de orquestras sinfônicas e animadores assépticos para comandar o público, pouco afeito às torcidas tradicionais. O discurso do combate à violência dos torcedores é instrumentalizado para atingir outro objetivo, o de higienizar os estádios. A expressão higienizar, diga-se, foi largamente utilizada pelos homens do poder no início do século XX, quando combater epidemias passava também pela repressão às manifestações culturais das camadas populares urbanas e o afastamento dos pobres da região central da cidade.
Esse processo vai, evidentemente, culminar com a realização da Copa de 2014 no país e se consolidar. A clientela das novas arenas será formada por turistas e brasileiros de médio e alto poder aquisitivo, sem relações emocionais mais profundas com o futebol. O torcedor de fé – aquele que acompanha o cotidiano do seu time e faz do ato de assistir ao jogo uma reinvenção da vida – estará do outro lado da telinha, ou ao pé do rádio, tomando uma gelada, que ninguém é de ferro.
Como ele, o torcedor descartado e combatido como vírus epidêmico, me resta morrer feito bandido em filme do Velho Oeste; atirando broncas contra quem me mata.
O Maracanã, minha Itabira, é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói.
FONTE:IMPEDIMENTO ORG.

Quem paga as contas do Professor?




A sociedade sabe que os educadores da rede estadual não conseguem sobreviver com os vencimentos que recebem. O drama que a maioria da classe vive é realidade crucial e desesperadora. Inúmeros deles optam por fazer trabalhos informais para suprir suas necessidades e honrar suas contas no final do mês. O custo de vida é elevado também para os docentes, que a exemplo dos demais profissionais, também precisam alimentar-se, vestir-se, pagar aluguel, gás, energia elétrica, telefone, água, medicamentos, material de higiene, material escolar, transporte, e outros. Com o salário atual, torna-se impossível equacionar uma conta, onde as despesas são infinitamente maiores do que a receita.

O Professor, nas últimas décadas, foi o mais sacrificado e desrespeitado dos profissionais. Os salários perderam o poder aquisitivo, impedindo-os de capacitarem-se ou especializarem-se, adquirir livros e computador com a miséria que percebem. Entra governo e sai governo e a cruel realidade continua. Administradores eleitos esquecem-se das promessas eleitorais e negam-se a honrar o piso estabelecido por lei federal. Os professores continuam discriminados e humilhados, todos os dias, exatamente onde se encontra a base para a condução das crianças rumo à cidadania plena.

Enquanto os educadores, com singular e inigualável dignidade, desempenham junto ao educando, um magnífico trabalho de natureza transformador, distribuído nas disciplinas através das quais desenvolvem a compreensão de cidadãos conscientes, ajudando-os na construção e reconstrução de conceitos de valores como: caráter, honestidade, solidariedade, respeito, autenticidade. Valores imprescindíveis, eis que os levam a construir responsabilidades para serem futuros gerenciadores das próximas gerações da nossa sociedade, questiona-se: A quem interessa investir em educação? Até quando apostar na ignorância do povo vai valer a pena para quem usufrui das benesses do poder, se para nele chegar, alguns candidatos mentem, prometem, firmam compromissos e iludem eleitores?

A Lei Nacional do Piso do Magistério vige desde 27 de abril de 2011 e o estado não a cumpre, fazendo com que o professor sofra humilhações de toda ordem. Este precisa cumprir as obrigações impostas pelo sistema, sendo exigido pelos governantes e cobrados pela sociedade a trabalhar com dedicação exclusiva e ministrar aulas com qualidade.

Indubitavelmente, com seu âmago despedaçado, revoltado pelo desrespeito, enquanto inexistir saída, tampouco promessa do cumprimento da Lei do Piso do Magistério, a maioria da classe toma mais uma atitude corajosa e nobre: Persevera na luta e paralisa as atividades por 03 dias, neste abril/2013! Por conseguinte, conclama-se a sociedade  para que conheça e reflita sobre o momento circunstancial de miserabilidade do profissional, motivo da paralisação, o que não é um escândalo, é solução. Se não houver providências urgentes para reverter esta realidade caótica, logo veremos docentes de excelente competência, fazendo “bicos” para garantir a sobrevivência.

O Professor, este grande agente transformador do mundo precisa e deve ter seu mérito destacado na sociedade. Para tanto, a primeira mudança que precisa acontecer é o reconhecimento da sua importância, pagando-lhe remuneração justa. A partir disso, acontecerá a grande e esperada revolução na Educação brasileira. E uma vez garantidos os direitos estabelecidas condições condignas de ministrar aulas e enriquecer o conhecimento de nossos filhos deste estado e país, acontecerá educação qualitativa em todos os segmentos do conhecimento aos alunos, que melhores preparados, ajudarão a fundamentar e qualificar uma nova nação civilizada  -  O Brasil que todos sonhamos ter!

FONTE: CPERS SINDICATO / CIRCE MARIA MONDADORI LISIAK é professora
Artigo publicado na Folha Espumosense de 27 de abril de 2013

quarta-feira, julho 10, 2013

Shopping Pelotas confirma chegada da tecnologia 3D











Destacada pelo legado e atividade cultural, a cidade de Pelotas, no sul do RS, pode agora saudar a chegada de uma verdadeira opção de entretenimento e arte. Com a inauguração do Shopping Pelotas, no próximo dia 18 de setembro, a cidade ganhará cinco novas salas de cinema que disponibilizarão a tecnologia de ponta que faltava na cidade, aliadas ao conforto e a segurança.

Projeto da Cineflix Cinemas, o multiplex oferecerá um total de 1267 assentos em 5 salas, dispostos em formato stadium – o que praticamente elimina a possibilidade de bloqueio da visão da tela – em auditórios todos com projeção digital, sendo três deles com tecnologia 3D. O carro-chefe do complexo é a supersala, com 455 lugares, tela gigante de 200m² e projeção em High Frame Rate, sistema de captação e reprodução da imagem a 48 quadros por segundo, o dobro do padrão atual e muito mais próximo da realidade do olho humano.

A programação estará em sintonia com os grandes lançamentos mundiais da indústriacinematográfica, conforme explica Juliano Tortelli, gerente de Marketing da Cineflix: “buscamos oferecer uma programação mais eclética possível, sejam filmes blockbusters ou independentes, dublados ou legendados, para agradar a todos”. Estão previstas ainda transmissões especiais, ao vivo ou gravadas, de eventos esportivos, shows, balés e óperas.

Facilidades

Se a qualidade de exibição que o cinéfilo pelotense espera está garantida, ele também poderá contar com facilidades para escolher e planejar o seu programa: lugares marcados, compra de ingressos antecipados pela internet, clube de fidelidade. Quando a opção for decidir na hora o filme a assistir, haverá terminais de autoatendimento e um sistema de fila única que garante a agilidade no atendimento da necessidade do cliente, seja a compra do ingresso ou de produtos da bonbonniére.

A inauguração do complexo de cinema no Shopping Pelotas não foge à uma crescente tendência nacional. Estudo da Agência Nacional do Cinema mostra que, em 2011, 164 das novas salas, ou 92% do total, foram instaladas nos grandes centros de compras; no ano anterior, esse mesmo índice chegara a 90%. Considerando o total de salas no Brasil, até o final de 2011, 2002 (85,1%) estavam abrigadas em shoppings.

“Integrar-se com uma cidade é, também, respeitar as suas tradições”, afirmam os empreendedores do Shopping. “Com esta iniciativa pretendemos devolver aos pelotenses o acesso às produções cinematográficas nacionais e internacionais, deixados de lado nos últimos anos” diz Mathias Rodrigues (Phorbis Empreendimentos Imobiliários), um dos idealizadores do projeto.

O Shopping Pelotas

Com inauguração confirmada para 18 de setembro de 2013, o Shopping Pelotas tem investimentos da ordem de R$ 150 milhões, fruto da parceria entre a Real Empreendimentos (Grupo Josapar), Bicar Consultores e Administradores e o Fundo de Investimento Imobiliário Phorbis. Terá área total construída de 35.000 m² e Área Bruta Locável (ABL) de 23.212 m². Serão 169 lojas, gerando cerca de 2 mil empregos diretos e 4 mil indiretos.

FONTE: ANCINE | AGÊNCIA NACIONAL DE CINEMA

11 de junho é dia dos trabalhadores negros, quilombolas e indígenas ocuparem as ruas!















MANIFESTO NACIONAL DO QUILOMBO RAÇA E CLASSE
    11 DE JULHO, DIA NACIONAL DE LUTA – 
É DIA DOS TRABALHADORES NEGROS, 
QUILOMBOLAS E INDÍGENAS 
OCUPAREM AS RUAS!  

Nos últimos 15 dias a sociedade vem realizando manifestações de dimensões internacionais, como há pelo menos 20 anos não se desenhavam no Brasil, desde o Fora Collor e das Diretas, já!  Um processo iniciado pela juventude estudantil brasileira, o estopim foi os aumentos abusivos das passagens de ônibus (que desde 1996 até hoje teve uma inflação de 192%, em contrapartida a tarifa aumentou 392% em SP e outras capitais), que têm tomado às ruas das capitais e cidades, num processo crescente e contínuo, culminando nos dias 17 e 20 de junho, numa adesão nacional da população e ampliada por pautas mais sentidas e necessárias ao conjunto da população.

Diante disso, a Polícia Militar, o ministro da Justiça e os governos tentando reprimir duramente com o apoio da exploração midiática negativa da Rede Globo, às massas colocam os governos contra a parede, tanto Dilma quanto governos estaduais e prefeituras.

O CONGRESSO TEVE QUE PAUTAR AS RUAS, MAS DEVEMOS AINDA CONFIAR NELES? A política Neoliberal brasileira ainda é  a pauta dos governantes, ao longo dos governos do PMDB, PSDB e aprofundadas nas desigualdades racial pela Frente Popular ao longo dos 10 anos do governo do PT e seus aliados, sob todos os aspectos, seja pelo desemprego, na Precarização da Saúde e na Educação Pública e HUs, nas Políticas Privatizantes (Vale, Correios, Petrobrás, etc.).

A Reforma da Previdência (comprada com dinheiro do Mensalão), e cada vez mais a retirada de direito dos trabalhadores, no aumento da corrupção com dinheiro da COPA, no alto índice de Violência Policial e consequente extermínio de jovens negros e duras remoções de moradores do campo e da cidade (Mega Eventos), a criminalização dos movimentos sociais e sindicais, o duro ataque aos direitos dos povos originários (quilombolas e indígenas em benefício do agronegócio), além de demandas impulsionadas pela Comissão de Direitos Humanos dirigidos por Marco Feliciano (PSC-SP), uma figura que só tem atentado contra os direitos humanos democráticos dos cidadãos deste país.

As palavras de ordem contra o desperdício do dinheiro público em detrimento da falta de saúde e educação pública, de moradia, de trabalho digno e contra a violência a população negra na favela do Rio, e a criminalização dos movimentos que nós do QUILOMBO RAÇA E CLASSE e militantes dos movimentos de fato de esquerda e do Mov. Negro combativo que nos reivindicamos independente e autônomo dos governos e patrões, e sempre esteve nas ruas denunciando e gritando por uma sociedade mais justa, razão desde sempre de nossa militância.

Processo que para ser mais vitorioso precisa ser politizado, no aspecto  de nossas pautas atendidas, e não sejamos mais uma vez ludibriados pelos governos de plantão e Racistas como Sérgio Cabral e Paes!

A população negra trabalhadora deste país, ainda está à margem da sociedade do capital, mais precisamente concentrada nas periferias, favelas e na base da pirâmide, e é quem de fato são as primeiras e as mais atingidas pelo aumento dos preços dos alimentos, pela precarização da saúde e da educação pública, pela falta de emprego e moradia, além de terem a sua juventude negra mais exposta a violência policial e ao racismo estrutural. 

Enquanto isso existe investimentos públicos bilionários nas obras da copa, um circo montado pra enriquecer os mais ricos e empobrecer os mais pobres. 

 NOSSAS BANDEIRAS DE LUTA CONTINUAM FIRMES E FORTES NAS EXIGÊNCIAS AOS GOVERNOS E PATRÕES:

ü  TARIFA ZERO NOS TRANSPORTES PÚBLICOS, NENHUM SUBSÍDIO PARA AS EMPRESAS – ESTATIZAÇÃO, JÁ!

ü  FIM DAS PRIVATIZAÇÕES – NA SAÚDE, EDUCAÇÃO E CONTRA OS LEILÕES DO PETRÓLEO E DO PRÉ-SAL!

ü  SAÚDE E EDUCAÇÃO 100% PÚBLICA E ESTATAL DE QUALIDADE!

ü  REIVINDICAMOS CRECHES 100% PÚBLICAS E ESTATAIS SUFICIENTE PARA A DEMANDA DE CADA COMUNIDADE!

ü  NÃO AS REMOÇÕES E DESPEJOS DA COPA E DO PAC I e II – MORADIA DIGNA PARA QUEM GANHA SALÁRIO MÍNIMO!

ü  ANULAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, JÁ – COMPRADA PELO MENSALÃO!

ü  ABAIXO O RACISMO E A VIOLÊNCIA POLICIAL NAS FAVELAS – QUEREMOS A DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS – FIM DA FARÇA DA UPP SOCIAL
 – LIBERDADE DOS PRESOS DAS PASSEATAS DO BRASIL!

ü  CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, FORA FELICIANO!

Confira lista dos estados que realizam mobilizações nesta quinta-feira (11)






Cidades de todo o país, principalmente das regiões metropolitanas e capitais, terão atos, paralisações, atrasos na abertura de agências bancárias e na entrada das fábricas

O Dia Nacional de Lutas, marcado para esta quinta-feira (11), irá reunir sete centrais sindicais e movimentos sociais que sairão pelas ruas de todos os estados brasileiros. Nas cidades, principalmente das regiões metropolitanas e capitais, terão atos, paralisações, atrasos na abertura de agências bancárias e na entrada das fábricas. O objetivo é pressionar o governo a atender demandas que beneficiem os trabalhadores.
Os pontos que unificam as entidades do movimento de representação dos trabalhadores são: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais; o fim do fator previdenciário e a valorização das aposentadorias; destinação de 10% do PIB para a educação; e de 10% das receitas da União para a saúde. Além disso, as centrais e os movimentos reivindicam reforma agrária, fim dos leilões do petróleo e mais recursos para melhoria do transporte público.
Essa pauta de reivindicações foi entregue à presidenta Dilma Rousseff depois da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada por todas as centrais em março deste ano. Até o momento, porém, não houve qualquer avanço nas questões.
Acompanhe abaixo os locais e os horários das mobilizações em todo o Brasil:
ACRE
A partir das 8h30, concentração em frente ao Palácio do Governo e, na sequência, passeata até a Prefeitura de Rio Branco.
ALAGOAS
Ato público com concentração a partir das 14h, na Praça do Centenário, bairro do Farol, em Maceió.
AMAPÁ
Ato na Praça da Bandeira, a partir das 15h, seguido de passeata pela orla até o Centro de Macapá.
AMAZONAS
6h – Mobilização e panfletagem: Bola da Suframa, Bola do Armando Mendes e Entrada da SEDUC, na Av. Buriti
9h – Concentração e panfletagem: em frente ao INSS Centro e na Bola do Eldorado, com caminhada até a Assembleia Legislativa
15h – Grande concentração no centro de Manaus: Av. Eduardo Ribeiro com Av. Sete de Setembro.
BAHIA
4h - paralisação dos ônibus (urbanos, intermunicipais, cargas, fretamento e locadoras).
5h - paralisação dos trabalhadores da indústria na BR 324, via parafuso, trevo da resistência, Candeias, Camaçari, Alagoinhas (trabalhadores de diversos ramos).
5h - paralisação de diversas BRs, saída e entrada de Feira de Santana, BRs 324, 101, 242 (MST, Trabalhadores Rurais, Via Campesina, Movimentos sociais).
6h - protesto em frente à rede Bahia, no bairro da Federação. Pela "democratização da informação"
7h - atrasos na entrada do expediente em hospitais públicos e privados. Assembleia com trabalhadores.
7h - debates e atividades com professores da UFBA na faculdade de Arquitetura.
7h - paralisações e mobilizações em diversas cidades: Camaçari, Alagoinhas, Juazeiro, Feira de Santana, Candeias, Ilhéus, Itabuna, Vitória da Conquista, Barreiras e Teixeira de Freitas.
10h - Ato contra a Globo (Na porta da Rede Bahia): Assembléia Popular Pela Democratização da Comunicação.
12h - concentração com as outras centrais no Campo Grande, em Salvador
14h - reunião SOBRE MOBILIDADE URBANA E TARIFA ZERO, CUT, juventude, movimentos sociais, MPL, com vereadores no Centro Cultural da Prefeitura de Salvador
15h - Marcha Unificada das centrais - do Campo Grande à Praça Municipal, em Salvador

CEARÁ
Ato a partir das 9h na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza.
DISTRITO FEDERAL
Concentração a partir das 15h, no Museu da República. Na sequência, passeata ssegue até o Congresso Nacional.
ESPÍRITO SANTO
Trinta e oito sindicatos vão parar a região central de Vitória e outras cidades do estado desde as primeiras horas da manhã, com atos, marchas, manifestações. Ônibus municipais param entre a zero hora do dia 11 até a zero hora do dia 12.
GOIÁS
8 horas – trabalhadores/ municipais e estaduais da Saúde iniciam concentração na Praça do Bandeirante; 10 horas – demais categorias chegam à concentração;
11 horas - caminhada pelas avenidas Goiás, Praça Cívica (Palácio do Governo) av. Araguaia, Anhanguera e encerramento na Av. Tocantins em frente teatro Goiânia.
Atividades dos trabalhadores rurais, agricultores familiares, camponeses em 10 regiões do estado, onde fecharão rodovias, inclusive a BR 153.
MARANHÃO
Manhã: paralisações nas categorias
Tarde: 15 horas: concentração em frente à Biblioteca Pública (Praça Deodoro) e passeata ao Palácio dos Leões, sede do Governo do Estado.
MATO GROSSO
A partir das 16h, concentração na Praça 8 de Abril, no Centro de Cuiabá. A partir das 17h, passeata seguir[a até a sede da prefeitura.
MATO GROSSO DO SUL
A partir das 9h, manifestação na Praça do Rádio, em Campo Grande.
MINAS GERAIS
Educação, saúde e eletricitários paralisam atividades
Às 10 horas, ato conjunto na Praça Sete, região central de Belo Horizonte. Após o ato, manifestantes vão sair em passeata pelas principais ruas da capital mineira
PARÁ
Concentração às 7h30 em frente da prefeitura de Belém, seguindo em caminhada pela avenida Portugal, avenida Castilhos França, avenida. Presidente Vargas, avenida Nazaré. Encerramento com ato em frente ao Centro Integrado de Governo (CIG).
Altamira - Concentração às 17h no ginásio da Brasília. Contato: (93) 9223-4531
PARAÍBA
Greves setorizadas: urbanitários, construção civil, servidores da UFPB (Hospital Federal - HU)
João Pessoa: A partir das14h: mobilização Unificada com as Centrais, no parque Solón de Lucena
Campina Grande:  A partir das 14h: mobilização na Praça da Bandeira.
Trabalhadores em Telecomunicações farão manifestação a partir das 7h em Campina Grande - na antiga Câmara dos Vereadores, na Floriano Peixoto, esquina com a Maciel Pinheiro - e em João Pessoa - atos públicos simultâneos nas empresas ARM no Bairro Jose Américo e na AeC no Bairro de Mangabeira. A partir das 12h, atos na AeC no Bairro José Américo.
PARANÁ
A partir das 16h, um grande ato será realizado na Praça Rui Barbosa, em Curitiba.
PERNAMBUCO
Passeata sairá da Praça do Derby em direção ao Pátio do Carmo, no Centro de Recife, onde, às 14h, tem início concentração para o ato público.
PIAUÍ
Concentração na Praça Liberdade a partir das 14h, seguida de passeata.
RIO DE JANEIRO
Concentração a partir das 15h na Candelária.
RIO GRANDE DO NORTE
9h - Concentração em Frente ao Shopping Minday, saindo em caminhada pela Av.  Salgado Filho, seguido de ato político em frente à governadoria, encerrando a caminhada às 14h no Ponto Sete na Av. Eng. Roberto Freire.
RIO GRANDE DO SUL
Mobilização nos locais de trabalho das 5 às 16h.
Em Porto alegre, a partir das 14h, duas caminhadas saem em direção ao Largo Glênio Peres: uma da Rótula do Papa e outra do Laçador.
Às 16h, começa o ato público no Largo Glênio Peres.
RONDÔNIA
Mobilizações em  Porto Velho, Vilhena e, em Jaru, fecham a BR 364.
RORAIMA
Ato em Boa Vista das 8h às 12h. Saída da Praça Zélia Coutinho até a Praça do Centro Cívico, em frente ao Palácio do Governador,Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa. 
SANTA CATARINA
Florianópolis - Concentração na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catariana, e às 15h, ato unificado com passeata pelo centro da cidade
Concentração no Trevo entre Itajaí e Blumenau BR-101 e, às 15h, ato unificado com passeata em Itajaí e Blumenau
Chapecó - Concentração nas quatro principais entradas da cidade de Chapecó com passeata até o centro e, às 17h , ato unificado no centro de Chapecó
Laguna - Concentração na cabeceira da ponte de Laguna.
SÃO PAULO
Manhã: Manifestação no ABC e manifestações e greves descentralizadas no interior;
Em São Bernardo do Campo, trabalhadores do turno da manhã das montadoras (Ford, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagem, Toyota) e de fábricas de autopeças iniciam passeatas a partir das 7h30, saindo das portarias das empresas;
12h - na Praça Mal. Cordeiro de Farias (conhecida como Praça dos Arcos, que fica no final da Avenida Angélica, entre a Paulista e a Dr Arnaldo).
13h - os militantes vão partir para o MASP, onde se somarão de forma organizada na marcha das centrais.
15h - a marcha parte em direção à Praça Ramos, seguindo pela Paulista e descendo a Consolação.
16h - os militantes vão pegar ônibus que se dirigirão até a sede da Rede Globo, onde acontecerá um ato pela democratização dos meios de comunicação às 18h.
Em outras cidades -  um ato em local central de cada Subsede da CUT: ABC, Araçatuba, Bauru, Baixada Santista, Campinas, Guarulhos, Itapeva, Jundiaí, Mogi das Cruzes, Osasco, Ourinhos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba, São Carlos, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira.
São José dos Campos - manifestação dos servidores municipais: às 7 horas, concentração no Paço Municipal
SERGIPE
Concentração a partir das 14h na Praça Fausto Cardoso , em Aracaju, seguida de ato público.
TOCANTINS
Manhã: Trancamento da BR 153, paralisação na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e no Instituto Federal do Tocantins. Bancários farão paralisações nos Bancos.
Tarde: Mobilização a partir das 15h, concentração em frente ao Centro Educacional São Francisco de Assis, em Palmas. Segue em passeata até a Prefeitura, onde será realizado Ato Público e, depois, em frente ao Palácio do Governo e demais órgãos públicos.
FONTE:BRASIL DE FATO / *com informações da Central única dos Trabalhadores (CUT)

Defesa do governo Dilma divide centrais sindicais

As principais centrais sindicais chegam divididas ao "Dia Nacional de Lutas" em relação ao apoio ao governo Dilma Rousseff. O movimento, que coloca os trabalhadores na rota de protestos, promete paralisar São Paulo e algumas das principais cidades do país amanhã.

Os trabalhadores fizeram uma série de reuniões para definir uma pauta comum de reivindicações, mas temas sensíveis ao governo Dilma como o plebiscito e o combate à inflação dividem os líderes sindicais.

A falta de consenso resultou na inclusão somente de assuntos de interesse direto dos trabalhadores, como a redução da jornada, o fim do fator previdenciário e ainda o combate à terceirização dos postos de trabalho.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) queria o apoio das demais centrais à consulta popular para uma reforma política, encampada pelo PT e pelo governo. Mas sindicalistas ligados à Força Sindical e à CSP-Conlutas vetaram a ideia. A CUT levará a proposta isoladamente.

Por outro lado, as duas centrais de oposição querem debater o combate à inflação e defendem mudanças na equipe econômica. "Vamos pedir a cabeça do ministro Guido Mantega. Queremos mudança na política econômica e redução na inflação, que corrói o salário do trabalhador", disse Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical.

"O problema não é o ministro. É o governo que privilegia o interesse dos bancos, das empresas, do agronegócio, e não o dos trabalhadores", disse José Maria de Almeida, coordenador da CSP-Conlutas e presidente do PSTU.

A CUT nega que defenda a proposta do governo, mas confirma que é a favor da consulta popular sobre temas de interesse da sociedade.

Os sindicalistas não falam em número de pessoas nas manifestações, mas sim no total de em trabalhadores que vão aderir à paralisação.

Na avaliação da Conlutas, se o Metrô de São Paulo parar 5 milhões de passageiros serão afetados, o que amplificaria o alcance do ato.

Os metroviários devem decidir hoje sobre sua adesão ao dia de protesto. Ontem, a tendência dos líderes da categoria era pela paralisação.

Os ônibus devem operar normalmente em São Paulo, segundo o sindicato.

Pelo menos 600 mil servidores públicos do Executivo e do Judiciário também vão aderir. Petroleiros, professores, comerciários, químicos e metalúrgicos de diferentes centrais também vão parar.

Os estivadores do porto de Santos iniciam hoje a paralisação. Os bancários decidem hoje se participam.

Em São Paulo, haverá uma manifestação conjunta das centrais sindicais na avenida Paulista, a partir das 12h.

Militantes do PT prometem ir às ruas para pedir a reforma política, o que tem irritado as centrais, exceto a CUT.

Dirigentes do partido, pedindo reserva do nome, disseram à Folha que militantes petistas vão participar tendo "a pauta das centrais" como foco principal e que o debate sobre a reforma política nunca foi colocado como prioridade no ato, mas que não podem impedir a militância de tratar sobre o tema, se desejarem. A resistência é atribuída ao que classificam como "veneno" por parte de Paulinho.

FONTE: FOLHA.COM / TONI SCIARRETTA - DANIELA LIMA DE SÃO PAULO / 
Editoria de Arte/Folhapress

Nota do MPL-SP sobre as mobilizações do dia 11/07













Nota do MPL-SP sobre as 
mobilizações do dia 11/07

No próximo dia 11, centrais sindicais e movimentos de todo país organizam um dia de luta, com greves e manifestações. Saudamos todos os trabalhadores e trabalhadoras que se mobilizam Brasil afora. Só a luta pode mudar nossas vidas.

Mas só mudamos a vida quando sabemos pelo que lutamos. Já no dia 11, há tantas reivindicações diferentes sendo levantadas que elas tendem a ficar diluídas. Não sabemos a quem interessa essa diluição, mas certamente não é aos trabalhadores. Se nossos problemas são concretos, nossas pautas devem ser igualmente concretas.

O Movimento Passe Livre de São Paulo é um movimento social autônomo que luta por transporte público, e nesse dia é a luta por transporte que vamos fortalecer. Mas não nos termos vagos colocados pelas centrais sindicais, que pedem genericamente um "transporte público de qualidade". O transporte só será “público e de qualidade” quando não tiver tarifa e for controlado pelos seus trabalhadores e usuários, não mais por empresas privadas.

Estaremos com os Metroviários, que em assembleia na última semana decidiram paralisar as atividades no dia 11 para exigir melhores condições de trabalho, a redução das passagens rumo à Tarifa Zero e a estatização dos transportes. Damos nosso total apoio a essa mobilização porque só com a união dos usuários e trabalhadores poderemos transformar o sistema de transporte!

Somaremos também nas lutas das cidades da região metropolitana de São Paulo, onde a população continua saindo às ruas pela revogação total dos aumentos e pela integração dos sistemas de transporte entre os municípios. No ABC, nos reuniremos às 9h da manhã no paço municipal de São Bernardo! No Embu, às 14h no coreto do Largo 21 de abril. No Taboão, às 14h na praça Luiz Gonzaga.

Toda força para quem luta por uma vida sem catracas e sem patrões!
Movimento Passe Livre – São Paulo (MPL-SP)

terça-feira, julho 09, 2013

O que está em disputa? O destino do governo Dilma ou o das mobilizações, depois da greve geral de 11 de julho?













Ahora, ya de viejo, vuelvo a los primeros amores: me encanta Lenin por su empirismo. Porque en el fondo ese empirismo es, en rela­ción al proceso histórico, lo más dialéctico que hay(...) Me adelanto a decir, entonces, una comprobación metodo­lógica: un sano empirismo, un sano hálito empírico es lo más dialéctico que hay. Porque, de hecho, este sano empirismo de Lenin es: "Dejemos que los hechos se produzcan, [que] las revoluciones [se produzcan], y después hacemos las teorías". Y no como creo que es más o menos el enfoque de Trotsky: "Hacemos teorías de cómo va a ser una revolución para todo el siglo". (...)¿Qué quiere decir "sano empirismo"? ¿Qué hubiera dicho Lenin? Lenin hubiera dicho: "Soy medio empírico. ¿Por qué no vemos [qué pasa]?; después vemos, ajustamos [la teoría] a la realidad; Y la reali­dad inmediata para [elaborar] política inmediata; la reali­dad más general para [elaborar] teoría más general. Por eso en el problema teórico siempre es un poco tardío. Lenin es uno de los últimos en escribir sobre el imperialismo, pero después redondea [el tema]
Nahuel Moreno Critica a las tesis 
de la revolución permanente de Trotsky
Ao contrário do que pensam aqueles que ainda oferecem o seu apoio crítico ao PT e seu governo, o que está em disputa no Brasil, depois das Jornadas de Junho, não é o destino do governo Dilma, mas o destino das mobilizações que nasceram do mal estar social. O governo Dilma, dez anos depois da eleição de Lula em 2002, não oferece razão alguma para qualquer dúvida. Não tem preocupação maior, senão recuperar o mais rápido possível a estabilidade das instituições. O que mais teme o governo é a amplitude da greve geral de 11 de julho. O que está em disputa é qual será a dimensão da entrada da classe trabalhadora em cena. E quais serão as repercussões da greve geral na consciência de milhões de jovens que foram às ruas.      
Alguns intelectuais de esquerda, chocados pela presença de algo próximo a dois milhões nas ruas, em revolta popular de massa radicalizada, ou seja, muito mais do que protestos, se interrogam, perplexos, por quê? O que foi, talvez, mais pertubador nas Jornadas de Junho, para aqueles que apóiam o governo de coalizão liderado pelo PT, foi o repúdio indiferenciado a todos os governos, não distinguindo Haddad ou Dilma, de Alckmin do PSDB, ou Sérgio Cabral do PMDB, entre outros. Pela primeira vez, governos dirigidos pelo PT foram ridicularizados, denunciados, escrachados nas ruas em manifestações de massas, numa esscala diferente de todas as que desfilaram nos últimos dez anos. A insolência, a irreverência, e a fúria da juventude deixou a intelectualidade próxima ao governo assombrada.
O sentimento antipartidário que irrompeu nas ruas nas Jornadas de Junho é um fenômeno complexo, portanto, como tudo que existe, contraditório. Atingiu, impiedosamente, o PT. E, ainda que com menos intensidade, até os partidos que se posicionam como oposição de esquerda aos governos do PT. Muitos na esquerda se perguntaram se as massas juvenis não estariam sendo manipuladas pela direita para desestabilizar o governo Dilma, e preparar a volta do PSDB e seus aliados ao poder. A propaganda petista do “nunca antes na história deste país”, depois de dez anos de repetição, fez estragos na consciência crítica da militância de esquerda, especialmente, entre os ativistas do movimento da classe trabalhadora organizada.
Admitir que é contraditório, porém, não é suficiente. Qualquer análise tem o desafio de compreender uma dinâmica. De onde vem? Para onde vai? Uma análise sólida não tem compromisso senão com a compreensão da realidade. Análises não podem ser instrumentais. Precisam ser o mais rigorosas possíveis. Que aqueles que saíram às ruas não são reacionários é evidente. 
Acontece que o mais complexo modelo teórico sempre será imperfeito e insuficiente para abarcar as muitas e imprevisíveis combinações históricas concretas. A teoria da revolução está sempre em processo de atualização. O marxismo tinha previsto, por exemplo, que o proletariado seria o sujeito social da revolução anticapitalista. Em consequência tinha prognosticado que os países industrializados de forma pioneira seriam o cenário das primeiras revoluções socialistas vitoriosas. Entretanto, um dos paradoxos históricos mais pertubadores, foi que os trabalhadores só tenham conquistado o poder num país central até hoje, e ainda assim de forma efêmera, na França, durante os dias da Comuna de Paris em 1871, no que poderíamos dizer que foi uma “contramão” da época histórica, porque o capitalismo ainda estava longe de ter esgotado suas possibilidades de desenvolvimento na escala internacional. E a maioria das revoluções anticapitalistas vitoriosas tiveram como sujeitos sociais outras classes. Somente na Rússia Czarista a classe trabalhadora foi o sujeito da derrota do capital. Foi nestas circunstâncias que a teoria da revolução foi reelaborada por Lenin e Trotsky.
É da natureza da discussão teórica a produção de conceitos e idéias como instrumentos de interpretação da realidade, o que supõe a necessidade das comparações e as generalizações. Não se pode realizar trabalho teórico sem o esforço de caracterizações e conceituações.
Na análise da realidade, no entanto, é preciso muito cuidado para não deixarmos nossas preferências teóricas nos cegarem. A teoria deve estar sempre em processo de verificação. O auto-engano é uma armadilha poderosa. Assim como o narcisimo é uma doença infantil intelectual, o auto-engano é uma doença infantil do narcisismo. Que bom quando pensamos ver confirmadas nossas hipóteses!
A construção de conhecimento sério, todavia, exige profunda humildade. Em outras palavras, combater a superficialidade, as generalizações rápidas, portanto, enxergar a situação concreta. Isso significa uma atitude crítica em relação às nossas hipóteses, a disposição de corrigi-las, a percepção de que a realidade é sempre mais surpreendente que os prognósticos que foram feitos, que o conhecimento é uma construção coletiva, que a polêmica ajuda o esclarecimento, que a luta de idéias deve ser feita com respeito pelas hipóteses e argumentos contrários, e muito mais. Exige, portanto, teoria e método.
Ainda que tenha se manifestado de forma explosiva nas ruas nas Jornadas de Junho, há que recordar que irrupções de antipartidarismo já tinham vindo à tona várias vezes nos últimos anos, e não pode ser considerado uma surpresa. O repúdio aos partidos, que são desprezados como os instrumentos dos profissionais da política não é novo. Tem uma dimensão positiva? Como tudo é relativo, é bom lembrar que a ausência de direção é muito melhor que a presença de uma direção burocrática. E superior, incomparavelmente mais avançado, que a liderança de uma direção burguesa.
O domínio dos monopólios sobre o regime democrático está na raiz da corrupção. E a corrupção pessoal dos políticos profissionais está na raiz do ódio da juventude. Esse processo de experiência, ainda que incompleto, porque identifica mais o corrompido do que o corruptor, é progressivo. A luta contra a corrupção, uma forma degenerada de controle político inerente ao capitalismo, é uma luta progresssiva.
Mas o antipartidarismo tem, também, uma dimensão regresssiva: a desconfiança de qualquer instrumento de luta política pelo poder. A conclusão de que “os partidos são todos iguais” é ligeira e ingênua. Para compreendermos o apartidarismo, e o relativo apoliticismo, primeiro há que perceber que têm uma dimensão internacional. São uma expressão da repulsa ao regime eleitoral corrupto.
 Mas a ideia de que o “meu partido é o Brasil” e, portanto, que os partidos seriam, não somente desnecessários, mas um obstáculo, é uma ideia de apelo simples, porém, muito perigosa. O meu partido é o Brasil é uma forma de nacionalismo apolítico, mas não é a antesala do fascismo, embora fascistas tenham se aproveitado, conjunturalmente, do atraso na consciência que este grito de guerra traduz.
Por trás deste atraso, desta confusão, encontramos três ilusões. Primeiro, a ilusão de que uma liderança individual incorruptível seria superior a lideranças coletivas. Não surpreende, mas é muito grave, que a saída política mais popular entre aqueles que foram às ruas em São Paulo, no dia 17 de junho, tenham sido Joaquim Barbosa e Marina Silva. Ninguém, nem uma só pessoa, pode salvar o Brasil. A busca de lideranças individuais salvadoras é uma fantasia apolítica. O que nos remete ao pensamento mágico e à ilusão da liderança individual incorruptível, indivíduos com capacidades, supostamente, fantásticas, a la Janio Quadros, ou Fernando Collor. A luta de partidos, ou seja, instrumentos coletivos de representação de interesses de classe, é incontornável nas sociedades urbanas contemporâneas. Não deve existir mais lugar para caudilhos. Vargas é o passsado do Brasil capitalista ainda em transição para a industrialização. À sua maneira, o lulismo, o caudilhismo carismático, foi uma das consequências da degeneração do PT. Trocar um caudilho por outro seria dramático, caminhar para trás.
Segundo a ilusão de que existe uma solução técnica ideal para administrar a sociedade, ou seja, a fantasia positivista da “ordem e progresso”. Como se não existissem soluções técnicas as mais variadas, que respondem a diferentes interesses de classe.
Terceiro, e pior ainda, invertendo as relações entre causas e efeitos, a perigosa ilusão de que o problema seria a corrupção dos partidos sobre o Estado, e não a corrupção do capitalismo sobre os partidos.
O que está em disputa, portanto, é a consciência de milhões que irão lutar no dia 11 de Julho. A CUT e o PT farão o que puderem para conter, desviar e bloquear o caminho das mobilizações no dia seguinte. A tarefa da hora é abrir o caminho.
FONTE: OPINIÃO SOCIALISTA

segunda-feira, julho 08, 2013

Quadro parcial das categorias ligadas à CSP-Conlutas que vão participar do 11 de julho











A CSP-Conlutas reafirma sua participação no 11 de julho a partir de suas entidades e movimentos filiados em diversos estados e categorias de trabalhadores.   

A Coordenação Nacional da Central, reunida neste final de semana (de 5 a 7), em São Paulo, fez um levantamento das categorias, base da Central, que já aprovaram participação no dia 11 de julho. É um levantamento ainda parcial, uma vez que há categorias que ainda estão aprovando em assembleias como atuarão neste dia de luta.   

Segundo o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes, realizar um forte protesto nacional, com greves e paralisações em todos os setores, será um primeiro passo importante para fortalecer a luta que até agora se expressava apenas nas de manifestações de rua. “São os trabalhadores organizados que agora entram na luta para cobrar do governo Dilma o atendimento das nossas reivindicações. Mas trata-se de um primeiro passo. A luta continuará, e mais forte ainda, depois do dia 11”, diz o dirigente.    

Categorias nacionais - Os servidores públicos federais, organizados no Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, que envolve a base de diversos setores como Saúde, Educação, Previdência, IPEN, MTE, Ibama, DNIT (já em greve nacional), Incra, Marinha Mercante, IBGE, Fiocruz e outros órgãos federais, estão orientados a realizar uma  paralisação de até 24 horas.   

A Fasubra (técnicos administrativos das universidades federais, cujas diversas representações estaduais são ligadas à CSP-Conlutas), que representa quase 200 mil servidores federais em todo o país, deliberou em sua Plenária Nacional, realizada nos dias 5 e 6 de julho, greve geral em todas as universidades neste dia 11.   

O Sinasefe (Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) está orientando suas entidades a participarem do dia de luta.   

O Andes-SN (docentes das universidades federais) orientou a participação, com paralisações, a todas as suas representações nos estados.   

Essas categorias nacionais já estão com atividades marcadas na ampla maioria dos estados.   

Os estudantes ligados a ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre) vão convocar as manifestações de ruas.   

As categorias ligadas à CSP-Conlutas estão convocadas a participarem das manifestações de rua que ocorrerem no dia nas várias cidades brasileiras.   Setor operário - Categorias importantes se somarão à luta de outras categorias organizadas no conjunto das bases das centrais. 

A CSP-Conlutas está impulsionando, entre outras, a paralisação dos metroviários de São Paulo; os metalúrgicos de São José dos Campos e região vão paralisar fábricas e, provavelmente, bloquear rodovias, se somando às atividades dos metalúrgicos de São Paulo e do ABC. Também estão em preparação para o dia 11 os metalúrgicos e trabalhadores da mineração de Minas Gerais – com iniciativas em diversas cidades. Os operários da construção – civil e pesada – estão aprovando paralisações em sete cidades do Pará – inclusive Altamira, cuja base é parte dos trabalhadores de Belo Monte, em Fortaleza (CE) e Suape (PE). Os petroleiros de Sergipe e Alagoas também vão realizar atividades e os petroleiros da Baixada Santista (SP) devem fazer greve. Os trabalhadores dos Correios de Pernambuco farão paralisação. 

Além desses, param suas atividades os trabalhadores em processamento de dados de Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC). Participam ainda do dia 11 de julho, os comerciários do interior do Rio Grande do Sul e de Nova Iguaçu (RJ).   

Categorias dos serviços públicos regionais – Assim como os servidores públicos federais estão encaminhando paralisações e atividades nos estados – entre eles os judiciários federais – diversas categorias de servidores públicos estaduais e municipais também vão realizar atividades. 

Entre elas, impulsionadas ou com a participação pela CSP-Conlutas, os trabalhadores da educação e saúde municipais em diversas cidades em Minas Gerais, entre elas Belo Horizonte; professores estaduais, judiciário estadual, área da saúde estadual e trabalhadores de escolas no Rio de Janeiro; trabalhadores da educação estadual e várias redes municipais do Rio Grande do Sul; funcionalismo municipal em diversas cidades e professores estaduais de Santa Catarina; trabalhadores da saúde do Rio Grande do Norte; trabalhadores estaduais e municipais de Pernambuco e servidores municipais do Piauí e Maranhão.

FONTE: CSP-CONLUTAS