Valoriza herói, todo sangue derramado afrotupy!

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Número de alunos do ensino médio cai 0,7% de 2012 a 2013


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Números do Censo mostram 
uma retração  na etapa do 
aprendizado que vive  a pior 
crise da educação brasileira


O número de alunos do ensino médio, etapa que vive a principal crise na educação brasileira, caiu 0,7% entre 2012 e 2013, revelam dados do Censo da Educação Básica 2013 divulgados nesta terça-feira pelo Ministério da Educação (MEC). Segundo a pesquisa, havia no país 8.312.815 alunos no ano passado, 64 mil a menos do que em 2012.

Considerando o total de matrículas no ensino básico, que abrange das creches à educação de jovens e adultos, o conjunto de estudantes brasileiros diminuiu de 50,5 milhões para 50 milhões. No geral, o MEC considera a queda positiva, já que ela é puxada pelo ensino fundamental, devido à redução das taxas de repetência. Na medida em que mais crianças passam de ano e avançam de série, cresce o número de concluintes e diminui o universo de estudantes.
Outro fator que contribui para a diminuição de matrículas no fundamental é a redução do número de crianças que nascem a cada ano no país. raciocínio não vale, no entanto, para o ensino médio. Isso porque na faixa etária do ensino fundamental, dos 6 aos 14 anos, 98% dos brasileiros já estão na escola. Ou seja, quase todas as crianças já estão estudando. Na faixa de 15 a 17 anos, porém, que corresponde à idade adequada para o ensino médio, cerca de 15% dos brasileiros estão fora da escola. Sem falar que grande parte está matriculada, mas em séries atrasadas.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), José Francisco Soares, disse que o problema do ensino médio é histórico e que a taxa média de aprovação no 1.º ano gira em torno de 70%. O ministro da Educação, José Henrique Paim, admitiu que é preciso melhorar o ensino médio:
- Temos um grande desafio pela frente. Lançamos o pacto pelo ensino médio recentemente. Queremos avançar mais – disse Paim.

O censo mostra que, nas quatro séries dos anos finais do ensino fundamental, havia no país 13,3 milhões de estudantes, ante 8,3 milhões no ensino médio, que é formado por apenas três séries. Embora não seja possível comparar o total de alunos de quatro séries com o de três, a diferença de 5 milhões de alunos a menos no ensino médio, em relação aos anos finais do fundamental, dá uma ideia de que um vasto número de alunos ficou pelo caminho.

Para o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Oliveira, a queda nas matrículas do ensino médio evidenciam a necessidade de reforma do setor. Ele lembra que muitos jovens de 15 a 17 anos - idade adequada para o ensino - ainda estão no ensino fundamental por repetência. E quando eles finalmente conseguem avançar, grande parte acaba desistindo dos estudos ao se deparar com um currículo desatualizado, optando por chances no mercado de trabalho formal e até informal.

Ainda segundo João Batista, outros estudantes com idade mais avançada também acabam migrando do ensino médio para a Educação de Jovens e Adultos (EJA):
- Como o ensino médio está descolado de toda a realidade, as pessoas são realistas e pulam fora. O problema é que não se está reduzindo o número de vagas. Está se reduzindo o interesse do aluno. O governo é incapaz de entender que é preciso reformar o ensino médio, diversificar. E o povo também tem parte de culpa porque só pensa no vestibular.

FONTE: O GLOBO / DEMÉTRIO WEBER 

















Mentiras e verdades sobre a situação na Venezuela


Mídia venezuelana e internacional 
difundem uma versão distorcida
 dos fatos; a aposta da direita 
é tornar o país ingovernável

Nos últimos dias a Venezuela voltou às manchetes dos jornais do mundo devido a uma série de manifestações de rua. Abaixo, apresento uma série de mentiras alardeadas pela chamada “grande mídia” e as suas respectivas verdades.
Mentira: Os opositores saíram às ruas porque estão descontentes com os rumos do país e querem melhorar a situação.
Verdade: O que está em curso na Venezuela é o chamado “golpe em câmera lenta”, que consiste em debilitar gradualmente o governo até gerar as condições para o assalto direto ao poder. O atual líder oposicionista, Leopoldo López, não esconde esse objetivo, ao pregar aos seus partidários que permaneçam nas ruas até o que ele chama de “La Salida”, ou seja, a derrubada do governo. O roteiro golpista, elaborado com a participação de agentes dos Estados Unidos, combina as manifestações pacíficas com atos violentos, como a destruição de patrimônio público, bloqueio de ruas e atentados à vida de militantes chavistas. A mídia venezuelana e internacional tem um papel de destaque nesse plano, ao difundir uma versão distorcida dos fatos. A aposta da direita é tornar o país ingovernável. Trata-se de criar uma situação de caos até o ponto em que se possa dizer que o país está “à beira da guerra civil” e pedir uma intervenção militar de estrangeiros. Outro tópico desse plano é a tentativa de atrair uma parcela das Forças Armadas para a via golpista. Mas isso, até agora, tem se mostrado difícil.
Mentira: A Venezuela é um regime autoritário, que impõe sua vontade sobre os cidadãos e reprime as manifestações opositoras.
Verdade: Existe ampla liberdade política no país, que é regido por uma Constituição democrática, elaborada por uma assembleia livremente eleita e aprovada em plebiscito. Nos 15 anos desde a chegada de Hugo Chávez à presidência, já se realizaram 19 consultas à população – entre eleições, referendos e plebiscitos – e o chavismo saiu vitorioso em 18 delas. Foram eleições limpas e transparentes, aprovadas por observadores estrangeiros das mais diferentes tendências políticas, inclusive de direita. O ex-presidente estadunidense Jimmy Carter, que monitorou uma dessas eleições, declarou que o sistema de votação venezuelano é “o melhor do mundo”. Esse mesmo sistema eleitoral viabilizou a conquista de inúmeros governos estaduais e prefeituras pela oposição. Há no país plena liberdade de expressão, sem qualquer tipo de censura.
Mentira: Quem está protestando contra o governo é porque “não aguenta mais” os problemas do país.
Verdade: A tentativa golpista, na qual se inserem as manifestações da direita, reflete o desespero da parcela mais extremista da oposição, que não se conforma com o resultado das eleições de 2013. Esse setor desistiu de esperar pelas próximas eleições presidenciais, em 2019, ou mesmo pelas próximas eleições legislativas, em 2016, ou ainda pela chance de convocar um referendo sobre o mandato do presidente Nicolás Maduro, no mesmo ano. Essas são as regras estabelecidas pela Constituição – qualquer coisa diferente disso é golpe de Estado. A direita esperava que, com a morte de Chávez, o processo de transformações sociais conhecido como Revolução Bolivariana, impulsionado pela sua liderança, entrasse em declínio. Apostava também na divisão das fileiras chavistas, abrindo caminho para seus inimigos. A vitória de Maduro – o candidato indicado por Chávez – nas eleições de abril de 2013, ainda que por margem pequena (1,7% de diferença), frustrou essa expectativa. Uma última cartada da oposição foi lançada nas eleições municipais de dezembro do ano passado. Seu líder, Henrique Capriles (duas vezes derrotado em eleições presidenciais), disse que elas significariam um “plebiscito” sobre a aprovação popular do governo federal. Mas os votos nos candidatos chavistas superaram os dos opositores em mais de 10%, e o governo ganhou em quase 75% dos municípios. Na época, a economia do país já apresentava os problemas que agora servem de pretexto para os protestos, e ainda assim a maioria dos venezuelanos manifestou sua confiança no governo de Maduro. Diante disso, um setor expressivo da oposição resolveu apelar para o caminho golpista.
Mentira: O governo está usando violência para reprimir os protestos.
Verdade: Nenhuma manifestação foi reprimida. O único confronto entre policiais e opositores ocorreu no dia 17 de fevereiro, quando, ao final de um protesto, grupos de choque da direita atacaram edifícios públicos no centro de Caracas, incendiando a sede da Procuradoria- Geral da República e ferindo dezenas de pessoas. Nestas últimas semanas, as ações violentas da oposição têm se multiplicado pelo país. A casa do governador (chavista) do Estado de Táchira foi invadida e depredada. Caminhões oficiais e postos de abastecimento têm sido destruídos. Recentemente, duas pessoas, que transitavam de motocicleta, morreram devido aos fios de arame farpado que opositores estendem a fim de bloquear as ruas.
Mentira: O governo controla a mídia.
Verdade: Cerca de 80% dos meios de comunicação pertencem a empresas privadas, quase todas de orientação opositora. Mas o governo recebe o apoio das emissoras estatais e também de centenas de rádios e TVs comunitárias, ligadas aos movimentos sociais e às organizações de esquerda. Isso garante a pluralidade política e ideológica na mídia venezuelana – algo que, infelizmente, não existe no Brasil, onde a direita controla quase totalmente os meios de comunicação.
Mentira: Os Estados Unidos acompanham a situação à distância, preocupados com os direitos humanos e os valores democráticos, para que não sejam violados.
Verdade: Desde a primeira posse de Chávez, em 1999, o governo estadunidense tem se esforçado para derrubar o governo venezuelano e devolver o poder aos políticos de direita. Está amplamente comprovado o envolvimento dos Estados Unidos no golpe de 2002, quando Chávez foi deposto por uma aliança entre empresários, setores militares e emissoras de televisão. Desde então, a oposição tem recebido dinheiro e orientação de Washington.
Mentira: Os problemas no abastecimento transformaram a vida cotidiana num inferno.
Verdade: Existe, de fato, a falta constante de certos bens de consumo, como roupas, produtos de higiene e limpeza e peças para automóveis, mas o acesso aos produtos essenciais (principalmente alimentos e medicamentos) está garantido para o conjunto da população. Isso ocorre graças à existência de uma rede de 23 mil pontos de venda estatais, espalhados por todo o país, sobretudo nos bairros pobres. Lá, os preços são pelo menos 50% menores do que os valores de mercado, devido aos subsídios oficiais. É importante ressaltar que o principal motivo da escassez não é nem a inexistência de dinheiro para realizar importações nem a incapacidade do governo na distribuição dos produtos. Grande parte das mercadorias em falta são contrabandeadas para a Colômbia por meio de uma rede clandestina à qual estão ligados empresários de oposição.
Mentira: A atual onda de protestos é protagonizada pela juventude, que está em rebelião contra o governo.
Verdade: Os jovens que participam dos protestos pertencem, na sua quase totalidade, a famílias das classes alta e média-alta, que constituem a quarta parte da população. Isso pode facilmente ser constatado pela imagem dos estudantes que aparecem na mídia. São, quase todos, brancos – grupo étnico que não ultrapassa 20% da população venezuelana, cuja marca é a mistura racial. E não é por acaso que os redutos dos jovens oposicionistas sejam as faculdades particulares e as universidades públicas de elite. Os jovens opositores são minoria. Do contrário, como se explica que o chavismo ganhe as eleições em um país onde 60% da população têm menos de 30 anos? Uma pesquisa recente, com base em 10 mil entrevistas com jovens entre 14 e 29 anos, revelou que 61% deles consideram o socialismo como a melhor forma de organização da sociedade, contra 13% que preferem o capitalismo.
Mentira: A economia venezuelana está em colapso.
Verdade: O país enfrenta problemas econômicos, alguns deles graves, como a inflação de mais de 56% nos últimos 12 meses. Mas não se trata de uma situação de falência, como ocorre na Europa. A Venezuela tem superávit comercial, ou seja, exporta mais do que importa, e possui reservas monetárias para bancar ao menos sete meses de compras no exterior. É um país sem dívidas. A principal dificuldade econômica é a falta de crédito, causada pelo boicote dos bancos internacionais.
Mentira: A insegurança pública está cada vez pior.
Verdade: A Venezuela enfrenta altos níveis de criminalidade, assim como outros países latino-americanos, inclusive o Brasil. Esse tema é uma das prioridades do governo Maduro, que chegou a mobilizar tropas do Exército no policiamento de certas áreas urbanas, com bons resultados. A melhoria da segurança pública foi justamente o tema do diálogo entre o governo e a oposição, iniciado no final do ano passado, por iniciativa do presidente. O próprio Chávez, em seu último mandato, criou a Polícia Nacional Bolivariana, a fim de compensar as deficiências do aparato de segurança tradicional, famoso pela corrupção. Outra estratégia é o diálogo com as “gangues” juvenis a fim de afastá-las do narcotráfico e atraí-las para atividades úteis, como o trabalho na comunidade e a produção cultural. A grande diferença entre a Venezuela e o Brasil, nesse ponto, é que lá o combate à criminalidade ocorre num marco de respeito aos direitos humanos. A política de segurança pública venezuelana descarta o extermínio de jovens nas regiões pobres, como ocorre no Brasil.

FONTE:BRASIL DE FATO

Paco de Lucía: morreu o guitarrista que universalizou o flamenco


Paco de Lucía, o grande renovador do flamenco, 
morreu aos 66 anos numa praia do México. 



O guitarrista espanhol Paco de Lucía morreu na última madrugada, aos 66 anos. O músico sofreu um enfarte cardíaco enquanto se encontrava numa praia, no México, de acordo com a imprensa espanhola.
Nascido a 21 de Dezembro de 1947, em Algeciras, Francisco Sánchez Gómez fez carreira como compositor, produtor e guitarrista, notabilizando-se como um dos principais intérpretes do flamenco, género que tentou reinventar e renovar.
"Não tenho medo que se perca a essência do flamenco", declarou em Agosto de 2004, depois de receber o Prémio Príncipe das Astúrias, distinção maior das artes e da cultura em Espanha. Foi, segundo diz o jornal El País, um "revolucionário da guitarra", alguém que se converteu numa referência mundial.
Começou a subir aos palcos ainda em tenra idade, aos 12 anos, na terra natal. O sucesso comercial chegaria na década de 1970, com uma rumba, Entre dos aguas.
"Um guitarrista tem de ter mais do que ritmo, tem de ter ar. Ar é fundamental", declarou na mesma entrevista de 2004, quando o seu país lhe outorgou o prémio Príncipe das Astúrias. Paco de Lucía tinha esse horizonte largo: mesclou o flamenco com jazz, com bossa nova, com blues, com outros géneros musicais que atravessam o mundo e o planeta como ele atravessou. Fez múltiplas digressões mundiais e depois de viver alguns anos no México, voltaria a fixar-se em Espanha. 
A sua morte foi anunciada pela câmara de Algeciras. Na altura, encontrava-se em Cancun, no México, onde tinha casa. Estava numa praia quando subitamente se sentiu indisposto. 
Era filho do guitarrista de flamenco Antonio Sanchez e de Lucía Goméz "La Portuguesa", assim denominada por ter origens portuguesas. Irmão do guitarrista de flamenco, Ramon, e do cantor de flamenco, Pepe, viria a ser o membro da familia que ganhou maior projecção. Para além da sua forma de tocar singular, viria a tornar-se muito conhecido pelas muitas colaborações que foi encetando ao longo dos anos.
Gravou dez álbuns nas décadas de 1960 e 1970 com o vocalista de flamenco El Camaron de La Isla. Colaborou também com o pianista americano Chick Corea e nos anos 1980 deu-se a sua associação com os guitarristas John McLaughlin e Al DiMeola, juntos viajando pelo mundo, mostrando todo o seu virtuosismo perante salas esgotadas.
Entre os discos com o seu sexteto, que inclui os irmãos Ramon e Pepe, encontram-se obras como La Fabulosa Guitarra de Paco de Lucia (1967)Fantasia Flamenca (1969)Fuente y Caudal (1973)ou Almoraima (1976). No início dos anos 1980, editaram os álbunsSolo Quiero Caminar (1981) e Live... One Summer Night (1984), talvez os seus registos mais expressivos como colectivo.
“Nunca perdi a ligação com as raízes na minha música”, afirmou numa entrevista na década de 1990. “O que tentei fazer foi situar-me na tradição e, ao mesmo tempo, procurar noutros territórios, procurar coisas novas para transportar para o flamenco.”
Começou a tocar com o pai e o irmão aos cinco anos, fazendo a sua primeira aparição pública aos 11 na Rádio Algeciras em 1958. Um ano depois recebeu um prémio especial no Concurso Internacional de Flamenco de Jerez de la Frontera e, aos 16 anos, foi convidado para se juntar à trupe de flamenco liderada pelo bailarino Jose Greco.
Três anos mais tarde, ao conhecer Sabicas, o primeiro guitarrista de flamenco a andar em digressão pelo mundo, este incentivou-o a encontrar o seu próprio estilo de tocar. Apesar de nos dois primeiros álbuns a solo (La Fabulosa Guitarra de Paco de Lucia de 1967 e Fantasia Flamenca de 1969) se ter mantido fiel ao flamenco tradicional, nunca mais parou de tentar encontrar a sua própria aproximação ao género, acabando por emergir como o grande renovador do flamenco.
Ao longo dos anos actuou por diversas vezes em Portugal, a última das quais em 2004.
FONTE: PÚBLICO / Portugal

Empresas de maconha nos EUA 'imploram' a bancos que aceitem seu dinheiro










Medicine Man é uma das maiores
 revendedoras de maconha do Colorado
A empresa de Elliot Klug não está
 no ramo de segurança – 
mas bem que poderia estar.

"Digamos que eu tenho alguns
 funcionários armados", diz ele.

O empresário é dono da Pink House, uma das lojas de maconha vendida legalmente no Estado americano do Colorado. Klug conta que não conseguiu achar um banco que aceite os milhares de dólares em espécie que a empresa recebe diariamente desde a legalização da maconha por motivos recreacionais no Estado, ocorrida em 1º de janeiro deste ano.

"Até mesmo carros blindados receberam a orientação de não trabalhar conosco", diz Klug.

A maconha foi legalizada no Estado, mas as instituições bancárias são reguladas por leis federais que as proíbem de receber dinheiro relacionado ao cultivo e venda da droga – que, tecnicamente, ainda é considerada ilegal no âmbito nacional.

O governo de Barack Obama tentou convencer os bancos de que não pretende processá-los por fazer negócio com as empresas de maconha do Colorado, e divulgou novos procedimentos na semana passada. Ainda assim, os bancos não estão convencidos.

"Um ato do Congresso é a única forma de resolver esse problema", diz o presidente da Associação de Banqueiros do Colorado, Don Childears, que continua recomendando que os bancos recusem dinheiro oriundo da venda de maconha, para se protegerem de possíveis acusações de lavagem de dinheiro.

Mas a indústria da maconha não para de crescer. A previsão é de que ela movimente cerca de US$ 10,2 bilhões até 2018, e a pergunta continua: o que fazer com esse dinheiro todo?

'Não somos traficantes'
O uso recreacional da maconha passou a ser permitido no Colorado apenas desde o começo deste ano, mas a utilização medicinal já está vigor há dez anos.

A maioria das empresas estabelecidas no ramo medicinal consegue usar os bancos de forma legal. Uma delas, a Simply Pure, trabalha desde 2010 no ramo de alimentos com maconha – produzindo brownies, biscoitos, molhos e pasta de amendoim.

Em um ano de fundação, a empresa já fazia negócios com 400 lojas de venda de maconha. Mas tudo isso foi interrompido de forma súbita em 2012 quando o banco Wells Fargo suspendeu a conta corrente da Simply Pure.

"Eles disseram que estavam pondo fim a todas as relações com pessoas que tivessem alguma ligação com maconha. Mesmo tendo a certeza de quem éramos – de que não éramos traficantes nem integrantes de cartéis", diz Wanda James, que é dona da empresa.

A Simply Pure acabou fechando cinco meses depois da decisão do banco.
Nos últimos dois anos, o governo Obama já emitiu quatro comunicados diferentes sobre a relação entre bancos e maconha. O problema é que o Executivo – que está sob controle do presidente – não é quem dita as regras do jogo neste caso. Isso cabe ao Legislativo.

Maconha
Maconha deve movimentar US$ 10,2 bilhões até 2018
Banqueiros temem não só a possibilidade de serem presos, como também multas e a suspensão de suas licenças.

Medicine Man Denver, que é um dos maiores fornecedores da região, conseguiu costurar um acordo com um banco local. Ainda assim, os termos não são os melhores, e o banco não fornece empréstimos.

A empresa pensa agora em como operar quase que exclusivamente com dinheiro em espécie.

"É muito duro, somos uma indústria legítima, estamos dentro do escopo da legislação do Colorado, mas ainda somos tratados como cidadãos de terceira classe em muitos níveis", diz Sally Vander Veer, diretora da empresa.

O sentimento é o mesmo de Wanda James, que promete reabrir a Simply Pure no futuro.

"O Estado do Colorado recebeu mais de US$ 20 milhões em receitas, e eles podem receber o dinheiro e depositar no banco. Mas nós não podemos depositar o mesmo dinheiro no nosso banco", diz ela.

FONTE: Kim Gittleson / Da BBC News em Denver, no Colorado

Ilegalidades nas ações da PM devem inflar atos de março








se passaram oito meses desde junho, quando os protestos começaram nas ruas de São Paulo. Faltam quatro meses para a Copa. Houve tempo para que as autoridades tentassem compreender o que está ocorrendo, mas depois da noite de sábado fica cada vez mais evidente que a PM e a Secretaria de Segurança navegam como uma nau sem rumo. A direção varia conforme o vento e o humor da opinião pública, com estratégias que mudam de acordo com o coronel que comanda o leme. Não existe uma clara visão de Governo sobre o problema. Quem decide sobre esse temas tão delicados para o Estado parecem ser os coronéis, como se as manifestações fossem caso de polícia em vez de uma questão política.
Na tarde de ontem, o comando da PM comemorava o “sucesso” da intervenção. O que talvez os militares não perceberam, mas que estava evidente pela repercussão nas redes sociais e pelas novas articulações que passam a ser feitas, é que muito provavelmente eles jogaram mais gasolina na fogueira. Movimentos sociais passam a reforçar o coro que antes estava mais restrito aos black blocs. É como se os  ilegalidades cometidas pelas autoridades legitimassem a luta nas ruas. Algo que já havia ocorrido em junho. As jornadas ganharam fôlego na mesma proporção em que autoridades praticaram abusos testemunhados pela população. Jornalistas ainda não aprenderam a prever o futuro. Mas a partir do que vi no passado, eu poderia apostar: a manifestação do dia 13 de março vai ser maior.
O blog conversou no domingo com outros jornalistas, advogados, manifestantes e autoridades que participaram dos protestos no sábado. Os abusos foram incontáveis. A detenção para averiguação, por exemplo, que já vinha sendo contestada desde junho por ser anticonstitucional, passou a ser feita no atacado, sem qualquer constrangimento. A prática foi comum ditaduras, quando suspeitos eram detidos para serem fichados pelo regime. Com a reinstaurarão da democracia, apenas aqueles que fossem pegos praticando crimes em flagrante poderiam ser levados. Não foi o que se viu ontem. Entre as mais de 300 pessoas detidas, ninguém estava de fato desrespeitando a lei. Em algumas das sete delegacias onde estavam, advogados e detidos relataram que foram tiradas fotos de pessoas com nomes escritos em plaquinhas. Cena que provocou arrepios em antigos opositores do regime militar que a testemunharam.
O uso da força, para variar só um pouquinho, foi ilegítimo. O que se viu foi violência. Uma jornalista de O Estado de S. Paulo, há pouco mais de um ano na redação e recém saída da faculdade, levou uma pancada com cassetete na cabeça e apanhou junto com um grupo de cerca de 50 pessoas que estava rendido no Vale do Anhangabaú. Os policiais deixaram o grupo sair do cerco e depois passaram a correr atrás deles para detê-los e, em alguns casos, agredi-los. Qual o objetivo desse absurdo? São policiais ou são holigans?
Um jornalista de O Globo levou um sossega leão e foi puxado pelo pescoço por mais de 20 metros porque filmava policiais trabalhando. Disse que era repórter e teve o celular quebrado. Foi solto minutos depois por um capitão ao avisar que iria denunciar o abuso na Corregedoria (órgão que; aliás, desde junho, não puniu nenhum policial por abusos nas manifestações). O sossega leão foi apenas uma das equivocadas demonstrações de violência da chamada Tropa de Braço ou Tropa Ninja, formada por lutadores de artes marciais que, segundo testemunharam jornalistas, deram suas braçadas sem identificação nos uniformes.
Um fotógrafo, inclusive, teve seu equipamento quebrado pelos policiais. Nas delegacias, advogados que ajudavam manifestantes foram acusados por alguns de seus pares de buscarem ilegalmente sua clientela. Um profissional voluntário foi agredido por outro advogado. Jornalistas e advogados não são piores nem melhores que manifestantes. A gravidade de que agressões sejam direcionadas a estes profissionais é que deixa clara a intenção de coibir acesso a direitos e a informação.
O que estava claro é que havia uma nova estratégia da PM para lidar com os protestos. O plano do coronel Celso Luís Ferreira era bem diferente do levado ao cabo por seus antecessores. Foi abandonada as tentativas de diálogo que o coronel Reynaldo Rossi tentara estabelecer nas ruas durante as manifestações anteriores. Rossi foi transferido depois de ser agredido na rua por manifestantes no ano passado. O desgaste do quebra-quebra vinha levando naturalmente a um desgaste dos protestos, que perdia apoio popular.
Na nova tática, voltava para o front o tenente-coronel Ben-Hur, que acabou perdendo o controle de seus policiais em junho, quando eles se refastelaram em agressões contra manifestantes diante das câmeras, evento que acabou se transformando no gatilho para trazer a massa da população aos protestos e catapultar as jornadas de junho. Naquele dia, a PM achou que conseguiria impedir a chegada dos manifestantes na Avenida Paulista. Deu no que vimos. Mas a crença da polícia em sua onipotência estava de volta.

No início, segundo os relatos, os protestos estavam tranquilos e havia cerca de 2 mil pessoas nas ruas, muitas delas vindos dos blocos de carnavais do centro. A PM usou dois mil homens para tentar sufocar os protestos. Agrediu e bateu nos manifestantes para depois celebrar o sucesso da ação. Para usar os termos militares, talvez tenha ganhado a batalha, mas não a guerra. Junho mostrou que as manifestações podem reagir como uma Hidra. Ao cortar uma de suas sete cabeças, novas cabeças aparecem. Em vez de sufocar, violência garante mais fôlego aos manifestantes.

FONTE: Bruno Paes Manso / blogs.estadao

Seis notas para compreender o que acontece na Ucrânia




Nos últimos três dias pelo menos 86 pessoas morreram na praça central de Kiev e nos seus arredores. O que causou este banho de sangue?


Antes de responder à pergunta, permitam-me retroceder umas semanas para recordar qual era a situação na praça.

No final de novembro, milhares de manifestantes tomaram o centro de Kiev, instalaram um acampamento e protegeram-no com uma espetacular fortificação de barricadas.

Durante dois meses a situação permaneceu “relativamente” estável (comparada com o que ocorreu nas últimas horas). Os polícias anti-motim esperavam no outro lado das barricadas e davam-se confrontos entre os dois lados, mas o território controlado pelos manifestantes e pela polícia permanecia mais ou menos estável.

Quando visitei Kiev há três semanas escrevi um post com o título “O que ocorre na Ucrânia?” Talvez seja útil como complemento a este.

Quando começou a onda de violência sem controle?

Nesta terça-feira, os manifestantes começaram a marchar para o Parlamento, que se encontra a cerca de trezentos metros da sua última barricada.

Os Berkut, as forças especiais da polícia, bloquearam o possível assalto ao Parlamento e lançaram um contra-ataque para tomar o acampamento.

Nessa noite morreram pelo menos 26 pessoas entre manifestantes e polícias.

De manhã, os polícias anti-motim tinham conquistado metade do acampamento.

Aqui têm duas fotografias para compreender qual era a situação antes e depois da noite de batalha.

A) Situação da praça até terça-feira à tarde: ocupada pelos manifestantes como esteve durante os dois meses anteriores. 

B) Situação da praça na quarta-feira de manhã: a polícia controla metade.

Bom, então na quarta-feira de manhã a polícia tinha controlada metade do acampamento. E depois o que se passou?

Durante a quarta-feira a situação permaneceu estável. Os anti-motim desmontavam as barricadas da zona que tinham conquistado enquanto, a poucos metros, os manifestantes gritavam que não retrocederiam mais.

O inferno aconteceu às dez da manhã de quinta-feira. Em poucos minutos pelo menos 60 pessoas morreram e centenas ficaram feridas.

Os anti-motim tiveram que retroceder e abandonaram as posições que tinham recuperado apenas um dia antes.
(Devo reconhecer que nessa manhã apanhei um susto).

Três dias e 86 mortos depois, cada lado voltou às suas posições iniciais. A tragédia e o absurdo.

E aqui quem são os bons e quem são os maus?

Não creio que haja irmãs da caridade em nenhum dos dois lados. Os confrontos (pelo menos os que eu presenciei) foram entre bárbaros e bárbaros: linchamentos, balas reais, franco-atiradores.

Alguns meios de comunicação dizem que todos os manifestantes são de extrema direita, é verdade?

muitos militantes de extrema direita. Fotografei vários desses grupos para outro post. Mas dizer que são a grande maioria parece-me erróneo. Basta descer à praça e falar com as pessoas.

Conheci bastantes manifestantes que estão simplesmente fartos dos partidos políticos, cansados da corrupção e da falta de oportunidades.

É certo que o número de moderados desceu notavelmente nos últimos dias: após verem morrer dezenas de pessoas, muita gente razoável preferiu não arriscar e voltou para casa.

Os que ficam sabem que se está a arriscar a vida em cada momento. E claro, para isso os extremistas são mais fáceis de convencer. Um deles dizia-me anteontem: “Ou vêm com os tanques e passam-me por cima ou eu não me movo daqui até que Yanoukovich se demita”.

Alguns jovens universitários que conheci na praça há três semanas disseram-me que têm demasiado medo e que por isso se foram embora.

Isto é uma batalha entre a Rússia e o Ocidente?

No conflito da Ucrânia sobrepõem-se batalhas a vários níveis:

A) É um conflito entre a Rússia e o Ocidente pela sua influência na Ucrânia.

B) É um conflito nacional entre Yanoukovich e a oposição pelo controle do país.

C) É um conflito social entre os políticos e os cidadãos que não se sentem representados nem pelo presidente nem pela oposição.

D) É um conflito civil entre grupos da extrema direita nacionalista e a população de língua russa da zona leste do país e da região autônoma da Crimeia. 

Quanto mais tempo passo na praça, quanto mais argumentos escuto, mais complicada me parece esta história.

FONTE: Artigo de Alberto Sicília em Kiev, publicado no blogue Principia Marsupia. Tradução de Carlos Santos para esquerda.net

terça-feira, fevereiro 25, 2014

O que pode aprender o PT com os erros dos comunistas italianos?




O que acontece quando um partido 
de matiz socialista
 passa a defender os instrumentos 
de repressão de 
um Estado que segue sob
 hegemonia burguesa



Corria o ano de 1976. O Partido Comunista Italiano alcança 36% dos votos nas eleições parlamentares (quase o dobro do PT em disputas pela Câmara dos Deputados). O secretário-geral do partido, Enrico Berlinguer, anuncia a política de solidariedade nacional. Apesar de não integrar o governo hegemonizado pela Democracia Cristã, passaria a apoia-lo no parlamento. O objetivo era dar estabilidade política ao país, que vivia longa situação de empate entre esquerda e direita, abrindo hipoteticamente caminho junto ao eleitorado mais conservador.

Esta política provoca muita tensão em setores do partido. Não há dissidências expressivas, mas o diálogo com a juventude estudantil e operária, cujo ápice de mobilização tinha ocorrido nos anos anteriores, é bastante afetado. Organizações extra-parlamentares ganham espaço para liderar parcelas da esquerda, em um rumo oposto ao pregado pelos comunistas.

Nesse caldo de cultura - que combina o quadro internacional com a podridão da DC e a guinada do PCI -, emerge a luta armada na Itália, até então circunscrita a ações de propaganda. As Brigadas Vermelhas, fundadas em 1970, conquistam certo apoio e se lançam na chamada "estratégia da tensão", declarando guerra aberta ao Estado burguês. Sua principal ação: o sequestro e assassinato, em 1978, do ex-primeiro ministro Aldo Moro, um dos chefes máximos da Democracia Cristã.

A direita pressiona por mudanças legais e constitucionais. Aspira por leis de exceção que permitissem a radicalização da repressão não apenas contra as Brigadas e outras organizações combatentes, mas contra o chamado "movimento" - os numerosos grupos sociais que davam suporte, direto ou indireto, à luta armada.

O PCI vive, então, um impasse. Romper com a política de solidariedade nacional, defendendo a Constituição e recompondo sua influência à esquerda. Ou manter seu compromisso com a DC, abraçando as políticas repressivas. Prevalece a segunda hipótese. A Itália passa a ter juízes sem rosto, suspensão de garantias constitucionais, aceitação de culpa por presunção, repressão massiva sem ordem judicial. Com o aval comunista.

Após alguns anos, as Brigadas estavam derrotadas. Quem havia se fortalecido era a direita mais dura, no seio da DC. O PCI tinha perdido influência e vê sua votação decair fortemente. Berlinguer se dá conta do erro cometido desde 1976 e comanda a virada da política no início dos anos 80, voltando à estratégia de confrontação contra as classes dominantes e o conservadorismo.

O partido recupera um pouco de sua força. Com a morte súbita do secretário-geral, em 1984, chega aos 33% dos votos nas eleições europeias e é, pela primeira vez, o partido mais votado da Itália. O "efeito Berlinguer", no entanto, dura pouco. A decadência eleitoral e social se impõe nos anos seguintes. Uma forte corrente revisionista, forjada durante a política de solidariedade nacional, impede que se consume a guinada proposta pelo líder comunista antes de sua morte.

Final dos anos 80. Crise do socialismo. Colapso da União Soviética. A queda de influência se combina com o caos político-ideológico. A ala de direita assume o comando e liquida o PCI, que passa a se chamar Democratas de Esquerda, depois apenas Democratas e finalmente Partido Democrata. Rompe com o marxismo e o socialismo. Vira um trapo político, cuja ascensão eventual na política italiana depende de sua aliança com os antigos democratas-cristãos e seus satélites. Apoia o neoliberalismo, a política norte-americana e as posições mais conservadoras.

Os setores que discordaram dessa revisão ficam isolados e entram em processo de divisão. A esquerda italiana, a mais potente e vigorosa de todo o mundo ocidental, passa a viver sua longa crise terminal.

Obviamente as situações são distintas. Mas não é o caso da esquerda brasileira e do PT aprenderem algumas lições com essa experiência? Não seria útil refletir o que acontece quando um partido de matiz socialista passa a defender os instrumentos de repressão de um Estado que segue sob hegemonia burguesa? Não seria importante pensar quais as consequências quando a esquerda abandona o papel de campeã radical da democracia para ser o partido de uma ordem que não é a sua?

FONTE: Breno Altman  diretor editorial do site Opera Mundi

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Serena anota contra Kimiko a 600ª vitória da carreia


Principal candidata ao título, a norte-americana Serena Williams fica cada vez mais favorita a vencer pela sexta vez em Wimbledon. Neste sábado, ela deu mais uma demonstração de sua força e despachou a japonesa Kimiko Date-Krum em sets diretos, com parciais de 6/2 e 6/0, depois de apenas 61 minutos de partida e se classificou para as oitavas de final do torneio.

Apenas uma das quatro top 10 que superaram as três primeiras rodada no All England Club, a caçula das irmãs Williams terá pela frente a alemã Sabine Lisicki, que surpreendeu a australiana Samantha Stosur em virada com placar final de 4/6, 6/2 e 6/1. Esta será a terceira vez que a germânica encara Serena, tendo perdido os outros dois embates.

O triunfo deste sábado foi marcante para Serena, que soma agora 600 vitórias como profissional.  Além disso, a norte-americana também chegou a outra marca redonda: conquistou a vitória de número 70 nas quadras do All England Club, onde é a quinta maior vencedora da Era Aberta, atrás apenas da Irma Venus (71), da alemã Steffi Graf (74), da norte-americana Chris Evert (96) e da tcheca naturalizada norte-americana Martina Navratilova (120).

Tenista mais velha a alcançar a terceira rodada em Wimbledon, Kimiko não ofereceu grande resistência à norte-americana. Com golpes mais potentes e maior volume de jogo, Serena dominou a japonesa de 42 anos com 28 bolas vencedores, contra apenas oito da rival. A líder do ranking foi quebrada uma única vez e anotou seis break-points para eliminar a nipônica no primeiro duelo entre elas.

Possível rival de Serena nas semifinais, a chinesa Na Li fez valer a condição de cabeça de chave número 6 contra a tcheca Klara Zakopalova, mas não teve moleza, apesar do "pneu" no segundo set, e só triunfou de virada, com parciais de 4/6, 6/0 e 8/6. Sua rival nas oitavas será a italiana Roberta Vinci, responsável por bater a eslovaca Dominika Cibulkova em sets diretos, com 6/1 e 6/4.

Serena não é a única norte-americana nas oitavas, tendo a companhia das compatriotas Sloane Stephens, primeira a se classificar, e Alison Riske, que superou a estoniana Kaia Kanepi por 2 sets a 0, com placar final de 6/2 e 6/3, para conseguir um lugar na quarta rodada. Ela agora vai medir forças com a esperança local Laura Robson, contra quem já jogou uma vez e venceu, no saibro de Indian Harbour Beach.

Fonte: Tênis Brasil

Serena supera Azarenka e conquista o bi no Torneio de Brisbane

Depois de dominar o tênis feminino em 2013, 

norte-americana mostra motivação para 2014


A norte-americana Serena Williams manteve a sua rotina de títulos logo no primeiro torneio que participou na temporada 2014 do tênis. Neste sábado, a número 1 do mundo conquistou o título do Torneio de Brisbane, na Austrália, ao derrotar na decisão a bielo-russa Victoria Azarenka, segunda colocada no ranking da WTA, por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/5, em 1 hora e 38 minutos.

Serena dominou o tênis feminino em 2013 ao conquistar 11 títulos, sendo dois dos torneios do Grand Slam, além de ter somado 78 vitórias e apenas quatro derrotas. Agora, logo no início da temporada 2014, a norte-americana demonstra que pode prolongar essa soberania por algum tempo ao conquistar o título do Torneio de Brisbane sobre a número 2 do mundo. Antes, nas semifinais, ela já havia superado a russa Maria Sharapova.
A vitória deste sábado também ampliou a vantagem de Serena sobre Azarenka no confronto direto para 14 a 3 - no ano passado, houve equilíbrio no duelo entre elas, com dois triunfos para cada tenista. Assim, ela também conquistou o 58º título da sua carreira.
Neste sábado, após vencer o primeiro set, Serena pareceu encaminhar a sua conquista ao abrir 3/0, com uma quebra de saque, no segundo set. Azarenka, porém, reagiu, venceu quatro games seguidas para fazer 4/3. Novamente, no entanto, a norte-americana se impôs e fechou a parcial em 7/5 para conquistar o bicampeonato do Torneio de Brisbane. 
Serena dominou o tênis feminino em 2013 ao conquistar 11 títulos, sendo dois dos torneios do Grand Slam, além de ter somado 78 vitórias e apenas quatro derrotas. Agora, logo no início da temporada 2014, a norte-americana demonstra que pode prolongar essa soberania por algum tempo ao conquistar o título do Torneio de Brisbane sobre a número 2 do mundo. Antes, nas semifinais, ela já havia superado a russa Maria Sharapova.
A vitória deste sábado também ampliou a vantagem de Serena sobre Azarenka no confronto direto para 14 a 3 - no ano passado, houve equilíbrio no duelo entre elas, com dois triunfos para cada tenista. Assim, ela também conquistou o 58º título da sua carreira.
Neste sábado, após vencer o primeiro set, Serena pareceu encaminhar a sua conquista ao abrir 3/0, com uma quebra de saque, no segundo set. Azarenka, porém, reagiu, venceu quatro games seguidas para fazer 4/3. Novamente, no entanto, a norte-americana se impôs e fechou a parcial em 7/5 para conquistar o bicampeonato do Torneio de Brisbane. 
Fonte: Agência Estado